“Inferno na “casinha de Deus”: dois padres estupravam crianças surdas ajudados por uma freira…” e o problema claro é o Queermuseu… não, perdão, é o bullying no filme do Gentili…

Nazistas, cristãos e satanistas: Vinde a mim os inocentes e pacíficos porque deles é a “Casinha” do Céu

Eram crianças, surdas e muito pobres. As vítimas ideais. Foi fácil convencê-las a não contar nada. E se contassem, como aconteceu com algumas, ninguém iria acreditar nelas. (…) São as crianças do Provolo de Mendoza (oeste da Argentina), um instituto para surdos onde foram cometidos abusos sexuais de todos os tipos durante anos contra menores, inclusive de cinco anos. Realizados principalmente por sacerdotes, às vezes com a ajuda de uma freira que testava meninas e meninos para encontrar os mais fracos e entregá-los aos sacerdotes.

Há seis pessoas detidas e o centro foi fechado em dezembro. Nem a Igreja tem coragem de negar o que acontecia lá dentro. Os estupros e as humilhações de todo tipo — uma adolescente denuncia que foi acorrentada e abusada por quatro pessoas ao mesmo tempo — quase sempre aconteciam em um sótão, em uma sala que chamavam de “a casinha de Deus”. A polícia encontrou as correntes e material pornográfico. “Ao subir as escadas em uma inspeção, uma vítima apontou uma imagem da Virgem e disse: ‘Sempre que passava por aqui, a freira malvada fazia o sinal da cruz’. Como podia ser tão hipócrita?”, pergunta o promotor do caso, Gustavo Stroppiana(…)

“Várias testemunhas concordam. Primeiro, a freira Kumiko Kosaka batia nos menores para testá-los. Aqueles que resistiam, se salvavam. Os que eram submissos acabavam sendo abusados”, explica Sergio Salinas, advogado de várias vítimas e grande incentivador da causa apoiado por sua associação, Xumek. Uma menina de cinco anos, agora adolescente, foi repetidamente estuprada por Corbacho, outro padre do Provolo que está preso. (…) Eram crianças muito pobres, com famílias problemáticas, que pouco viam os filhos porque estavam internados. Além disso, os escolhidos eram aqueles que tinham mais dificuldade para se comunicar com os pais, que não conheciam a linguagem de sinais”, diz Salinas.

Todas as vítimas e até mesmo os promotores da causa concordam em uma ideia: a enorme responsabilidade da Igreja no que aconteceu no Provolo. Especialmente porque sabiam há muitos anos quem era Nicolás Corradi. E, longe de pará-lo, de denunciá-lo à justiça ou de afastá-lo das crianças, simplesmente o mudavam de cidade ou país, onde só mudavam as vítimas, sempre crianças surdas e pobres.

Corradi chegou a La Plata, perto de Buenos Aires, em 1986. Vinha de Verona, onde supostamente tinha abusado de outras crianças surdas. Uma gravação com câmera escondida de um dos padres do Provolo de Verona feita por jornalistas italianos mostra o sistema: quando havia denúncias, o padre tinha que escolher: “para casa ou para a América”. Todos optavam pela segunda.

(…)

O advogado e as vítimas, cerca de vinte por enquanto — continuam aparecendo novas testemunhas, que se atrevem a denunciar ao ver na televisão que estão presos os padres que os aterrorizavam — não estão sozinhos. O promotor conta a mesma versão. “Quando estavam dentro, ameaçavam expulsá-los se falassem. É preciso levar em conta que muitas dessas crianças vieram de favelas, o centro era como um hotel de luxo para eles. Diziam que suas famílias teriam muitos problemas se dissessem algo. Quando saíram, conviveram com medo e vergonha. Alguns hoje têm filhos, têm dificuldade para contar o que fizeram com eles. Mas dão força uns anos outros. Alguns eram tão pequenos que não podiam transmitir o que acontecia, não sabiam. Encontramos muitos que se autolesionavam porque não podiam dizer o que estavam fazendo com eles. Agora querem falar ao vê-los presos. Um garoto que agora vive na província de San Luis nos contou: ‘Se eles forem soltos, eu me mato’”.

As vítimas, que têm audição reduzida (hipoacústicos), estão bem protegidas. Suas famílias preferem não falar. Mas uma concordou em falar com o EL PAÍS. É Cintia Martínez. Seu filho, agora com 20 anos, foi abusado por seu cuidador, que antes tinha sido outro interno do Provolo e que, por sua vez, também tinha sido estuprado por um dos sacerdotes. “Meu filho viu como abusavam do que depois o estuprou. Era uma corrente. Ainda hoje tem pavor de Corradi. Sua história sempre para nele. Diz tem muito medo dele”. (…)-Inferno na “casinha de Deus”: dois padres estupravam crianças surdas ajudados por uma freira

Enquanto as pessoas se entretêm em satisfazer seu moralismo,Hipocrisia e libido no plano-mundo das fantasias sexuais do politicamente correto-incorreto, os monstros continuam a praticá-las como fazem a milênios: violando e sacrificando a carne de quem não tem boca, nem olhos quem olhem por elas. Praticando o holocausto ao seu verdadeiro senhor e culto , por trás dos símbolos, togas, faixas, fardas, batinas, títulos e sobretudos discursos.

Enquanto as pessoas se alimentam e indignam com a sociedade do espetáculo ideológico, os ideólogos desse freakshow alimentam suas taras e seitas perversas e monstruosas com a carne dos inocentes. Fazem do mundo o inferno que as cortinas da imbecilização dos suas cultos políticas e religiosos escondem. Mas o problema é a arte. O problema não é o padre que estupra, mas o artista performático “de esquerda” nu, ou o humorista “de direita” a denunciar o ridículo e perverso da monstruosidade da taras dos sacerdotes reis e seus públicos cativos.

Não, o que incomoda o autoritário e reacionário de direita e esquerda, o pequeno tirano fundamentalista seja do conservadorismo, seja do progressismo, seja o idolatra do culto ao politicamente correto ou incorreto, não é o mal, é a perversão. Não é a criança surda estrupada ou a morrer de fome ou a comer lixo catado ou processado pelo seu Estado eugenista e fascista. O que incomoda, ofende, a todos igualmente, ofende a sua “dignidade”, fere seu “bom gosto”, não é o estupro, o racismo, o genocídio é o nu. O nudez da sua podridão explícita que a dramaticidade ou comicidade, que o sarcasmo ou o realismo expõe não do outro, mas deles como a olhar para um espelho, seus segredos, hipocrisias, taras e perversões.

O repúdio não é ao ato monstruoso, mas a visão da sua própria deformação teratológica e conformorbidade tão cuidadosa enrustida em vestes, costumes e hábitos e opiniões. O ódio não é da violação e violência, o ódio é literalmente o da exposição daquilo que somos. Daquilo que fazemos. O ódio contra quem ousa tirar e destruir o seu mundo cenográfico de confortos e comodidades que só as mentiras e ilusões que nós podemos contar a nós mesmos em público podem dar.

Image for post
Image for post
Isto não é um cachimbo

Olhe para isso? Essa escultura lhe ofende? Pois saiba que muita gente se ofende. E se você como eu a primeira vista não tem a menor ideia do porquê, eu explico é porque ela tem a forma de um Plug Anal. Pois é, como bem diz o gêneses é preciso primeiro comer o fruto da árvore “proibida” para poder sentir vergonha ou ofensa… ou não. Porque a ofensa, a vergonha, nem muito menos o ódio vem casada no pacote da árvore do conhecimento.

Mas esse é o mundo das cavernas, o mundo onde os acorrentados ficam discutindo o sexo dos anjos, enquanto os padres pastores de rebanhos humanos — e não são só os religiosos — os estupram. E aí daquele que cometer o pecado de ousar querer ver ou questionar o que eles fazem. São pervertidos sem deus no coração. Certamente. Sem deus, o demiurgo satânico deles.

Mas sou obrigado a concordar em uma coisa, não é arte que deveria estar em museus. São eles. São esses monstros. De preferencia empalhados. A arte e a liberdade deveria estar livre e impune nas ruas. E eles que já estão mortos em vida mesmo, eles os mortos-vivos é que deveriam ser mandados para o seu lugar: o passado da humanidade. Não para serem apagados da memória ou escondido, mas lembrados, para que nenhuma geração esqueça que tipo de monstro canibal, que tipo de homem que come criancinhas foram os santos e reis dos templos e terras, os senhores dos nossos pais e dos pais de nossos pais.

Um museu desses seria então mais do que um museu da maldade, perversidade humana. Seria um museu da fome, da miséria, da escravidão, da servidão e sobretudo das Inquisições e Holocaustos, dos sacrifícios dos inocentes, do infanticídio. O museu dos cultos, e seitas para apaziguar e satisfazer a ira a taras dos todos poderosos. O museu dos mitos de terror e seus sacerdotes e reis, O museu da outra “arte”, não a da vida, mas a da morte. O museu da arte e arquitetura das civilizações que sustentavam seu conforto plantando e colhendo e semeando genitores tementes, servis e conformados e tarados, sobretudo por violência e poder. Os preceptores que amam mais os senhores da sua discórdia, servidão, covardia e idiotia do que sua própria vida ou liberdade ou a dos seus próprios filhos.

Sim um museu do Holocausto, sem a menor sombra de dúvida, mas não só dos nossos não-irmãos, mas dos nossos não-filhos. O museu da desumanidade. Observem guardem o método. Não se esqueçam do método, do processo e sua sistematização. Porque os fins e princípios são falsificáveis, mas os meios, os métodos constituem a verdade de tudo. Porque o método de seleção artificial nazi, não foi inventado pelos nazistas, ele é tão antigo quanto a própria corrupção e degeneração milenar da humanidade:

Aqueles que resistiam, se salvavam. Os que eram submissos acabavam sendo abusados.

Não existem paraísos nem nessa nem em outras vidas. Não existem mundos livres do mal porque toda criação é fruto da liberdade, e a liberdade é por definição a possibilidade moral do bem e do mal. Da paz e da guerra. O mundo em que os lobos vivem em paz com as ovelhas não é só ingenuidade de utopias pacifistas, mas propaganda totalitária que serve sobretudo a proliferação e preservação desse mundo dos lobos em que tudo que as ovelhas sonham é viver em paz com lobos, virar lobos ou converter lobos em ovelhas. Mas isso é possível? Claro que é. Muitos lobos já viraram ovelhas, e tantas outras ovelhas já viraram lobos. Mas o possível não é regra, é exceção. E o risco permanece como via de duas mãos. De modo que a vulnerabilidade do sistema alimentada pelo sonho ou propaganda enganosa permanece.

Não existem paraísos. Nunca existirá uma Terra ou Humanidade cosmopolita e homogênea em paz, amor e liberdade. O que pode haver são territórios livres, cujo tamanho, jurisdição, proteção da vida e liberdade como direito dependerá da disposição voluntária para investir prover e sustentar o desenvolvimento social e humano e defender esses espaços contra quem não tolera essa vida e liberdade. Porque poder por definição é isso. Não é possuir posses condições ou capacidades, mas acima de tudo ambicionar as do outro, querer retirá-las e tomá-las para si.

O que incomoda o desejoso de poder, não é o fato dele não ter algo, mas o do outro ter, e não algo igual ou similar, mas exatamente aquilo em particular. E nada é mais particular que a liberdade, dignidade e identidade alheia. Nada mais insuportável e ofensivo a psicopatia do poder que uma pessoa simplesmente diferente de tudo que ela é, do que uma pessoa simplesmente livre. Daí ser impossível qualquer diálogo chegar a qualquer lugar com alguém que não tolera sequer que se coloque em questão (e discussão) a “autoridade dele”… sobre você. É como tentar discutir relação com um sequestrador, um estuprador, escravagista ou psicopata. Você olha para ele com um outro ser humano, ele olha para você como carne e objeto.

A metáfora transcendental da luta libertária não é portanto a busca do paraíso na terra. É a luta contra a bestas da humanidade e o inferno. É a luta contra os fascismo e nazismo.

O mito da caverna é um mito essencialmente supremacista e autoritário do salvador e iluminado. A verdadeira alegoria do mundo ao menos para os prisoneiros e acorrentados não é propriamente uma alegoria, mas uma realidade que persiste seja de forma mais sistemática ou explicita ou de forma mais velada e improvisada: é realidade dos genocídios e holocaustos. Nelas as cavernas são os campo de concentração ou as periferias do mundo, onde pessoas, famílias, raças, credos, raças, identidades são reduzidas a classes e segregadas a margem da sociedade, seja condenadas a trabalhar até morrer, e só morte mesmo enquanto isso…trabalham.

A caverna do homem, não é só platônica,ela é a matrix, feita de códigos e símbolos e normas que normalizam a monstruosidade e absurdo. Ela é feita do próprio absurdo e mostruosidade materializado na realidade. Fora do mundo das ideias, é feita de privações reais sofrimentos reais, de dignidades, liberdades e identidades roubadas e renegadas absolutamente sensíveis.

A metáfora da condição humano nos arcabouços da alienação é o campo de concentração nazista. Onde o argumento de Hannah Arent contra o subordinação dos dominados é em essência o mesmo dos próprios nazistas. Porque quando ela se pergunta porque eles não se levantaram mesmo estando desarmados, se eram em maior número contra apenas um homem com uma metralhadora, porque eles não se levantaram mesmo sabendo que muitos morreriam, mas outros mais se libertariam, ela na verdade coloca a questão da servidão exatamente nos termos que esses senhores assassinos querem para justificar o injustificável. E de fato a colocaram não em palavras, mas com guetos metralhadoras.

A unica diferença é que os nazis dizem vejam: eles não reagem, são animais de abate, merecem ser abatidos. Enquanto o humanista apenas diz o contrário: não somos animais de abate, não podemos deixar que eles nos abatam!!! Não, de fato não podemos, mas como diria Ésopo, falar é fácil, difícil é fazer, a grande questão é: e quem é que vai colocar o sino no gato? — Um Sonho: Azul da cor do Mar

Ou em para usar uma alegoria do velho anarquismo da Catalunha:

Isso lutem pelo simbólico. Continuem debatem e se batem, mas não deixem de continuar mandando as crianças para eles. Porque vindo a mim as criancinhas especialmente as que não ouvem nem falam porque delas é o inferninho da casa de deus, o reino do meu Pai e senhor da Terra. Mas não se preocupem que nada disso será contado em verso prosa, drama ou comedia de nenhuma das 7 ou N artes… relaxem e gozem que seus gritos abafados não vão ofender a sua delicada e apurada sensibilidade estética e moral de seres humanos crentes, perfeitos e civilizados, a piada mortal está pronta, elas são surdos e mudos, e nós somos cegos.

Esquece isso aí, pode comer a ostia tranquilo que aquele é o corpo do único inocente que morreu por nossos pecados, Jesus Cristos, e de mais nenhum outro. Pode confiar que essa carne aí também é Friboi.

Enquanto isso…

Written by

X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.

Get the Medium app

A button that says 'Download on the App Store', and if clicked it will lead you to the iOS App store
A button that says 'Get it on, Google Play', and if clicked it will lead you to the Google Play store