Impeachment de Trump

Previsão, projeção ou mais um “fato alternativo”?

Image for post
Image for post

Não vou nem entrar na questão da veracidade das premonições, profecias ou previsões. Mas picaretagem ou não nunca foi tão fácil como agora fazer previsões especialmente as catastróficas. “O papa será assassinado…” “uma guerra mundial vai começar…” “Gente envolvida na Lava-Jato ainda vai morrer em circunstancias misteriosas…”. “Um ataque nuclear vai ocorrer…” ou então “Trump vai sofrer ser deposto…” Mesmo que tudo isso não passe de um chute, as probabilidades das catástrofes estão altas. E chutar desgraça é sempre um aposta win-win. E nem precisa acertar todas. Basta acertar uma e dizer que todas as demais ajudaram a avisar o mundo a mudar de caminho e pronto. Assim é fácil. afinal sempre se pode atribuir o poder da previsão que de alterar o futuro (que não deixa de ser verdadeiro) para encobrir as falhas e se agarrar aos acertos. Difícil não é prever a desgraça, difícil é evitá-la. Difícil é inventar o para-quedas e ainda por cima costurá-lo enquanto se está em plena queda livre.

Mas até por uma questão de método vamos começar do fácil antes de ir para o difícil. Vamos falar das previsões de futuro antes das tentativas de transformá-lo ou construí-lo.

Seja fruto premonição, pessimismo, paranoia, chute ou sabe-se lá o quê, é inegável que parece que a futurologia fica inegavelmente mais fácil de praticar em tempos de crise. Eu mesmo por exemplo tenho uma bola de cristal que funciona melhor quanto mais aumenta crise. Essa bola de cristal é tipo uma lei de Murphy da cretinice humana, e que me diz algo mais ou menos assim: “não adianta amarrar macacos a um piano por tempo infinito que eles não vão produzir uma sinfonia, mas põe uma bomba na mão deles e dá 5 minutos para eles para ver o que acontece…”

Essa lei é especialmente útil por exemplo para aplicar com lideranças nacionais e mundiais. É evidente que governantes não são macacos, mas também não são nenhum Beethoven nem estão tocando pianos, logo se isso fosse um jogo, apostar que vai dar merda, seria mais fácil que acertar na Mega-Sena.

O que surpreende portanto não é nós macacos amarrados as nossas maquinas de destruição em massa não tenhamos composto ainda nenhuma uma sinfonia com essas coisas, o que surpreende é ainda não termos nos explodido achando que estamos tocando ou assistindo a um concerto de um maestro ao piano.

O que surpreende quando equacionamos as crendices e estupidez humanas as probabilidades não é as previsões de tantas crises e catástrofes, mas justamente o contrário, não termos ainda nos extinto como espécie como já fizemos com tantos outros povos, culturas e espécies. O que me assombra não são as profecias apocalípticas. O que me assombra é a capacidade inexplicável da vida continuar presente contra toda probabilidades da nossa desinteligência. O assombroso é a vida não ter desaparecido perante tamanho grau de entropia e não o contrário. Pode-se até dizer que isto é estaticamente um verdadeiro milagre termodinâmico.

Se pensarmos então por essa perceptiva inversa de expectativas veremos que não é tão difícil prever o que vai acontecer, especialmente porque as relações de causa e efeito se tornam tão mais previsíveis quanto mais extremas (e estúpidas e imprevisíveis são as decisões dos supostas inteligencias em momentos de crise. É como ensina o ditado popular “Quem come prego sabe o que cu que tem” E modéstia a parte já estamos comendo pregos a muito tempo. Milagre portanto seria se por exemplo os Estados-Nações cagassem flores ao invés de ódio e bombas e violações de direitos humanos e naturais. Milagre seria se o problema virasse solução. E passasse do dia para noite a construir as alternativas e soluções para o futuro ao invés de cagar regras.

Quem se dedica e a transformação do mundo para o bem ou para o mal sempre trabalha racional e intuitivamente com a futurologia. Esta sempre tentando prever esses futuros, identificando os mais prováveis seja para tentar alterá-lo seja para simplesmente não ser esmagado por ele. Isso se faz buscando e apreendendo a ler os bioindicadores de cada ecossistema seja ele natural ou artificial, seja ele sustentável ou não.

Na geopolítica e economia olhe para as maiores potencias e corporações, olhe para as maiores e mais potentes e supremas bundas comendo e cagando no mundo e você vai saber o tamanho da merda que vem por aí. E até vai começar a entender melhor os seus problemas intestinos.

Uma das maiores cagadas do mundo recentemente tem nome feita em praça pública atende pelo nome de Trump na presidência dos EUA.

Uma cagada desta é praticamente é “prato cheio” para profecias e premonições algumas delas até mesmo auto-realizáveis. Não era preciso ser um gênio nem matemático mas apenas pensar minimamente livre de paixões ideologias e supremacismos raciais e nacionais para prever com razoável acuidade o comportamento futuro de tão “imprevisível” persona e as consequências dos seus atos agora presentes para o mundo.

Aliás não era preciso nem prever. Porque não faltou quem avisasse que o cara era um desequilibrado mental, um fascista, um estatopata no comando da nação com praticamente metade de todo o potencial destrutivo, bélico e econômico, de todo o Planeta Terra.

Fazer previsões de futuros altamente prováveis não era e continua não sendo nenhum pouco difícil. Podemos praticamente dizer que existem duas grandes previsões sobre o mundo na era Trump:

Uma das previsões é catastrofista. Com Trump e acólitos insanos ensandecendo ainda mais com o poder e perdendo o controle de uma das n regiões de conflito armado que estão envolvidos como na Península Norte Coreana por exemplo. Desencadeando até mesmo um conflito de proporções mundiais.

Outra das previsões, não é propriamente uma previsão mas a alteração dessa futuro altamente provável previsto acima. Ou seja é agora o equivalente a inventar o para-quedas e costurá-lo já em plena queda-livre do trumpismo. O impedimento político ou psiquiátrico de Trump. Sim isso mesmo. Finalmente as pessoas perceberam que estão no século XXI com armas nucleares, e que não é nada saudável a era dos reis ou ditadores loucos ou debeis mentais no poder não é mais algo que dá mais para maquiar com propaganda ou para usar um eufemismo contemporâneo fatos alterativos. Porque até para poder continuar inventando fatos alternativos há que garantir que existam duas coisas: gente e fatos. Algo que guerras com armas de destruição em massa eliminam.

Quanto mais grave é a crise mais fácil é a previsão do futuro, porque mais óbvio e evidente se tornam as possibilidades, ou mais precisamente menos alternativas e mais necessários se tornam as possibilidades.

Rigorosamente portanto não existem dois futuros alternativos mas um: ou é o impeachment de Trump, ou já era. Porque a outra alternativa não é propriamente a previsão de um futuro, mas a certeza do seu extermínio. É o não-futuro.

É muito fácil prever que essa roleta russa que os EUA está jogando, vai mais hora menos hora vai acabar numa bala na agulha. Porém previsões apocalípticas não são só fáceis de fazer, são completamente inúteis porque no dia em que alguém acertar uma, não vai servir nem para dizer depois “bem que eu avisei”.

Por outro lado se há uma coisa que a deposição de Trump não pode ser é mero objeto de previsão. Isso tem que ser um projeto tão claro quanto é para ele o seu projeto de guerra e poder. Porque o futuro não é feito propriamente de projeções. Mas de ações e fé. Fé que contra todas as probabilidades mais uma vez a humanidade vai resistir contra tamanho poder destrutivo da sua própria desinteligência e prepotência.

E só para constar: Trump pode estar fora dos limites mas não é a exceção, ele continua a representar a regra desse jogo.

Demoro…

Written by

X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.

Get the Medium app

A button that says 'Download on the App Store', and if clicked it will lead you to the iOS App store
A button that says 'Get it on, Google Play', and if clicked it will lead you to the Google Play store