Idiotia e Idiocracia: Graves e Perigosos Precedentes, Estudo de Casos

“Lugar de psicopata é no poder”

“when man was wolf to the man.” — Bartolomeo Vanzetti

Neste texto a idiotia mais evidente e que mais assusta não é a nem a pontuação de Trump, mas a idiotia dos pesquisadores e da matéria e da nossas sociedade em geral que concorda tacitamente com que ela quando afirma:

“Os pesquisadores fazem questão de salientar que traços de psicopatia podem ser benéficos em líderes, e que até mesmo Jesus teria uma grande pontuação no mesmo teste.”

Não vou nem entrar de cara na questão de que os pais do eugenismo são os mesmo dos testes de QI e afins…

Vou ficar no que é sintomático: “lugar de piscopata é… no poder.” Uma lógica perfeitamente coerente quando você sabe o que quer do que seus seu grande líder:

Nisto nossos psico-idiocratas são mestres… eles não falam, fazem:

É o que gringo até mesmo os mais inteligentes e sensíveis vão ainda demorar para entender, o brasil não é para amadores.

Nossos idiocratas não são protofascistas são racistas e fascistas permanentemente velados ou se preferir dissimulados, que de inaptos, cordiais e incompetentes não tem nada. Dos Estados-Nações que permaneceram sob a esfera de influência da ideologia do catolicismo apostólico romano, os latinos americanos foram os que melhor se aculturam e foram aculturados, e os brasileiros dentre eles os que melhor entenderam e continuaram aplicar sua estratégia de permanente colonização e predominação, a saber: nunca tirar a pele do cordeiro.

Ou em outra palavras, não é porque não sabemos construir Ford ou BMW que não sabemos moer e processar “nossa carne”com nossas máquinas e industrias feudais e medievais que no final das contas não atinjamos de forma mais primitiva o mesma solução final…

Clevelândia, o Inferno Verde

Clevelândia do Norte é o lugar de um episódio pouco conhecido da história amapaense e brasileira. Fica localizada no município de Oiapoque, no Amapá, extremo norte do Brasil. Esta localidade, durante os anos 20 do século passado, foi instituída como colônia penal, para onde foram mandados os agitadores políticos, de diversos movimentos de caráter “subversivo”.
A criação e o funcionamento da Colônia Penal de Clevelândia do Norte é conseqüência direta dos reflexos da conjuntura política nacional e internacional de repressão ao anarquismo e ao comunismo a partir de meados da década de 20. Essa época no Brasil foi marcada por grandes agitações sociais e culturais, assim como a Semana de Arte Moderna, a fundação do Partido Comunista brasileiro, em 1922, o Movimento Tenentista, as campanhas anarco-sindicais e por aí vai.

Clevelândia do Norte, situada na fronteira do Brasil com a Guiana Francesa, foi pensada como um núcleo colonial, na perspectiva da ocupação do território, ao norte do Amapá, que até então era território integrado ao Estado do Pará. Clevelândia foi inaugurada oficialmente em 5 de maio de 1922, recebe este nome em homenagem ao presidente dos Estados Unidos, Grover Cleveland.

Em meados de 1924, já no governo de Artur Bernardes, que governou o país sob estado de sítio, amontoavam-se sob custódia do governo federal centenas e centenas de presos em navios aportados em ilhas próximas do litoral do Rio de Janeiro: cárceres provisórios. Clevelândia do Norte foi indicado como um dos lugares que melhor serviriam para uma colônia penal: seu total isolamento dentro da floresta virgem, e a provável recusa dos outros estados em aceitar presos políticos dentro de seus territórios.

Diante das intensas agitações que desestabilizavam o governo vigente, o presidente Artur Bernardes (1922 ? 1926), que representava os preceitos dos interesses oligárquicos, transformou o que era uma colônia agrícola em colônia penal, tornando-a o que passou a ser denominado “Inferno Verde”. É a partir de 1924 que os primeiros navios-prisão lotados de prisioneiros começam a chegar em Clevelândia do Norte. Sendo a maioria dos presos anarquistas, tenentes rebelados, e todo tipo de pessoa que fosse considerada perturbador da ordem. Estes foram submetidos a duras condições de sobrevivência, sendo vítimas de violência policial, epidemias, trabalhos forçados e fome.

Foram levas sucessivas entre fins de 1924 e meados de 1925. Com os que se evadiram (262 fugas registradas, quase 28% dos presos), surgem denúncias, publicadas às vezes em outros países, driblando a censura, falando dos obstinados que teimavam em se organizar, como o núcleo de anarquistas, mesmo dentro da colônia penal.

Domingos Passos, Biófilo Panclasta, Antônio Alves da Costa, Antônio Salgado da Cunha, Nicolal Parado, Domingos Brás, Nino Martins e outros nomes de importantes lideres anarco-sindicais foram enviados para o “Inferno Verde”.

Segundo Alexandre Samis, no livro ‘Clevelêndia: anarquismo, sindicalismo e repressão política no Brasil’, o primeiro anarquista a escapar do “Inferno Verde” foi o pinto e decorador Pedro Aleves Carneiro, em 17 de fevereiro de 1925, rumo a Belém. As fugas se faziam pela Guiana e, especialmente, por Saint George.

Com o fim do governo Artur Bernardes, a censura diminuiu consideravelmente, e aumentam o número de denúncias sobre as deportações.

Tendo sido Clevelândia do Norte palco destes fatos, há quem a considere forte fator de desestruturação dos movimentos anarquista, comunista e tenentista da década de 20. Centenas de prisioneiros políticos foram vítimas fatais do episódio.

Após a anistia dos presos sobreviventes, o movimento sindical e a efervescência dos movimentos sociais, especialmente o anarco-sindicalismo, não seriam mais os mesmos. A República conseguiu bloquear a resistência popular, prendendo e eliminando seus líderes -Carol Assis

“Le Bon afirma que, em qualquer lugar do globo para onde emigre, aí o povo inglês preponderará, seja exterminando uma raça fraca e pouco utilizável como os peles vermelhas americanos, seja reduzindo uma raça numerosa e produtiva, como a população da Índia, à vontade de seus senhores. “’É, porém, num país novo, como a América, que devemos principalmente acompanhar os progressos espantosos devido à constituição mental da raça inglesa”. Prossegue o autor que “nos Estados Unidos só é possível prosperar quem possua as qualidades de caráter que acabamos de indicar”, e as“condições de existência são tais que todos aqueles que não possuam as qualidades indicadas estão condenados a desaparecimento rápido; nesta atmosfera, saturada de independência e de energia, só pode viver o anglo-saxão; o italiano morre aí de fome, o irlandês e o negro conseguem vegetar em condições perfeitamente subalternas”.

A guinada no eugenismo deu-se em torno de 1918, especialmente através da “Revista do Brasil”, de Monteiro Lobato. Nela esboça-se um programa “melhorista” que substitui as teorias médicas inspiradas em Lombroso e Ferri, adotadas por Nina Rodrigues e seus seguidores, especialmente graças à desmoralização das análises baseada na noção de atavismo, quando o conhecimento da genética mendeliana se generalizou.

Essa tendência, forte em todo o mundo colonial, corresponde à própria incorporação, no aparelho de Estado, de conhecimentos e políticas voltadas para a melhoria das condições de vida das populações pobres, com destaque para as sociedades profiláticas que, criadas por iniciativa de Edouard Toulouse, disseminam-se promovendo o impacto do movimento higienista em vários países. É o advento da chamada “biocracia”, ou seja, o projeto de “governo pela biologia, quer dizer pelas ciências que conhecem a natureza do homem”.

A “opção pela doença”, renunciando à “incapacidade racial”, cria a barreira intelectual e política para a expansão do eugenismo ao estilo anglo-saxão. Os esforços dos governos devem se voltar para o saneamento, isto é, para propiciar uma melhor (e sadia) adaptação do homem ao meio tropical. A “missão intelectual” é exigir dos governos atitudes nessa direção.

Se na arte da guerra e da política estatal o segredo é a alma do negócio, a melhor propaganda é aquela que melhor esconde e engana e a melhor defesa aquela que faz dissimula o algoz como vitima, o perigoso como inocente, e manipulador como coitadinho. Não há melhor propagando que vender o piores lixos e venenos nas embalagens mais caras como se fosse remédios, nem melhor advocacia do vender psicopatas poderosos e perigosos como incapaz, incompetente, ignorante, enganados, e se precisar até mesmo doidos ou senis, pobres meninos velhos e mimados isolados em seus castelos que não é sabe de nada do que estão servindo nem devorando…

Vaí nessa… idiocratas são idiotas mas não são coitado, coitado é o idiota que quem compra essa baboseira… e que jura que você está comendo e pagando os olhos da cara por uma Torta de Wagyu….

quando não tem a mínima ideia de que está devorando a sua própria carne e humanidade…

A antropofagia politico-econômica pode (nem sempre) ser tão literal, mas nem todo chef e gourmet é um idiota tão involuntário quanto quem se vende advoga ou devora com gosto tudo e todos. O genuíno lobo em pele de cordeiro e pastor, o psicopata sabe quem ele é e gosta. Gosta do gosto de sangue principalmente o da carne dos “inimigos” vencidos…

Depende do tamanho da fotografia que você tira da história de uma Nação, ou mais precisamente do tempo histórico que lente consegue registrar numa figura. Há banquetes que viram séculos e nunca acabam…

Escultura em Dublin em homenagem às vítimas da Grande Fome de 1845–1849 na Irlanda.

Homo homini lupus

Da condição natural da humanidade relativamente à sua felicidade e miséria

A natureza fez os homens tão iguais, quanto às faculdades do corpo e do espírito que, embora por vezes se encontre um homem manifestamente mais forte de corpo, ou de espírito mais vivo do que outro, mesmo assim, quando se considera tudo isto em conjunto, a diferença entre um e outro homem não é suficientemente considerável para que qualquer um possa com base nela reclamar qualquer benefício a que outro não possa também aspirar, tal como ele. Porque quanto à força corporal o mais fraco tem força suficiente para matar o mais forte, quer por secreta maquinação, quer aliando-se com outros que se encontrem ameaçados pelo mesmo perigo.
Quanto às faculdades do espírito (pondo de lado as artes que dependem das palavras, e especialmente aquela capacidade para proceder de acordo com regras gerais e infalíveis a que se chama ciência; a qual muito poucos têm, é apenas numas poucas coisas, pois não é uma faculdade nativa, nascida conosco, e não pode ser conseguida — como a prudência — ao mesmo tempo que se está procurando alguma outra coisa), encontro entre os homens uma igualdade ainda maior do que a igualdade de força. Porque a prudência nada mais é do que experiência, que um tempo igual igualmente, oferece a todos os homens, naquelas coisas a que igualmente se dedicam. O que talvez possa tornar inaceitável essa igualdade é simplesmente a concepção vaidosa da própria sabedoria, a qual quase todos os homens supõem possuir em maior grau do que o vulgo; quer dizer, em maior grau do que todos menos eles próprios, e alguns outros que, ou devido à fama ou devido a concordarem com eles, merecem sua aprovação. Pois a natureza dos homens é tal que, embora sejam capazes de reconhecer em muitos outros maior inteligência, maior eloqüência ou maior saber, dificilmente acreditam que haja muitos tão sábios como eles próprios; porque vêem sua própria sabedoria bem de perto, e a dos outros homens à distância. Mas isto prova que os homens são iguais quanto a esse ponto, e não que sejam desiguais. Pois geralmente não há sinal mais claro de uma distribuição eqüitativa de alguma coisa do que o fato de todos estarem contentes com a parte que lhes coube.
Desta igualdade quanto à capacidade deriva a igualdade quanto à esperança de atingirmos nossos fins. Portanto se dois homens desejam a mesma coisa, ao mesmo tempo que é impossível ela ser gozada por ambos, eles tornam-se inimigos. E no caminho para seu fim (que é principalmente sua própria conservação, e às vezes apenas seu deleite) esforçam-se por se destruir ou subjugar um ao outro e disto se segue que, quando um invasor nada mais tem a recear do que o poder de um único outro homem, se alguém planta, semeia, constrói ou possui um lugar conveniente, é provavelmente de esperar que outros venham preparados com forças conjugadas, para desapossá-lo e privá-lo, não apenas do fruto de seu trabalho; mas também de sua vida e de sua liberdade. Por sua vez, o invasor ficará no mesmo perigo em relação aos outros.(…) — Thomas Hobbes Capitulo 13 de o Leviatã

Holocausto: racismo genocídio e burocracia

X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.

X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.