Idiocracia: “Passar fome no Brasil é uma grande mentira…” e a “verdade” libertará: “R$ 200 bilhões vão para o bolso dos mais pobres”

Dos mitos dos grandes celeiros do mundo ao bolsa-família

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Bolsonaro falou merda. E lógico veio a grita. Confesso que pensei em fazer coro. Mas passei a minha vez. Faz tempo que quando Bolso, Lula e coral cantam eu calo, não estou a fim de fazer backvocal para as bobagens deles, nem muitos virar caixa de ressonância. Até porque quanto mais você bate nesse tipo de merda mais ela cresce e se espalha. E sobretudo mais tempo e foco se perde do que realmente interessa. Por sinal a função dessas bundas em forma gente e suas obras. Não são sequer pombos enxadristas, são Espantalhos. E espantalhos servem para isso mesmo, tirar a atenção das pessoas do que importa, e fazê-las perder sua vida se batendo e rebatendo sobre o que sequer deveria ser posto em questão quanto mais debatido.

E toca a explicar o obvio ou pior a tentar entender o sabidamente absurdo e inexplicável, cuja função é esta. Ser um nó cego para trouxas perderem tempo a adorar, para trouxas perderem tempo a desatar. E tanto faz se a armadilha cognitiva é planejada ou improvisada, se a imbecilidade e ignorância, é fruto de cretinice incontrolável ou limitrofia manejada, porque no final das contas, o efeito é mesmo: tanto a cortina de fumaça e manobra diversionista se formam quanto a imbecilização por osmose absolutamente necessária para o espetáculo de ilusionismo da idiocracia simples e pragmaticamente funcione e a imbecilização coletiva progride. Um jogo win-win a curto e longo prazo. Onde as pessoas passam a amaldiciar o dia que ousaram proclamar e reclamar por mais liberdade, e foram convencidas e ferro, fogo, repressão e mais privações e carestias que são um bando de imbecis, incapazes de exercer sua liberdade sem a tutela de burocratas, teocratas, autarcas e toda a corja de tiranos e despostas ilustrados e esclarecidos. Pediram mais democracia? Pois ganharam mais idiocratas e idiocracia. Só para voltar a clamar pelos bons tempos das ditas brandas e ditaduras. Eis a verdadeira golpe e bomba cognitiva por trás, de todo esse dedo no cú e gritaria, convencer o povo, de que ele incapaz de ser livre, que ou vive sobre o jugo de oligarquias ou sobre a tirania de populistas, qualquer outra opção resultará em caos, ainda que esse caos seja o caos devidamente planejado e arranjado pela eterna simbiose das partes autoritárias e totalitárias tanto as domesticas quanto internacionais que pisam no seu pescoço para disputar entre eles e tão somente eles quem irá monopolizar o maior circo e negócio desta terra: a tutela das gentes. A condução dos iguais que são menos iguais que os outros.

Como diria, Moniz Bandeira só existe, um regime pior do que tirania, a anarquia. Principalmente quando a anarquia é aquela construída por uma tirania no território alheio. Porque nesse caso, melhor seria que caísse um meteoro, no território, ou territórios que exportam e cultivam misérias para extrair supremacia e capital. Por que a lógica é inversamente proporcional e verdadeira. A anarquia entre os territórios da tirania, é a garantia que os povos que vivem tiranizados não precisam dar graças a deus, nem muito menos as déspotas minimamente esclarecidos ou menos sanguinários, por serem coronéis e sinhozinhos menos que seus pares ainda mais corruptos, limítrofes ou estatopatas.

Uma questão portanto de ampliação da perspectiva ou se preferir da consciência, onde as redes de beneficiários de tamanho caos planejado não morre nas fronteiras imaginários do subdesenvolvimento, mas se reproduzem na mesma razão ou padrão de simbiose de corrupção entre aqueles que detém e disputam os projetos de poder, incluso como ideologias e idiocracias para além dele. E aí do povo provinciano que não se contenta com seu tirano fantoche, corrupto ou espantalho, porque se reclamar receberá por mais liberdade receberá como paga, bombas na cabeça e a volta da escravidão, em alguns caso não só análogas,mas literalmente.

E traidores e criminalizados serão os que ousaram se levantar, porque foram eles que causaram a ira dos dos senhores e capitão do mato, e envenenam a população, as mulheres, os negros, os pobres, os ignorantes com essa ideia subversiva que não precisam de déspotas nem a esquerda, nem a direita, nem bondosos, nem maldosos a os guiar, porque não são crianças nem retardados. Que não há nenhum problema congênito, nem na sua gene, que não lhe falta nada, não neles, mas para eles. E o que lhe falta não por acaso, vejam só, está na mão de quem lhe tutela. Que todo ser humano dada as mesmas condições é tão capaz de ser tão imbecil ou tão genial quanto qualquer outro, exatamente nos limites máximos e mínimos dessas condições. E que portanto ser tanto um cretino, inútil e improdutivo dento dos limites da dignidade e liberdade e paz humana quanto qualquer outro, ou fazer coisas desde que esteja livre de quem por bem ou por mal se arroga a prerrogativa de decidir o que ser feito para ele o que deve ser feito dele. Essa é lógica do reforço negativo, das tiranias que vivem de plantam problemas para se vender como solução. De tal modo que enquanto aqueles que se doem e deliram novamente até suspiram pelo dedo no cu e gritaria das dita brandas ou ditaduras desde que seja é claro parte a parte, no dos outros, é claro.

“Cuidado!!! gritam eles, Parem, não derrubem com tudo! Para onde vamos sem alguém a nos guiar?” E toca a esperar ou improvisar um novo Dom Sebastião… da cor e camisa e bandeira da minha afiliação. Pois, melhor seria, se ele jamais aparecesse, ou não improvisam mais um… E claro o problema é o povo que vai eleger essa corja, “de livre e espontânea vontade”, melhor seria dizem sem pudor já alguns deixar os mais bem nascidos e mais bem preparados desde o berço para governar, governar essa plebe rude e ignorante. Nem mais se preocupam em vender o 171 do um dia quando estiverem preparados a gente, liberta. Não… não tem jeito. É arianismo. Há raça e castas, que nasceram para governar ou para serem governados. Como se populismo inclusive aquele que ascende do mercado eleitoral sobretudo em países de currais partidários-eleitorias fossem frutos de uma verdadeira livre escolha popular… Seria até uma piada, se não fosse mortal. Como se a maioria do povo pertencesse de fato a uma sociedade quando sequer é proprietária, usufrutuária de parcela de porra nenhuma do patrimônio nacional exceto é claro a obrigação de contribuir para continuar sustentando a locupletação dos parasitas com o que lhe resta ainda a ser expropriado, trabalho braçal.

Pois é… tolo de quem acredita que caos como esse se improvisa. Não meus amigos. Se se tem um industria que nunca entra em crisa, e que está em pleno vapor no Brasil é a do subdesenvolvimento mas pode chamar de idiocracia. Por que antes de ser um estado de (sub)desenvolvimento é sobretudo uma visão de mundo, ou se preferir o espelhamento na nossa vida concreta da falta dele. E que seria do Brasil sem nossos salvadores da pátria, os especialistas em (criar) guerras e divisões de classes, desinformação, e discórdia, soltos ou presos? E o que seria deles, um sem o outro? O que aí o que seria de nós? O que seria do povão desse Brasilzão sem essa dupla sertaneja “Dedo Cu e Gritaria” e corais, e se revezando ora um no dedo ora outro na gritaria para delírio macacos de auditório e a galera a literalmente delirar. E solta o som, DJ.

Digamos assim, cada um se preocupa com o que tem na cabeça. E logo sente e grita onde mais lhe dói e é sensível. Pois é… Cada idiota e idiocrata com sua devida fixação e fetiche. Há quem se doa e grite por seu idolo preso… que por sua vez suspira por voltar ao poder… Outros fazem exatamente o mesmo só que por seu ídolo solto,que por por sua delira em verso e prosa sobre picas amputas mal lavadas, e cagadas dia sim dia não… já se dói ou suspira ninguém sabe

ou na falta delas perseguindo como diria o psicanalista teatral Nelson Rodrigues por quem foi o filho da puta que desenhou caralhinhos voadores no seu banheiro…

Mas e a fome no Brasil? Fora o dedo no cu e a gritaria , para fins de narrativas políticas de ficção e desficção. Espantalhos e manobras diversionistas fora quem realmente se importa? Ou melhor, quem realmente se dói ou faz mais do ficar cutucando a trave do olho-não necessariamente do cu- dos outros e fazendo gritaria? Muito embora, como já desconfiava e estudava o sociólogo Gilberto Freire, é bem provável que o terceiro olho do brasileiro não está na glândula pineal mas irremediavelmente no rabo, perdão, em algum lugar do esfincter. Bem longe portanto do olho que tudo vê, seja como sujeito, seja como objeto.

O que não é um problema desde que seja o seu, e não o dos outros. Ou seja, preso na fase anal enjaulado como um macaco de zoo, cuja única felicidade é falar fazer e claro jogar a merda nos outros, senão qual é a graça? E não adianta por em palácio, porque merda e os hábitos de enjaulado vão junto…

Mas dedo cu e gritaria a parte, e a fome?

O que tem ela? No Brasil ninguém passa fome, quanto mais morre-se disto. O grande líder não disse a verdade, então pronto liberto estamos dela? Da verdade. Não gostou dessa pancada. Então, cai fora, porque o verdade que liberta aqui, é esse, benção, pancada, gritaria e bunda, e claro combos.

De soco ungido, (mentira ainda não chegou(não?), mas façam suas apostas se ou quando vai chegar… tanto faz)

Passando pela surra de bunda…

Fome, não morre pelo que não entra na sua boca. Mas pelo que sai, e logo portanto tanto pelo que há na cabeça e não deveria estar lá, quanto pelo que nunca entra mas deveria já ter entrado faz tempo e não só a sua mas dos outros. Mas quem pensa pela bunda, morre pela bunda. Assim como quem pensa pela barriga, figado, e por aí vai… Não é portanto a toa que a maioria do brasileiro seja um bando de coitados e coitando, alguns a alternarem-se nas suas posições de poder, sem deixar é claro abdicar do poder mutua e simultaneamente uns aos outros de preferencia pelas costas, afinal não é a preferência nacional segundo a sociologia de revista masculina do século passado?

Como diz o meme (agora proibido) E no céu tem pão?

E morreu.

Mas só Morreu porque não tinha nascido ainda o nosso messias e macunaima de coturno e farda, o gênio da raça, que já mata dois problemas com uma cajada só, a fome,a poluição ambiental e de quebra a superpopulação com seu malthusianismo de canavial: come menos, caga dia sim, dia não, e faz menos filho. Porque gente com cultura não faz muito filho, mas pouco, salvo ele próprio é claro, a exceção que confirma a regra. Gênio. Mané Mulher sapiens… o cara é mito mesmo, velho de rastelo é para os fracos, o tio é uma quimera. Depois, ainda tem gente, se perguntando como é que tem tanto doido não só falando mas fazendo todo tipo de barbaridade e monstruosidade que deixa perplexa a “sociedade” por aí. O nome disto é representatividade . Uma representativa não só institucional, mas cognitiva, que tem um custo caríssimo, politico e humano.

O raciocínio é justamente o inverso de quem ganha seus cobre passa o pano da degenerencia, e corrupção passando o pano em quem está no poder (ou caiu dele). Não, não é o comportamento do zé ninguém que dita a honestidade ou desonestidade, não é monstruosidade dos psicopatas e perturbados de quebrada que influenciam a pobre e vulnerável mentalidades dos nossos todos poderosos autoridades levemente perturbadas e limítrofes ou visivelmente perturbadas e taradas a vomitar soberbamente imbecilidades,injustiças em atos e palavras. Mas justamente o inverso, na inversa razão e proporção do seus poderes e representativa dos seus atos e palavras supremas quando não explicitamente supremacistas. São elas e sua difusão que perturbam encorajam e inspiram os já perturbados, provocando o ciclo viciosos desse caos onde o mal difuso que viraliza, para ser remediado com mais atos poder e vigilância centralizada. Não, o poder não só corrompe, o poder enlouquece. Mas quem disse que essa loucura não há de ter método?

Mas dedo no cu e gritaria a parte. E a fome? Quê fome? Uê ela não tinha mesmo acabado? Porque o escândalo com o que presidente Dilmo com todo o seu sincericiderês de curralista de estrebaria disse? Ela não tinha sido oficial e proclamadamente erradicada jundo a miséria? Não tínhamos saído no mapa da fome? Foi tão meia boca assim, a revolução social do período social-democrata liberal e trabalhista, de FHC à LULA que bastou 2 anos de Temer e só 1 de Bolsonaro, para botar no chão 20 todas as conquistas econômicas e sociais? Então ele não é um idiota é um gênio. Ou os gênios não são gênios mas perfeitos idiotas.

Porque teria então desfeito sem ter conseguido ainda fazer nada praticamente nada o que outros levaram anos para conseguir fazer. Logo de duas uma: Ou o que foi construído era de areia, de vento, ou ele não derrubou nenhuma. Nem as conquistas nem o que falta combater. Um pirulito para quem adivinhar qual a alternativa correta.

Pois é. Conquistas foram feitas, e aumentadas como propaganda partidárias-governamentais e malabarismo estatístico. A fome (e miséria) foi de fato reduzida, mas evidente não acabou. Assim como agora, é claro, tem voltou a subir. (Vamos aos dados mais a frente).

Logo quando Bolsonaro diz que não vê mais miséria, ele na verdade corrobora e fortalece o discurso de que recebeu um pais onde tudo era só flores na época dos seus desafetos. E com um marketeiro desses o PT nem precisa contratar um… Aliás o mesmo vale, para o campo oposto.

Bolsonaro sempre que fizer merda pode contar com algum plano dos aloprados para tirar suas bobagens de foco, e poder chamar ordem unida para sua tropa de recrutas zeros. Estão com a cabeça em outro mundo, o do “Eles não passarão”. Quando não só já passaram, como vão continuar desfilando como o cadáver pútrido da velha esquerda de prêmio, enquanto ele continuarem brincando esse jogo de gato e rato totalitário para se manterem na mídia e salvarem seus ídolos com uma dialética da discórdia e demagogia onde se constrói inimigos para desconstruir futuros adversários sem precisar jamais sair dos discursos, bastando usar o jogo dos contrastes com o que há de ainda pior. Pois é passaram e no que depender das inteligencia da esquerda, continuarão desfilando por muito tempo. Pois no que depender da velha esquerda esquerda não vão deixar que os pitbulls se devorem entre eles nunca. Jamais conseguirão deixar de fazer o seu papel de inimigo comum capaz de unir quem sequer consegue criar uma agenda propositiva nem mesmo quando já estavam em franca antropofagia.

E os estrategistas do campo oposto dizem muito obrigado. Isto quando não jogam a isca que os aloprados engolirem com anzol e linha. Ou será que a a velha esquerda imaginou que da cartilha do plantar discórdia, desconstruções para mascarar a completa falta de planos e ações estratégicas infraestruturais e sociais de modo a sustentar tanto a nulidade propositiva, bem como acobertar a repressiva elas tinham adquirido o monopólio da propriedade intelectual?

Logo, a direita agradece novamente quando os mortos-vivos saem da cova, mas se puderem cutucam. Afinal forem eles que inadvertidamente com seus planos e projetos de poder alimentaram e abriram as porteiras para esse baixo clero e alborbequetes se tornassem os novos gurus e salvadores da pátria que são hoje. E de quebra ainda entregaram uma estrutura estatal já aparelhada e montada, bastando uma caça as bruxas para colocar os novos amigos do novo rei. Mas quem não aprendeu ainda, não vai aprender nunca: são e sempre serão uns quinta-coluna mesmo. Tudo que precisam fazer era não fazer nada, ou mais especificamente esperar que o adversário entredevorar-se na luta pelo poder recém-tomado. Mas isso era impossível. Primeiro, porque dependem deles para simbioticamente existir. Segundo, porque entre os quinta-colunas também existem quinta-colunas e tal ordem unida é só mais dedo no cu e gritaria do qualquer ordem ou união.

Bolsonaristas não podem se livrar dos petistas, e vice-versa. Não ainda, não sem antes uns e outros arrumarem outros pares ideológicos para dançar. Sua Politica partidária é guerra como outros meios, não é a feita da afirmação propositiva e gregária mas da discórdia e desagregação, a afirmação de um grupo extremo pela confrontação do outro extremo , enquanto de prática a tática de terra arrasada, negação, desconstrução e destruição de todos os demais espectros pela lógica se não está conosco então está contra nós. Uma dança macabra, que só funciona se todos estiverem delirando enquanto sem percebem se preparam para entrincheirar até a morte.

De tal modo que na falta de inimigos, inventam e passam a se dividir e entredevorar, não só porque essa é natureza da sua ideologia, mas porque essa é a premissa necessária para que ela se sustente como projeto de poder. De tal modo que com a mesma velocidade meteórica que chegaram ao poder, também estavam atingindo o arco da dessa decriputide precoce inerente a corrupção do poder, já praticando a velha e bom trairagem, troca de favores e canibalismo para poderem se locupletarem nesse melaço podre, mas rico em proteínas.

Nisto direita e esquerda autoritária são iguais. Na falta de adversário a frente para atirar, atiram uns nos outros pelas costas. É inevitável. São entidades que simplesmente precisam de guerra domestica ou externa, de classes, civilizações, ideologias, para justificar sua demagogia, porque sem ela, suas narrativas caem em absurdo e o que sobram das práticas e ações são os fatos desacobertados. Eis que os dados e números já não batem e os feitos de repetem se apequenam ou desmancham, e a corrupção percebida explode.

E não é só a política partidária que carece de inimigos reais ou nem tanto, mas a governamental. O Estado e estadista sem inimigos externos ou internos não é um rei nu, é um rei sem trono, quiça sem cabeça só ainda não sabe. O Estado-Nação que de tempos em tempos não arranja uma guerra quente ou fria com outros países, arruma contra alguma causa, drogas, terror, criminalidade. E se não tem meios e forças para ocupar e travá-la em territórios alheios, os faz nos seus, mas nas margens, e nos centros políticos e financeiros, é claro. E vive como disse por sinal o próprio general Mourão com números de um estado de guerra, dentro do supostamente deveria ser um estado de paz.

Mas se nem um general consegue explicar ou talvez entender que quando você precisa de forças armadas sobretudos militares dentro do seu próprio território, você não ganhou, você já perdeu, e de novo, resta o quanto e quantos para pacificar o que vai irromper em conflito, quem vai? Se nem quem preside o pais sabe porque com tanta riqueza e comida ainda há gente passando fome e que isso é responsabilidade de quem detém como subsidio do monopólio da violência a regulação do patrimônio e usufruto do bem comum enquanto patrimônio nacional que é propriedade do governante, mas do povo de cada cidadão. Como explicar para o idiota e que se diz nacionalista que reconhece os direitos de propriedade renda incluso de corporações e fundos gringos sobre a terra brasileira, mas não reconhece o direito de cada brasileiro sobre a renda? Como falar com o idiota que se diz liberal e que reclama do estado, sua corrupção e burocracia e corporativismo mas não restitui o que de fato pertence a cada brasileiro como seu dividendo sobre esse patrimônio nacional?É deles ou é do povo? Perái, aí, não… veja bem… Chama o dedo no cu e gritaria… e dale surra de bunda e soco ungindo… e adivinha com o patrocínio do dinheiro de quem?

Porque será então que o verdeiro dono da terra, não pode portanto colher, nem recebe a sua ínfima parte, a da fome, do que é colhido, que é vendido da riqueza desse celeiro do mundo?

Caberia portanto ao feitor desses campos, o capitão-mor dessa ainda província, saber porque o verdadeiro dono e herdeiro não só passa fome, mas morre de fome sem que ele veja nada. Enquanto os posseiros e grileiros legalizados engordam e frequentam seus palácios. Pois nos dois casos querendo ou não é cúmplice de um crime no mínimo de omissão. Supondo então que a constituição não seja papel para limpar a bunda, e que o Brasil não seja mais uma capitania hereditária de alguma metrópole outra, e portanto que as riquezas naturais tanto as que estão debaixo ou crescem acima da nossa terra, pertençam de fato ao seu povo, e quem pague imposto, não o faça porque o Estado seja um bando de mafiosos, miliciosos e ladrões a cobrar proteção antes de tudo contra si mesmos, mas justamente para que o proprietário da terra não seja roubado dela, nem do seu usufruto, nem como particulares nem como comuns. Até porque uma vez roubados não só toda a riqueza dos bens comuns, há propriedades particulares nada mais é do que uma mansão no meio de um deserto, sem valor e por sinal sem nem um trouxa para se prestar nem para tomá-la nem para defende-la especialmente para o alheio, sendo coerente como a lei dos interesses exclusivamente particulares. Porque ou padeiro faz pão buscando maximizar seus interesses particulares, ou outros, e não instando a servir a outros impostos a força quando a teoria da maximização entra em regime de exceção e subsidio estatal.

Mas como disse não é essa a função nem do feitor, nem da feitoria, sua função é de fato redistributiva e inversa, especialmente perversa nas províncias da periferias do mundo, já que seu papel hobin hood as avessas, ou seja ladrão legalizado, presta serviços de pilhagem expropriação devidamente discriminada para muito das cercas e subdivisões da grande latifúndio que compõe a sua administração estatal, concessões, subsidiados e terceirizados. O que muda é o regime dessa administração, ou mais precisamente os grandes beneficiários a casta que controla a máquina, mas em ambos há de haver exatamente no mesmo lugar sempre fora e apertado, na base o povo. um saco de gatos que por sinal o define, justamente não pelo que possui ou é, mas exatamente mas de fato exclusão por tudo que não é política nem economicamente. Uma classe que portanto de fato não existe, senão em tese, e como negação, porque em prática, de fato fora a abstração das classes é gente com mais ou menos capital, ou mais próxima do centro de gente e grupos que detém esse capital querendo ou não servido-a para sobreviver. O resto é cantoria. dedo no cu e gritaria.

Tal é a natureza dos regimes, Classes só entram em jogo, quando portanto na concessão desses títulos sejam como direitos e privilégios E aí, meu amigo, quem acha que origem, herança genética ou cultural do individual não pesa, tanto quanto uma arma apontada para a cabeça de sujeito, é porque estou tempo demais historinhas pra boi dormir. Como critério para a discriminação alheia, as regras tácitas e por vezes declaradas que estabelecem os direitos dos raças, tribos, sexos, idades, em diferentes terras, lugares, tempos, enfim as diferenças por preconcepção e não por ação, não estão apenas acima mas imanentes e transcendentalmente não só na epsitme mas no logos das supostas leis das ciência econômica ou politica. E pobre do pobre que se perde em ideologias, partidos, e cantorias, porque essa é uma brincadeira de criança menino rico como menino rico, que não raro quando perde leva a bola embora. Sua realidade não é a bolha, o real não é a cantoria, não é debate, não é brinquedo, não é um jogo, não é projeção, nem pregação, carestia alheia é a sua e não nos olhos, mas na carne. É fome e porrete. O resto é distração de espantalho enquanto nego morre de uma ou outra de preferencia na labuta. trabalhismo, paternalismo tutelador-asssistencialista ou escravagista-punitivista, mas ambos escravagistas travestido de salvadores da pátria que servem a outros senhores. a lagrimas dos crocodilos, os risos histéricos dos sádicos, ora pão ora sangue, mas sempre circo e cantoria e da-lhe dedo no cu e gritaria. Porque uma coisa ninguém pode reclamar do progresso: por falta de barulho e distração ninguém morre.

Mas com quem estou falando? Não torço, nem jogo em nenhum time nenhum nesse futepoliquez, mas para o estadio superfurado cair de vez com todos cartolas de dentro e o povão de fora. Então me divirto, jogaçoooo, 7 a 6, e só com gol contra de mão ou pênalti e voadora nas costas é carrinho, incluso dos jogadores do mesmo time… porra pelo menos isso, afinal de contas somos nós que estamos pagando e muitos com o couro. Então na falta de coisa melhor tem que no minimo se divertir e torce mesmo… torcer para eles se foderem… Sou das antigas quando videocassetada e Datena de pobre não era ver coitado se estrupiando, mas autoridade, e não a pequena, que recebe um salário de bosta, mas a grande se fudendo, senão, não tem graça…

Então se tem uma coisa que bolsonaristas e lulistas estão certos é que todos os demais não podem é ficar isentos nesse jogo deles. Assim, se por força maior, por privação de força própria você não puder fazer nada além de assistir então siga o conselho deles e torça… torça para que eles explodam, juntos e abraçados e sem mais outra prorrogação, mas não precisa contar pra ninguém primeiro porque não devem nada a ninguém, segundo e mais importante porque maluco delirante principalmente os fanáticos surtados não se contraria, porque se todo mundo dizendo amém já são perigosos, contrariados tendem a se tornarem ainda invasivos, possessivos e violentos e claro fanáticos. Tó fora. Em briga de escorpião eu é que não meto a mão…

Idiocracia, meu amigo. Idiocracia. Ou como diria timidamente e tardiamente o filosofo português:

Aliás tímida pra caralho. Porque nos de traços imbecilização culturalmente herdados um povo nascido da alienação colonizatória, residem não só a arqué da nossa genese da nossa imbecilidade de nação filha retardada bobo alegre, mas o enfadonho choro patriarcal português pela supremacia perdida dos seus tempos de glória, quando esta metrópole com um tamanho de uma ilha, fez-se potencia e um império a disputar e manter o domínio sobre vastas extensões de terras e populações, incluso com dimensões continentais, como o Brasil. Como, a imbecilidade de hiena do brasileiro explica e nas piadas da burrice portuguesa. Quando a burrice é claro, é nossa. Porque afinal de contas nada mais inteligente para uma administração dálém mar criar uma forte administração centralizadora, cheia de burocracia que matasse toda industria do gigante, para que ele não crescesse, nem se rebelasse. E não é a toda que bastou a corte fugir de mala e cuia para a nova corte, o Rio de Janeiro, para que o pacto colonial, caísse nas mãos de outra metrópole. E nova aristocracia literalmente se instaura diretamente no corpo do hospedeiro. Depois troca de CP, para fugir da plebe, mas isso é outra história. Mas a parasitassem prossegue agora in loco. Burra portanto a nação que se julga independente mas que mantém os grilhões. E inteligente são as metrópoles que pagam os vendidos para que eles continuem existindo, enquanto o idiota nativo se acha que está levando vantagem em tudo certo, e burro são os outros que com essas amarras e outras ferramentas mais, conquistaram e alienaram o mundo. O imbecil mesmo enquanto coletivo, é um sujeito de uma relação, triste ou alegre, um coitado, o sujeito de um coito, de modo que falar dele se perguntar quem o coita, coito, continua coitando, ou o mantém um curral para reversar a curra, ou se fazer de idiota, ou servir a um idiocracia. Mais um cantor de curraria, qual eis a questão. E ainda em plena era da informação e desinformação quer brasileiro não fique de olho no dedo que aponta para sua lua. Mas é exatamente o tudo que interessa de quem esse dedo, de quem é essa gritaria, porque o cu, a gente sabe de quem é. É foda, literalmente.

É Verdevaldo… É grenwald… É lulalivre… bolsosolto… É golpe… é impeachment… 64, 2014, 2024… e o pais do futuro que não sai do passado… um passado de narrativas falsificadas, para realidades invibializadas em delírios banalidades costumeiras que vão virando normalidade, até se costituirem via constituição como norma e a lei, e possibilidades e oportunidades que morrem no berço, anêmicas, retardadas e violentadas por aqueles que uma vez tomam o poder não o largam nem mortos.

Falsos dilemas. Falsos nós cegos, onde as premissas não importa qual seja sua escolha a casa, um jogo de cartas marcadas onde o cassino sempre vence. Uma novela onde como diria Tony Ramos, você decide, mas não decide é nada. Não é você que roteriza porra nenhuma. Não existe terceira via, e todos os lugares levam a Roma. Vira a esquerda, vira a direita, progrida, ou conserve ou reforme, todas as portas de saída levam ao mesmo lugar comum, todas as vendas nesse mercado político-economico são casadas.

-Quero me livrar da corrupção e ter justiça social.

-Ná, ná, ni ná ni, ná ni. E que mais que você quer paz mundial, o fim da fome? O cara aqui é um comediante. Vai trabalhar vagabundo. Aqui não tem esse negócio de pegar ou lagar, é pegar ou pegar. E o negócio é o seguinte malandro: pacote fechado, quer se livrar dos ratos, então tem esses pesticidas aqui, é o mata tudo e cala a boca.

-Mas perái- diz o cidadão- “eu não quero matar ninguém não, só quero me livrar dos ratos, não quero exterminador nem muito menos veneno na minha casa, pelo contrário, só quero é receber o que é meu por direito que ladrão rouba, e não matar e nem muito ser morto. E nem calar a boca.”

Aí meu filho, o seu pacote é outro, é o “deixa tudo como está”, pega o que dão e cala a boca. Ou é um ou é outro. E já vou avisando, nem um dois vem com garantia de nada. Se o pesticida “mata tudo”, incluso você, menos as ratazanas bem gordas. Ou se na encolha o deixa tudo como está resolver bancar o pesticida devagarinho na encolha enquanto engorda de novo os ratos grandes, que de dane, a culpa é sua que não sabe escolher.

Nesse supermercado o rotulo, a marca e embalagem e o garoto propaganda mudam e mas não esquenta o principio ativo, o veneno é o mesmo. Aliás não importa nem se você leve o “mata tudo” ou “deixa tudo com está”, porque as duas marcas tem o mesmo dono, e não entram nem ficam nas prateleiras se eles não quiserem. Não importa que você não ligue para a propaganda, ou mesmo que não escolha por nenhum deles porque a maioria precisa comer não tem outro supermercado para comprar e logo não por acaso nenhum produto competitivo nesse mercado que no final das contas não resulte no mesmo em longo prazo no mesmo resultado: trocam-se os ratos, os pesticidas e rações, mas os donos não só do mercado, mas da terra que ele domina continuam os mesmos.

É por isso que as bandeiras do Brasil tanto do combate a fome, quanto do combate a corrupção tem dono, assim como a sua cegueira seletiva inversamente proporcional. Um precisa eliminar das suas vistas e narrativas não pode ver quem morre de fome, outro quem rouba, mas nenhum deles precisa nem pode eliminar nem corrupção, nem muito menos fazer o combate a caresia e sua exploração como sua praxis, porque ambos implicam em emancipação do gado, e o fim dos préstimos como autoridade dessa feitoria provinciana disfarçada de free country. Alternam-se na dose do pesticida e ração, na rédea curta ou solta, no peso da chibata, ou do agrado despudorado, na hipocresia crista ou marxista, mas narrativas, dedo no cu e gritaria fora, ruido e guerra de desinformação nas alcovas os deserviços populistas e autoritárias prestados a população são os mesmos.

Um nó gordio de imbecilização por violações e violências, que só se desata com a espada da inteligencia solidaria e empatia, mas que novamente eles se apressam para desatar novamente como outra espada a da força bruta. Neste caso mais do que uma venda casada, da perspectiva desse supermercado como um todo, a velha estratégia do bode na sala. Porque a pergunta mais importante não é como os governos e governantes são apeados do poder, mas antes como eles montam nele. O golpe meu amigo, não é dado quando o trouxa perde seu dinheiro na piramide, na bolsa que quebra ou no regime que cai, mas quando ele põe. Na narrativa dos vencedores e perdedores você tem a história dos golpes de golpistas sobre golpistas, escritas por seus escribas. Já na história dos povos, quase nunca há escribas, porque cliente morto não paga.

Não, não há solução, nas prateleiras da farmácia nem igrejas, nem muito menos nas urnas e congressos porque na prática o combate a miséria e corrupção nunca poderão estar nessas casas como se devem estar, simultaneamente conjugados, porque propaganda fora, uma não se existe nem se perpetua nem a outra, nem como industria nem como bandeira de guerra. E a mão que ataca uma numa frente dá com o outra noutra frente. As perdas hão de ser compensadas. Se me tira escravos, terá que me compensar em riquezas naturais. Se me por outro lado bloqueia minha pilhagem, terá que me pagar com escravos. E isso, é um mero esquema conceitual. Porque no mundo real a paga do feitor é sempre uma combinação de ambos mão-de-obra semi-escrava e recursos a preço de banana em troca de propinas, quando não títulos e bugigangas. Legal, ilegal ou a ser legalizada, isso são questões domesticas.

Assim seja lá quem vença os interessem que bancam o aparelho estatal irá se reorganizar em torno dos vencedores que cumprem seu papel: ladrões maiores a prender menores mantendo os canais e portos abertos para a pilhagem legal (e ilegal) sem concorrência. De tal modo que antigos capos caem para dar lugar a chefes de novas siglas e suas famiglias, mas os mesmos padrões de interesses e lógica de privações permanecem e em tempos de crise se embrutecem se preciso for primeiro do caos e desiformação e imbecilização controlado, depois da ordem imposta pela tutela da barbárie e tirania institucionalizada com o remédio amargo, ou mal necessário. Tudo isso operado e administrando com do velho e bom terror e imbecilização mas em doses cavalares, para que a vítima sequer não só não acorde no meio da operação, mas de preferencia continue achando tudo lindo e maravilhoso até o último dia das suas memórias. Alías que memórias? E rebbot no sistema porque sextou.

Mas não vá pensando que essa imbecilidade é um produto tipicamente nacional. Ela evidentemente se explica como um virus na exata medida da expansão dos domínios culturais sobre as superestruturas politico-economicas de um território que quer goste ou não é mera fonte de recursos naturais e humanos, braços e matéria na divisão internacional do trabalho-capital. E cuja ordem do dia, ou melhor do começo do século se for para ser resumida a grosso modo é um só: até recuperar de novo o completo controle do monopólio dos meios de comunicação e informação, onde houver demanda popular por liberdade, introduzir a quinta-coluna do caos planejado, a guerra e enfim o clamor pela solução totalitária, até que depois das ruínas, volte-se a soluções clássicas: os melhores governos entre os piores, mesmo que sejam tiranias disfarçadas ou nem tanto, no fundo até mesmo ditaduras serve desde que sejam no cu do mundo alheio, não importa, os melhores governos para nós, os piores governos para os outros, desde que quem tenha a ultima palavra não seja jamais o cidadão, mas qualquer outro no lugar dele, mesmo que seja um ladrão, demente, assassino em massa, ou quiça um dia uma máquina, um palhaço ou macaco treinado, tanto faz, desde que mantenha o gado entretido a trabalhar fica.

Mas chega de desopilar o figado. Vamos aos dados. E não da republica do ABC mas da de Curitiba:

“Ainda morre uma pessoa de fome a cada dois dias no Paraná, segundo os dados mais recentes disponibilizados pelo Ministério da Saúde. Mas há o que comemorar. Em 2017, dado mais recente, houve o menor registro de casos desde o início da apuração. Naquele ano, foram 187 mortes confirmadas como decorrentes de desnutrição no Estado — o número mais baixo desde 1979.”

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No Brasil, a tendência também é de queda. Em 2017, o país registrou 5.653 óbitos associados oficialmente à fome, menor marca em 38 anos. É menos da metade dos casos contabilizados pelo governo federal em 1979, durante a ditadura militar, quando 11.784 brasileiros tiveram a morte registrada como consequência da alimentação insuficiente. Naquela época, a vilã era a desnutrição infantil — 84% dos casos eram de crianças de 0 a 4 anos idade. Hoje, 82% são idosos.

A forma para identificar as mortes por fome no Brasil consta em resposta do governo federal a pedido feito pela Lei de Acesso à Informação. O extinto Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome orienta que a consulta à base de dados do Sistema Único de Saúde (SUS) deve ser feita procurando a causa “desnutrição” na classificação da CID-10 (Código Internacional de Doenças). Os dados do SUS são disponibilizados após várias revisões — portanto os números referentes a 2017 são os mais atuais. — Paraná tem menor número de mortes por fome dos últimos 38 anos

Note portanto que os dados em questão não são sobre desnutrição. Nem sobre pessoas esquálidas, raquíticas, as visivelmente desnutridas até para os mais parvos, limítrofes, e insensientes. Não falam das que morrem de fome. Mas das que morrem Fome. Mortes por Fome e ponto. E não estão computados, quem morre por doenças decorrentes da desnutrição, mas cuja a causa é a desnutrição. Porque (e é ridículo ter que registrar isto) quem passa fome, mesmo gordo, morre não só de fome, morre em decorrência de doenças que facilmente poderiam ser evitadas,e nem precisa ser por um período prolongado de tempo. Qualquer pessoa que passa por restrições severas pode ter danos cognitivos e neurológicos permanentes, especialmente nas fases do desenvolvimento, e acabar não conseguindo inclusive virar um completo idiota e morrer (ou ainda pior matar muita gente) por não conseguir diferenciar lé de cré. Mas uma coisa, é certa, não é a desnutrição a causa prevalente da imbecilidade incluso a que leva a tamanhos índices de mortalidade precoce, incluso por desnutrição entre a população, nem a brasileira nem a mundial. Se fosse, não haveria tantos idiotas tão bem nutridos, porém tão mal-amados desde o berço. E nisto entendemos porque as preocupações e carestias de tantos não exatamente as mesmas carências e fixações que povoam os devaneios de outros, a ponto de trair sua boca.

Mas, vamos ficar nos dados. Note ainda que os dados são do falecido ministério de combate a fome, que portanto se tinha algum interesse era o justamente o de ir de encontro a narrativa de Bolsonaro, aliás como exatamente o fazia como peça de propaganda estatal! Caso não se lembre a miséria havia proclamadamente sido (praticamente) extinta. Reduzida, um fato inegável como se vê na série histórico do gráfico acima, desde o fim da ditadura militar. Extinta, já uma combinação de fatos, manobras estatísticas e claro narrativas, que já começavam a ser cair, antes mesmo de ser removida ou derrubada do poder, a gosto do freguês. Muda o nome mas o prato do dia é o mesmo.

Vamos aos dados lá do fim desse período 2015–17:

A crise econômica que se abateu sobre o Brasil cobra seu preço das camadas mais vulneráveis da população, interrompendo o movimento de redução da fome no país dos últimos anos e fazendo a voltar a crescer o número de pessoas atingidas por ela no triênio 2015–2017, aponta o relatório Panorama da Segurança Alimentar e Nutricional na América Latina e Caribe 2018, divulgado nesta quarta-feira por uma série de instituições ligadas ao sistema das Nações Unidas.

De acordo com as estimativas atualizadas, a desnutrição alcançou até 5,2 milhões de brasileiros no período, frente os até 5,1 milhões calculados para os triênios 2014–2016 e 2013–2015 e 5 milhões de 2010–2012. Ainda assim, número bem inferior ao estimado para o triênio 2000–2002, quando 18,8 milhões de brasileiros sofriam com a fome. Já proporcionalmente à população, a estimativa de prevalência da fome no Brasil permanece a mesma desde o triênio 2010–2012, em menos de 2,5%, e novamente uma taxa bem menor que a registrada no início do século XXI, quando era de 10,6%. — Cresce número de mortes de crianças em alta inédita no país

Em suma: a desnutrição que vinha caindo volta a crescer a partir de 2015–2017. 5,2 milhões desnutridas, isto é, não simplesmente passando ou sentindo fome, mas já sofrendo efeitos sobre a saúde corpo de forma que exames podem constar esse estado, ainda que políticos neguem ou reneguem e esse outro tipo de facada na barriga se não forem a sua, e só se escandalizem com negacionismo da cegueira seletiva, por obvio, senão não seria seletivo, nem alheio. Porque se não for nos dos outro não é refresco, nem tem gritaria.

Logo, o presidento não podeira então apontar para incongruência destes discurso passados? Claro que não, ele fala bosta, mas não trouxa. Não se engane sua loucura é tosca, mas tem método, se não do próprio, de quem insufla o balão só para estorá-la. Problema deles. Com ruído ou sem, agora ele não é mais pedra é vidraça, e tal narrativa é uma faca de dois gumes, que coloca não só no pescoço alheio mas também no seu, porque a denuncia de tudo de ruim que foi feito ou deixo-se de se fazer cai sobre seu governo querendo ou não como mais obrigação a fazer. Logo mais fácil, usar o mesmo método dos ilusionistas e sumir com as pessoas com vistas grossas palavras e se conseguir trocar as peças do aparelho estatal, dando uma guaribada nos dados. E enquanto não se reformata a realidade via falsificação dos dados, vai se bancando o doido calculado, não sei, não quero saber e quem sabe e diz é traidor da pátria.

Logo Ninguém vai morrer de fome novamente por decreto e canetada. Porém o milagre da narrativa é outro: não a história de pescador que aumenta mas não inventa (dizem eles), é a o negacionismo descarado, a fome não acabou, a fome simplesmente nunca existiu, ratinho, é pura charlatanice. E vamos repetir, repetir, repetir, até a “verdade liberte…”

E encerro aqui a questão da fome. Porque dito isso não há mais o que se debater.

Aliás não pense que isso é um mal brasileiro, disse isso, ou penso que disse, com meu inglês no painel da Renda Básica do Forum Social Mundial do Canada de 2016, se uma vez explicado como funciona a coisa, se você precisa explicar provar justificar ou dar razões éticas ou pior econômicas porque as pessoas precisam ter o mimino vital garantido, isto é, você ainda precisa provar porque uma pessoa teve ter o direito incondicional de não morrer de fome, não importa o que ela tenha feito de ruim ou não tenha feito de bom, esquece, não estamos mais debatendo sobre renda básica mas veladamente quem deve morrer ou no deixar que se morra, quem são elegíveis ao direito a vida e não por trás da hipócrita cortina da reserva do possível. Um debate entre o minimo o vital e a reserva do possível que não por acaso um uma das especialidades de saber de ninguém menos que Gilmar Mendes.

Se o discurso e debate prossegue é só porque há um certeza igualmente velada entre todas as partes, ninguém vai fazer nada. Porque o paradigma de fato, é outro do que está em debate e as pessoas não são capazes de admitir a si mesma ou uma as outras. Cristianismo, e direitos humanos é balela. Para todos um ova. discriminação e apartados est. Resta definir os termos e limites e condições e regras da elegibilidade, quem é igual e próximo, e quem para receber sem precisar dar nada em troca, ou quem nem tanto, que vai ter que dar algo trabalho e com juros, e dê-se por agradecido por que há quem não tem nada para dar, logo nada a receber nem como ajuda.

Sua verdadeira cultura é das contos e narrativas a travestir e acobertar outras práticas. E essas práticas envolvem justamente o que a narrativa mais abomina, enquanto tolera ou mesmo aplaude enquanto prática velada e narrativa politicamente e economicamente correta. O resto principalmente o que não é palavra mas gesto, é tomada por provocação e subversão. E embora não seja esta a finalidade da ação não deixa de sê-lo. Não tem como. Chamam isso de hipocrisia. Não é. Não há nada de falta de critica nesse mentalidade, pelo contrário, há uma superestrutura que há muito tempo soube não só se blindar as críticas, mas se apropriar do próprio pensamento crítico e fazer dele nada mais do que outro ferramenta retórica e ideológica dos suas castelos fossos e arcabouços de racionalizações, de onde morrem em cerco, mas não saem.

È por isso, que tratar sobre a importância de garantir toda a vida humana com propostas pragmáticas e concretas como rendas básicas, ou outras, mesmo com quando dados, argumentos baseados em fatos ou mesmo experimentos científicos ou não, nada disso funciona. Não é uma questão de ciência. Mas de consciência. Estamos partindo do pressupondo que que toda vida importa a audiência no debate, que todos falamos a mesma lingua e temos os mesmos sentimentos e filias uns em relações aos outros nessa torre de Babel, não falamos nem temos. Não temos, nem filias nem filiações. Muito embora para outras finalidades finja-se que se fale tenha e entenda. E quanto não temos esse denominador comum da mesma e igual preocupação com toda e qualquer vida humana, não só nenhum argumento faz sentido, nenhum debate faz sentido. Não está mais em questão como resolver o problema. Porque o que é uma preocupação de fato, para você, para o outro é não é, ou no máximo é uma preocupação a ser simulada publicamente como demagogia.

Quando alguém nega dados, e não estou falando dos dados apresentados por institutos, mas os dados ao seu eu sensível. Nega a realidade que está diante dos seus sentidos, estamos portanto diante de um nó gordio, um verdadeiro nó cego, não só impossível de ser desatado, mas feito justamente para você perder sua vida quebrando a cabeça tentando desatá-lo. Nenhuma navalha filosófica ou cientifica conhecida, nem a de Occam ou Popper resolvem. Nestes casos só mesmo a espada de Alexandre para desatar o problema. Passa-se o nó cego a fio dessa espada conceitual. nada é mais insano do que esses debates supostamente racionais sobre direitos sociais, humanos, em tese ou em prática. Onde alguém um tenta convencer racionalmente alguém que se nega que determina vida deva receber ou deixar de receber determinado tratamento que dá a outra vida humana não é mais louco que mas certamente é burro pra cacete. Como aliás fui.

Porque não é razão nem consciência que lhe falta a esse tipo de insanidade coletiva, mas algo mais basilar, senciência, o denominador comum que não se dá nem tira com razões, mas que enquanto sensibilidade fundamental a sua concepção, afetos e gestos, coisas que em geral, discursos não fazem. Salvo os carregados justamente de emoção, algo que não depende menos do seu conteúdo, do que da forma e sobretudo circunstanciais, que constituem seu simbolismo como gesto. Enfim o gesto, do qual a palavra pode fazer parte, ou não, mas que sem sentido que é sempre um sentimento e nunca uma signo, não tem força empática necessária para operar esse milagre a transmutação da plasticidade das conexões neurológicas de modo a ressuscitar um empatia morta de volta a vida. E como signos e sentidos embora dispostos por quem fala, só são de fato dados por quem recebe, o milagre não se opera, sem que o ouvinte no final das contas queira, e permita ainda que inconscientemente que isso ocorra. Ou seja, haja fé de Daniel na cova dos Leões. Não é impossível. Mas mais provável e talvez menos perigoso explicar direitos humanos para eles… os leões. Imagine então a distinção entre a tese dos direitos humanos universais e a ética desses direitos aplicados a lógica desse direitos não como dever que se demanda, transfere ou impõe como obrigação e tutela ao alheio mas que se dispões como liberdades e portante se assume voluntariamente e mutuamente como responsabilidade social de livre e espontânea vontade.

E nisto que constitui a loucura dos sonhadores em especialmente os ativistas. Para nós isso tão obvio. Tal vontade não nos falta. Basta estender a mão para quem está afogando. Porque não? Será que ninguém vê que as pessoas estão se afogando e que é tão simples estender a mão? Sim é simples, porém mesmo como demostramos na prática como não é nenhum bicho-de-sete-cabeças nada muda. E não muda, por uma razão igualmente simples. Porque não é a pergunta, na nossa cabeça mas a pergunta de quem está em terra firme é outra: E porque sim? Ou mais precisamente Para quê? E quando você age a pergunta não se desfaz, ela dobra, porque você fez isso? agora a curiosidade é dupla. Quando alguém rouba, mata, estupra, ou simplesmente caga no meio da rua, ninguém pergunta porque nem para que ele fez isso, não se pergunta sobre quais seriam as motivações todos sabem quais são porque todas as tem dentro de si, e felizmente como algumas outras coisas mais seja um pouco mais de respeito ou medo ou autocontrole ou de formas menos doentes que os impede de agir da mesma forma. No entanto cada dia, mais ficamos surpresos com gestos espontâneos, quanto mais sistemáticos de solidariedade, mesmo sabendo, vendo e conhecendo ainda que façamos questão de esquecer que eles estão instintivamente presentes, quem convive com crianças e animais que não estão sendo amestrados para perderem esses sentimentos gregários sabe do que estou falando. São afetos, fidelidades, confiança dados sem pedir nada em troca, apenas por compartilharmos o mesma convivência cotidiana. E quanto mais eles crescem mais claro fica uma coisa, perverter a natureza solidaria humana é arte. Eu sei que as pessoas fazem aparentemente sem grande esforço, sendo apenas quem elas são, mas aí é que está a arte.

Em outras palavras, a questão da fome, não é uma questão da afirmação ou refutação de fatos e dados. Agora mesmo uma enxurrada de outros textos, batendo no discurso de Bolsonaro, já foram feitos. E tudo vai continuar exatamente como está. Gritaria. Esse texto também, não passa disso, gritaria. Agora, vamos gritar com portas, leões, ou com quem falar com quem tem olhos e ouvidos para sentir e querer, querer entender e fazer? A começar por nós mesmos. O quanto esses fatos, dados, o quanto essa realidade realmente nos afeta, mexe com nossos animos? Uma pulga picando a bunda de uma pessoa é capaz de fazer se levantar e tomar alguma atitude, e não é ir para uma rede social escrever um texto, reclamando da pulgas ou pedindo que se alguém tome alguma atitude. Quando somos afetados precisamos fazer algo com isso, o que depende de quanto e sobretudo de como. Algo que depende não só do tamanho da picada, mas do quanto já estamos anestesiados, ou mesmo amputados nessa sensibilidade em relação a dor do outro.

Para se ter uma ideia, há que defenda em verso e prosa há séculos que esse instinto sequer exista, que ele é uma ficção, que tal sentimento gregário, sequer é real, que não conseguimos detectar nem se importar com nada para além da ponta do nosso nariz, ou no máximo que para além da nossa gene. E não são considerados loucos fundamentalistas nem broncos ou idiotas, psedo-cientistas, falsos pregadores, filosofos de araque, nem nazis. Mas polemistas, ideologos, formadores de opinião, e pensadores que tem compõe a visão pensamento e formação da não só das instituições e regimes, mas cultura na qual não só o parasitismo se instaura, mas através do qual essa insanidade vem como um virus se alastrando e matando a vontade que nos falta. Vontade que não é política como dizem, mas literalmente solidária, matando a empatia. Outra palavra que vai virando moda, sendo apropriada como vocábulo e a perdendo-se no mar dos termos e vazios e quiça gestos e narrativas pervertidos em ritos de práticas nulas.

Agora mesmo leio artigos de morrer de Brasil, corajosos, falando de pessoas ansiosas, familias de classes médias divididas, trabalhadores sobrecarredos assustados:

É desta ordem os relatos que tenho recolhido nos últimos meses junto a psicanalistas e psiquiatras, e também a médicos da clínica geral, medicina interna e cardiologia, onde as pessoas desembarcam queixando-se de taquicardia, tontura e falta de ar. Um destes médicos, cardiologista, confessou-se exausto, porque mais da metade da sua clínica, atualmente, corresponde a queixas sem relação com problemas do coração, o órgão, e, sim, com ansiedade extrema e/ou depressão. Está trabalhando mais, em consultas mais longas, e inseguro sobre como lidar com algo para o qual não se sente preparado.

O fenômeno começou a ser notado nos consultórios nos últimos anos de polarização política, que dividiu famílias, destruiu amizades e corroeu as relações em todos os espaços da vida, ao mesmo tempo em que a crise econômica se agravava, o desemprego aumentava e as condições de trabalho se deterioravam. Acirrou-se enormemente a partir da campanha eleitoral baseada no incitamento à violência produzida por Jair Bolsonaro em 2018. Com um presidente que, desde janeiro, governa a partir da administração do ódio, não dá sinais de arrefecer. Pelo contrário. A percepção é de crescimento do número de pessoas que se dizem “doentes”, sem saber como buscar a cura.

Vou insistir, mais uma vez, neste espaço, que precisamos chamar as coisas pelo nome. Não apenas porque é o mais correto a fazer, mas porque essa é uma forma de resistir ao adoecimento. Não é do “jogo democrático” ter um homem como Jair Bolsonaro na presidência. Tanto como não havia “normalidade” alguma em ter Adolf Hitler no comando da Alemanha. Não dá para tratar o que vivemos como algo que pode ser apenas gerido, porque não há como gerir a perversão. Ou o que mais precisa ser feito ou dito por Bolsonaro para perceber que não há gestão possível de um perverso no poder? Bolsonaro não é “autêntico”. Bolsonaro é um mentiroso.

Podemos — e devemos — discutir como chegamos a ter um presidente que usa, como estratégia, a guerra contra todos que não são ele mesmo e o seu clã. Como chegamos a ter um presidente que mente sistematicamente sobre tudo. Podemos — e devemos discutir — como chegamos a ter um antipresidente. Assim como podemos — e devemos — perceber que a experiência brasileira está inserida num fenômeno global, que se reproduz, com particularidades próprias, em diferentes países.

Esse esforço de entendimento do processo, de interpretação dos fatos e de produção de memória é insubstituível. Mas é necessário também responder ao que está nos adoecendo agora, antes que nos mate.

Em 10 de julho, o psiquiatra Fernando Tenório escreveu um post no Facebook que viralizou e foi replicado em vários grupos de Whatsapp. Aqui, um trecho: “Acabei de atender a um homem de 45 anos, negro, sem escolaridade. Nos últimos cinco anos, viu seus colegas de setor serem demitidos um a um e ele passou a acumular as funções de todos. Disse-me que nem reclamou por medo de ser o próximo da fila. Tem sintomas de esgotamento que descambam para ansiedade. Qual o diagnóstico para isso? Brasil. Adoeceu de Brasil. Se eu tivesse algum poder iria sugerir ao DSM (o manual de transtornos mentais da psiquiatria) esse novo diagnóstico. Adoecer de Brasil é a mais prevalente das doenças. Entrei agora na Internet e vi que a reforma da previdência corre para ser aprovada sem sustos. O povo, adoecido de Brasil, permanece inerte. Vai trabalhar sem direito a aposentadoria até morrer de Brasil”.

Alagoano da pequena Maribondo, Fernando Tenório fez residência e atuou na rede pública de saúde mental do Rio de Janeiro. Atualmente, mantém consultório na capital fluminense e atende trabalhadores de um sindicato do setor hoteleiro. O psiquiatra me conta, por telefone, que cresceu muito o número de pessoas que chegavam ao seu consultório com sintomas como taquicardia, desmaios na rua, sinais de esgotamento corporal, dores de cabeça frequentes, sentimentos depressivos. Eram pessoas que estavam objetiva e subjetivamente esgotadas pela precarização das condições de trabalho, como jornada excessiva, acúmulo de funções, metas impossíveis de cumprir, falta de perspectivas de mudança, insegurança extrema. Tinham um “trabalho de merda” e, ao mesmo tempo, medo de perder o “trabalho de merda”, como testemunharam acontecer com vários colegas.

O psiquiatra diz que ele mesmo se descobriu adoecido meses atrás. “Fiquei muito mal, porque me senti quase um traficante de drogas legais. Estava tratando uma crise, que é social, no indivíduo. E, de certo modo, ao dar medicamentos, estava tornando essa pessoa apta a sofrer mais, porque a jogava de volta ao trabalho.” Na sua avaliação, o adoecimento está relacionado à precarização do mundo do trabalho nos últimos anos, acentuada pela reforma trabalhista aprovada em 2017, e foi agravado com a ascensão de um governo “que declarou guerra ao seu povo”. “O Brasil hoje é tóxico”, afirma. —

Opa, opa, opa. Muita calma nessa hora. O de hoje? Tudo depende do ponto de vista cara-palida? Viver doente tendo que trabalhar num merda, e ao mesmo tempo de trabalho de merda, com medo de um trabalho de merda é só o começo da sina do experimento antropológico do que é ser sentir carne e não na escola parte do povo brasileiro. Tem o ainda viver com medo de não cumprir as infinitas burocracias ou desagradar o burocrata, e perder a assistência social enquanto procura um emprego que não quer, e não mesmo que quisesse não tem. Ser tratado por vagabundo, bandido, tomar enquadro, ver e perder gente querida de doenças evitáveis, pelas causas mais preferencia ainda criança. Calma que no vácuo da nossa insolidariedade social como prática e não como discurso ou transferência de responsabilidade para grandes lideres e seus tecnocratas (e aqui não importa a cor da camisa) como diz o Bertold Bretcht infelizmente a merda vai bater na porta de muita gente, e indistintamente tantos dos solidários quanto os insolidários, porque a desgraça pode não ser justa, mas é arbitrária. É o aviso que para alguns para praga de bocas malditas, mas é simplesmente lógica. O saco sem fundo precisa comer. E da laranja só resta o bagaco ele simplesmente se volta para outra. Mas não importa o quanto você grite, porque na relação sujeito objeto o há sempre um sujeito a dizer, porque eles estão gritando: eu não estou sentindo nada, e você está? E de fato o que foi a ditadura de uns nada foi senão a ditabranda para outros. A própria escritora matou a charada, ou quase, isto não é o mal-estar da civilização, é mas justamente da barbarie que toda civilização empurra para as margem das suas fronteiras, muras e cercas enbandeiradas, as potencias internacionais, as provincianas, que não podem pilhar e cagar no vizinho impunemente nos ghetos mesmos. Tem razão é a doença Brasil,mas eu chamaria doença apartheid e desigualdade fugindo dos bolsões e campos da sua concentrações. A civilização é uma fabrica de salcichas uma paraiso para quem come, mas um inferno incluso de horror e guerra ao terror para quem começa a entende na carne do que são feitas as salcichas.

Alias, eis a grande questão: qual modelo civilizatório pretendemos produzir? Ou melhor copiar? Qual modelo estão exportando e qual estão importando agora, o Europeu, Americano, ou Russo-Chinês? Qual narrativa vamos comprar, reproduzir e macaquear? Que a tal Norueguês que denuncia a canalhice do ambiental do grande celeiro do grande celeiro que vai alimentar as bocas do mundo, quais eis e como o quê, eis questão em disputa que antes de ser ambiental é geopolítica, demográfica por recursos estrátegicos, humanos e naturais, uns considerados indispensáveis a cada nação, ou futuro do planeta outros, pelo contrário, nem tanto. E bem se ansiedade bateu, veja pelo lado, claro que melhor seria ter acordar antes, mas melhor acordar no meio da operação de trafico de orgãos, do que depois, ou pensando bem, talvez já não… Logo estatopatas e estatopatias a parte, a guerra é muito do mais do que só de narrativas, ideologias, ou só comercial, até porque o agrotoxico não é feito made in Brazil, mas novamente made sob a proteção da mesma jurisdição das civilizações mais desenvolvidas que demandam a preservação ambiental de todo o seu planeta, e todo o seu mundo. Que é tão nosso quanto o petróleo, o agronegócio, ou a Embraer.

Não tem santos, nem demonios, até porque vacilou, os santos fazem (de novo) pacto com o capeta (como se já não tivessem feito com outros…). Sem sujeito, e claro seus objetos -leia-se recursos, incluso os humanos que as sustentam dentro e fora dos territórios da sua jurisdição- civilização, são portanto uma palavra tão vazia quanto o povo, e seus estados de bem-estar ou mal-estar uma questão não meramente subjetiva de perspectivas, mas uma questão absolutamente objetiva, relativa as posições e condições de quem está fora, dentro, a margem, ou no precipício da sua proteção, omissão, repressão ou proativa eliminação seja como lixo, seja como a cabra na sala, o animal que será dado em holocausto para restaurar a paz das civilizações, vejam baseada numa cultura está sim razoavelmente universal feita de sacrifícios ao bem maior… do alheio é claro.

Por sinal, essa boboseira de “celeiros do mundo”, é ainda mais perigosa que as outras merdas, que tem sido dita por todos os espantalhos, pombos enxadristas do mundo afora, porque não está na boca só psico-idiocratas, mas na cabeça de gente sã, e o mais importante não está embasada em negacionismo e desinformação, mas em teorias antropológicas até então aceitas e replicadas sobre a evolução, progresso e avanço da agricultura e logo das civilizações,seus territórios e claro respectivas populações. E quem acha que os caras estão homegea e universalmente preocupados com o mico-leão-dourado, com a baleia, com a porra do índio no cu do mundo, ou mesmo com o seu próprio primo pobre é um otário.

Não se engane, enquanto a conversa for entre Estado-Nações, é sobre interesses de Estados, e não dos povos e nações não unidas, mas desunidas pelas fronteiras e interesse estato-privado que estamos falando, ou melhor, papagaindo. De modo que quando você grita contra outro povo, a menos que por lá não existe alguma forma de idiocracia como aqui, você é um idiota posta a lutar com outros idiotas enquanto seus donos se preparam para ver quem ganha. E novamente vai ter nego que vai matar e morrer quem nunca fez nada contra você, sequer viu, na vida, só para que estatopatas celebrem sua pax, que é sempre só uma tregua, até conseguir uma melhor posição estratégica, para tentar demarcar um melhor dominio que no negócio lastreado não a ameaças, mas a conflitos deflagrados, anterior. Até um deles enfim, um deles, ou ambos caírem. Dentro dessas bolhas está nossa civilização, e seu horizonte de eventos, com toda informação e desinformação, salpicado pelos esgotos da desigualdade que quando vazam trazem a tona o realidade o esgotamento dessa barbárie, que corre a céu aberto fora dessas bolhas, no céu aberto tanto do espaço, e do tempo, fora do território e da era que compõe esse estado civil, ou seja entre suas guerras e fronteiras. Lá no espaço e tempo dessas zonas cinzentas, em eterna disputa está a excrecência e antropofagia da nossa barbárie, as pessoas que foram e são e estão sendo sacrificadas agora mesmo para que nossas bolhas se sustentem uma contra as outras. Nas guerras convencionais isto é explicitos, nas outras, que se travam cotidianamente dentro do estado civil incluso sacando jokers do baralho como idiocrata útil na guerra da desinformação, o jogo trocado é de fato mais brando, mais as baixas muitas vezes da tática de cerco e enceramento, e sabotagem por vezes são maiores do que a do confronto franco e aberto.

Dizem que o segredo do capitalismo é o dinheiro trabalhar para você. Tolice, dinheiro não trabalha, coisas animadas produzem trabalho, incluso gente. E só há uma coisa mais eficiente e barata do que um empregado escravo, ou corrupto que você precisa gastar tempo dinheiro, para reprimir, propinar, pagar para que ele obedece seus comandos e trabalhe para você: o idiota, que serve de bom grado, ou nem sabe que lhe serve, achando que persegue seus interesses seja os particulares ou coletivos. Evidentemente que para extrair esse nível de servidão e amestramento programado de seres dotados não só de anima, mas livre-arbitrio, é preciso moer e quebrar não pouco, mas muito a psqui, a liberdade e dignidade da pessoa humana. É preciso convencer que ela não é um ser, mas uma coisa, ou mais precisamente apenas uma parte ou membro de algo maior, a qual deve trabalhar e se sacrificar em nome desta, e não o contrário ao qual esta entidade maior deveria trabalhar que dirá o sacrilégio de ir a falir no lugar dela. Gente a de morrer, não importa quantas não importa qual a dimensão da barbárie, mas as civilizações que delas o planeta seja um cemitério de rúinas sobre tumbas e rúinas hão de prevalecer como testemunho de delírios de onipotência e onipresença a custa de escravidão e holocaustos.

É a lógica da perversão, temos uma máquina no caso a estatal que supostamente foi criada para preservar vida, mas que de fato não apenas requesita mais sacrifício de vidas para se sustentar e crescer se não quebra e não só alheias ao território-jurisdição da seu proteção, mas também dentro dela, na exata medida da distancia em que esse elemento desse corpo artificial é justamente isso apenas uma membro descartável, a margem e não cabeça, e nucleo central. É por isso que a desigualdade é uma ideia fraca para explicar essas contradições desse sistema.

Primeiro porque não distingue de fato é ganhos e perdas inversamente proporcionais e quais não o são. Isto é não distingue enriquecimento de locupletação: a riqueza produzida pela produção de riqueza, do enriquecimento auferida via locupletação. A alta apenas desigualdade indica que junto e mistura, mas não devidamente identificado, e competindo de forma desigual, estão competindo tanto quem de fato produz a riqueza e quem por outro lado vive justamente de produzir e reproduz e explorar a miséria e e violência incluso não só com a licença mas como o subsdio e incentivo legal para se sustentar as custas de ambas, isto quando não é o próprio estado presta esse serviço e socializa este custo, ou seja transferindo o custo para toda o sociedade do próprio roubo e locupletação sobre sua próprio patrimonio e trabalho. E se não somos escravos ou idiotas a bancar isso então.

Porque suas desigualdades internas do sistema sequer muitas vezes não só estão completamente a margem, elas já foram completamente externalizadas para fora das demostrações estatísticas não população e territorio em questão, mas sobretudo contábeis e financeiras. Porque se o paraiso dos pobres é no reino do céu, prometido só para depois que fim do mundo quando miserável ressussitar, o dos capitais é aqui na terra, feito para ser como diria o poeta carioca de Ipanema, para ser eterno enquanto dure.

De tal modo que dentro dos burgos, internamente nunca existem desigualdades, não as vistas, não para serem demostradas, porque todas as contradições que poderiam ser expostas já foram exportadas junto como o lixo do superconsumo para além dos ghetos, periferias da sua própria jurisdição e amostragem de dados, cairam nos buracos negros da invisibilidade e vulnerabilidade socioeconomica, não produzem sequer danos, porque essas pessoas não estão mais no mapa do mundo civilizado, não se contabilizam como gentes, porque não são a nossa gente.

Um arranjo que funciona. Pelo menos até o ponto de quebra da ordem global, onde começa a faltar escravos e recursos naturais para sustentar a crescimento da bolha civilizatória que não raro é também piramide monetária e financeira de notas promissórias e claro acordos diplomaticos-comerciais lastreados digamos eufemisticamente pelo subsidio da supremacia da dissuasão da força de fato.

Logo, longe de ser uma questão de desigualdade, porque que desigualdade e igualdade são operadores mentais feitas para tentar quantificar a similitude e diferença entre seres e coisas tomadas por semelhantes por uma denominação e denominação comum, não seres e coisas tomadas apartadas pela negação ou contradição dessa condição comunal. Se absolutamente nada é compartilhado, mas tudo é objetado disputa, não existe de fato mais nenhum bem comum a ser preservado e usufrutado por todos que defina uma comunidade nacional nem internacional, nem uma humanidade propriamente dita, mas tribos a disputar não só quem irá devorar o planeta, mas qual tribo xenofoba enterrará a outra para ficar com todos os expólios. Isso não é não é desigualdade, é uma guerra. Mas não uma guerrra de classes. Mas antes de tudo uma guerra entre a humanidade, uam guerra entre seres humanos, uma guerra para definir não só os direitos de propriedade sobre as coisas. Mas para definir quem tem o direito de predefinir o que é uma coisa, e o que um ser, que são os sujeito por gene com direito por gene a propriedade e quem não. E logo para discriminar, classificar e julgar quem são sujeitos que por direito de definir quem são os seres e as coisas, os sujeitos e suas propriedades, são de fato os seres com direitos de fato, e quem são seres sujeitados a essa condição alheia, reduzidos a coisas, objetos e propriedades das suas discriminações, classificações e juizos. Uma vez dominado as preconcepções e imposta as contradições de preferencia não mais a força, mas Uma vez impostas preconcepções e trasferidas as contradições de preferencia não mais a força, mas servo-voluntariamente por imbecilização do domesticado domesticamente, poder, capital, trabalho e riqueza e idolatria saem no mijo, e não alienador, o idiocrata mas do alienado, o idiota.

Quando escrevi lá atrás, sobre as idiocracias, falando sobre Trump não estava brincando. A alienação não é um mal que nasce da noite para o dia. A cegueira seletiva sempre foi uma prática, desde a infância aprendemos a ignorar os trapos humanos, a conviver com a desigualdade social, miséria e as contradições não só do próximo, mas principalmente do distante como se fosse a coisa mais normal do mundo. Aprendendo a literalmente nos desligar de uma realidade cuja trama não por questão de moralidade mas de consequências naturais é de fato embora complexa definitivamente conexa.

Aprendemos a nos indignar, criticar pregar mudanças, carregar nos ombros quem promete salvar a patria, festejar nossos milagres economicos e conquistas sociais em nossos burgos, mas a verdade é que nenhum fascista nem pregador faz o milagre da trasmutação da matéria-prima. E a matéria-prima do populismo inclusive o lastreado e rastrado no ódio, guerra e vingança, é a arcabouço do apartheid (velado só para quem não quer ver) da miséria e riqueza que se herda e transmite em todos as suas formas, a começar no berço. Um negócio bem plantado, cultivado e pronto para ser colhido, na primeira crise desse moagem e ceifagem. Porque será que tanta gente não se surpreende com tamanha brutalidade verbal, de Bolsonaro, por uma razão muito simples: porque fora das bolhas, porque o buraco é bem mais embaixo, e desde de cedo o coro é calejado demais e o tempo livre de menos para se doer, indignar ou mesmo. Sei que só nos doemos onde nosso calo aperta, mas a aviso de 10 anos atrás continua valendo, quer saber o que pode acontecer com você amanhã. O problema passa bem longe só de abrir os olhos, o problema do brasil é que vivemos de punhos cerrados, fingindo ser um povo pacifico, quando só em verdade é covardes, mandamos e demandamos bater, fazer, mandamos e demandamos, até que mandem em nós, de punhos fechados, mas abrir a mão, só pra dar tchao, e aí, vem o ladrão quando não o latrocida legalizado ou não, e toma até o que não tínhamos para dar, e claro não para fazer justiça com as próprias mãos, mas para se locupletar a ele e seus mandantes. E aí a gente chora, pela falta de piedade e solidariedade do alheio com o nosso sofrer, sem perceber que piedade, solidadriedade, assim como perversidade e monstruosidade da sua falta embora resultem em dados factuais concretos inegáveis e objetivos, como a morte, são sempre do ponto de vista, dos pontos de vistas e sensibilidades uma questão vulnerável as ilusões e falsições da subjetividade quanto das suas narrativas, tão fragil quanto os fatos ou a própria vida desconexa dos seus fenomenos geradores correspondes, quando reduzida, encerrada nesse manicômio dos meros objetos ideologicos onde todos os fins justificam os meios, porque o principio invioláveis da vida e liberdade já não existem senão como meras abstrações conceituais que por sinal como discurso servem para tirar vidas e liberdades em concreto, em nome da vida e liberdade como marca de fantasia.

Logo não nos percamos entre o discurso e a práxis. O discurso, tem geito de merda, consistência de merda, cheiro de merda, então não viaja e não come é merda. Agora, a prática, ah, a prática, do que ela tem jeito, qual é sua consistência, qual é o cheiro que paira no ar? No Brasil e no mundo. Não, não é de merda. É de morte. Não é preciso de teorias conspiratórias para explicar o que é uma pulsão coletiva, autodestrutiva, que vai se espalhando como rastilho de pólvora. Assim como nem tudo é produto de agentes conscientes e maquiavélicos a planejar o que de pior, também nem tudo é um mero produto de meras coincidentes ou encadeamento completamente arbitrários, mesmo naquilo que não é, nem está predeterminado, ainda sim existe padrões pelos quais os eventos se interligam em cadeias onde a superfície aperente esconde uma intrincada e complexa trama onde as as tomadas de decisões ou a falta delas selam o destino não só do outro, mas a longo prazo o seu dentro da coletividade.

De tal modo que os conjuntos muito antes de serem constituídos da observação e o agrupamento conceitual de seres semelhantes, são pelo contrário não raro erroneamente discriminado e apartado e portanto justamente descompostos e desconstituídos de fato por elas, constituídos corpos artificiais a longo prazo mortos e insustentáveis fadados não só a se autodestruirem, mas a se entredevoram mutuamente pela falta de senciência e consciencia da sua natureza gregária e interdependência solidária, comportando-se a reverenciar e encarnaçar crer e servir como possessos endemoniados os braços olhos, e cabeças entidade ideológicas que lhe suga a vida e a anima, em detrimento da sua pisque tanto individual e coletiva que constitui a rede do corpo natural tanto como pessoa quanto rede das relações que a constitui, isto é, organismo inteligente tanto no campo que o constitui a sua identidade e unidade particular, quando sua identidade, unidade e inteligencia coletiva.

Então para quem não entendeu, porque ele não te calas, deixa eu explicar, em uma só palavra: Ustra. Se faz isso com seus instintos de animal político, se faz isso orientado, como disse pouco importa. O sal que se taca nas feridas e veias jamais cicatrizes, o riso o escarnio o tripudiar, o renegar o sofrimento alheio, a repetição do absurdo, se é talento nato, ou adquirido graças a muito treinamento tanto faz. O resultado sobre a psqui da vitima é o mesma, desestabilização, desorientação, apatia, confissão submissão e conversão ao ideário. A diferença é que ao invés que a psique nas mãos do torturador não é e uma só pessoa,mas a psique coletiva de uma nação. E por favor, não façamos, oh, meus deus, descobriram a América. Porque o que se reclama é da dose e falta de humanidade e finalidade e não da técnica de manipulação, os saberes e procedimentos largamente utilizados em todos os campos onde a psicologia de massas tem sido empregados. Dos experimentos militares, científicos, a propaganda e marking, até a pregação de igreja, precursora destas técnicas muito antes da ciência estudá-la, estado ou mercado empregá-las, passando por empresas, governos, hospitais, prisões, quarteis, seja de forma tosca e rudimentar seja de forma planejada e consciente, a guerra por corações e mentes, é como a guerra convencional, desde que seja feita no cu do mundo alheio e não no meu foda-se, principalmente se expolios dessa guerra e tripalium financiarem discretamente o meu limpinho e cheiroso estado de bem estar social e cultural. Fora que esqueceram o seguinte detalhe, cara é gente como gente, cada vez claramente doente, mas gente como a gente, e como doentes e já ficava de pinto duro com uma pistola na mão, imagina agora depois de passar a vida toda no baixo clero que descobriu o terror que pode tacar e apovoro que pode dar com a caneta na mão e faixa no peito. E não tenho a menor dúvida, esse aí, quanto mais o desafeto grita e chora e reclama, mais ainda é que ele se diverte. Reforço positivo.

Escatologia, é escatologia. Idiocracia. Historinha de terror pra boi dormir. Então, se é para falar no dialteto da idiocracia vigente e regente, não tem boi não, sistema de cu é rola.

Mas perái, eu disse lá no começo que também, que não ia fazer coro então porque entrei na grita? Bem, não foi, porque, mas quando. Foi quando, de orelhada, macaco resolver enfiar a mão em cumbuca que a coisa ficou interessante… porque a merda essa que ele falou, ele não produziu mas só jogou no ventilador do twiter. Bullshit produzida por ministro que se presta ao deserviço estratégico de pinico, fralda descartável e papel higiênico para limpar bunda de animal político que não para de se sujar. Vamos então a peróla:

Da série João 8:32 — EXISTE FOME NO BRASIL? “Somados Bolsa Família, BPC e Aposentadoria Rural, há uma massa de R$ 200 bilhões que vão p/ o bolso dos mais pobres todos ano. Logo, se você entender a fome como sistêmica e endêmica, o Brasil não a tem.” Osmar Terra, Min da Cidadania.

— Jair M. Bolsonaro (@jairbolsonaro) August 5, 2019

Não vou falar de BCP e aposentaria rural, que não conhecimento de causa para depor como testemunha, então vou descontar da conta para não seu desonesto no meu argumento. Vamos ficar portanto só na grana que vai para o Bolso dos mais pobres todo ano. E aqui que está o ponto. Não se deixe enganar: o número que sai lá de cima, não é o número que chega no bolso. E não estou nem falando de corrupção estou falando do que se perde não importa quão eficiente seja a burocracia pela arquitetura do programa. Entenda:

Uma das muitas condições para que uma família receba o Bolsa Família é, como se sabe, a frequência escolar mínima das crianças. Em 1º de agosto, o sistema foi aberto aos municípios para que possa ser feito o registro de presença de 14 milhões de alunos, de 6 a 17 anos.

Só que o sistema… não funciona. E nem há quem o conserte. Os técnicos de TI responsáveis por ele foram demitidos — em 4 de julho, Abraham Weintraub anunciou no Twitter a anulação dos contratos que, nas palavras dele ele, vinham sendo renovados “de forma irregular”.

Ou seja: a frequência dos beneficiários do Bolsa Família não está sendo registrada porque a área de TI do MEC não tem estrutura para manter o sistema de pé. Como a culpa é do MEC, as famílias (espera-se) não deixarão receber o benefício, mas perde-se uma informação valiosa como os motivos que levam à baixa frequência, por exemplo, usados na elaboração de políticas de combate à evasão escolar.

Os municípios recebem um repasse do governo (o nome é IGD-M) que leva em conta, entre outras coisas, a performance de cada um no registro de presença: quem consegue informar a frequência escolar de todos os alunos beneficiários recebe um valor maior do que quem informa só a metade, por exemplo.
Sem essa informação, como será feito o cálculo do repasse?- Bolsa Família: sistema do MEC está fora do ar e não há quem o conserte

Mais precisamente é o seguinte: parte dos recursos vai pro Municipio, não necessariamente para o bolso de prefeitos e cia, mas para o município fazer basicamente o seguinte: fiscalizar se beneficiário está cumprindo as contrapartidas. Se o beneficiário não tiver cumprindo as contrapartidas num perde o repasse. Se o município não cumprir a sua ele também. Mas e o beneficiário estiver? Danou-se, vai junto. E se as instancias do governo federal então não estiver cumprindo a sua? Aí vão os dois. Porque como bem demostra a matéria, uma das contrapartidas criança comprovadamente na escola, e se não há como a tecnocracia demonstrar para a burocracia, não é topo da burocracia nem a tecnocracia, que vão ser punidas mas a criança que com certeza tem culpa por ser filha bastarda da patria de putos que ganham e não ganham pouco para vigiar e administrar viver as custas da sua miséria. Solução dos escravagistas eliminar a burocracia e contrapartidas onde o dinheiro se perde em corrupção e ineficiência. E combater a miséria fazendo chegar cada centavo a quem realmente precisa? Mas nem fudendo, troca-se a burocracia e tecnocracia, e não duvide no dia em que ficar só as contrapartidas o cabresto e o industria da miséria, mas e o criança come para poder estudar: contrapartidas. Quem precisa de pão para estudar quando a verdade liberta: não há fome no Brasil. A cama montada, basta tomar para deitar e rolar… Como eu disse em outro texto a armas que quando não queremos que não caia na mão do inimigo simplesmente destruimos, e como nem todas as armas são de destruição e manipulação de massas. Mas o projeto de poder como é que fica?

E depois mete-se o pau, ou se faz loas aos mercados e sistemas financeiros. Elimine a burocracia, as contrapartidas abra contas, retire os custos bancários e coloque de fato a grana na mão das pessoas e não na mãos dos campeões nacionais e burocratas e você como se gera a riqueza de uma nação a partir do investimento no ser humano e não na industria governamental-eleitoral da fome e miséria. Veja como somos burros pra caralho:

100 reais nas mãos de gente rica, honesta ou desonesta, não significa nem muda nem causa nada, execto perdas, que são sempre bem menores do que ficar contratando gente a preço de ouro, para não pagar 100 contos.

Já 100 reais na mão de gente pobre faminta pode significar num dado momento tudo, vida e morte. e se for honesto pode mudar muita coisa. Porém se for desonesto não muda nada, e causa prejuizo. Porém os prejuizos que todos os desonestos difusos podem causar cada um com sua grana, são sempre infinitamente menores do que pilhagem concentrada e centralizada como poder politico e econômico como orçamentos e subsidiários bilionários nas mãos de poucos.

De tal modo que as ganhos de quem investe na pessoa indiscriminada e universalmente são sempre inversa e proporcionalmente menores as perdas de quem faz a estupida aposta na honestidade de quem não faz sua riqueza made by yourself, porque se fizesse não precisava de beneficios miseráveis mas de concessões e benesses e renuncias fiscais milionárias , não enriqueceria pela locupletação não só da miséria mas da falencia de empresas que não vivem desses esquemas e que produzem a verdadeira riqueza das nações, que vai assim sendo legal e ilegalmente roubada.

E já que gostam tanto do Cristo, sabido é que no reino dos céus certo que judeu da Galilei ocupada pelo império romano, é o pequeno ladrão crucificado ao lado dele. E não o grande a carregar o pequeno do sermão do sacerdote cristão…

Navegava Alexandre em uma poderosa armada pelo mar Eritreu a conquistar a Índia; e como fosse trazido à sua presença um pirata, que por ali andava roubando os pescadores, repreendeu-o muito Alexandre de andar em tão mau ofício: porém ele, que não era medroso nem lerdo, respondeu assim: Basta, senhor, que eu, porque roubo em uma barca, sou ladrão, e vós, porque roubais em uma armada, sois imperador? Assim é. O roubar pouco é culpa, o roubar muito é grandeza: o roubar com pouco poder faz os piratas, o roubar com muito, os Alexandres. Mas Sêneca, que sabia bem distinguir as qualidades e interpretar as significações, a uns e outros definiu com o mesmo nome: Eodem loco ponem latronem, et piratam quo regem animum latronis et piratae habentem. Se o rei de Macedônia, ou de qualquer outro, fizer o que faz o ladrão e o pirata; o ladrão, o pirata e o rei, todos têm o mesmo lugar, e merecem o mesmo nome.
Quando li isto em Sêneca não me admirei tanto de que um estóico se atrevesse uma tal sentença em Roma, reinando nela Nero. O que mais me admirou e quase envergonhou, foi que os nosso oradores evangélicos em tempo de príncipes católicos e timoratos, ou para a emenda, ou para a cautela, não preguem a mesma doutrina.

O ladrão que furta para comer, não vai nem leva ao inferno: os que não só vão, mas levam, de que eu trato, são outros ladrões de maior calibre e de mais alta esfera; os quais debaixo do mesmo nome e do mesmo predicamento distingue muito bem São Basílio Magno. Não só são ladrões, diz o santo, os que cortam bolsas, ou espreitam os que se vão banhar para lhes colher a roupa; os ladrões que mais própria e dignamente merecem este título são aqueles a quem os reis encomendam os exércitos e legiões ou o governo das províncias, ou a administração das cidades, os quais já com mancha, já com forças roubam cidades e reinos: os outros furtam debaixo do seu risco, estes sem temor nem perigo: os outros se furtam, são enforcados, estes furtam e enforcam.
Diógenes que tudo via com mais aguda vista que os outros homens viu que uma grande tropa de varas e ministros da justiça levava a enforcar uns ladrões e começou a bradar: lá vão os ladrões grandes a enforcar os pequenos…Quantas vezes se viu em Roma a enforcar o ladrão por ter roubado um carneiro, e no mesmo dia ser levado em triunfo, um cônsul, ou ditador por ter roubado uma província?… De Seronato disse com discreta contraposição Sidônio Apolinário: Nom cessat simul furta, vel punire, vel facere. Seronato está sempre ocupado em duas coisas: em castigar furtos, e em os fazer. Isto não era zelo de justiça, senão inveja. Queria tirar os ladrões do mundo para roubar ele só! Declarando assim por palavras não minhas, senão de muito bons autores, quão honrados e autorizados sejam os ladrões de que falo, estes são os que disse, e digo levam consigo os reis ao inferno. — Padre Antônio Viera, Brasil 1655…

E lá se vão não séculos, mas milênios. E a doença da idiotia institucionalizada permance, e se traduz em tempos modernos na seguinte pergunta:

Em quem você confia sua vida, no seu irmão ou no grande irmão? na humanidade ou na máquina? Precisamos decidir o problema somos nós o povo dessa pátria, ou os salvadores e tuteladores da pátria? É a falta de vigilancia e repressão, ou a justamente a falta de liberdade e emancipação? Somos uma nação de bandidos que precisa ser mantida em redea curta para não sermos mortos uns pelos outros como gente, ou gente honesta brutalizada pela fome e chibata. Ou não somos um povo, mas dois um de gente de bem e honesta e outro de bandidos? Apartados um pronto para matar o outro? Um a chamar uma parte de nazista e a outra de terrorista? Prontos para provar em atos que no discurso e previsão que se autoconfirma e retroalimenta simbioticamente que ambos estão certos e todos errados. Mas corre, por que na dúvida quem decide e dá a sentença por você, são eles.

No entanto nem tudo é tão ruim quanto parece. Ou melhor é. Mas pior, no tempo da sua avó, onde nem gritaria havia. O tempo do orelhão, onde demorava um bocado até cair a ficha de muito mais gente. Hoje se a merda espalha rápido, também a sensação de absurdo também é praticamente, instantânea. Pegue a bosta toda que era enfiada guela abaixo da população, passava batido. Assista um comercial de Tv e nem precisa ser dos anos 50, pode ser dos anos 90 mesmo e sinta aquela sensação, será que as eramos tão idiotas assim. Não eramos, somos. A diferença é o tempo do tempo da percepção do absurdo é outro, não é só a velocidade da difusão informação que mudou, mas a velocidade e relatividade da difusão, muito mais acelerada e relativa, na exata medida da multiplicidade dos canais, midias e interesses disputando restabelecer o monopólio da atenção, e na sua falta dele, o monopolio da comunicação apelando para todas as formas mais baixas e escrotas para mantê-la presa.

De tal modo que não basta apenas desinformar via seus canais é preciso sabotar os canais alheios introduzindo ruido e barulho e gritaria e claro tolenadas de teorias absurdas e non-sense numa performance youtuber biscoiteiro ou apresentador de programa freakshow, numa razão frenética de mitagens e micagens e apelações de tal modo que não basta falar merda é preciso faze-la como um reality show na live. É o bigbrother do bigbrother, onde as casas dos representantes da sociedade viraram o grande espetáculo da vida, habitadas pela fauna peculiar das subcelebridades e sua predisposição da exposição ao freak, morbido, escatológico e claro ao conteúdo sexual ainda que mal disfarçado de repressão, e já nem um pouco subliminar. O que pode haver de bom nisso?

È que isso já existia. E não só se passava desapercebido, como quando era feita descaradamente, o tempo de reação e dimensão da reação não era essa que estamos vendo, hoje em dia. Muito poucos se deram conta do que estava acontecendo da contrarreação do inicio do século passado aos movimentos populares do século passado, execto é claro quando já era tarde demais. Hoje pela própria revolução tecnológica da informação, tal processo não de imbecilização exige digamos doses muito maiores de desinformação que antes para poder, causar a mesma histeria que Orson Welles conseguiu quando era radialista (por obvio de radio) e fez inaugurou um dos marcos da experimentação imbecilização em massa da humanidade com o seu famosa transmisão fake de que “os Marcianos estavam invadindo a Terra” pela CBS em vejam só 1938, há o bendito Zeitgeist…:

Parecia uma noite normal naquele 30 de outubro de 1938, até que a rede de rádio CBS (Columbia Broadcasting System) interrompeu sua programação musical para noticiar uma suposta invasão de marcianos. A “notícia em edição extraordinária”, na verdade, era o começo de uma peça de radioteatro, que não só ajudou a CBS a bater a emissora concorrente (NBC), como também desencadeou pânico em várias cidades norte-americanas. “A invasão dos marcianos” durou apenas uma hora, mas marcou definitivamente a história do rádio.

Dramatizando o livro de ficção científica A Guerra dos Mundos, do escritor inglês Herbert George Wells, o programa relatou a chegada de centenas de marcianos a bordo de naves extraterrestres à cidade de Grover’s Mill, no estado de Nova Jersey. Os méritos da genial adaptação, produção e direção da peça eram do então jovem e quase desconhecido ator e diretor de cinema norte-americano Orson Welles. O jornal Daily News resumiu na manchete do dia seguinte a reação ao programa: “Guerra falsa no rádio espalha terror pelos Estados Unidos”.

Pânico coletivo

A dramatização, transmitida às vésperas do Halloween (dia das bruxas) em forma de programa jornalístico, tinha todas as características do radiojornalismo da época, às quais os ouvintes estavam acostumados. Reportagens externas, entrevistas com testemunhas que estariam vivenciando o acontecimento, opiniões de peritos e autoridades, efeitos sonoros, sons ambientes, gritos, a emoção dos supostos repórteres e comentaristas. Tudo dava impressão de o fato estar sendo transmitido ao vivo. Era o 17º programa da série semanal de adaptações radiofônicas realizadas no Radioteatro Mercury por Orson Welles.

A CBS calculou, na época, que o programa foi ouvido por cerca de seis milhões de pessoas, das quais metade o sintonizou quando já havia começado, perdendo a introdução que informava tratar-se do radioteatro semanal. Pelo menos 1,2 milhão de pessoas acreditou ser um fato real. Dessas, meio milhão teve certeza de que o perigo era iminente, entrando em pânico, sobrecarregando linhas telefônicas, com aglomerações nas ruas e congestionamentos causados por ouvintes apavorados tentando fugir do perigo.

O medo paralisou três cidades e houve pânico principalmente em localidades próximas a Nova Jersey, de onde a CBS emitia e onde Welles ambientou sua história. Houve fuga em massa e reações desesperadas de moradores também em Newark e Nova York. A peça radiofônica, de autoria de Howard Koch, com a colaboração de Paul Stewart e baseada na obra de Wells (1866–1946), ficou conhecida também como “rádio do pânico”. — 1938: Pânico após transmissão de “Guerra dos mundos” | DW | 30.10.201

Orson Wells havia descoberto a América. Não é a toa que anos depois viria a dirigir Cidadão Kane que ainda é considerado por muita gente o melhor filme de todos os tempos. E mapa da mina nas mãos quantos outros cidadãos kanes da vida já não reproduzir o experimento em maior ou menor escala de difusão inclusive estão reproduzindo agora mesmo outra lógica e veículos de viralização… porém como disse dado que estamos literalmente em plena revolução e em vias até mesmo entrar em guerra para ver quem controlará o capital em sua formas e industrias e tecnológias de produção na era da informação, onde a informação é capital, capital é informação e logo poder o controle da formação e deformação desse infocapital. E já que não se pode controlar a produção e circulação é preciso então controlar o consumidor, diminuindo sua incapacidade de inteligir e discernir não só o falso do verdadeiro, mas seu próprio interesse do absolutamente contrário. Ou seja já que não é possível controlar os meios o négocio é imbecilizar os consumidores. Novamente a ilusão da liberdade de escolha: é como ter milhares de marcas de comidas e bebidas industrializadas, açúcar e gordura temperadas com cores e sabores artificiais e outras substancias muito bem pagas para nenhum estudo cientifico saber quais são seus efeitos, mas no dia que descobrimos dizem os teóricos da conspiração talvez prefiramos acender um cigarro do que comer.

E eis novamente o problema. Entre o fundo de verdade e toda paranoia com o qual se enterra os fatos, jaz a verdade se decompondo não mais encerrada e segredada num cofre, mas a olhos vistos perdida no meio da mulditão de fatos e verdades alternativas, onde o real nada mais é que mais uma das teorias paranóico-conspirátorias perdidas nesse rede. O que não é um problema para quem tem tempo livre não para checar cada assunto sobre conta própria, ou comer uma coxinha sem medo mas um sérissimo problema para quem não tem tempo, e precisa confiar de boa-fé que não está sendo enganado e envenenado por tudo que consome. No vê, no ouve, no que come, bebe, e até que bebe e até mesmo no ar que se respira. Sim as pessoas estão doentes de Brasil, mas é porque o Brasil é um território tóxico, onde o brasileiro envenena o brasileiro e não só pelo que sai da sua boca mas antes pelo entra nela.

Quanto as teorias paranoicas e conspiratórias não há segredo. Paranóias, manias de ver perseguisão e conspiração é a doença que nasce como efeito reverso a normose. É com se fosse uma reação alergica, onde a pessoa passa a ver chifre em cabeça de cavalo, geralmente depois de tanto levar chifrada de touro que todos juram para ele que era vejam só um cavalo. Ou seja, é a resposta extremada a outro comportamento igualmente extremado e estúpido porém tomado como normal, o de achar que tudo é uma mera coincidencia, não importa quantos eventos se repitam. O problema portanto de quem toma tudo por uma coincidencia é achar pressupor sem investigar que não existe nenhuma causa ou razão que explique tal fenômeno, ou que não existe tal razão até a investigação prove o contrário. Já o problema do paranóico-conspiracionista é pressupor de antemão que exista não só uma razão mas para tal padrão de eventos, mas que tal razão deva ter um ou mais agentes ou entidades, fisícos, ou até mesmo metáfisicos. Notem que não há problema nenhum em pressupor que para cada evento observado, possa (não necessariamente deva) existir uma explicação racional que não seja a mera coincidência, do contrário não haveria investigação empirica nem ciência, mas tão somente o credo da arbitrariedade, e portanto negação da filosofia ou fé na razão como caminho para encontrar a verdade. O problema é pressupor que para cada padrão associado a um evento há necessariamente um sujeito(s) ou agente(s) e claro trama envolvida. E não há. De modo que com a pressuposições de que tudo é concidencia você faz perfeitos idiotas normóticos normalizados e institucionalizados, prontos a serem medicados não importa com qual placebo ou veneno que diga por rémedio contra a loucura da realidade. Com teorias paronóicos-conspirátirias você produz a um surto da mania justaposta neste dentro da jurisprudencia manicomial, você produz ensandecidos prontos a surtar, que podem chegar até mesmo a ver ou até mesmo a ouvem a entidade ou pessoas que por suposto a causar seu bem ou mal onde ela não está, seja porque não são elas que causam, seja porque a entidade sequer existe. E nada como o medo, terror e privações extremas, e claro comoções coletivas para despertar os delírios e visões especialmente nas gentes assim reduzidas a massas.

Logo se essa massa critica será suficiente, se a grande maioria está acordando tarde demais para tanto, isso é algo que sinceramente já não sei, e pouco importa saber, porque não é algo feito para tentar se apostar ou tentar adinhando, mas se trabalhar, no bom sentido da palavra, o não-alienado, para resistir com consciência e solidariedade. Porque o que faltou no antes, é o que falta no agora, e vai de novo faltar no futuro. Os mostros dividem para conquistar, o povo divide o pão para multiplicar os peixes. Não é um milagre. È a caralha da tal civilização cristã-ocidental, então vamos lá, de novo:

A menos que eu esteja completamente errado, e não exista uma, mas duas. A cultura e civilização cristã-ocidental cantada em verso e prosa e representada em ritos costumes e liturgias e suas instituições. E a outra, a real, posta em prática, que não precisa se explicar para quem não se faz de cego e idiota, e a que não se consegue explicar para quem não sabe, não quer saber e tem raiva de quem sabe, nem desenhando:

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E ainda tem quem se espante como pode haver tanta miséria e desgraça, e até fome num pais tão rico incluso…

“Escalada da Desigualdade”, da FGV-RJ

O Início da Crise

O primeiro ano da crise entre 2014 e 2015, retratado no gráfico, mostra uma perda em todos os grupos da sociedade, sendo as principais vítimas os jovens (-20,51% para aqueles entre 15 e 19 anos e -12,49% para aqueles entre 20 e 24 anos) e responsáveis nos domicílios.

Como vimos, a crise continuou para além de 2015, quando a saga relatada na PNAD tradicional se encerra. Voltando à PNAD, a crise social que se manifesta no final de 2014, surge a partir de excessos e desvios de um caminho do meio onde o bolo de renda crescia com mais fermento entre os mais pobres. Apenas

em 2015, a pobreza subiu 19,3%, com cerca de 3,6 milhões de novos pobres. Embora a desigualdade medida por métricas usuais, como o índice de Gini, não tenha aumentado em 2015, a desigualdade relevante em termos de pobreza explodiu. Basta dizer que enquanto a média de renda caiu 7%, a renda dos 5% mais pobres caiu 14%. Resultado direto do congelamento nominal do Bolsa Família em 2015, quando as taxas de inflação e de desemprego atingiram os 2 dígitos. O salário mínimo, que indexa a maior parte dos gastos sociais e previdenciários brasileiros, teve ganho real em 2015, fazendo com que a renda per capita dos grupos mais diretamente por ele afetados, entre os percentis 60 e 65 caísse menos:

3,8%. Os mais pobres tiveram a sua crise dobrada em relação à média geral da nação enquanto os brasileiros medianos tiveram a sua perda reduzida à metade.

Esta troca de menos Bolsa Família por mais gastos previdenciários foi desvantajosa em termos da trajetória do binômio social e fiscal, assim como o seu impacto sobre a demanda agregada. Em termos de multiplicadores de gasto públicos, cada real gasto com Bolsa Família dispara um multiplicador 3 vezes maior que o dos gastos previdenciários; 5 vezes maior que os do FGTS — usado em 2017 como ferramenta anticíclica; 1,68 mais que o abono salarial do PIS-Pasep- usado em meados de 2018 junto com a recomposição do valor real do benefício do Bolsa-Família. Uma lição da crise atual é olharmos primeiro para os mais pobres, buscando protege-los e assim preservando o movimento da economia como um todo. No bojo da crise de 1999, gestamos e depois parimos o Bolsa Escola federal; em meio as agruras da crise de 2003, nasceu o Bolsa Família. Na atual crise desaprendemos lições básicas. — “Escalada da Desigualdade”, FGV, RJ, Agosto de 2019.

Porra, mas será todo mundo é tão louco e burro assim? Não, só a maioria só banca mesmo. O próprio estudo tardio explica…

Finalmente,apesar de a renda familiar _per capita_ suavizar os efeitos examinados aqui, a renda das pessoas em idade eleitoral aumentou mais em anos de eleição do que a renda de crianças e adolescentes que não participam diretamente do pleito. Nesse caso, os maiores ganhos relativos vêm de programas sociais: durante os anos eleitorais essa fonte de renda aumenta em 3,43% a mais para pessoas na condição de eleitores do que para crianças e adolescentes que estão abaixo da idade para votar. A previdência social acompanha essa tendência com um aumento relativo de 2,74% para eleitores, seguido por efeitos indiretos da renda oriunda do emprego, que corresponde a um aumento de 1,27%. Esses números indicam que a extensão dos programas de transferência de renda está ligada ao ciclo eleitoral.

Isso cria uma objeção aos CCTs em termos de oportunismo político. (…) [grifo meu]

Deixa-se eu traduzir a sigla, repetir e soletra: Isso cria uma objeção [as CONTRAPARTIDAS em termos de oportunismo político. (…). CON-TRA-PAR-TI-DAS. Neri conhece bem o problema incluso do oportunismo político pois já participou de diversos congressos de Renda Básica, que especificamente desse problema, incluso nos que a contragosto de todos o ReCivitas (lá fora e aqui mesmo no Brasil já em 2010) denunciou esse perigo que a instrumentalização política dos direitos fundamentais para fins eleitorais representavam, incluso para o próprio garantia do direito afinal uma vez reduzido a arma de manipulação de massas, porque este aparelho não seria alvo (de tomada ou derrubada) estratégica dessa guerra (eterna) política por outros projetos poder concorrentes?

Mas a verddeira lição é outra: o negócio dessa gente, seja com pão ou porrete, e claro circo, não é acabar com crime ou miséria, mas justamente manter a redea e cabresto bem curto para perpetuar-se no poder não importa o custo, afinal de contas mantendo o tomando ou retomando o poder quem pagará as contas sempre será o elo mais fraco dessa cadeia, os que não senão a a sua carne e a da prole para dar para corte em sacrificio. O negócio nunca foi a garantia da renda, mas a das contrapartidas. O negócio mais lucrativo do planeta: vender direitos como se fosse benesses e favores governamentais e cobrar obrigações com se fossem direito e prerrogativa governamental e deveres do cidadão. E que puta negócio: distribuir como se fosse favor, as migalhas do produto do roubo para o verdadeiro dono da casa roubada, desde que este seja grato e se submeta as condições e imposições do ladrão que o tiraniza. E E ai de quem for ingrato, por que esse negócio não é so compulsório mas bancado pelo monopólio da violencia. E quem não estiver com o pão pago com os dividendos do patrimônio público roubado da própria sociedade que não reclame e não se levante, porque senão não só vai perder o pão como vai levar é bala. E não vai ter só cabresto, mas chibata e trabalhar até nos domingos. E dar graças a deus por ter um emprego. Porque o pais e a riqueza nacional seus lucros e dividendos não, pertencem ao povo, mas ao governo, amigos, bancos e empresas que vivem as custas da sua pilhagem dessa riqueza e do trabalho, incluso dos miseráveis que hão de morrer trabalhando e obedencendo todas as contrapartidas para receber as contrapartidas de usufruir direitos sobre todo e qualquer bem que em lei natural ou mesmo consticuional seja seu, mas que de fato esteja sob a posse e controle DE FATO deles.

I-DI-O-CRA-CIA. Um a nação que se diz dona de um território, mas não recebe os lucros e dividendos só paga os custos e danos. Que se acha e diz livre, para escolher nada senão quem manda nela, uma sociedade que não dá uma a ultima palavra em nada e ainda chama de adminstração pública o piloto que leva o barco para onde ele quer, e não para onde os passageiros decidem ir. Decidem? E onde é que há tempo e lugar para que as pessoas possam decidir sobre qualquer coisa. Vai circulando, vai procurar emprego, vai cumprir suas contrapartidas e obrigações incluso as tácitas para receber o que já é seu, ou pelo menos era ou deveira ser por direito natural. Viver e ganhar seu pão, sem cabrestos nem da privação, nem da tutela seja de falsa benesse ou genuína repressão bancada com a pilhagem dos direitos e bens naturais roubados de um povo e uma nação por “seus próprios” governantes.

Mas claro que o problema não são roubo do patrimônio e até do usufruto da riqueza nacional que eles alienam daqueles que já vão nascer sem herdar nada, mas sim a falta de empregos.

Não, não nenhum povo tem o governo que merece, porque se tivesse não teria governos mas sociedades, mas as sociedades essas podem ter certeza essas sempre tem o governante que fazem por merecer senão pelo que fazem questão de saber e fazer , justamente pelo contrário, pelo que não fazem a menor questão de fazer nem sequer saber…

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X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.

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