Idiocracia, Idiotas e Idiocratas… no Brasil

Uma idiocracia, é sempre uma relação de quem se acha muito esperto e outros ou outros idiotas. E de alguém que idiota ou não é por causa da posição que este ocupa de qualquer forma tratado como tal. Mas isso não obrigada, a você engolir as bobagens que outros falam sejam como repetidores idiotas sejam como ideólogos s da idiotia: os idiocratas.

Compre essa historinha do teto do Lula e Bolsonaro que você, vai terminar tendo que escolher entre um dos dois. Nas pseudo-democracias: onde o acesso é a candidatura é restrito as gangues partidárias e o a possibilidade de não votar em nenhum candidato que essas gangues impõe é nula. Isto significa matematicamente falando que se nem a mãe do canalha votar nele, e todos os demais anulassem o voto que o único até de quem nasceu de chocadeira, ou até de um Temer seria o suficiente para eleger o canalha com 100% dos votos válidos. E isto também significa que não existe teto. Porque se Temer por exemplo de fato concorresse, até o macaco Tião se elegeria. Não há teto. Eleição é uma ilusão de decisão. É como ir a um mercado querendo comprar pão, mas que só tem bosta e lixo, e quem decide não comprar nenhum dos dois, acaba levando para casa e tendo pagar e engolir o que o outros compraram também para ele, querendo ou não. É um jogo de cartas marcadas, os donos da jogo, a casa, sempre ganham, porque todos os produtos pertencem a eles os donos do jogo. E se não pertencem ou não pertencem mais de duas uma: ou eles tiram a força o produto do mercado, ou fecham o mercado, e só abre até o produto ter perecido de vez. E se esses donos quiserem muito que você leve um determinado produto que ninguém quer, a solução é fácil, basta maquiar qualquer produto estragado ou reciclar o lixo, e coloca-lo do lado do resto completamente podre e sem embalagem, e deixar que o cliente consumidor de políticos, o idiota tenha a sensação de que escolher, o que eles o dono do mercado, os idiocratas, já impuseram como única escolha para ele.

Então, “meu querido” não há tetos, nem chão na política, porque você vai ter que levar e pagar, mesmo sem escolher nada, até o pior dos lixos tem um potencial infinito desde que concorra com um monte de merda, que conseguem ter o dom de conseguir ser mais asquerosos e repugnantes que ele. Por isso que não há cabo eleitor universal melhor do que Temer. Na idiocracia Temer virou o cabo eleitoral de todos os candidatos- mesmo aqueles que só vão se disvincular dele aos 46 minutos do Segundo Tempo. Ele é 3 em 1. É a cabra na sala cagando e cagando que ao mesmo tempo que faz o serviço sujo, que caga os interesses do donos do jogo na cabeça das pessoas, e mantem os idiotas sonhando com alguém que o tire de lá, e servindo de referencial mais baixo possível ou seja, mantendo uma perpectiva onde até um macaco de zoológico que não jogue seus excrementos nos visitantes será melhor do que ele.

Ou seja quem está dizendo que político tem teto ou não conhece teoria dos jogos, e é um idiota bancado o idiocrata, ou conhece e muito bem, e portanto um idiocrata se fazendo de idiota. Problema dele. O nosso é que essa conclusão é falsa. Em sistemas de escolhas fechadas, como as eleições, qualquer opção tem a possibilidade ilimitada de valoração, porque suas possibilidades de crescimento não dependem do seu valor intrinsico, mas do valor relativo dos concorrentes disponíveis. Se as pessoas não fossem obrigadas a comprar, isto é se o voto nulo, não fosse um protesto mas significasse “troque o lixo” seria diferente. Assim como seria também diferente se as pessoas controlassem esses mercados ou pudessem abrir livremente concorrência. Mas não podem. Em 2018 vão ter que comer lixo. E lembrando isso se eles não fecharem o mercado até se livrarem dos produtos que não fazem parte do cartel dos donos, ou foram expulsos deles. E não estou só falando do Lula. Estou falando também do Bolsonaro.

Há cenários políticos que os analistas e cientista políticos quase nunca consideram, seja porque não tem coragem de tornar público, seja porque ganham para sequer o aventá-lo, seja ainda porque não querer nem lidar com a mera possibilidade dele ocorrer. Um deles que não é nada improvável é o completo derretimento dessa farsa democracia, o outro é a permanência de gente que tem o poder de fato, não aceitaria na presidência. Ninguém chega a presidência (vide Lula e a sua famosa carta) e nem fica sentado nela (vide Dilma) sem beijar a mãe a anuência dos grileiros desse terra chamada Brasil, não chega, não fica, nem se sequer concorre sem que eles tenham absoluta certeza que independente dos discursos, na prática eles estão subordinados e servem aos seus interesses. Nem Lula pós-Moro, nem Bolsonaro transmitem essa segurança ao “mercado”. Daí a busca desesperada por um engana-trouxa para colocar nas prateleiras o ano que vem, tipo um Huck ou qualquer sub-produto do gênero.

,Só tem um problema, (para eles): A quantidade de pessoas que já sabem que esse mercado é Friboi é muito maior do que eles querem imaginar ou pesquisar. A quantidade de pessoas que sabe que é não vive uma democracia, que não é tem cidadania de verdade e que sua liberdade não passa de uma “propaganda de refrigerantes” é não em termos relativos, mas absolutos, infinitamente maior do que por exemplo 2012, quando fiz publicamente minhas primeiras defesas da democracia direta.

E não só isso. Não é só o número de pessoas cientes da farsa histórica da democracia e república brasileira. É o número de pessoas que tomaram coragem para apontar e dar nome aos bois. Em 2010, um ativista de periferia que ousasse enfrente de fato, os poderosos chefões da política, ou até mesmo os coronéis locais, ou fugia ou morria e todos tinham até medo pronunciar o nome dos mandantes. Hoje não mais, eles continuam ameaçando e matando, mas as pessoas não se calam mais. E isso vem num crescente exponencial. Veja por exemplo a reverencia forçada a Gilmar Mendes, aquele ministro que só os seu pares pode dizer o que ele é, ou pelo menos o que eles pensam dele sem um risco de processo, a saber: advogado de bandido. Monica Iozzi pagou um preço mais alto, por sua liberdade de expressão,por ofender a presssuposta e imposta honra desse coisa suprema, mas a coragem dela de falar o que pensa entre outros e contra outros, foi o que nos empurrou para o momento que estamos. E sei que não deve ter sido fácil, porque quando você diz algo numa massa em que todos estão já gritando é uma coisa, outra é quando você fala, quando ninguém ou poucos estão denunciando tomaram a palavra.

A quem diga que o momento que estamos vivendo é um desgraça, que quem queria isso queria o pior para o Brasil. Essas pessoas se não são o câncer do pais são pior são advogado e leão-de-chácara dos cânceres do povo brasileiro. Um câncer é literalmente contra isso que estamos lutando. E o mal que de que estamos morrendo não é o tratamento, mas justamente o fato de termos desistido de parar o tratamento. Porque esse câncer — seja silencioso com antes, ou cheio de pústulas e feridas expostas como Temer, Gilmar, Aécio, Lula, e seus efeitos colaterais com potencial de ser ainda piores como Bolsonaros da vida- como ou sem tratamento iria continuar matando as pessoas. E nem duvido que consiga fazê-lo, mas não é por isso que temos render. Muito pelo contrário.

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X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.

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