“Homenagem” a hipocrisia das classes medias

Com o que está por vir não dá para ir; com o que está ai não dá para ficar. Qual é a Solução?

A lógica: Democracia Direta Já.

Dos oprimidos nenhuma condição é mais triste que a dos marginalizados. Mas entre os vendidos e alienados nenhuma condição é mais deprimente (e depressiva) que a da classe media, O que distingue a velha burguesia de esquerda e direita é apenas o seu nível de hipocrisia e desonestidade intelectual, porque o desprezo pelo pobre a inveja pelo rico, sua igual rejeição e insolidariedade ao outro só está mais ou menos dissimuladas de um outro lado. Na hora H, na hora que o sinal da fabrica apita é fácil saber quem é quem e quem pelo lado de muro.

A servidão do homem e mulher privado que se vende por necessidade e falta de oportunidades sempre guarda a sua dignidade e solidariedade com os iguais em opressão para o momento do levante, mas aquele que se vendeu sua dignidade, solidariedade e identidade seja ele branco ou preto da casa, esse odeia e trai mesmo que dissimuladamente a todos que denunciam sua condição não apenas servil , não só do escravo que trafica escravo, do irmão que traiu o irmão, mas de quem traiu a sua própria liberdade, vendeu-se mesmo sabendo que tinha forças para resistir.

Não só quando passei a viver onde faço meu trabalho social um lugar onde dormia de porta e janelas destrancada no na minha casa sem tranca nem muros. Mas quando passei a conhecer quem não se sente culpa por ser rico, nem raiva de quem é pobre. Não tenta nem quer fingir o que não é e consegue se solidarizar com quem não conhece, gente não só do Brasil mas de fora, entendi o quão triste é a condição da classe média mal resolvida escondida atrás de suas disputas ideológicas.

Desde quando conheci gente de todas as cores, raças e classes dispostas a não fazer demagogia com a condição, identidade, liberdade ou propriedade alheia eu entendi o quão eu estava na verdade cercado por quem já me odiava por tudo que eu era e fazia e eles falavam.

Eu comecei a entender que o pior dos escravos não é o que nasce em cativeiro, mas o que tendo a chance de escolher se vende em troca não apenas do conforto, mas da ilusão do conformismo. Esse odeia disfarçadamente a todos: o dono a quem se vende, o libertário que tenta livrar de verdade os escravos e os escravos que o lembrar da sua dupla condição de servo e pequeno senhor.

Todo seu recalque, ódio e inveja não é só resultado da doutrinação contra seu senso comum, mas a completa falta de integridade dos seus atos e palavras.

Não há problema nenhum em ser burguês. o terror é ser mal resolvido, é perseguir os outros por não conseguir sair do armário. Não importa se é burguês de direita ou esquerda. Não há classe social tão recalcada e frustrada que se odeie tanto; que odeie tanto sua condição de alienado quanto a classe essa media enrustida e mal resolvida que acha que é branca e rica ou solidaria com pobre e negro.

Estejam eles vendidos aos donos as grande corporações, estejam eles vendidos as governos, ou porque não a ambos, eles se odeiam apenas uns aos outros. Eles odeiam tanto a elite a qual eles se vendem, adulam, e invejam quanto a classe pobre que se apropriam e empregam tanto quanto seus chefes políticos e corporativos, deles não suportam nem cheiro ou o toque mas tomam até a imagem e a historia de vida.

E agora além de monopolizar o poder da decisão das pessoas querem tomar até a sua identidade, falsificando-se como porta voz dele.

Não. Eu não sou negro, nem nasci pobre. Então não posso falar por eles. Mas por mim eu posso E falo falo em alto e bom som. Eu que não pertenço a direita que se manifestou; Eu que nunca fui rico, que não sei o que é ser negro, não em sua própria terra; Que não sei o que já nascer pobre; que não nasci sabendo o que é ser excluído, ou viver na “periferia”; Eu que não me faço de vitima nem quando intimidado; Que trabalhei duro e até de graça para sustentar até a minha vagabundagem, faço questão de falar por minha própria pessoa, pelo lugar que vivi e vivo, e a realidade que sou testemunha ainda viva.

Eu que portanto não falo senão por mim, e no máximo por aqueles que me autorizaram fazê-lo afirmo:

Vocês que se manifestem em seu nome e saiam de mim.

Vocês não me representam nem no poder, nem muito menos nas ruas.

Vocês não representam meu ativismo social

Vocês não representam o lugar onde eu moro.

Vocês não representam minha condição e escolhas de vida.

Vocês não representam minha casa em Paranapiacaba onde eu morei nos últimos 10, anos.

Vocês não representam o meu trabalho social com a renda básica INCONDICIONAL em Quatinga Velho.

Vocês não representam nada! Vocês não representam minha identidade, minha liberdade, nem minha democracia, vocês não representam sequer meu ATIVISMO social,

PELO CONTRÁRIO, vocês foram e são tudo que vai contra isso.

Posso não ter mais nenhuma identidade ou classes social predefinida, mas isso não me entristeceste isso me liberta. Eu posso ter vindo dos mesmo lugar que esses ditadores e cagadores de regras, esses pregadores dissimulados de ódios mas por livre e espontânea vontade preferi não só ser um branco não só nas senzalas, e um preto mundo afora, mas uma pessoa livre nos quilombos do seculo XXI, preferi ser um igual nas minhas próprias utopias feitas com o tempo e espaço e recursos de voluntario de todo o mundo livre das suas lutas ódios e disputas pelo poder, do que o branco se achando negro ou um negro pensando que é branco dentro da casa grade, o pedinte abastado esmolas.

A escravidão hoje é do trabalho assalariada e a servidão é da representação politica, e a ditadura mor dos monopolizadores de valores e identidades a base de sustentação popular destes criminosos. Tenho pena deles, mas tenho pena mais de mim, da minha família e do meu povo que eles jogam aos porcos para preservar seus privilégios ou salvar o rabo que venderam.

Essa portanto é minha homenagem as pessoas que criticam os monopólios e reservas de mercado mas não querem acabar com eles e sim controla-los. Que falam em libertação das pessoas, mas tentam se apropriar das suas imagens identidades, e histórias de vida sem sequer conseguir suportar a pobreza dos lugares que vivem. Que atacam até seus chefes mas não param de vendem de vender seu trabalho para eles.

Isto não é cuspir no prato que comeram. Todo mundo tem é mais que cuspir a comida envenenada, mas ficar cuspindo e comendo é asqueroso.

Não é nem petismo é fisiologismo puro mesmo.

Por isso, o que vale para a esquerda que reclama do corporativismo subsidiado pelo Governo, também vale para a direita que ainda não largou dos subsidiados deste governo

Ou come ou cospe. Vocês não estão engando mais ninguém, vocês estão causando asco e revolta.

Quanto ao governo não a mais nada a dizer. Eles não tem legitimidade nem mais para convocar um plebiscito popular para perder e tentar sair com um mínimo dignidade. Até esse beneficio da dúvida eles perderam já faz tempo. Já estão tentando provar a ilegalidade das provas dos seus crimes. Já era. Eles foram e o congresso se for golpe tem de ir junto:

Fora Todos. Democracia Direta Já!

X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.

X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.