Heil Trump: Não há maior mentira do que quando um não quer dois não brigam

O desafio Libertário do Nosso Século não é o terrorismo, é o Neopopulismo e o Neofascismo.

Quando gente violenta, disposta a tudo encontra gente de paz criada para não fazer nada contra nada, não há briga, há massacre. Quando quem quer tudo, encontra quem não oferece resistência a nada, não importa quão poucos sejam estes violentos e muitos sejam os pacíficos, o que temos (de novo) são o holocaustos de inocentes pelo império da violência.

É possível a paz mesmo vivendo num mundo cheio de loucos violentos perigosos e fanáticos, mas desde que, obviamente, eles não tenham nenhum poder para fazer o que querem contras os outros. Desde que essas pessoas não detenham armas, autoridades, prerrogativas e o mais importante de tudo: nenhum poder de mando ou comando sobre a sociedade.

É possível conviver em paz até mesmo maniacos violentos fanáticos mesmo os piores supremacistas desde que eles jamais detenham o poder principalmente o supremo.

É possível até mesmo preservar e restaurar a paz, quando esses frustrados e alienados passam das ameaças a ações, mas desde que não cruzemos os braços, ou fechemos os olhos, Desde que estejamos dispostos a detê-los antes que coloquem em prática seus planos.

Maniacos por poder e fieis não precisam ser perseguidos, presos ou calados. Podem viver entre nós, desde que sejamos capazes de nos manter seguros de suas inevitáveis agressões se eles conseguirem enfim nos submeter. Eles devem ser tão livres para fazer tudo o que quiser… desde que sejam feitos tão inofensivos quanto crianças ruins. É claro que não são crianças, são tão perigosos quanto qualquer psicóticos violentos e fanático pode o ser. Mas ainda sim sozinhos, desarmados não só de armas, mas do poder não são mais perigosos que um animal selvagem.

É claro que eles não são animais e podem ser tratados também como tais. Nem os bichos deveriam ser tratados como o são. Ninguém jamais deveria ser caçado abatido ou mantido em jaulas. Nem mesmo os mais perigosos e irracionais predadores, humanos ou não. Eles não são bichos, mas se comportam como se fossem, e nós não somos presas, nem seus brinquedos. P

Temos que ser razoáveis, precisamos dialogar, mas não com eles. Não peça para que eles se comportem como pessoas de bem. Não espere nada deles. Não há dialogo com tigres, psicopatas , tubarões nem fascistas, apenas distancia segura. T

Precisamos cuidar para que eles não tenham como fazer mal a nossas vidas e dos inocentes que estão sob a nossa proteção. Temos que mantê-los longe de tudo que podem usar contra nós, principalmente armas e poderes públicos, e do resto que não podemos ou não queremos tirar deles, precisamos manter-no longe do seu alcance.

Temos que ser pacíficos, mas ser pessoas de paz não é a mesma coisa ser ovelhas, ser presas a espera passiva do seu fim. É justamente o contrário é impedir que os violentos possam fazer o que quiserem contra os inocentes.

Nós que não somos lobos não devemos nos iludir que os homens lobo dos próprio homem vão se sensibilizar e deixar de devorar seus irmãos. Nós que não queremos ser lobos, nem suas presas, não podemos deixar nossos irmãos a mercê deles, principalmente como pastores em pele de cordeiro.

Em outras palavras desde que não estejamos vulneráveis as suas agressões não há porque não deixar os violentos, odiosos, e supremacistas viver em paz com as crenças e culturas. Desde que não tenham como ser violentos, quanto inofensivas forem suas pretensões de dominação a nossa vida e liberdade, mais podemos tolerar e até conviver com eles. Porém quando estamos a sua mercê, quando não temos nada que nos proteja, quando eles tomam o poder não temos outra opção senão resistir, lutar com todos os meios necessários pela nossa vida.

Como o historiador do holocausto bem disse, quando as palavras “ecoa de perto a visão de Adolf Hitler sobre os judeus e de que a história é uma luta racial pela sobrevivência”. O que se torna a história das pessoas perseguidas por esses supremacistas racistas senão a sua luta racial pela sobrevivência? O que é a história dos povos da humanidade que sofreram com os holocaustos e genocídios senão essa luta racial para não serem exterminados? Ao que foi reduzida a historia de vida dos povos perseguidos senão a esta sina?

Enquanto não abolirmos de vez os apartheids entre os povos, enquanto não extinguirmos de uma vez por todas o supremacismo, a história da humanidade se resumira a esse luta: a luta dos excluídos e marginalizados e estigmatizados para não serem sistematicamente eliminados por aqueles que se consideram os únicos eleitos de deus e os donos do mundo.

Posto assim explicitamente nosso dilema, nestes termos absolutamente nazifascistas, racistas, eugenistas e supremacistas, como podem os que se dizem razoáveis pedir para que os perseguidos tolerem e dialoguem com quem não quer dialogo nem tolerância, com quem não quer nada menos do que silenciá-los e exterminá-los? O que pode ser mais desonesto que a ideologia que pede paz aos oprimidos e não o fim da violência e violação dos opressores? O que pode ser mais covarde desonesto e pusilânime do que pedir aos violados tolerarem e obedecerem seus violadores, ao invés de exigir que os violadores parem imediatamente com suas ameaças e agressões?

E o que é pior é que esses mesmos vendedores de submissão de hoje. Esses mesmos serviçais de qualquer um que esteja no poder não importa o quão criminoso e desumano ele seja, esses canalhas que pedem para as vitimas se submetem sem medo ao seus algozes, são exatamente os mesmo que se perguntarão com tom acusador: mas porque ela não fugiram? porque elas não reagiram? Serão os mesmos que hoje a submissão os que amanhã acusarão as mesmas vitimas de falta de coragem por ter se entregado a seus exterminadores sem reagir!!! Essa é a ideologia estupradora do supremacismo: o violador está sempre certo, e as vitimas são sempre as culpadas pelo que eles fazem a elas.

Quando as pessoas de paz estão despertas e alertas para quem quer poderes desiguais para vigiar e controlar as outras, são os violentos que estão sob a lei dos iguais em liberdade, e não mais os desiguais em poder sob o domínio dos violentos. O mal não representa nenhum perigo a sociedade, quando não tem força nem poderes desiguais para aterrorizar ou reprimir os inocentes. Pelo contrário são eles que estão a mercê das pessoas de paz quando é sua sociedade de proteção mutua que prevalece e não a supremacia de nenhum monopolista.

O nosso problema não é portanto como eles são. Nosso problema é como nós somos e reagimos a eles. Não estamos só vulneráveis aqueles que se comportam como predadores estamos completamente submissos a eles, ou mais precisamente a supremacia da sua violência.

A violência e predação fazem parte da vida natural. Seu culto não. A violência em si não é um mal antinatural, já o culto ao seu monopólio e supremacia, são a própria fabricação dessa perversão. E um ecossistema onde tais comportamentos e culturas estão industrializados está condenado a se consumir irracionalmente, até o limite da sua desinteligência e insolidariedade.

Nosso problema é que nos achamos seres muito especiais e evoluídos, mas ainda não passamos de uma espécie primatas territorialistas que abaixa a cabeça para o macho mais violento do bando. Ainda não superamos e repetimos as solução mais primitiva que nossos antepassados encontraram. Soluções primitivas e ultrapassadas que hoje são os nossos problemas.

Nos ainda caçamos e matamos; prendemos e até escravizamos tudo e todos que temendo ou não achamos que podemos submeter. Mas todos os seres e fenômenos que tememos por não acreditar que podemos vencer simplesmente endeusamos como nossos reis. Tememos e cultuamos a supremacia da nossa própria força violenta como nossos antepassados cultuavam seus medos do trovão, do fogo. Baixamos a cabeça e nos ajoelhamos ao poderosos como quem se defronta com uma força misteriosa, quase divina que não pode ser compreendida nem superada. Ou melhor não podia. Porque a natureza é sim mágica e sagrada, mas quem é o mágico de Oz, senão o merdinha de um Trump e seu séquito de fracassados adoradores desse bezerro de ouro do sucesso.

Nós, libertários nos achamos livres e conscientes, afinal não adoramos os populistas orgulhosos do seu fascismo e patriotismo; nem caímos no conto dos demagogos dissimulados, mas e daí? A pergunta não é o que não fazemos, ou deixamos de fazer, mas o que estamos de fato praticando e fazendo?

Nós que nos consideramos desalienados; que não partilhamos dos preconceitos de raça, nacionalidade, sexo, e até mesmo de prerrogativas de superioridade despóticas; não temos então pelo nosso próprio grau de consciência ainda mais responsabilidade do que esses dementes fanáticos e alienados?

Não são os mais livres e conscientes também os mais capazes e portanto mais responsáveis do que os dominados por vícios e desejos de poder?

Se somos inteligentes e conscientes não deveríamos ser capazes e voluntariosos do que eles para resolver os problemas sociais que alimentam o populismo e o extremismo?

Se não são os poderosos irresponsáveis parte da solução, mas sim do problema. Quem sobra para se responsabilizar pelos problemas e soluções criados por eles senão as pessoas que querem se ver livres deles?

Se somos ainda mais livres e conscientes que eles que se comportam como maniacos por poder e predadores irracionais, de quem afinal é a responsabilidade dos problemas do mundo? Deles que são essas verdadeiras bestas em forma humana, ou nós que mesmo tendo a liberdade, inteligência e solidariedade para frear a bestialidade desses loucos dominadas por seus desejos insanos preferirmos ficar e cômodos em nossos cantos assistindo sua megalomania genocida?

Ou será que somos tão poucos, tão fracos, tão pobres que mesmo livres não podemos nada contra nenhum desses monstros? Será que todo libertário é por definição um mendigante, um protesto ambulante, um projeto de demagogo em construção? Será que o pensamento libertário nunca quebrará as prisões da ditadura da falsa normalidade? Precisarão mesmos os que os Estados declararem guerra oficialmente e joguem mais uma vez suas tropas contra os inocentes para que o homem comum acorde e se mova?

Parece que existem muita mais fanáticos pelo poder dispostas a propagar a financiar e até mesmo se matar pelo terror do que pessoas que realmente praticar a liberdade que pregam. Será que só racistas, homicidas e genocidas tem coragem de investir tempo e dinheiro nas loucuras que acreditam? Será que só os pobres e pé rapado que sonham com as utopias colocam a mão no bolso e na massa?

Porque há tantos demagogos usurpando as causas sociais, e tão poucos doidos dispostos a por em pratica sua fé libertária? Porque há tantos maniacos por estados e religiões dispostos a doar tudo o que tem, até mesmo matar e morrer por eles, e tão pouca gente disposta a doar voluntariamente centavos pela vida e liberdade dos demais? Será que ninguém mesmo está vendo onde vai dar tamanha disparidade de forças e disposições voluntárias?

Será que ninguém percebe o quão evidente é o resultado dessa estupidez e imobilismo que impera entre nós frente ao perigo evidente?

Se não encararmos o desafio da nossa geração podemos não ser como nossos pais, mas vamos conseguir uma proeza maior que a deles: entregar um mundo ainda pior para nossos filhos. E eles somente eles poderão nos perguntar: porque não fizemos nada?

Da queda dos caudilhos da velha esquerda a volta dos fascistas da nova direita. Os libertários de esquerda e direita devem estar juntos e preparados para enfrentar todos os populistas demagogos e nacionalistas diante da nova ordem mundial. O desafio Libertário do Nosso Século não é o terrorismo, é o Neopopulismo e o Neofascismo.

O que estamos esperando? Que o neofascismo volte a usar oficialmente a suástica? Que Trump deixe o bigodinho crescer? Que trombetas toquem no céu? Que sinal estamos esperando? O que será preciso enfim para que as pessoas despertem e começam a praticar o que pregam, a fazer o que sabemos que precisa ser feito? Que os inimigos da humanidade marchem mais uma vez?

Infelizmente pelo andar da carruagem não vamos ter que esperar muito…“heil Trump”.

X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.

X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.