Governe-se! Programa e códigos de democracia direta para seus desenvolvedores

Finalmente: O código e a plataforma Governe-se estão disponíveis para os desenvolvedores

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As eleições acabaram. Os governos não governaram. Uns caíram outros vão subir. E você sabe eu sei tudo vai continuar na mesma. E se você esta perguntado o que eles vão fazer agora, você está fazendo a pergunta errada. A pergunta é o que você vai fazer agora? Você sabe eu também sei, esta é exatamente a mesma pergunta de antes e será a mesma de sempre enquanto ainda formos os mesmos e vivermos como nossos pais.

Não existem salvadores da pátria, ou melhor, existem até virarem o próximo líder. Precisamos nos livrar do “custo político” e ele não tem rosto, nem partido, ele é amorfo, é a própria possessão compulsiva pelo poder encarnada em cada persona sem caráter em seus sorrisos e mandatos ilegítimos. Todos sabemos a resposta, precisamos nos livrar dos parasitas da sociedade de todos atravessadores, corruptos e burocratas que monopolizam o bem comum e consomem os recursos que todos sabem onde deviam estar, mas que nunca chega onde deve. A pergunta que nós, desde o primeiro Congresso de Democracia Direta Digital não só não nos fazemos, mas temos trabalhado para trazer respostas.

A pobreza é a riqueza do poder. Não se engane, governos não distribuem rendas, bens ou serviços, cultivam territórios onde as pessoas dependem deles para não ter seus direitos garantidos, mas sim concedidos como benesses a quem se submete ao regime, ao status quo, e não só os governos populistas mas os liberais. O populismo é o filho descarado do liberalismo, da arte de roubar propriedades em parcelas e sequestrar liberdades naturais para devolver como desproibições, liberações, autorizações e concessões, donos das benesses e títulos contra os pagadores de tributos aos césares. E quem não tem ouro pior, paga com servidão política.

Depois de distribuir dinheiro por 6 anos para uma comunidade sem pedir nem exigir nada em troca, aprendi uma lição valiosa, o problema não estão nos recursos que você destina a quem precisa, mas sim na relação de dependência de quem intermedia o poder politico e econômico. O problema não é a renda de emancipação, mas o contra emancipador, o paternalista, o clientelista, o autoritário, o caudilho, o supremacista, o segregacionista, o eugenista, fanáticos políticos e religiosos, o problema está no intermediário, no espaço deixado pela sociedade, pelo vazio da falta de solidariedade, da falta de conexão direta, de democracia direta que é ocupada pela pior espécie de alienado: aquele que realmente acredita que a liberdade deve ser sacrificada em nome do poder, seu poder.

Governe-se é a solução? É claro que não, é uma ferramenta. Governe-se é só uma rede social de internet, uma plataforma de crowdfunding vazia. Mais um entre tantos instrumentos que a sociedade pode utilizar para garantir seu direito a autodeterminação e soberania, sem tiranos e corruptos. A vantagem é que ela foi pensada de acordo com o principio libertário: Não apenas os povos, mas cada pessoa em comunhão de paz tem o direito inalienável a sua soberania e autodeterminação.

Governe-se é uma plataforma de crowdfunding que permite que as pessoas e comunidades não fiquem implorando aos seus supostos governos e representantes que resolvam seus problemas, mas que elas se unam, dividam e economizam os custos que pagariam mais caro quando passado pelas mãos e custo político da máquina estatal, encontrem profissionais de fato capacitados para resolver seus problemas fora do monopólio estatal sobre a provisão de bens e serviços do seu bem comum. E votem no melhor orçamento e solução. Enfim, exerçam o direito inalienável e sagrado dentro de uma sociedade e mundo livre: a autodeterminação da alocação dos seus próprios recursos, tanto particulares quanto comuns.

Você sabe: existe um abismo entre a demanda do cidadão carente por serviço sociais, do contribuinte e dos serviços públicos de fato prestados- e por vezes nem sequer prestados. Muitos sites de e-democracia funcionam e bem como pressão da opinião pública sobre os políticos e as instituições, muitas vezes de forma bem mais eficiente que as grandes mídias de informação (sabidamente vendidas) ou as redes sociais altamente (mais do que suspeitas). Mas mesmo assim estes sites contam ainda muito com a boa vontade, honestidade e autofiscalização das instituições e governantes, ou seja ainda acreditam em contos de fada.

No governe-se ao contrário, nem perdemos tempo em fazer nossas demandas ao poder publico (ele é aberto para que os agentes governamentais entrem como técnicos e cumpram sua responsabilidade, mas não é com isso nem com eles que contamos). O governe-se foi desenhado para ser uma plataforma de auto-governança; um mercado social triangulado que funciona assim (e aqui é importante esquematizar o projeto):

1. O cidadão como indivíduo carente por solução gera uma demanda social aberta a todos. Não importa que não tenha dinheiro ou sabia como resolvê-la. Ele é o povo é tem a METIS o conhecimento único e mais importante de todos, ele sabe o que DEVE E PRECISA SER FEITO por sabe onde o calo aperta. E pode se juntar a outros que tem o mesmo problema.

2. Quem tem o conhecimento profissional, os gestores públicos que não precisam estar subordinados a hierarquia político-partidária podem apresentar seus projetos técnicos sejam para solução pontual ou administração pública das demandas sociais, apresentando seu respectivo orçamento. Eles tem a TEKNE e sabem como fazer e consertar sapato, mas não tem o recursos para tanto.

3. E finalmente o POVO obviamente não mais como cidadão sozinho que carece de ajuda ou da resolução do problema, mas todo cidadão dotado da inteligência solidária e de uma renda no mínimo para poder contribuir com a solução senão dos problema públicos que lhe interessam como causa social, dos seus próprios problemas comuns tem o poder para via democracia direta votar no melhor projeto, e abri-lo para ser aprovado pelo restante do povo via crowdfounding. Esta instancia é o como como Cratos.

Assim desta triangulação de interesses onde os cidadãos mantem o controle permanente e direto sobre o poder de alocação de recursos, do orçamento publico sem repassa-lo a priori mas somente com sua aprovação em tempo real, com o poder inclusive de formar grupos para financiar diretamente suas causas e serviços sociais e gestões públicas independentes é que começamos a constituir na pratica uma cidadania mais plena e que exgie não apenas renda básica, mas a democratização do acesso a internet.

Agora sim podemos influenciar não só o poder governamental com sua capacidade socioeconômica, mas literalmente bancar a produção de um mercado social competitivo e capacitado para atender a imensa demanda da sociedade por serviços e bens públicos desmonopolizados. Um sistema desintermediação político-econômico onde as pessoas funcionam como seus próprios bancos, ou melhor, rede de bancos fiduciários que podem escolher a qualquer tempo tanto seus gestores públicos quanto quais projetos sociais querem ou não financiar. E isto sem precisar formar ditaduras de maiorias ou impedir as ações das minorias ou indivíduos independentes. Um estado mais livre e uma democracia mais direta onde o consenso necessário não se forma pela constrição ou contribuição compulsória, mas pelos debates, acordos e negociações de paz entre todos os grupos participantes destas redes cidadãs.

Digo redes cidadãs, porque em coerência com os princípios libertários e democráticos deste projeto, nós do ReCivitas neste momento em que lançamos enfim o sistema Governe-se para mundo, tomamos a decisão de fazê-lo como plataforma como código aberto, um sistema livre e biblioteca de códigos para que qualquer um possa copiado e alterado desenvolver e até comercializado sua própria plataforma de auto governo de acordo como os termos da nossa licença RobinRight.

Se você é programador ou desenvolvedor de sistemas de democracia direta baixe e não se contente nunca mais em apenas participar, comece a pensar e escrever os códigos e plataformas dos próprios governos. desenvolve seu próprio sistema de governo e governança para sua organização, cidade, comunidade ou sociedade livre. Enfim governe-se. Porque quem não se governa é governado.

Governe-se.com

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X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.

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