Gelderloos: A Não Violência é tática e estrategicamente inferior

Como a Não-Violência protege o Estado (Parte 5)

As estratégias da não-violência não podem derrotar o Estado; elas tendem a refletir uma falta de compreensão da verdadeira natureza do mesmo. O poder do Estado autoperpetua-se — vencerá os movimentos de libertação com tudo aquilo que esteja a sua disposição, e se as tentativas de derrubar tal estrutura de poder sobrevivem às primeiras ondas repressivas, a elite converterá o conflito em um conflito militar, e já sabemos que as pessoas que empregam a não-violência não poderão nunca vencer um conflito militar. O pacifismo não pode defender-se a si mesmo contra esse intransigente extermínio. Tal como expliquei em um estudo sobre a revolução nas sociedades modernas:

Durante a Segunda Guerra Mundial os alemães não estavam familiarizados com a resistência passiva (quando esta aconteceu); mas hoje em dia, as forças armadas estão muito mais preparadas para fazer frente à não-violência, tanto técnica quanto psicologicamente. Os defensores da não-violência, tal como nos lembra um especialista militar britânico: “inclinam-se a omitir o fato de que seus maiores êxitos foram obtidos contra oponentes cujo código moral era fundamentalmente similar, e cuja crueldade, consequentemente, acabou por ser bastante comedida… O único rastro que pareceu deixar em Hitler, foi a de excitar seu impulso de pisotear aquilo que na sua mente figurava como uma depreciável debilidade…”(…)

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Notas

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X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.

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