Gelderloos: A alternativa: Possibilidades para o Ativismo Revolucionário

Como a Não-Violência protege o Estado (Parte 7)

A hierarquia, seja como for, é inseparável dos padrões sociais e psicológicos das relações de dominação. De fato, a maior parte da violência na sociedade é, indiscutivelmente, uma das consequências das hierarquias coercitivas.

Referências

  1. Helen Woodson e meu companheiro de acusação e de cárcere Jerry Zawada, pacifistas revolucionários, vem à minha mente seu compromisso.
  2. Ainda que esta citação de fato seja de minha própria autoria, o argumento aqui citado é com frequência encontrado na boca dos ativistas não violentos; Todd Allin Morman começa seu artigo Revolutionary Violence and the Future Anarchist Order afirmando que nenhuma das revoluções violentas na Europa, Rússia, China ou Cuba “deu lugar a uma sociedade justa, uma sociedade livre ou mesmo ao paraíso operário”
  3. Estou avaliando as motivações leninistas pelos objetivos e ações de seus líderes — os membros das organizações autoritárias, a classe e a fila priorizam seguir os líderes acima de suas próprias intenções, boas ou más: os propósitos e as ações destes líderes leninistas. Desde o início, incluíram a melhoria e a expansão da polícia secreta czarista, reconstituída como a Checa; forçando a re-conversão de milhões de camponeses em trabalhadores assalariados; bloqueando a troca direta entre produtores; entabulando relações hierárquicas entre oficiais e soldados no exército, composto principalmente por oficiais que antes eram czaristas ou ex-czaristas; fazendo para si cargos, centralizando, e, em última instância, destruindo a independência operária dos Sovietes, ou conselhos operários; buscando e aceitando empréstimos com vias para o desenvolvimento, do capitalismo inglês e americano; negociando e colaborando com os poderes imperialistas ao final da 1ª Guerra Mundial; reprimindo o ativismo e as publicações de anarquistas e socialistas revolucionários; e outras ações. Para mais informações ver Alexander Berkman, The Bolshevik Myth (London:Freedom Press, 1989), Alexandre Skirda e Nestor Makhno, Anarchy’s Cossack: the struggle for Free Soviets in the Ukraine 1917–1921 (Oakland AK Press, 2004), e Voline, The Unknown Revolution (Montreal: Black Rose, 2004).
  4. Uma boa história deste movimento pode ser encontrada em Alexandre Skirda e Nestor Makhno, Anarchy’s Cossack.
  5. Em seu artigo acerca das estratégias policiais, Anarchist Direct Actions, Randy Borum e Chuck Tilby enfatizam determinados casos em que a descentralização tem deixado os anarquistas isolados e mais vulneráveis à repressão, ainda que em termos gerais, está claro que ela faz com que os grupos radicais sejam mais difíceis de reprimir e torna também mais difícil a infiltração; comunicação, coordenação e solidariedade são os componentes críticos para a sobrevivência das redes descentralizadas. Borum e Tilby, Anarchist Direct Actions, p. 202–223.
  6. Sem autonomia, não pode haver liberdade. Para uma introdução básica a este e outros princípios anarquistas, ver Errico Malatesta, Anarchy (London: Freedom Press, 1920); ou Piotr Kropotkin, Mutual Aid: A Factor in Evolution (Nova York: Alfred A. Knopf, 1921). Um bom artigo que contém reflexões sobre um processo revolucionário anarquista similar ao que tenho expressado é o de Wolf Landstreicher, Autonomous Self-Organization and Anarchist Intervention. Também, o de Roger White, Post Colonial Anarchism, aporta um bom número de argumentos a favor do direito de cada comunidade autônoma e nação para se identificar e eleger seu próprio método de luta.
  7. Por exemplo, o Black Liberation Army, um dos grupos de guerrilha urbana de maior êxito dos Estados Unidos, falhou em grande parte pela falta de estrutura de base em que apoiar-se; segundo Jalil Muntaqin, We Are Our Own Liberators (Montreal: Abraham Guillen Press, 2002), p. 37–38. Por outro lado, o exército insurgente anarquista dirigido por Makhno, na Ucrânia, pôde sustentar uma guerra de guerrilhas efetiva contra o imensamente maior e melhor armado Exército Vermelho durante muito tempo, precisamente, porque possuía grande apoio entre os camponeses, que esconderam e atenderam aos insurgente feridos, lhes abasteceram com comida e suprimentos, e coletaram informações das posições inimigas. Alexandre Skirda e Nestor Makhno, Anarchy’s Cossack, p. 248, p. 254–255.
  8. John Sayles, “Forewood”, em Lon Savage Tunder in the Mountains: The West Virginia Mine War, 1920–21 (Pittsburgh: University of Pittsburgh Press, 1990).

X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.

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