Fabi,

Sua resposta valeu o dia. Vou copiar e colar só para destacar de novo, porque só dar highlight, não foi suficiente pra mim:

Falando em fazer, ta’ aqui uma moeda anarquica de renda basica, escrita em 500 linhas de codigo, para instalar em blockchains EOSIO:

Falando em fazer, ta’ aqui uma moeda anarquica de renda basica, escrita em 500 linhas de codigo, para instalar em blockchains EOSIO:

O que voce esta vendo e’ uma das pecas do quebra-cabeca da elaboracao de um bitcoin democratico. O “nosso” bitcoin (eu diria o “bitcoin dos esquerdistas,” mas “esquerdista” e’ muito batido, talvez “esquerdistas libertarios anarquistas”, mas realmente ainda nao ha’ um nome apropriado para a nossa turma. Mas voce sabe quem somos e o que nos une. Entao, esse “bitcoin” novo e’ pra nos).

O que voce esta vendo e’ uma das pecas do quebra-cabeca da elaboracao de um bitcoin democratico. O “nosso” bitcoin (eu diria o “bitcoin dos esquerdistas,” mas “esquerdista” e’ muito batido, talvez “esquerdistas libertarios anarquistas”, mas realmente ainda nao ha’ um nome apropriado para a nossa turma. Mas voce sabe quem somos e o que nos une. Entao, esse “bitcoin” novo e’ pra nos).

Quanto ao sadismo, diria sado-masoquismo, ele infelizmente não é uma questão de classe, mas de grau que permeia e contamina não só toda a mentalidade da sociedade, mas pior, está institucionalizado. Tal que mesmo não sendo um sadico, nem um masoquista replicamos tais comportamentos no piloto automático dentro nossas culturas e costumes. E tenho dedicado um bom tempo das minhas reflexões tentando quebrar o código de como funciona esta programação e mudar esse nosso sistema operacional.

De certo modo, ainda uns só pouco e aos poucos, ou só na mente e coração todos nós, em maior ou menor grau matamos nossa “família e vamos ao cinema”. Ha quem faça isso, ou até mesmo sua profissão. Há quem o faça de fato com prazer, outros só apertando botões como cobaias num grande Milgram em troca dos centavos da subsistência. Há quem lute desesperadamente para escapar ou até derrubar esse arcabouço, mas no fundo os mostros que encarnam no próximo, ou eventualemente nas monstruosidades que são praticadas sobretudo já como hábitos e costumes, que no fundo o reflexo da nossa insconciencia coletiva amputada em seus instintos gregários, solidariedades e empatia.

Em termos gerais, emocial e socialmente somos extremamente pobres, e estamos cada dia mais ficando mais miséraveis. Contudo assim como o capital político, econômico e financeiro este outro capital, o social e humano está também distribuído e concentrado de forma desigual e o mais importante de forma inversamente proporcional. De modo que se no topo desta piramide uns tem materialmente tudo, execto empatia necessária para fazer alguma coisa de bom, e na base o que não falta é solidariede, porém a carestia de todo o resto reina. É então, no meio termo, que longe de ser uma classe, é uma miriade de pessoas com diferentes graus destas formas riquezas onde não se encontram nem a causa do problema, nem suas maiores vítimas que se encontra a combinação necessária para produzir as transformações sociais. Nem tão pobres nem tão ricas, emocional nem materialmente seja para não poder fazer nada, nem não querer fazer mais nada por ninguém. Se considerarmos que os extremos são arquétipos e não propriamente seres humanos, e suas classes portanto meras abstrações, o que temos portanto é uma batalha extremamente pessoal pelo que faremos do nosso tempo de vida, porque ambas riquezas requerem o investimento desse capital para serem produzidas e não é possível, ter ambas, não exatamente ao mesmo tempo, a não ser que é claro que nos apartemos por divisão dos trabalhos e capitais não só políticos, econômicos, mas sobretudo os sociais e humanitários, sobretudo em sua possibilidades não só materiais, mas emocionais.

Quanto mais estudo sobre a natureza da falta de empatia, solidariedade, mais compaixão tenho, não pelos adultos mostruosos que essas pessoas se tornaram, mas pelos seres humanos que eles poderiam ter sido e as crianças que um dia elas foram. E vejo que se nas periferias onde essa mesmas crianças e adultos são mortos e deformados pela amputação não raro proposital das possibilidades e meios materias para o pleno desenvolvimento humano, muitos de hoje são os responsáveis e irresponsáveis pela perpetuação desse sofrimento, também eles tiveram seus olhos furados e pernas amputas, e não é toa que embora sejam humanos, pareçam monstros e pratiquem a desumanidade como quem assina um laudo ou um cheque, sua condição miserável embora invísivel e muitas escondidas por toneladas da maquiagem de posses e poderes é um buraco negro ainda mais profundo, é na alma, é na sua ligação com o outro e com o mundo.

Não nego que os odeio, mas também não nego que compadeço. A pobreza em todos os sentidos é de longe o pior dos males da humanidade, e nos extremos seja emocional seja material é algo que sempre desnatura, degenera e desumaniza corpo e alma, não só de quem a sofre, mas de todos nós que querendo ou não, sabendo ou não, participamos em maior ou menor grau dela, em ambos as condições.

Por isso eu amo iniciativas que nascem assim, como a sua, elas são de uma riqueza racional invisível aos olhos e as vezes aos corações, mas que são de uma beleza ao mesmo singular sem se perder do sentido universal.

Arrebenta aí na Espanha, porque ela é um dos epicentros para os terremotos libertários (e anti-libertários) do mundo, e se muito não me engano vem um por aí…

Beijos grandes…

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X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.

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