Extinction Rebellion? Em cima no Reino Unido ou bem mais embaixo, no Equador?

O PACIFISMO DOS IMPOTENTES E A LIBERDADE DE ASAS CORTADAS

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Londres é o epicentro do XR

No domingo, uma “cerimônia de abertura” reuniu no centro de Londres centenas de pessoas. A capital britânica, onde o movimento nasceu em 31 de outubro de 2018, deve concentrar a maioria das manifestações. Nesta manhã, manifestantes já se acorrentaram em um caminhão carregando um “falso míssil” nas proximidades do ministério da Defesa britânico para exigir que “o governo utilize verbas públicas contra as mudanças climáticas”. Em seguida, eles se concentraram em vários locais simbólicos da cidade, como em frente a ministérios Big Ben, que ficou inacessível após a polícia ter sido obrigada a fechar a ponte de Westminster, ocupada pelo grupo.

Os ativistas se sentaram no chão e cobriram a ponte com uma bandeira do Extinction Rebellion, formada por grande X que representa um relógio de areia e simboliza a falta de tempo para lutar contra o aquecimento global.(…)

Brasil

O Extinction Rebellion se implantou no Brasil no mês de agosto, durante a crise das queimadas na Amazônia. (…)

Devido à violência e ao despreparo da polícia brasileira, Pedro Bedim explica que no Rio eles preferiram não fazer um ato espetacular como os de Londres. (…)

O XR é apartidário mas está disposto a dialogar com “todo o espectro político para que as quatro exigências sejam aprovadas e cumpridas”, afirma.

Desobediência civil

As bandeiras coloridas e a luta do Extinction Rebellion começaram a ser conhecidas no final do ano passado. O movimento contra a extinção das espécies e o ecocídio foi lançado diante do Parlamento britânico em 31 de outubro de 2018. A cerimônia contou com a presença da jovem Greta Thunberg. Mas para os fundadores do XR, as greves escolares do Fridays for Future não são suficientes para salvar o clima. “É uma diferença de estratégica e de tática. Os fundadores do XR, que são veteranos, viram que as formas que a gente estava usando de ativismo ambiental, petições, ligações para deputados, não estava dando resultado e os próprios tratados internacionais não estavam mobilizando”, conta Pedro Bedim.

Baseado em uma pesquisa sobre os movimentos que deram certo na história recente, o grupo prega a rebelião, a desobediência civil, mas seus atos são pacíficos. As ações criativas “mas que causam algum desconforto social” visam forçar os governos a decretar a “emergência ecológica” e tomar as medidas necessárias para atingir bem mais rápido do que propõem os governos o nível zero de emissão de gases que provocam o efeito estufa. No Reino Unido, além de parar o trânsito, os ativistas jogam sangue em monumentos históricos, se fingem de mortos em museus e ocupam locais simbólicos.(…) — Brasil tem ato de coletivo ambientalista Extinction Rebellion, que tenta parar capitais mundiais

News by RFI Paris, agora news do epicentro by BBC London ambos for Brazil:

“(…) Para convencer o governo a adotar essas reivindicações, os fundadores do grupo estudaram revoltas passadas para formular estratégias. Para eles, manifestações convencionais não funcionam — são contra passeatas, por exemplo.

Todas ações têm uma coisa em comum: usam técnicas de resistência não violenta. Ou seja, protestos que interrompam o funcionamento das coisas, às vezes desrespeitando a lei, mas de modo pacífico. São estratégias inspiradas em Mahatma Gandhi, que liderou o movimento bem-sucedido pela independência da Índia, e Martin Luther King, um dos líderes mais importantes na campanha pelos direitos civis aos negros nos Estados Unidos. “A participação em massa e a desobediência civil são os mecanismos mais efetivos para desafiar o projeto genocida das elites do mundo”, diz Hallam.

Os atos de agora em Londres são a terceira vez que fazem algo tão grande, embora tenham levado a cabo ao longo do ano ações menores como a da embaixada brasileira, que aconteceu em agosto, auge da crise da Amazônia do governo Jair Bolsonaro.

Em outubro do ano passado, quando surgiu, o grupo já havia interrompido o trânsito londrino com seus protestos. Cresceu muito em abril de 2019, quando seus participantes — de jovens a ativistas mais velhos — fizeram grandes protestos em Londres: durante 11 dias, grudaram seus corpos em trens, marcharam no aeroporto de Heathrow e bloquearam avenidas importantes, inclusive uma ponte inteira. Na ocasião, mais de mil ativistas foram detidos.

Parte importante do movimento no Reino Unido é ter pessoas que se identificam como “arrestables”, ou seja, que se dispõem a serem detidas (algo como “detíveis”) e terem sua ficha criminal manchada. Elas devem informar os organizadores de protestos para serem contabilizadas e destacadas para levar a cabo as ações não violentas que podem acabar em detenção e chamar atenção da imprensa.

Há grupos dentro do movimento de “apoio aos detidos”, pessoas que ajudam a divulgar financiamentos coletivos para pagar os custos do processo pós-detenção ou que simplesmente comparecem às audiências para dar apoio emocional. Mas nem tudo são flores. Ainda não há consenso sobre como as pessoas devem lidar com o processo depois da detenção: “Pagar um advogado?”, “Com que dinheiro?”, “Representar a si mesmo, sem advogado?”, “Dizer-se inocente ou culpado?” são algumas das questões levantadas nas reuniões do Extinction Rebellion.

A estratégia, é claro, incomoda. Segundo a polícia, os protestos em abril do ano passado custaram à corporação mais de £7,5 milhões (cerca de R$ 38 milhões). Para o Brasil, consertos no edifício da embaixada custaram cerca de £8 mil (R$ 40 mil), segundo o Itamaraty. Motoristas e pedestres tiveram sua rota interrompida (“vi uma senhora que tinha trabalhado o dia todo e ficou presa até uma da manhã em um ônibus na ponte”, afirmou à reportagem uma brasileira que não quis ser identificada) e, em Bristol, no oeste do Reino Unido, um filho não pode ir ao hospital se despedir do pai, que estava morrendo, por conta de um protesto que interrompia a rua.

Classe média branca

Além disso, o movimento é criticado por ser composto por membros majoritariamente brancos e de classe média. Nos protestos, a composição em grande parte branca é visível.

Além disso, “muitas das táticas que empregam não consideram as pessoas negras”, diz Leah Cowan, editora de política da revista britânica Gal-Dem, produzida por mulheres e pessoas não-binárias de cor. Ser detido é uma delas. “As pessoas que se dispõem a serem detidas não podem ser vistas como heroínas, e esse não pode ser o único caminho. Não é inclusivo, porque legitima o sistema sem reconhecer sua longa história de brutalidade policial e o encarceramento desproporcional de pessoas de cor”, afirma.

Um tuíte publicado pelo Extinction Rebellion em abril exemplifica a questão: “A maioria dos policiais são pessoas razoáveis. Alguns são idiotas, nada diferente do resto da sociedade. Esperamos que a polícia junte-se à rebelião”, publicaram. Mais tarde, o grupo se corrigiu: “Para deixar claro, a pessoa que postou esse tuíte estava falando de policiais individuais que estão conosco nas ruas. O Extinction Rebellion sabe que a polícia, como uma organização, é institucionalmente racista. São capazes de violência extrema e repressão”.

Questionado, Hallam disse à BBC News Brasil que “a maior parte dos movimentos são iniciados por pessoas da classe média, porque elas têm mais tempo e dinheiro”. “Mas agora é um movimento universal, porque todo mundo vai morrer”, defende. E emenda: “Na verdade, não importa que se é um movimento de classe média branca, o que importa para as pessoas pobres no mundo todo é que haja coisas sendo feitas e que isso vá salvar seus filhos. Precisamos é focar na metodologia para provocar mudanças estruturais nos países desenvolvidos, senão as pessoas nos países do sul vão passar fome”.

A estratégia a longo prazo, admite ele, é que a mobilização da classe média acabe levando a classe média baixa e os mais pobres e trabalhadores para a rua, criando um verdadeiro movimento de massa. (…)-

Eis a declaração na origem e no original em inglês:

Sim, John Locke. O filosofo contratualista defensor do direito natural a rebelião contra governos tiranos, do Estado Liberal e da propriedade privada, adquirida por apropriação original (homestead) através do trabalho e sem prejuízo ao bem comum. Um pensamento que já foi radical e revolucionário e poderia até ter custado a vida de quem o pregasse em seu tempo. E vá lá em muitos lugares mundo afora ainda hoje, dependendo do regime em questão, e que portanto ainda tem muito de atual, e até perigoso para quem o prega, porém desde que o faça no lugar errado, (ou certo) e não só o citando ipsis litris em toda a sua essência subversiva, mas o aplicando na prática. Coisa que diga-se de passagem nem Locke teve coragem, ou se preferir, teve a prudência de não fazê-lo. Aliás coragem ou prudência, julgamento a gosto do freguês. O fato é que só não aplicou suas pregações, como preferiu só assinar em baixo com o seu nome em verdadeiro o que havia publicado em vida, depois que já estivesse morto, até para evitar não sê-lo.

Prova de que quem diria, o ferrenho defensor da propriedade privada que um dia seu pensamento já foi considerado perigoso pelas autoridades. E não era para menos. O segundo tratado sobre o governo civil, onde o zé ninguém até então pregou o seu direito dos povos se rebelar contra governos que colocassem a mão no corpo ou na propriedade ganha a muito suor e trabalho, seu ou dos seus escravos (lógico). Foi publicado em 1681. Para quem não sabe a 1688 a burguesia inglesa, que não era reacionária, e não tinha fuzil nem sequer guilhotina, mas não estava mais afim, de carregar o ardor dos santos e reis nas costas junto com a plebe rude, mas que queria um lugar junto com a aristocracia no poder, entregaria a primeira cabeça de um monarca cortada para delírio da plebe, a machado mesmo. A monarquia voltaria, e god save the queen, mas conosco ninguém fodosco de novo. E a plebe? A plebe que se foda, que faça a sua revolução. E fez em outro tempo e lugar. Só para se foder de novo. Mas essa já uma outra história.

O detalhe aqui, é Locke, que já morreu, já foi lido, relido, interpretado, o ferrenho defensor da propriedade privada e democracia representativa liberal e da apropriação original que não só já foi devidamente apropriado como depois de morto e enterrado, como sempre, indevidamente apropriado copiado e conservado e continuamente interpretado com o sentido oposto da sua ideia original, ou seja: virou doutrina reacionário e conservadora da negação das propriedades e apropriações originais em favor não só dos usurpadores e privadores em favor de poucos privilegiados como em prejuízo do bem comum de todos os demais,mas que em outros já não só foi devidamente absorvido, como seu autor já morto faz tempo também ele objeto não só apropriação e de revolucionário e subversivo não tem mais nada, pelo contrário, é reacionário e conversador da inversão e perversão da sua cerna da sua ideia original. De modo que hoje quem defende Locke, não só defendia, mas justamente do oposto da perversão : da negação da liberdades de propriedades dos sujeitos inclusive em favor de poucos privilegiados em monopolizadores de tudo prejuízo do bem comum todos os demais marginalizados.

De modo que quando se cita Locke, ou a apropriação lockeana ou mesmo o direito a legitima defesa contra as tiranias, é preciso sempre esclarecer, se faz em citação ao Locke jovem que mesmo nunca tendo sido de fato um revolucionário foi um revoltado ou reformista panfletário, ou o Locke morto e enterrado devidamente já apropriado pelo sistema de poder que ele outrora monocrático criticara. É o Locke revoltado que prega o direito natural inalienável a propriedade sobre o corpo e a apropriação original adquirido do trabalho desde que sem privar ninguém do que também carece para viver e que nenhum governo tem o direito de tocar? Ou é pelo contrário já o Locke roubado e industrializado e republicado pelo governos e tiranias que manda passar fogo em quem mesmo tendo sido roubado ou acorrentado não tem o direito de se revoltar contra o roubo da propriedades natural porque o titulo de propriedade legal e pistola prevalece sobre o direito natural? É o Locke súdito da Rainha? Ou o Locke que não reconhece que aquela coroa não tendo sido ganha nem com o suor e sangue dela? È o homem livre que declara sua desobediência civil como adulto? Ou a criança ou servo que declara sua desobediência como a criança mimada que faz birra, para chamar a atenção do seu senhor, amo ou pátrio poder?

Não só importa dizer, importa saber. Porque há filhos e bastardos da pátria. Há jardins e latrinas do mundo. Porque filhos legítimos podem, fazem birra e ganham no máximo reprimenda e até ganham o que querem. Mas deixa eu te contar uma coisa: os bastardos, ou que não são filhos de ninguém, não são herdeiros do mundo, ganham é tiro no peito, e desobediência civil termina, nem sempre termina em independe, mas em genocídio. Mesmo quando termina em independência com pilhas de corpos, ela não é para todos os filhos da pátria. Se duvida, visite a Caxemira para saber como se fabrica um genocídio, uma apátridas. Ou só visite um campo de refugiados nas fronteiras e descubra que a verdadeira rebelião contra extermínio pode estar mais perto do que imagina da porta dos metrópoles burguesas contemporâneas e não mais tão longe nas antigas colonias.

Porque nas Américas o clima e ambiente não é de rebelião. É de revolução mesmo. O fascismo não é mais ensaio de farsa real. Não é mais encenação de ruas fechadas. Não é discurso, não é o brexit, o acordo para concordar que não concordamos em nada. É policial jogando ativista de ponte. E guerra fratricida. É Venezuela, Equador com direito a troca de capital.

Não é revolução para vender sem querer ou querendo, fundos verdes de Stockmarket,

É revolta contra extermínio não de projeções de ganhos ou perdas futuros, mas de vidas e liberdades atuais, que sangram, gritam, choram… ainda que todos continuam fazendo suas rezas bravas e gracinhas para gringo, gringo não nativo ver…

Enquanto o pau come solto…

Detenção? Há lugares do mundo onde as pessoas não são “arrestables”, ou o que vocês acham? Ou pior, são. São arrastadas para as piores prisões do mundo. Que não, não são aquelas que onde salvadores da pátria, os santos inocentes são “torturados” e não querem sair senão nos seus próprios termos. São aquelas para preferia vai descobrir que preferia ter morrido a cair naquele inferno.

Quer saber como termina um rebelião no Inferno?

Isso era vinte anos atrás. Quer saber com termina agora,se você não for a lulalivravél ou acioinaprisionável ou stfimprisionável?

Não, não precisa, ser bandido, Inocente ou não. Basta ser miséravel. Basta ser preto e pobre.

E o outro lado? Como você acha que termina?

E você me vem com o papo de que Bolsonaro está certo? Bolsonaro não está certo, nem quando de fato está. Por uma simples razão, a mesma razão está:

E se você como gringo não entende, só com essa imagem e as acima,o que isso quer dizer, conhecendo a história da Europa. Aí Então não vai entender mesmo o que está acontecendo. Vai continuar comprando discursinho de direita e esquerda burguesa brasileira que não tem a menor ideia do que o povo quer. Porque vive tão apartada e montada nele quanto vocês.

Não querem ruas fechadas, não querem greve de fome, querem é comida no prato. Vacina no posto. Energia para a comida comprada vendendo biscoito na passeata, que não estregue quando a energia acabar e geladeira for pro saco. Querem luz na quebrada. Querem o que eles querem, e não o que você quer, o que significa que querem é ser antes de tudo ouvidos. Algo que só se aprende, parando de cagar agendas globais e ouvindo os problemas não só locais, mas pessoais, ou melhor vivendo eles na carne.

Logo para não haver um holocausto, deve haver uma oportunidade. Uma oportunidade que Gandhi que antes de ser um ativista era um politico, estadista e general (o que não nenhum elogio) fazendo, apenas fora de um parlamento, sem forças armadas superiores, fazendo uma guerra a partir da sociedade civil contra um governo imperialista de ocupação, usando como arma e escudos humanos gente. Escudos humanos que só não foram empilhados pelo racista Churchill por uma única razão: o momento estratégico, o nazismo. Como ele poderia manter seu que acabara de vender Hitler como o monstro, poderia manter seu império mantendo abertamente as velhas praticas imperialistas genocidas por ele veemente condenadas? Como faria para vender as vitimas como agressores para a opinião publica britânica e internacional, sem que outros Estados-Nações aproveitassem a fragilidade das antigas fronteiras, em especiais, do próprio império britânico para manter as suas perante as potencias internacionais? Gandhi, usou portanto nada mais nada menos que o corpo do seu povo (o que não é nenhum mérito), como massa de manobra contra tropas armadas, numa aposta arriscada, de que ele Império Britânico não poderia apelar para o terrorismo e genocídio estatal, porque não conseguiria encobrir os rastros do seus crimes. Já hoje em dia? Quanto genocídios estão em curso? Quantos ghetos, quantas guernicas, quantas marchas forçadas? quantos campos de concentrações, prisões ilegais? Quantos ditadores carniceiros abertamente apoiados, e fascistas com outros nomes estão novamente dando as cartas? Não estamos no pós-guerra. Estamos no pré e desesperadamente tentando evitar novamente que as pessoas sejam jogados umas contra as outras por uma bandeira qualquer. Uma causa maior, que a vida de qualquer pessoa, Qualquer uma, incluso o salvar o planeta, ou só “espaço vital” o “Lebensraum” como diriam os nazis.

Por isso pior do que pregar o levante armado contra gente que não tem a menor chance contra umas tropas mais bem treinadas, que de gente desarmada e faminta que será massacrada sem nenhuma piedade, antes durante e depois do não-enfrentamento, antes durante e depois da prisão, por um simples razão, já o são. Tanto faz o levante armado, ou desarmado, aqui desobediência é vagabundagem e vagabundo se for preto é bandido. É faca na caveira. Se as classes medias brancas lulistas ou bolsonaristas te contam outra história é porque tudo o que querem é pegar essa maquina que se alterna de stalinista para nazi-fascista, mas para quem não sabe: totalitário é totalitário. E algumas das imagens vistas que a burguesia contadora de historinha para gringo dormir, escribas e propagandista de esquerda ou de direita, não tem nem coragem de olhar, pelo contrário se escandaliza. Não quer nem ver, o que acontece durante seus regimes de estimação. Até porque quando seus filhos e netos perguntarem se sabiam de alguma coisa, precisam garantir a si mesmos, o que os alemães médios se garantiram: não sabiam de nada. Mortes por segundo publicadas em estatistas oficiais já devidamente maquiadas e ninguém sabe de nada. Ninguém viu nada. E pior discursos que o povo tem que aguentar quem ele elegeu até o final, como se fosse uma punição, afinal não é na carne deles mesmo.

Então só não te digo que a solução do Brasil é enforcar o último petista nas tripas do ultima bolsonarista, porque isso não é a solução, mas a perpetuação do problema, ou mais precisamente, o arar da terrar com sangue para que os próximos totalitários oportunistas venham plantar suas sementes da tirania, quando já não estão a espera disto mesmo, que tudo acabe em barranco não para morrer encostado, mas para construir seu próximo empreendimento sem impedimentos.

Há coisas que acontecem no Brasil, que não são mostradas ao “opinião pública” para preservar sua sensibilidade, ou melhor para preservar sua ignorância e insensibilidade aos fatos, e mantê-las suscetíveis apenas as falsas narrativas, verdades alternativas dos seus gurus e lideranças e bolhas midiáticas, seja da antiga televisão, ou da nova tele- visão, a internet. As classe medias choram porque já não conversam mais entre amigos nos últimos anos. As pobres as séculos, porque amigos que cresceram juntos terminam a se matar sejam em facções rivais, ou uma fardada como policial ou até miliciano outro como traficante para abastecer um mercado trilhonário de drogas não só nacional, mas internacional que sustenta o faturamento imprescindível de governos, bancos bancos mas até igrejas. Histórias que na Europa só se conhecem em tempos de guerra e filmes, mas que nas periferias do mundo onde se extraem a eterna matéria prima das matéria primas dos estados e holocaustos, a carne humana, é um filme que se repete como realidade sem fim todos os dias, a cada nova geração de povos e famílias sobreviventes.

Burgueses amigos de colégio e universidade serão rivais na busca por uma vaga em sua profissão e mercado de trabalho. Pobres desempregados e sem formação, sem função e “capacitação social garantida,ou bico para se sustentar ou sustentar seus filhos, ou vão disputar a tapa o lixo que cai da mesa, ou a bala as boca de fumo para abastecer os filhos da playboizada que só bêbada não aguenta cumprir seu papel, precisam de algo mais pesado, para não poderem continuar onde devem estar, mas só de corpo presente, ou como dizem, sem estarem nem aí com porra nenhuma. E tem gente que pensa que é fácil desligar a empatia que sentimos um pelos outros. Sem drogas, uma pessoa que fez coisas monstruosas, ou deixou que fizessem com ela, pode acordar um dia e ver-se de repente no espelho exatamente como e é, ou como as coisas são. E vai saber o que ele vai fazer então se tiver uma arma na mão, com ele ou com os outros. Pois é. O (des)equilibrio de um sistema pobre e doentio é um fio de uma navalha ainda mais fino, do que se imagina.

Médicos de perifa, bombeiros, paramédicos, soldados, bandidos, traficantes, prostitutas, mendigos, jornalistas investigativos, advogados de porta de cadeia, enfermeiras, mendigos, ativistas de base, voluntários, refugiados, apátridas, catadores de lixo, andarilhos, guerrilheiros, generais ou revolucionários de campo, indígenas, presidiários, todos que enfim estão na linha de frente, ou nas ou as margens da proteção da sociedade sabem ainda que não sejam consciente disso o que a física descobriu no século passado: que as assim como as leis da sociedade assim como as da física clássica falham para tudo e todos que são extremamente grande e o extremamente pequenos. Fora do ordinário e cotidiano as leis da sociedade não só falham, elas não explicam realidade nenhuma, porque a realidade e as leis de fato das corporações gigantescas, dos peixes grandes, não é a mesma, do senso comum, nem dos peixes pequenos. E a lei dos peixes pequenos, daqueles que estão a margem de tudo, idem, porque esses as vezes além, dentro, ou por só aquém da lei, eles sequer existem aos olhos da lei. Não são peixes pequenos. Para todos efeitos legais não existem como gente. E por vezes, sequer são vistos como gente.

Dizem que quando faço metáforas com física contemporânea só complico, e não explico. Então vou ser o mais tosco que posso, sob o risco de simplificando por demais, tirar a beleza da coisa. Mas beleza no momento é o que menos importa. Ver o mundo com os olhos da mecânica quântica é mais simples do que se imagina, só é preciso imaginar que você ao invés de saber tudo não sabe nada.

Imagine que você é completamente cego e de repente toma um pedrada na cabeça, aliás pedrada não, leva uma porrada na cabeça, você não sabe o que seja esse objeto, se é pedra ou não, porque ele não é objeto, é só uma porrada, mesmo, uma sensação que você sabe que veio de fora para dentro e não de dentro para fora, como uma onda batendo, um pulso. Um paulada sem pau. Uma pedrada sem pedra. Que vem de novo, e de novo. Vai te acertando e acertando, batendo e batendo. Tum, tum. Essa porra tem padrão. Tem frequência. Você é cego, mas sabe que ela está vindo de algum lugar. E sabe que está vai de novo, que tem um tempo. Você não sabe portanto onde, você não sabe, quando, mas você sabe mais ou menos onde, você sabe mais ou menos quando, e o mais importante você sabe que mesmo não vendo o pau, ou pedra, ou seja lá o que for isso que estão jogando na sua cabeça, que essa porra não voa sozinha. Então tem nesse região do tempo e do espaço, alguma coisa que você não sabe o que jogando essa merda na sua cabeça, mas que ele sabe que pode encontrar o filho da puta, que está jogando pedras na sua cabeça seja lá o que for, porque essa é a verdade, ele não sabe o que é.

Logo é a partir da informação captada, a pedrada, que o observador, o atingido por ela, forma não só a ideia de um campo de probabilidades espaços temporais, o campo do espaço tempo, que é a própria natureza dessa entidade quântica partícula-onda, ou seja uma incerteza. Porque a pressuposição de certeza quando não se sabe ao certo, não é sabedoria, é chute e burrice, e leva ao índice de acertos muito inferior, do que a humildade do admissão de que não se sabe ao certo onde a coisa está, ou se a coisa é coisa mesmo. E procurando nos possíveis lugares acaba por acertar com muito mais precisão do que fingir ou pressupor que se sabe o que não se tem a menor ideia.

Notem portanto que não só espaço, tempo, mas o próprio movimento toda a realidade que o outro constrói a partir da informação, ou seja a partir da percepção, é uma projeção, baseada na sua pressuposição e cálculos de que as coisas existem e tem certa lógica. Tudo, toda a realidade emerge a partir do movimento e se constrói a partir da informação que não é nenhuma dessas projeções em especifico, nem mesmo o movimento da qual todas as demais emergem, mas o resultante desse investigação ainda que esse também seja também novamente um conjunto de projeções ou previsões expressos como probabilidades que acabam por se provar verdadeiras porque você acaba por encontrar ou finalmente descobrir o que procura, ou mais precisamente falando você acaba interceptando com muita mais acerto, ou seja muito mais vezes quem estava jogando as pedras na sua cabeça usando essas equações e não as outras, de modo que estas se provam como oráculos muito mais vezes certas que as outras. E é por isso, que da meia fedorenta de um charlatão, o osso de um santo, ou um diagnostico baseado em ressonância magnética não há só muito mais ciência, mas muito mais verdadeira fé convertida em trabalho, consciência e ciência cura do que segunda. E bota fé que existe explicação, logica, razão, naquilo no mundo invisível e misterioso e até incognoscível ou até então paranormal, metafísico, demoníaco, mágico, bruxaria nisso. Bota fé na revoluções da ciência, consciência e liberdade de pensamento e busca do saber nisso aí. Porque mais gente já foi morta, por essa liberdade para preservar essa (cons)ciência, ou o que é exatamente mesma coisa para continuar podendo buscá-la livremente, do que pelo contrário. Especialmente quando o fizeram para além dos campos, fronteiras e predeterminados e encastelados do saber e poder.

Mas é assim que os físicos compreendem a mecânica quântica? Físicos como diria o cara dos spings para cima e para baixo não precisam compreende, eles são pilotos de carros. Não os engenheiros. Quem precisava compreender o que estavam fazendo eram quem estava criando essas teorias. De modo que se não entendem que a realidade invisível, a outra realidade, ou a realidade do outro, não passa a existir a partir do momento a partir do momento que que tomam uma pedrada da cabeça e descobrem que existe algo além da cegueira do seu horizonte de eventos.

Isso é mecânica quântica. Ou melhor quando você entende, o que é mecânica quântica. Quando você leva um soco na cara e a porra da sua prepotência das suas certezas prédeterministas e negacionistas e completamente insensíveis da existência de outra realidade que você sequer pode compreender cai por terra e outra começa emergir a partir da consciência de que não só da incerteza, mas que existe outras forças não capazes de autogerar seu própria forma de existência mas que sendo capazes de autodeterminar de buscar e constituir não só suas formas mas suas formações e informações são não só deveriam ser livres para fazê-lo mas ter todas as possibilidades para que sua potencia se manifeste em toda sua perfeição para muito além da ditadura das aparências, mas em toda sua essência gregária: a liberdade.

Descobre que no vazio havia apenas o seu pensar da sua racionalidade, ou a sensibilidade da sua detecção, mas para cada informação, há uma formação, um informação um mundo sensível que emerge da relação com outro ser capaz não dotado de forma, emissão de informação como movimento, mas anima, ainda que em seu estado ou nexo, mais simples ou fundamental, descobre que onde há luz não só matéria, mas força elementares que não emitem a informação, mas constituem a formação não só como força elementar quanto atingem a sua percepção, mas necessariamente antes da própria formação do movimento percebido, e portanto do próprio espaço e tempo da sua realidade ou universo.

Começa a entender que não existe uma realidade, que só existe quando ele se toca ou é tocado por seu movimento e se apropria dela. Mas que naquele vazio e vácuo da sua insensibilidade, havia outros universos não a espera da sua onipotente descoberta e colonização, nomeação discriminação e classificação, leis, contabilidades valores, usos e exterminação. Universos que já existiam independentes da suas razões predeterministas e funções existências e lógicas totalitárias, reificantes e reducionistas.

Existiam e continuam tentando sobreviver a chegada do inferno travestido de paraíso, deuses únicos ou leis, ordens, matemáticas ou gramaticas “universais”. A universalização cosmopolita de tudo e todos, mas pela lógica de programação epistemológica totalitária, e semiótica predeterminista e não pela disseminação da semiótica da autodeterminação, nem muito menos da epistemologia libertária. Ou em outras palavras não pela busca, assunção e observância e respeito a existência e realidade, verdade ou realidade e tudo que lhe é essencial ou sua essência, mas justamente pela negação e renegação de antemão de qualquer coisa que não só essas essências, ou necessidades essenciais a sua materialidade existam, que sua anima exista, mas que até mesmo sua materialidade exista, e que mesmo existindo, não passa senão de coisas, objetos movimentados por forças exteriores, leis materialistas ou transcendentais, mas nunca jamais, por sua próprias vontade ou capacidade enquanto sujeito concepto do mundo. Ou seja igual a ele na essência de tudo, a episteme do saber, poder, o espirito da coisa que ele monopoliza: sua verdadeira alma matter, não o titulo, mas a liberdade como fenômeno, pão, olhos e luz da vida.

A certeza das incertezas. A ordem no caos, a luz no vale das sombras. O verdeiro tesouro que os monopolistas tentam transformar em poder privando os demais, e segredando só para eles como poder e conhecimento. A água dos desenhos dos desertos. O pão dos famintos. Os olhos dos cegos. A anima dos movimentos. O espaço e tempo do tempo e espaço. O corpo do corpos. E a vida dos mortos. O renascimento dos mortos. O escudo e armas dos indefesos. A revolução dos pacíficos. A alma das almas. O reino da realidade real, dos que não não reinam sobre os outros, mas sobre si mesmo. A voz que não vem do homens “Caucaso”, mas da “Capadócia”.

Me mostre um homem que queira salvar o mundo. E eu te mostro um projeto de ditador carniceiro. Ou de um idiota a serviço de um. Na melhor das hipóteses um utilitarista um contabilizador de cadáveres alheios e distantes para salvar quem lhe é próximo e chegado, ou tão somente valioso. E se honesto, e não um capacho ou fantoche de assassino hipócrita (a pior hipótese) o primeiro na lista e na lista dos futuros dos cadáveres que irão salvar os sobreviventes do holocausto, perdão sacrifício para um bem maior de “todos” os demais, ou melhor de menos. Porque os que estavam por demais, e valiam de menos foram jogados fora do barco, e se não foram voluntariamente, isso tem outro nome e precedente histórico. O primo de Darwin explica e Hitler aplica,”tá ok”?

Salvar o mundo? Certo. Quantas pessoas você vai salvar. Uma? Você? Ótimo. Um bom começo. Agora mais quem? Qual é a razão da sua progressão e abrangência da sua universalidade? Do seu para todos? De fato? O que você vai dar de si e do que é seu? O que você quer dos outros? Quem vai ser de fato salvo, e quem vai pagar a conta? Quem vai se sacrificar? Todos vão se sacrificar por igual e todos serão salvos por igual? Então já somos todos de fato iguais? Para nos darmos por iguais, e sermos igualmente salvos? Todos temos necessidades iguais? Ou uns podem mais? E outros precisam de mais? Quem pode mais dá e doa-se mais? E quem precisa mais recebe mais para ser salvo recebe o mesmo? Ou não? Vamos forçar o monopólio da violência a arrancar de quem tem mais para dar a quem tem menos? Já vi gente que acredita em Estado Papai Noel? Estado Robin Hood? Agora Estado São Francisco de Assis. É foda.

Um estado que não é humanitariamente responsável o será ambientalmente? Um estado que moe gente, não vai moer árvore? Pode não moer na Inglaterra, como parou de moer gente no seu próprio território, mas de boa, onde você acha que vem o chá e vai o lixo? Eu preciso me livrar do meu capitão do mato, você do casa grande e branca, tio. E aqui na senzala não vai ser jogando gente para eles passarem por cima, armada ou desarmada, que vamos conseguir desse pacto neocolonial não. Não vai ser pedindo para os landlords para não darem pão, ou pararem de passar fogo não só na mata, mas em gente. Vai ser preciso muito mais do que só marcha, passeata e protesto para que essa gente se liberte do inferno das privações desse ciclo de violência, que mais violência ou esse pacifismo e desobediência civil não resolvem.

Aqui as privações são bem mais básicas e primitivas. Aqui quem não trabalha não come. E quem come, morre. E quem tem trabalha mas não tem emprego, se não for da cor, origem, gene e filhocracia certa e resolve protestar não vai preso, se não morre está marcado para morrer. Aqui a coisa se resolve não preservando o que ainda não foi derrubado, mas compartilhando o que já foi monopolizado para garantir o desenvolvimento de poucos faz tempo: capital. Capital que não vai vir nem do governo. Não vai vir das oligarquias que se locupletam através deles. E com certeza não vai vir de quem está esperando por um ou outro. Porém que com certeza vem de todos os lugares do mundo, de quem não transfere responsabilidades, mas chama para si, e doa o que pode, tempo e dinheiro para que as pessoas possam de fato assumir responsabilidades. E não fica pedindo para quem está no buraco se levante e assuma uma causa que até pode ser também a sua, desde que tenha o que comer.

Logo é obvio que as pessoas querem se rebelar e se solidarizar contra todas as formas de extermínio. Sim querem o fim do holocausto sim senhor, não só das futuras gerações, mas as das gerações presentes, o holocausto em curso. O deles, sírios, curdos, venezuelanos, índios, negros, latinos americanos, e não vou parar de citar, pegue qualquer pessoa humana, que por sua origem, ou seja gene, gênero, a base da predeterminação se terá uma pátria, um patrimônio hereditário tanto como bem comum um território, uma terra, de tudo que é capital ou não, se terá uma pátria, se será o filho e o cidadão de bem e mais privilégio não da sua casa, sua pátria, mas de qualquer pátrio, mas o cigano, o marginal, o apátria e bastardo, o estrangeiro e imigrante, não só na casa e terra do outro, mas até dentro da sua terra mãe. E você entenderá o perigo não só de exporta e vender, mas de comprar ou importar soluções alheias como um alienado.

O perigo de não ouvir os gritos do silêncio, o silêncio dos inocentes. Porque morto e povo não tem voz, e quando grita as bolsas não sobem caem para subir, então passam fogo, porque senão elas vão ter que cair para quebrar de vez. E claro subir de novo, mas depois da limpa geral nos que já não cabem nesse barco, nessa arca de noé, dos planos de futuro para os herdeiros do mundo, salvo é claro como tribo de Kam, já reduzida como mão-de-obra, afinal há máquinas, para quê? Para sustentar o ócio deles no usufruto do mesmo bem comum que não é, e nem vai ser, ou vai, meu irmão de passeatas, marchas e assembleias, congressos e discursos?

A humanidade é uma irmandade que começa e termina em direitos de declarações da ONU e congressos nacionais e termina em cada partilha de riquezas não só nacionais, mas disputas internacionais por terras. Somos uma grande família burguesa reunida nas festas mas que quando chega a herança, como reis e monarcas só falta o pai matar o filho e o filho matar o pai, o irmão a irmã, para ver não só quem fica com a herança, mas o trono. Pequenos e grandes reinos patriarcais onde todos disputam quem a primogenitura como Caim e Abel. E todo mundo sabe que fim levou Abel. E o pior as Evas do mundo. E o resto do povos que não sendo povo criado nem escolhido por deus, só serviam só apareciam na história da humanidade como sequestrados ou sequestradores a ocupar, estuprar matar ou vice-versa. E na falta de penetras, porque não dividir os irmãos e primos em tribos, para efetuar a mesmo jogo dos testamentos?

Muita gente se escandaliza com as imagens e palavras brutais. Mas as imagens brutais são a realidade que essas pessoas vivem. A realidade que elas são convenientemente preservadas para que sua (in)sensibilidade permanece intocada. De modo que só através do intermédio das narrativas conhecem e possam ser influenciadas. Em verdade as pessoas adultas só acreditam em Papai Noel e salvadores da pátria, governos e governantes, porque não conhecem o mundo, porque sua sensibilidade está devidamente preservada e reservada para responder a programação da demagogia das bolhas, e não mais ao sofrimento da realidade, senão fechando os olhos, em escândalo ou até mesmo revolta contra a mensagem, em ressonância e resposta condicionada a vontade do rei que manda cortar a cabeça do emissário de noticias ruins, ou denuncias que possam prejudicar suas imagem junto a sua opinião pública devidamente amestrada.

Muita gente se escandaliza com linguagens cheias de figuras religiosas, outras cheias de figuras heréticas, todas se escandalizam e ficam perplexas e estéricas com tudo que seja simbólico, mas com nada que seja real. Porque o real ou eles não veem porque está fora, as margem da bolha, ou dentro invisível porque sem rótulos embalagens, narrativas e broadcastings. Não se comunicam mais diretamente como seres sensíveis com as realidades uns dos outros, porque estão sempre apelando as cortes, tribunais, bispos, governos, estão sempre, se comunicando, por delegação, seja através de máquinas ou representantes ou representações, inclusos de si mesmos, seja como ícones, ou fãs, ou já com avatares. Seres ensimesmados, isolados na mais repleta multidão, mesmo quando marcham de mãos dadas em passeatas ou manifestações coletivas, continuam a se comportar com manadas, e manadas com ou sem lideres, continuam sendo objetos cuja trajetória é previsível e portanto fácil de ser abatida até mesmo por meras calculadoras que passam por inteligencias naturais, as artificiais. De modo que torne-se previsível, e qualquer terminal ou servidor burro, capaz de fazer cálculos deterministas não só irá fazê-lo alvo, mas o transforá em publico-alvo, massa de manobra e enfim idiota útil, usando inclusive psicologia não só de massas, mas a infantil que no fundo é a mesma, a da eterna infantilização de adultos que se acham senhores de si, mas que até desobedecendo só estão fazendo o que papai quer. Porque subestimam não só a sua inteligencia, mas também a deles.

Então sai dessa vida. Que quando se tenta repetir a história ela não só se repete como farsa, mas a farsa de repete mais uma vez como história. Porque desobediência civil não é choramingueira para papai governos nem atazanação da sociedade civil para forçar governos a atender o que criancinha mimada quer? É o oposto de tudo isso?

É guerra feita sem cair em nenhuma das armadilhas do monopólio da violência, nem arte marcial e sobretudo seminal praticada fugindo da armadilhas do poder que quer é mais uma justificativa para poder exercer sua autoridade: a repressão da violência. Custos? Que custos, mané? Ele vai fazer as vítimas pagar os custos!!! Ele não produz toma de quem produz, e quem produz, e joga migalhas para que as bestas de carga continuem produzindo e se reproduzindo, desde que numa razão menor os ganhos que produzem como excedente de produção!!!Por favor, ganhos de quem não produz são feitos de externalização de custos não raro imposto como taxas sobre os meios de produção (gente hereditariamente expropriada), mas caralhinhos me mordam, subsídios a propriedade propriedade exclusiva tal de bem comum, o que no final dá na mesma.

É por isso que se perguntar por um ambientalista socialista revoltado com seu governo e policia e politica liberal se ele quer o fim de tudo isso, ele dirá não, mas não a distribuição correta desses recursos, a dele. E para uma ambientalista revoltada com sua politica de governo e policia e politica socialista se ele dirá não. Mas a distribuição correta recursos, a dele. Um pedirá agora menos recursos as burocracias e policias, politicas socioambientais e mais para as privadas agora também sócioambientalmente mais corretas, outro o inverso. E ambientalista socialista dirá que o privado é uma fraude, e liberal idem, e ambos estarão corretos, ambos são. Agora dobrada, nunca defenderam os comuns nem seus nem quando esses como bens de interesse social popular que dirá ambiental.

É por isso que o liberal está sempre disposto a cortar tudo menos o que lhe interesse transferir de custo para a população, a policia que guarda o bem comum expropriado, porque se tivesse que pagar do seu bolso isso, e não obrigar pelo próprio monopólio da violência quem não tem propriedade a pagar pela propriedade que ele não possui e portanto guardar contra si mesmo como o suspeito, afinal não é de quem a detém de fato, mas de quem não a detém que o vigilante está a guardar.

E por isso que o socialista está disposto a aumentar dividir tudo, menos o poder de fato sobre o monopólio sobre as propriedades. Afinal quem as detém é o dono do sistema, seja uma burocracia partidária, ou uma oligarquia empresarial. no final mudam os nomes, mas a essência do sistema é a mesma, uma massa popular, a plebe excluída a trabalhar, uma classe media mais ou menos remediada, e uma classe de amigos do rei, a lamber as suas bolas até cair, para não ter trabalhar nem como burros de carga, nem como capatazes gerenciais dessa fazenda de gentes cada dia mais automatizada e que portanto precisa menos de gente suja e mais de ambiente limpo para reproduzir sua riqueza e poder gentrificador, higienista e eugenista.

Então quando se fala de desobediência civil precisamos voltar as origens e quando falo origens digo o texto original que caiu na mão de Gandhi, antes de inspirar o Dr. King. O texto e vida de Thoreau. A leitura de Wikipedia vale a pena, na integra:

(…) “Em outras palavras, quando um sexto da população do país que se apresenta como refúgio da liberdade é composto de escravos, e uma nação inteira é injustamente atacada, conquistada por um exército estrangeiro e submetido à lei militar, penso que não é cedo demais para os homens honestos se rebelarem e fazerem a revolução. O que torna ainda mais urgente esse dever é o fato de que o país assim atacado não é o nosso, pois nosso é o exército invasor (…) Se a injustiça tiver uma mola própria e exclusiva, ou uma polia, ou uma corda, ou uma manivela, talvez seja o caso de avaliar se o remédio não seria pior que o mal; mas se ela for do tipo que requer que você seja o agente da injustiça contra outra pessoa, então, eu digo: Viole a lei.”

Thoreau Anárquico

Influenciou fortemente o anarquismo e os admiradores desta filosofia. Seu ensaio “A Desobediência Civil” é a base de ação para libertários e anarquistas, além de ter sido posto em prática com sucesso por Mahatma Gandhi.

Seu pensamento libertário é complexo e não pode ser resumido facilmente. Entretanto, algumas das passagens mais famosas de seus livros condensam sua visão de mundo:

A crítica à relação entre as classes ricas, que se tornam privilegiadas do governo, e o Estado, bem como à vida abundante em posses materiais mas desprovida de valores espirituais e éticos: “Mas o homem rico — sem querer fazer uma comparação invejosa — está sempre vendido à instituição (Estado) que o torna rico. Falando em termos gerais, quanto mais dinheiro, menos virtude (…); ao passo que a única nova questão que ele se coloca é a difícil e supérflua de saber como gastar o dinheiro. Assim, seu terreno moral é tirado de sob seus pés”.[11]

A crítica ao Estado: “O melhor governo é o que nada governa”.

A defesa do direito à propriedade privada e a crítica à espoliação estatal: “Se eu nego sua autoridade (do Estado) quando ele impõe seus tributos, ele logo tomará a devastará todas as minhas propriedades, e importunará a mim e a meus filhos para sempre. Isso é duro. Isso torna impossível a um homem viver honestamente, e ao mesmo tempo com conforto, no que diz respeito ao aspecto exterior”.[12] “Até que eu me dedique exclusivamente a construir um patrimônio na minha terra por meio de um empreendimento pacífico, estou em condições de recusar minha lealdade a Massachusetts, e o direito deste estado sobre minha propriedade e minha vida”.[13]

Apesar de suas críticas à escravidão, à guerra, à devastação ambiental e a tantas outras facetas da sociedade de sua época, Thoreau preferia não se definir sob nenhuma classificação política.

Pacifismo e Abolicionismo

A prisão de Thoreau se deveu justamente ao fato de ele ter deixado de pagar impostos ao governo americano. Além de suas tendências anárquicas, Thoreau explica que não queria financiar um Estado escravocrata e tampouco uma guerra. Naquela época os EUA mantinham negros como escravos e estavam em uma guerra imperialista contra o México, com o objetivo de anexar territórios.

A posição de Thoreau como abolicionista e defensor da causa negra está registrada em seus textos. Mas não somente isso: ele teve atuação na Underground Railway (ferrovia subterrânea), uma rota de fuga que levava escravos negros para uma vida livre no Canadá.(…)- Henry David Thoreau

E o cara morreu em 1862, e disse que só tinha vindo para esse mundo para viver e não para mudá-lo, imagine se quisesse ou vivesse hoje. Ou tivesse instrumentos melhores que a Underground Railway para atuar na causa da abolição do trabalho escravo, ou do pacifismo como temos hoje graças a ideias de trailbrazers como o branquelo aí que não só tinha soul, mas um animismo transcendentalista, xamânico.

Vê-se que a desobediência civil de Thoreau envolvia duas ações bem mais efetivas: não pagar impostos. O que hoje não vá se empolgando. Não só por ser praticamente impossível dada as punições para quem não tem o privilégio da sonegação e leniência ou renuncia fiscal legal ou ilegal, não sobre suas fortunas e lucros, mas sobre suas misérias mesmos, já que o imposto está agregado ao própria produção e consumo, incluso novamente do básico e essencial, e não só de tudo que sendo excedente e portanto não imprescindível pode ser cortado; Mas por essa segunda razão, já está contrabandeado nas cadeias essenciais, e obrigações coercitivas onde quem não é mais real que o rei, perde seus direitos fundamentais até para poder ajudar de fato inclusive de forma não-lucrativa e não-governamental quem realmente precisa de ajuda, o povo, oposto de causar problemas para ele tentando sensibilizar ou forçar quem vai se deixar fazer uma coisa nem outra, mas só está esperando um passo em falso para quebrar as pernas de vez, incluso as institucionais, para por fim em todas ações proativas construtivas e independentes.

De modo que para um branco é fácil falar em fuck the police, e sair sem documentos, ou resistir a opressão para um não-branco isso é empurra-lo para cadáver com IML com um belo ato de resistência, mesmo que não oferece resistência nenhuma, um processo que se estende do movimento da pessoa física e particular para o movimento coletivo das jurídicas, que querendo ou não serem jurídicas, o são, legais ou criminosas, aos olhos de quem se arroga o poder de jurisdicionar, jurisprudenciar e justiciar a vida alheia. Capoeira, gringo, ou dança “para inglês ver”, ou você aprende a jogar, a lutar, dançando ou vai dançar de verdade, malandro. Vai só chutar a bola para onde está virado, e quebrar pernas, e nunca vai aprender a sair jogando… na vida. Ótimo para a “causa” e discurso político alheio, já para o morto, sua família, e seu povo que virá cadáver assim capitalizado, nem um pouco.

Quando se analisa com cuidado a integração entre o discurso e a prática da vida de Thoureau, vê-se que de demagogo, nada tinha, “uma vida de cada vez”, porque o Universo, o mundo, o planeta, a pátria, os coletivos são uma abstração enquanto totalidade, e uma verdade imparável quando a solidariedade gregária com a vida e liberdade de cada pessoa ou ser vivo, ao alcance da sua capacidade real de transformar o mundo sensível, não como uma ideia, mas como fenômeno, através dos fenômenos, através da empatia solidária com os seres sensíveis e não como uma ideia, ideologia ou causa. Thoreau não defendia, o ambientalismo, nem o abolicionismo, defendia a liberdade e a vida gente e natureza. E o que negava e afirmava em seus escritos aplicava em favor de si e de quem solidarizava, e não contra para chamar a atenção de quem ele não só negava ajudar servir, mas negava o direito de intervir. O oposto do pedir que intervenham na sua vida e na alheia. O oposto do transferir a da liberdade que chamou para si como responsabilidade de acordo com suas possibilidades.

Uma outra escola de pensamento. Uma outra ética. Uma outra revolução. Que não implora para bispos, reis, rainhas e governos que resolvam seus problemas do mundo, mas que toma a frente, e vai resolver tanto o seus quanto de tantas pessoas ou seres vivos que seus braços e pernas e capitais possam encontrar no seu caminho que não era senão o de viver a vida e não o de mudar ou definir a agenda da mudança da vida alheia, até porque isso no final das contas cabe a elas, e ele. Uma escola libertária, de gente que não só pregou, mas buscou e alcançou independências e libertações não só de terras e gentes. Porque quem mata vida na terra incluso das gente é gente. E nada mais idiota ou canalha do que pedir aos latrocidas exercer seu latrocínio de forma mais responsável.

Não há guerras como a do México. Ou pior nem escravidão. É preciso lembrar que quando Thoreau lutava contra o que hoje é proibido a tal escravidão, ela tinha outro nome, e traficar possuir gente em tempo integral era um mercado e comercio tão absolutamente legitimo, legalizado e protegido pelo monopólio legitimo e cartas magnas e igrejas como hoje são muitas das práticas que se dizem não só deveres, mas até direitos dos trabalhadores que nascem expropriados do bendito acesso ao usufruto do meio ambiente e tudo que vital não só a sobrevivência das gerações que hão de vir, mas dele ontem, hoje e amanhã de manhã, se não se vender para quem destrói o seu amada natureza, que assim foi posta abaixo: com escravidão, genocídio de quem foi privado dela para que outros pudessem choramingar de barriga e cofres cheios.

Pacifismo? Ou revolução armada? Desobediência civil? Passeatas marchas? Bombas, terrorismo soft ou hardcore contra o terrorismo estatal? Propaganda pelo ato? Pacifismo reativo contra a violência, seja com mais violência, ou mesmo com não-violência, é um pacifismo de asa quebrada, porque a liberdade continua de asas cortadas e quebradas. A luta não está no ciclo vicioso da violência e não-violência que quando não gera mais violência, gera massacres e mesmo quando vence, vence apenas para que uma nova ditadura de de sinal e outras bandeira complete na trairagem o serviço dos exércitos brancos e fuzile quem realmente lutou. Vide os bolcheviques e stalinistas de ontem, hoje e amanhã.

Não. A libertação não se faz nas lutas por politicas governamentais, ou mas no trabalho de base, se faz no mesmo lugar onde a riqueza não só econômica mas social é produzida não a razão da discórdia ou massificação, mas da emancipação e empoderamento. Não é colhida, nem ceifada, nem implantada, é semeada, porque se não cresce sozinha não é liberdade, e não como erva daninha, mas como alimento.

O arte da paz é difícil de praticar porque ela envolve não gestos simbólicos, mas gestos onde mais dói na alma do que é mais essencial do que o próprio vida, liberdade ou até o ar dos reclamadores de direitos acumuladores de ganhos ou o que a mesma coisa, transferidores de custos e responsabilidades como obrigação dos miseráveis extintos a longo prazo: o bolso. Gente que adora negociar, ou o que é a mesma coisa, fazer negócios e acordos voluntários com governos, afinal sem a mão de ferro, teriam que eles mesmo fazer o serviço sujo, e parar de se comportar ou fingir que são como crianças, e ir lá e tomar nas periferias do mundo, o que sustenta seu estado de bem-estar social perdão socioambiental.

Combater o mal é fácil, principalmente quando o mal é biopoder, e não necropoder. Difícil não só parar de escravizar e devorar gente e bicho, mas pegar acumulado e herdado com essas práticas e entregar na mão dos sobreviventes para que a extinção para de fato, o holocausto tenha um fim, para que as tiranias não tenham mais onde colher bodes expiatórios, fanáticos nem escravos para fazer o serviço sujo e sacrificial que sustenta o rito das civilizações e seus pilares instrucionais, edificados sobre crimes os tais crimes de ecocídio, genocídio, e etnocídio, que não estão só nos museus, mas nos cofres bem gordinhos que sustenta a divisão internacional de trabalho e capital, mas pode chamar de divisão sacrificial do holocausto em favor dos herdeiros do mundo, perdão, das futuras gerações, livres para respirar um meio ambiente mais limpo, incluso da pobreza e fome, agora que os famintos e pobres forem extintos pelo método malthus-darwininano, mas pode chamar na prática socioambiental de nazifascista mesmo.

Pacifismo não se faz com protestos, petições, armadas ou desarmadas contra os violentos, mas secando a fonte da guerra e violência, ou o que é a mesma coisa, devolvendo a parte que pertence do direito de usufruto do tal do bem comum que não pertence ao leão da receita federal, nem ao particular, mas aos comuns, aquela parte que Locke deixa claro quando diz que nem o governo, nem o particular pode tocar, e se tocar portanto a de devolver: a que outro precisa para não ser extinto, escravizado. A parte que não é esmola, nem sequer ajuda, mas que se está na sua mão, e você não roubou você é o receptador de um roubo e assassinato plus estupro e nem sabe, ou finge não saber, que não aconteceu só no passado, mas se reitera, a cada nova geração, herdeira não de bem comum, mas do fardo das mesmas privações primitivas não legada por seus pais, porque as vezes nem pais tem mais, mas por seus patrões, pátrias e patriarcas. A santíssima trindade de fato desse holocausto e pilhagem de capitais das terras e corpos queimados alheios. Mas pode comer que a salsicha de gente agora é vegana e orgânica.

Tenho uma contraproposta: se o meio-ambiente é tão importante, pode ficar com ele. E nós ficamos como todo o capital acumulado. Mas não me venha com papel, notas promissórias, que isso já era. O negócio agora são recursos raros e preciosos. Porque a economia mundial entrou na fase pré-crash global de quem vai morrer com o mico na mão. Basta ver a quantidade de oferta agora para pobre de produto que antes era só para gente rica, mas gente ultrarica. “Querido”, gente ultrarica que come não pobre, mas rico no café da manhã, não doa nada, se livra de coisa velha e podre, se livra do lixo tóxico, a custo zero ou a ganho do que antes não tinha valor nenhum, ou estava a preço de banana. Mas que quando (e onde) a banana é rara e exclusiva não vale mais que ouro, mas se troca fácil, fácil.

De modo que quando tem pobre comprando num mercado ou supermarket que antes era privé pode ter certeza de uma coisa, seja fruta ou títulos da bolsa, é podre e envenenado, essa merda é lixo tóxico puro, e essa porra vai quebrar e cair e fechar feito as “casas da banha”, “mesbla”, na calada das noite antes que os clientes e empregados possam reclamar. Golpe velho, mas que sempre funciona, afinal está guardado e resguardado pela jurisdição dos monopólios da violência.

Alguém vai morrer com o mico na mão. Porque o nome desse jogo, é pirâmide. Uma bola de neve ou bolha que vai crescendo até quebrar, um Titanic feito para afundar, onde ganha-se na construção e quebra e depois até contando história e fazendo filme. Tudo é capitalizável, desde que você fique no final de cada rodada com o que tem de valor para a próxima para apostar de novo. Não venda, o que vale antes não valia nada, pelo que vai perder valor. E fique de olho no quê e porque os maiores predadores da cadeia alimentar estão trocando papeis de dividas que antes valiam ouro, não só por toneladas de ouro de países subdesenvolvidos que só se endividam mais e mais por não ter fundos de capitais para financiar suas dívidas e sobrevivência, mas por tudo que é precioso acima da superfície e abaixo dela, não só de metais, minérios, essenciais para as máquinas estato-privadas, guerra comercial, tecnológica ou de fato mesmo, mas para a sobrevivência dos seus seus poucos donos delas e do mundo que ainda são feitos de carne, como água por exemplo.

Saberá que não é mais o FMI nem o Banco Mundial o maior Banco do Mundo, mas o Banco da China, agora a emitir papeis de dividas e aceitando como pagamento nada mais nada menos que nossos mui amigos ocidentais do norte dos impérios anglo-americanos também aceitavam em troca no escambo: notas promissórias, promessas que não serão cumpridas? Não mané. Riquezas in natura. Propinas que não dão cadeia, mas que provocam desastres ambientais ainda maiores que os de Lula, ou um Bolsonaro juntos. Não é FHC? Olhe para a Vale, quem são seus donos, quem vendeu o que não lhe pertencia, veja qual foi o maior desastre ambiental dos últimos tempos. Veja quem está pagando a conta. Veja quem está lucrando. Veja quem é o verdadeiro dono da riqueza, e quem morre para bancá-la. E você vai entender como se processa industrial, financeira e legalmente os verdadeiros crimes de ecocídio e genocídio de um povo. Ou olhe para Embraer e a Boing. E veja novamente isso como padrão na produção de conhecimento. Ou você que os aviões e navios que vem e vão das periferias do mundo do quê? Cheio de promessas de paz e amor e orações e amizade eterna e capital e rendas garantidas e alimentos e reflorestamento, ou vem com dividas, armas e lixo para sair carregados de ouro, droga, madeira, bicho, e até gente escrava é claro. Aliás nem precisa levar viva ou inteira não, vende-se já em partes.

Ainda de acordo com o relatório da CPI, o relator Deputado Pastor Pedro Ribeiro reconhece:

“Apesar de a ação da Polícia Federal ter resultado na prisão da quadrilha, e denúncia de mais de 30 pessoas que venderam seus rins, calcula-se que o número possa ser maior, uma vez que se soube que a ação dos criminosos já ocorria há pelo menos 1 ano. Segundo informações dadas pelo Superintendente da Polícia Federal em Pernambuco, Wilson Salles Damázio, a antropóloga Nancy Scheper-Hughes, especialista na análise do tráfico de órgãos, elogiou muito o Brasil na ação efetiva de combate à quadrilha e noticiou que essa quadrilha realizou cerca de 300 operações, tendo como base a Turquia, África do Sul e Israel, já sendo conhecida há 3 anos.”

O segundo caso foi de quatro pacientes em que a documentação médica mostrava estarem vivos, mas ainda assim, eram submetidos a nefrectomia bilateral, ou seja, eram retirados os dois rins, e quando eles reagiam na mesa de cirurgia, segundo depoimentos de enfermeiros, o médico efetuava manobras com o intuito de causar o óbito do paciente. Em uma dessas manobras conforme relata uma enfermeira à CPI, um paciente se debatia violentamente, e com o bisturi, o médico perfurou o coração e assim ocorreu a morte do paciente. Caso ocorrido em Taubaté, São Paulo, cometido por quatro médicos.

O trecho do depoimento ouvido na CPI revela tal fato:

“No caso de Taubaté, teve a enfermeira, que era chefe da enfermagem do hospital, ela testemunhou na CPI e teve casos onde o paciente que foi diagnosticado com morte cerebral, ao ter os órgãos retirados, ele reagiu com estímulos e a enfermeira disse: ‘Doutor, mas esse paciente não está morto’. E ela disse na CPI que o médico pegou o bisturi, foi em cima do coração, perfurou o coração e disse: ‘Ele está morto, sim. Pronto! Acabou a cena.”

A depoente declarou que não fez essa denúncia à época dos fatos, por temer represálias e também por medo de perder o emprego.(…)- Tráfico de órgãos: um crime invisível

O emprego… Pois, é. A realidade onde o terror e o terrorismo onde as pessoas temem cair em tais condições é sempre mais embaixo. Então troquemos de papel. E de dentro do caldeirão dos canibais, e não fora conversaremos sobre o quanto, onde e quando a temperatura do mundo está subindo. Sentamos e debateremos estratégias de mobilização nos mangues para a distribuição dos sacrifícios antes da redistribuição dos privilégios sobre os patrimônios da humanidade.

Vamos conversar falar não só sobre as reservas de propriedades naturais mas as propriedades intelectuais, suas reservas de patentes e segredos de remédios e drogas legais e (ilegais), venenos de plantações, banco de dados de pessoas, projetos de armas e usinas nucleares, contas em paraísos fiscais, programas, programações de máquina e gente, cobaias, gentes, herdeiros e capitanias hereditárias. Vamos trocar de papéis. E aí da ONU e grande metrópoles, os que não vão mais morrer por falta de um meio ambiente e meios vitais, não amanhã, vão fazer suas demandas para que venha a se juntar a sua luta para salvar todos nós possam lutar pelo futuro. E não só horas de folga do trabalho ou da fila do emprego, afinal nem todo mundo tem um slavo, ou chines ou latino, ou um robo para para lavar seus pratos, latrinas, esgotos, ou simplesmente recolher seu lixo. Nem todo o mundo, ou Planete tem um quintal ou esgoto para jogar seus restos onde gente desesperada vai recolher seu lixo para que ele construa sua industria sustentável da reciclagem, ou melhor tem, mas atrapa o transito dos carros principalmente sem motorista e motor a combustível fóssil de outros animais há muito mais tempo.

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E aí a coisa fica, mais complicada quando, as lixeiras e escravizadores gigantes já não aceitam a externalização dos custos:

Principalmente quando partem para cima, das velhas colonias:

Não. Pacifismo não se faz nem com guerras junto nem contra os landlords nem warlords, mas antes e durante e depois compartilhando o que eles tomam fazer esse reino criminoso de tirania e roubo legalizado. Se faz não só fazendo biquinho e cruzando os braços, mas abrindo a mão e pegando a porra da grana e capital que alimenta o monstro hobbesiano e entregando diretamente para quem ele rouba. Porque o Robin Hood não vive no castelo, lambendo as bolas ou fazendo micagem para os joão agora sem terra, gringo, mas na floresta incluso as de concreto e aço, junto do povo, dividindo não o pão que rouba do povo, mas antes de tudo o fruto do seu trabalho, ainda que seu trabalho seja não entregar seu serviços para o rei, mas justamente prestá-los de graça a população. O que não é sonegação e roubo só para ladrões, mafiosos e escravagistas, principalmente quando você não toma, mas compartilha o que é seu dentro da própria legalidade do reino deles. Porque arco-e-fecha, pistola e fuzil, contra quem tem tanques já não funcionava contra quem não tem nenhum respeito em apreço pela vida humana corpo de inocentes menos ainda.

Não adianta pular etapas, ou fugir das responsabilidades, porque ficou dormindo enquanto a chapa esquentava. Revolução sem conquista do pão sem cabresto, empoderamento e libertação, ou repetição das estratégias do passado não funciona. E não funciona porque quando você olha para abismo, ele também olha para você, e se você acha que está se adaptando, aprendendo e se apropriando das estratégias do passado, ou mesmo a deles, ele também está se apropriando dos antigos movimentos e bandeiras, mas já dos novos, e não só manobrando, mas já sabotando.

A violência contra qualquer forma de vida, é sempre um jogo perdido para ambas as partes, quando os ciclos desse mal ou doença já atingiu a fase da reação à violência, seja ela legitima ou não, seja não-violenta ou não. Violência não se combate nem com violência, nem não-violência, mas passando-se a espada nesse nó górdio, se combate semeando solidariedade não como papo furado, mas com com a ação oposta que se usa para plantar e implantar primeiro a discórdia, depois apartheid, então as guerras e enfim as ditaduras explicitas ou disfarçadas. Se faz eliminando a privação primitiva, ou seja a própria negação da apropriação original “lockeana”, apropriação que em verdade não é apropriação legitima de nada, mas expropriação, ou roubo e assassinato e escravidão no popular, porque não toma só o que é bem comum, o comum, o particular, e quando o coitado não tem mais nada, ele mesmo como escravo em tempo integral ou parcial, isto é, claro se não quiser morrer de fome.

Propriedade portanto que não se faz nem se sustenta sem passando ou ameaçando. E que não tem porra nenhuma a ver com trabalho agregado, porque não sei quanto a você não estou nem ai se uma pessoa tem ou não tem algo porque se esforçou ou não, ou só sentou em cima primeiro, ou cai na sua mão primeiro de graça, o fato é se ela não não fez mal, nem está fazendo mal a ninguém, não tomou, não está tomando, nem está deixando ninguém sem ter como viver, o que isso tanto me incomoda? Ou melhor porque quero tirar a força o que uma pessoa tem demais, se os outros tem o suficiente. Ou pior, qual é agora a nova desculpa dos que já tem muito mais do que precisam para arrancar a força ainda mais de quem já não tem nada a viver, até o couro delas?

É foda. Usam a boa fé de gente que não tem boca nem voz nem lugar para de fala para falar nada, para mandar carregar mais um fardo de todos, quando nem o fardo que eles produziram e que carregam nas costas e precisam para comer e sobreviver e ter forças ou tempo livre para protestar pela sobreviver ou não ser assassinado se abrirem a boca fica com eles. É foda não, vão se fuder. Porque não to nem aí se não é meu lugar de fala ou não. Fodam-se. O couro pode não ser o meu mas revolta de ver essa canalhice eu tenho de sobra. E se não tenho capital suficiente para fazer mais, faço com o que tenho e posso com a ajuda das mãos abertas de mais gente que não diz ou pressupõe que os outros querem, mas olhe e principalmente ouve que eles estão pedindo. Não só fala, não só, pede, nem muito toma, nem manda tomar, dá o que pode e sem discriminar. Porque paz, não se faz com protesto, oração, guerra, nem muito menos negócio ou negociação com essas industrias da carência, carestia, tutela, ou pagando para ver a emancipação feita pelos senhores todo poderosos, mas parando de fazer ou pior bancar o negocio, o ócio e as negociatas deles, e levando golpes atrás de golpes, e bancado e trabalhando pela emancipação direta sem intermediários e atravessadores, agiotas, demagogos, ideólogos, gurus e vendedores de bandeiras, e tocadores de boiadas e manadas. Porque bandeiras servem para se enrolar quando se tem frio, arrastar tropas e colocar em caixões, quando volta alguma coisa pra se enterrar.

Quem luta pela vida e liberdade, não luta pela causa da vida e liberdade, uma ideia, uma bandeira de morte. Luta por gente por seres vivos. Combate contra carestias. Não destrói, constrói, Não tira, dá. Não transfere responsabilidade chama. Não dá nem pede atenção nem capital, seja em tempo ou dinheiro de governantes, nem muito chora para eles tomem. Pede e sobretudo da atenção, tempo dinheiro para as pessoas que choram por que eles tomam para si e seus protegidos.

Combate o mal não na armadilha onde ele se produz e reproduz seu monopólio ora a esquerda ora a direito, mas sempre ao centro do poder, e com o povo e os povos periféricos e a margens das fronteiras de seus domínios e condomínios. Combate o mal na raiz, na insolidariedade que se dissemina do centro do domínio as terras e povos que serão dominados e apartados, e selecionados artificialmente para reproduzir herdeiros, ou escravos, lixo a ser descartado e extinto a curto e longo prazo depois de perder seu valor de uso, e gente que irá carregar a gene, o futuro como mero parideiras e hospedeiro da do culto e cultura e memorial à glória desse superegos genitores. Combate o mal da cultura de eugenista de apologia da violência, violação e e holocaustos devolvendo o fruto da terra que vai sendo salgada e arrasada pelos semeadores de miséria, discórdia, e violência.

Elimina todos os males que se propagam e que não só se alimentam da pobreza, mas alimentam a pobreza para reproduzir sua tirania e exercito que queima pessoas e naturezas não nos sistemas. Mas na doença. Combate a doença não eliminando os doentes ou diminuindo ainda mais a doença, mas acabando com o meio ambiente insalubre onde ela se alastra: a carestia. Não combate pobreza eliminando pobres ou pedindo que eles se sacrifiquem até morrer por uma causa ou outra. Mas garantido que todos, de fato todos tenham como sobreviver e viver com dignidade para lutar e trabalhar nao só em causa própria, mas solidariamente pela causas, interesses e bens e comuns que agora sim, também são o deles e não dos seus alienadores. Não só porque agora são livres para escolher suas próprias causas, mas são livres porque também tem os meios ambientais e vitais, incluso já capitalizados pelos demais para serem igualmente livres como todos os demais. Afinal também são gente. Ou é só na hora H, e no dia D?

Epilogo

É por essas e outras apropriações indevidas ou nem tanto. Que dos escritores de nascidos na Inglaterra, prefiro Tom Paine, ao Locke. Como diria Bertrand Russel, senão o maior, um dos maiores filósofos que ele já leu. Concordo. Esse sim, ainda não perdeu, o caráter revolucionário, porque para se apropriar e devorar completamente cadáver da sua obra de modo a deturpá-lo vão precisar dar um fim em “justiça agrária”. Uma proposta vejam só que Paine, que para quem não sabe é um dos pais fundadores da independência dos EUA, foi propor uma coisa dessas para a “assembleia revolucionária francesa”, mãe da divisão entre direitas e esquerdas do mundo afora. Resultado da sua aventura parlamentar? Cadeia e só não perdeu a cabeça por sorte quando o regime do Terror, mais uma vez tomou conta para botar ordem na casa. Napoleão é claro viria depois. Esquerda, direita, liberais, comunistas, conservadores, revolucionários, reformistas, reacionários, progressistas, ambientalistas, neodesenvolvimentais, marcianos, terráqueos… meu amigos, desde que haja gente, burro de carga ou máquina, ou as três coisas juntas cozinhando, limpando, limpando onde cago, e pondo a comida na minha mesa, foda-se. Desde que haja alguém mandando e outro fazendo, mulher, preto, criança, cavalo, cão, máquina, ou macaco adestrado, desde que alguém faça o que eu não quero fazer para que eu possa fazer tudo o que eu quero, e claro não se reproduza como coelho, porque senão come minha riqueza ao invés de criá-la, que se danem. Agora se começar a dar mais trabalho do que gera riqueza, é simples: mata, sacrifica, deixa morrer, manda pra guerra, prende, o que sair mais em conta. Fica só com o que ainda presta, com quantos precisa, e pronto. O que não vai ocorrer é eles terem propriedade renda para viver sem ter que se vender, ou gerenciar diretamente o bem comum, porque senão aí não tem mais governo pondo um povo para trabalhar povo, mas um povo pondo um governo para trabalhar, e como é fica o tesouro desses ladrões? Por uma acaso agora vão ter que pagar quanto para uma pessoa lavar prato, onde vão arrumar um escravo nativo ou imigrante estrangeiro para fazer o serviço sujo? Pior onde é que vão instalar suas companhias das índias e fazer seus negócios da china? Se não tiver mais chinas, índias ou Américas para descobrir ou fazer?

Não, até dá para ficar rico, e bem rico com empreendimentos honesto, mas poder econômico, ultrariqueza capaz de legalizar crimes e a próprio latrocínio como justiça, isso não é possível sem gente absolutamente cercada e desesperada por sobreviver. Não é a toa que Paine sempre foi comunista demais para os liberais, e liberal demais para os comunistas. E como todo verdadeiro revolucionário, sumido até os ossos da história quando a revolucionários viraram reacionários para conservar-se agora sozinhos no poder. Ou seja com nova classe burocrática governante sentando sobre o cavalo: o povo. Trocam-se os cavaleiros, mas o cavalo há de ficar, porque a pé é que eles não andam. E por isso mesmo que há aqueles que já de antemão vão usando causas populares como cavalo e ativistas de arreio e cabresto, ao invés de serem o cavalo das causas das causas populares de arreio e cabresto estão cheio.

Então entre Locke e Paine, definitivamente fico com Paine.

Porque na hora que mais gente começar a aplicar o que Paine dizia não só com a autocritica que a escola da desobediência civil de Thoreau, mas com a de Malcolm X, e Frantz Fanon. Com os ensinamentos de Josué de Castro, Manuel Bonfim, Aquiles Mbembe e Kevin Carson. E o mais importante olharmos não só para quem está na eterna resistência, mas tomou a verdadeira vanguarda, novamente não nas lideranças, mas nos movimentos de base, não só do feminismo libertário, mas da liberdade contras todas as formas e padrões de ditaduras, apartheid e discriminações e preconceitos contra a autoafirmação e propriocepção dos gênero, a vanguarda contra reprodução gentrificadora do eugenismo como se fosse sinônimo de capitalismo, socialismo, ambientalismo, ou qualquer ismo de bosta que queira impor uma ideologia contra a vida e liberdade e propriedade de uma única pessoa. Sim propriedade, propriedade de paz sobre seu corpo o que ele precisa de ambiental e vital, porque sem isso, pode dar o nome que quiser, porque será primeiro escravidão e depois morte servindo ou não quem vai se aproveitar dessa privações alheias quando esse corpo ou corpos já não tiver mais nenhum valor para dita os valores. O mercado? Não, quem diz quem é dono e herdeiro de mercado e quem é mercadoria. Incluso o Planeta. O ser vivo herdeiro da chave dos patrimônios dessa terra: “Já sei o capital?” Não meu amigo, marxiano, a gene.

Porque como dinheiro e capitais no máximo você vai comprar o direito de também herdar e legar patrimônios privados e comuns.

Mas o direito de vender, a posse desse mercado de venda dos direitos e patrimônios hereditários esse ninguém vende, troca, privatiza, delega, nem concede, esse mercado da definição de quem tem os direitos para definir quem tem direitos, ou obrigações, esse mercado para predefinir quem é gente e cidadão de um mundo, ou do mundo, e quem não é ninguém, não se ganha, não vende, e não compra, ele continua a ser a essência da gênese e apocalipse de cada fim de mundo nos confins ou cu do mundo. Continua a ser um privilégio hereditário.

E heil, o culto ao gene, ao sangue e terra. Porque aos herdeiros pertence o futuro do Planeta. Aos demais que os vermes façam seu trabalho. Reciclem os mortos e o progresso da História.

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X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.

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