EUA, Russia na Síria: A guerra por mentes e corações em um outra escala

Da guerra da desinformação a guerra psico-epistemológica

No último artigo a Facada em Bolsonoro, escrevi sobre como o fanatismo e a paranoia estão ganhando contorno de transtornos psíquicos e sociais graves da coletividade. Como esse ambiente generalizado de tensão e confusão mental, medo e insegurança sobre o que falso ou verdadeiro, afeta e distorce a noção de realidade, valores, julgamento e até mesmo a vontade da população em geral, e em especial das pessoas ainda mais vulneráveis e transtornadas.

Escrevi como o clima de absurdo confusão, transtorno e insanidade afeta e influência a todos que estão perto do ponto de ruptura, e como quem está no limiar do que conseguem suportar, tende, e pode, surtar. Todos, incluso a sociedade como um todo. Um clima de absurdo e perda do chão que enseja a manifestação de todos tipos de surto, das mais leves neuroses até os mais graves e perigosos comportamentos psicóticos e psicopáticos. Comportamentos que um leigo pode não saber distinguir, mas consegue saber que algo está muito errado. Especialmente quando o surto é de gente “matando a família e indo ao cinema”. Ou pior ainda de governantes, que se comportam como autênticos Rei George ou Napoleão Bonaparte. Um surto de lideres e profetas a pregar que suas população de fanáticos a se jogue do precipício, ou se matem uns aos outros. E o que pior, de gente se comportando cada dia mais como manadas furiosas, mais condicionadas e predispostas a fazer isso mesmo, em nome de seus deuses, bandeiras. Para depois, é claro, colocar a culpa nas bandeira e credos alheios, porque afinal de contas, o diabo é sempre o outro.

Escrevi portanto sobre o óbvio: tudo e todos tem um limite. Inclusive o corpo e a mente das pessoas. Tudo e todos tem um limite do que conseguem suportar. E precisam de um chão, para poder resistir. De modo que uma pessoa ou sociedade sem chão, é uma pessoa e sociedade carente e vulnerável; é uma pessoa ou sociedade no limiar para ser desintegrada, cooptada e convertida. E muito embora esse limite varie de pessoa para pessoa, assim como as respostas, ninguém é invulnerável. Todos inevitavelmente mais hora menos hora cedem ou quebram completamente. Alguns primeiro outros depois. Como bem sabe todo torturador pregador ou adestrador.

Alguns se tornam apáticos e impotentes. Outros altamente sugestionáveis, previsíveis e servis. E outros ainda, se tornam manipuladores completamente imprevisíveis e extremamente perigosos. Mas todos tendem a quebrar, e uma vez quebrados ao final da terapia de choque estão prontos, cada um a sua maneira, a assumir seus papéis e reproduzem o sistema nesse teatro da vida. Não importa se lobotomizadas ou ensandecida, se feita de loucos furiosos, laranjas mecânicas ou um pouco de tudo isso, o importante é que no final a sociedade vai continuar no seu devido lugar, sob o domínio do medo.

Quando afirmo portanto que nossa sociedade virou uma fábrica de loucos, cujo nome nos letreiros é Normalidade, isso não é só uma figura de linguagem. O processo de conformação neurótica saiu completamente do controle. A “industria de moer gente” produz cada dia mais gente “com defeito de fábrica”, cujo circuito vai queimar na primeira oscilação da rede. E agora como a própria oscilação dessa rede da normalidade é tão alta, ela se tornou capaz de queimar qualquer aparelho.

Não é a toa portanto que tantos estão se desconectando (ainda que inconscientemente) dessa realidade. Ou desligam e piram nos seu mundo imaginário, ou ficam ligados e piram de vez ligados nessa loucura alheia. A normalidade enquanto falsificação grotesca de representação da realidade, a qual somos obrigados a chamar de nosso mundo- pelo mesmo motivo que o condenado a prisão perpétua tem que chamar o mundo penitenciário de seu, porque é obrigado a viver nele, é uma Alcatraz da qual se não se tem outra fuga possível, senão a da mente, como fantasia, ficção, utopia ou simplesmente anestesia ou alucinação.

Essa mistura de freakshow, arena romana e espetáculo de mágica burlesca a qual ainda chamamos por força do hábitos de realidade, se tornou um espetáculo tão absurdo de realidade fantástica que até mesmo os aparelhos sensoriais e racionais com as melhores resistências cognitivas se não estão a queimar, começam a apresentar defeito graves e se tornar disfuncionais. Pessoas confusas, transtornadas, carentes vagam desesperadas em meio a outras que se adaptarem a se esse mundo artificial, gritando como loucos em um hospício virtual que mais lembra um matadouro, onde apenas os mais doentes entre os doentes, aqueles que foram capazes de se adaptar perfeitamente a esse ambiente de demência sádica-masoquista se sentem em casa. Foi-se o tempo que a representação da arquitetura do mundo institucional era o meramente o panóptico prisional, hoje o modelo é o manicomial. Drogas, loucura e uma noção de instituição da normalidade ainda mais patológica insana e inconsciente da sua própria demência que a dos alienados e detentos.

A insanidade da vida em estado de negação, evolui ou mais precisamente regrediu para o estado de renegação do direito a vida do alheia. Logicamente que num mundo assim, as pessoas que melhor se adaptaram ao processo de amputação dos seus olhos para os outros, que melhor lidam e exploram cegueira empática a sua e a alheia, são as que possuem traços de personalidade psicopática mais acentuado, quando não a própria personalidade e comportamento psicopático perfeito: o tolerado ou mesmo aclamado pela sociedade.

Ataques de panico de ansiedade, medo e pânico, anomia, até surtos, onde atos que não conseguimos acreditar que seres humanos são capazes de cometer, sim seres humanos que já estão no limiar de uma realidade que razão e sensibilidade consegue lidar e suportar estão se tornando a banalização do mal que embora difusa se somatiza para forma a insanidade coletiva de todos nós enquanto sociedade. Sociedade não só polarizada, mas transtornada pela bipolaridade, pronta para se fragmentar e desintegrar.

Um ambiente de desconstrução das bases epistemológicas, que como estamos a observar, se tornou o clima perfeito tanto para o reafirmação dos mais fanáticos e absurdos dogmas e preconceitos, quanto para a difusão das mais novas, incoerentes e paranoicas teorias conspiratórias e persecutórias. Um clima de certezas e incertezas irracionais e caos cognitivo onde a banalização do absurdo se constitui como o ambiente hospedeiro ideal, ou melhor, o hospício perfeito para manter as pessoas trancadas e protegidas delas mesmas “para o seu próprio bem”; onde quem não é maluco, fica, senão por bem, por mal.

Um ambiente insano e insalubre para a saúde mental, facilitador do processo de cooptação e alienação ideológica e disseminação de fanáticos e fantasias. Onde tanto o paranoico por teorias conspiratórias anti-sistema quanto o crente e crédulo em tudo que autoridade prega, são dois estados resposta distintos, mas igualmente reflexo condicionados e sintomáticos de um mesma sociedade doentia a manipular a percepção, informação, formação e julgamento de toda uma população até o limite da perda de todo sentido e nexo como a realidade, apatia e conversão.

A disseminação de dúvidas e certezas nada razoáveis, não é apenas a queima das pontes com o real e as realidades possíveis; é ao mesmo tempo o chão que se tira, e o portal do absurdo que se abre como válvula de escape. O processo de derretimento e remodelação da plasticidade mental, que serve como porta à cooptação para credos e descrenças portadoras de dúvidas e certezas ainda mais insanas e absurdas, que por sua vez servem para fabricar em massa idiotas ainda mais úteis, na medida que incapazes de discernir entre a dúvida e certeza.

A difusão da dúvida ou certeza seja ela fruto de crença ou razão minimamente críveis é a ante-sala da fixação preconceitual e racionalização do comportamento condicionado irascível. É o próprio ambiente de dúvida e certeza, como vetor da mentalidade crente e descrente como comportamento compulsivo adquirido por trauma reflexo ou reverso à doutrinação. Ou seja longe de ser o credo, razão, a fé racional ou mesmo a fé na razão, proveniente do exercício consciência da livre vontade e próprio-concepção, é a reprodução inconsciente, estimulada de comportamentos como predisposições e respostas condicionadas seja ao credulidade ou questionamento, não importa, o que importa é que ainda sim manipuladas e intermediadas pelos estelionatários, atravessadores e usurpadores midiáticos da fé e razão. E não se iluda esses parasitas não se resumem aos proprietários, reguladores e controladores apenas das mídias de telecomunicação e informação de massas.

Muito embora os avanços científicos e tecnológicos tenham ampliado sobremaneira a capacidade de influenciar, persuadir, manipular e adulteração o senso comum e a noção do real das população imersas nessas novas mídias de acordo com os interesses dos proprietários e controladores desses meios e seus intermediários. O mal estar contemporâneo da civilização é muito mais do que meramente que um descompasso no avanço das tecnologias da informação e telecomunicação de massas frente a obsolência e atraso na formação das populações para lidar como a realidade, sua representação, e manipulação na era da informação.

Esse ambiente é muito mais do que o mero produto do emprego dos novos e revolucionários saberes somados ao uso e abuso massivo dos avanços das novas tecnologias contra populações desprovida de meios, recursos, e acessos as mesmas- incluso enquanto o próprio conhecimento e controle da tecnologia que as reduz a meros consumidores, cobaias e alvos de produtos e serviços que não entendem como funcionam, ou pior, como funcionam nelas.

É muito do que isso.

Estamos falando tanto da manutenção desse monopólios desse avanços que constituem a vantagem estratégica e hegemonia dos seus proprietários e controladores, quanto da perpetuação do atraso e sucateamento da formação da população. Não só como mero “acesso” a educação, como condição de aquisição e processamento desse conhecimento como informação ou propriedade intelectual, e possibilidade de criação e reprodução, da informação enquanto poder e posse, enquanto capital. Mas também enquanto capacidade de discernimento da informação, desinformação e contra-informação, e logo de apropriação da informação tanto como matéria-prima a capacidade da própria cognição quanto seu produto como de fato conhecimento ou seja autoformação e não meramente informação. Algo que exige acesso e propriedade de fato, e dos fatos e não meramente de cópias e versões.

Não é portanto apenas uma questão de disseminação de falsificação ou verdades contaminadas por lixo e ruído de modo que não se possa nem ser discernir, processar ou reciclar o que é minimamente verossímil, mas sim de propagação de um estado de incerteza, insegurança que atinja o sistema nervoso de uma sociedade, a sua episteme, a sua noção e percepção do real, a a capacidade de distinguir e efetuar a abstração entre o concreto e suas representações simbólicas e ideológicas.

Esse domus e dominação, essa produção e reprodução que tem resultado nesse mundo neomedieval, ou melhor, cybermedieval, e seu “novo homem” ainda mais domesticado e domesticável não é meramente o resultado do avanço dessas nova revolução industrial e tecnológica aplicado contra o atraso e ignorância generalizada de uma população. Mas sim, o resultado desse monopólio do emprego massivo dessas novas ferramentas tecnológicas e científicas não apenas contra, mas com função de retroalimentar o atraso que carecem como ambiente para se perpetuar como desigualdade de saber e logo poder. Não é um caos arbitrário, mas um caos com um proposito claro, estabelecer condições psicossociais para emergência de uma ordem ainda mais vigilante e servil, com níveis ainda maiores de alienação, dominação, e conformação apática e impotente.

Meio e condição que perpetuam muito mais que desigualdades de oportunidades, mas literalmente de realidades, vividas, percebidas, conhecidas e reconhecidas por populações mantidas devidamente comportadas na sua condição de alienada justamente dos meios e modos de produção desses novos conhecimentos e métodos de reprodução da sua miserável condição não só política ou econômica, mas antes de qualquer coisa mental e cultural.

Uma população alienada não só da informação, mas do direito a autoformação. Excluída e expropriada do direito a informação e formação em todos os sentidos, enquanto riqueza e capital, na nova fase do sistema socieconômico pós revolução industrial da informação, a do info-financismo. Excluída e expropriada novamente não só dos meios de produção que constituem a sua liberdade mas de algo ainda mais fundamental que os meios: as formas. Alienadas da formação e informação que constituem a capacidade necessária a concepção noção e formação da própria vida e liberdade.

Alienadas portanto dos meios e formas que constituem toda as condições materiais e imatérias necessária para antes ter, saber o que tem ou não tem. Saber que não são mais proprietárias dos meios ou do que produzem, mas em breve nem sequer da sua forma de vida, ou de si mesma. Toda a formação e informação necessária para conceber quem são e não são, o saber sobre o que ainda possuem ou perderam, o saber sobre o que é a liberdade e propriedade que não tem mais nem sobre o seu próprio mundo, nem sequer sobre si mesmas.

Logo a posse da informação não apenas como acesso a dados, ou mesmo propriedade sobre sua materialidade, mas sim como posse do saber e liberdade. Logo enquanto conhecimento de como os fatos e realidade processada e intermediada por dados e sinais e ícones são transformados e instrumentalizados como vetores da programação e reprodução dos sistema e seus códigos, enquanto vetores da pobreza e loucura.

E neologismos a parte, no fundo, nada de novo no fronte.

As ferramentas e a escala podem ser novas, mas a técnica e o modo de produção ainda são os mesmos. Principalmente do fator determinante para à perpetuação do sistema como produção da alienação e reprodução dos alienados: a venda casada de ordem via caos e terror. A saber: propaga-se o caos e o terror, para vender ordem e segurança, tanto como produto de mercado quanto serviço do Estado. Fabricar necessidades e carestias onde antes não havia para vender coisas e serviços que você nunca imaginou que um dia precisaria, não é nenhuma invenção do gênio da Apple. Incrível e como se consegue continua reciclar a velha fabrica de imbecilização e neuro-dependentes como se fosse a mais nova vender sacada e advento genial. O processo ganhou velocidade propagação, abrangência inéditos com a automação, mas ainda é o mesmo e velho processo: Planta-se medo, para colher fieis. Planta-se medo inclusive como ilusão e insegurança quanto a realidade não só futura, mas falsificação da memória do passado e percepção do presente, para vender promessas de realidades igualmente falsas e falsificadas, como esperança ilusória de retorno ao paraíso perdido ou terra prometida (que nunca existiu senão como sonho ou mito).

Sim, houve uma revolução cientifica e tecnológica no ultimo século, mas a sociedade ficou completamente de fora dela, salvo na condição de consumidor e cobaia. Mas consumir lixo como se fosse luxo ou serviços imprescindíveis de provisão das primeiras necessárias, vender ao consumidor salsichas políticas e econômicas continua a ser a essência da propaganda e do marketing político-econômico.

A diferença é que na sociedade onde a informação e comunicação, a midia a intermediação da realidade ganharam uma valor estratégico geopolítico, e logo, de mercado, imensamente maior, de modo que a maior salsicha, a maior segredo de estado e industrial, desse complexo estato-privado é a propaganda, ou mais precisamente as ferramentas de propaganda usadas literalmente como armas secretas nessa guerra de propaganda por corações e mentes, onde o público, o alvo, e o inimigo não é mais prioritariamente concorrente, mas a população.

Em suma estamos falando de avanço de métodos, processos, técnicas e tecnologias de manipulação, adulteração, convencimento usadas para a fabricação das ideologias, preferencias, gostos como desejos manias e compulsões.

Estamos falando da desconstrução e construção de ideias e noções mais profundas não apenas de cultos e culturas, mas de noção e visão de mundo não só como imagem ou impressão, mas como representação e suposição de da realidade. Fabricação e manipulação de dados, fatos, assim como do seu alijamento, corrupção e até mesmo mutilação permamente enquanto capacidade de processamento e interpretação sensível e racional.

Estamos falando de dominação e domesticação profunda não só psicológica, mas epistemológica. Perdas de capacidades inatas de entendimento, tanto como a possibilidade de entendimento e concórdia entre seres dotados de inteligência, quanto de entendimento e discernimento em si, como a própria capacidade de inteligir e discernir e ligar com o mínimo de nexo e coerência o eu,o outro, e o mundo.

A arte de governar sempre foi a arte fazer da capacidade de comunhão e união, um principio de imbecilização coletiva; transformar indivíduos livremente organizados e associados em massas de manobra e grandes colmeias de zumbis ligados por uma moralidade artificial submersa num profundo estado de letargia e alucinação coletiva. A arte de reduzir a comunhão a alienação, e as redes que compõe os coletividade, em manadas a se comportar como células, órgãos hierarquizados num organismo corporativo cuja função existencial é preservar esse corpo, a máquina, a fantasia artificial e não o concreto e o real e natural suas vidas e liberdades como indivíduos. A arte da normalização e normatização da loucura, fanatismo e paranoia, tomar outros por inimigos, bandeiras, ídolos e fronteiras imaginárias como reais e vida e liberdade o mais concreto dado que um ser humano tem de si mesmo, como algo menor dentro desse delírio esquizofrênico que tomou o lugar na imaginário da humanidade ensandecida como a representação da sua condição, progresso civilizatório.

A transformação da vida humana em mercadoria e institucionalização e estatização da mentalidade humana são processos concomitantes inseparáveis dessa fábrica de insanidade mental e ambiental de desligamento do homem não só da natureza, mas da sua natureza e potencial. Desnaturação e desumanização; a psicopatia racionalizada e despotia ilustrada e esclarecida como o ideal de progresso e avanço do homem domesticado e alienado que se julga cada dia mais livre e civilizado. Cada dia mais livre e confortável dentro de uma arcabouço mental que de fato não é mais arcabouço, mas agora o o único chão e céu que ele conhece do mundo e realidade. Dois níveis distintos de manipulação da realidade simultâneos a produzir a alienação e conformação: um o que mata o natural e impõe o real; outro que mata ideal e falsifica possível, juntos perpetuar o mesmo e obstruir o novo. A obrigar a pessoa natural a se conformar e adaptar a falsificação ideológica do real como verdade, pelo simples fato que essa falsificação é o único ideal e real imposto como possíveis, o único navio que restou no deserto da desnaturação e artificialidade.

Mas o homem não é uma máquina. Nem sua gene e evolução é produto de transformações feitas a ferro e fogo ou falsificação da realidade. Debaixo de camadas e mais camadas de uma vida e inteligência subconsciente frustrada e subdesenvolvida há toda a potencia evolutiva de uma humanidade que permanece viva enquanto não há vida. E nessa potencia que mora as vãs esperanças e sonhos mas também a matéria-prima para a humanidade reconstruir sua realidade.

A matéria-prima é a mesma. A diferença é como esse força elementar é enriquecida ou empobrecida.

Se empobrecida e enfraquecida é a matéria-prima controlável que compõe as forças sub-autônomas ou servis sempre prontas e alertas para preservar e reproduzir a inconscienciosa do sua colmeia. Hospedeiros e disseminadores perfeitos desse parasitismo que contudo carecem não só de realidades desnaturadas e artificiais banalizadas como normais para continuar a prevalecer. Precisam que tal absurdo seja tomada mais do que normal ou banal, mas como norma e verdade absoluta. Pois não importa o quão monstruosa, insana ou insustentável seja está realidade, o que importa é que ela seja uma imposição e impostura absoluta. O importante é que ela deva persistir como única realidade concreta, mesmo que tenha que exterminar toda a diversidade, pois é da extinção das demais e sobrevivência da sua que deriva a prova das verdades autoritárias dos autoritários. A prova de que nenhum outro mundo, nenhum outra forma de vida e relação é possível senão a deles e com eles. Não importa que essa prova seja uma farsa grotesca e monstruosa, tudo que importa é impor sua vontade literalmente eliminando todas as demais alternativas e possibilidades.

Não é portanto meramente o pesadelo no lugar do sonho, é o pesadelo como realidade falsificada e artificial e insana. É Distopia. Mas não como ficção cientifica, mas como realidade tecnológica atual. O futuro chegou e ele não é um sonho, é uma guerra. O sonho acabou, é hora de acordar.

Aqui cabe uma analogia.

Do ponto de vista da saúde mental nossas vida em sociedade, dentro dos centros urbanos e instituições é tão sã e salubre quanto as das cidades antes da revolução da higiene e antibióticos e medicina do século XX. Um verdadeiro campo de cultivo e propagação de doenças epidêmicas. Onde ir para um hospital era um sentença de morte, afinal a medicina não acredita na existências desses seres até então invisíveis logo imaginários, os germes. E cortavam a barriga da mãe com a mesma faca que minutos antes haviam dissecados cadáveres. O ambiente perfeito para a propagação não só da doença, mas de charlatães e aproveitares a vender os remédios e terapias e doutrinas mágicas capazes de curar tudo.

Isso é claro sem falar de sociopatas e estatopatas que usam da falta de defesa imunológica da população não só para vender lucrar vendendo lixo e mentiras, mas para exterminar, conquistar e escravizar. Ou seja usam a propagação tanto da doença quanto das condições que permitem sua disseminação como armas bio-psicológicas de guerra, ou seja de propaganda de guerra, tanto de ideologias autodestrutivas ou conversão do inimigo quanto de radicalização da alienação dos servos e convertidos.

Do ponto de vista ciência da mente, a prepotência cientifica está no mesmo estágio. E muita gente ainda vai adoecer, matar e morrer, enquanto eles não encontrarem uma prova que a mente não é uma caixa de neurônios fechada, mas um rede em nuvem onde os pensamentos de cada pessoa são compartilhados e afetam o estado dessa mentalidade, como consciência e inconsciência coletiva.

A mente não é um corpo atômico, mas um campo onde os pensamentos se propagam em ondas, tanto intermediadas pelo simbólico, quanto automaticamente pela própria conformação pisco-cultural desse espaço-campo mental. Onde fazendo uma analogia com a informática, os vírus se instalam na programação psico-cultural na nuvem de toda essa inconsciência coletiva infectando todos os terminais, que não tem sistema imunológico mental, uma consciência que funcione como firewall, capaz de protegê-los seu sistema operacional contra esse programação que entra e roda pelo backdoor da arquitetura das superestruturas da mente civilizada, o superego.

A própria ideia de loucura e normalidade é dispensável se seu objetivo não for tratar do problema, mas racionalizá-lo. Ninguém em sã consciência precisa de normas ou definição de normalidade e loucura para compreender necessidades básicas e universal. Ou melhor a falta de tal compreensão e respeito é a medida para definir o grau de insanidade e periculosidade e não o inverso. A definição de normalidade e loucuras banalizadas como normais usadas para justificar o injustificável são a medida do grau de loucura perigosa que acomete indivíduos e coletivos.

Loucura não é aderir a ditadura da normalidade, mas acreditar que essa ditadura se sobrepõe a natureza da realidade, de tal modo que louco não é quem não desobedece ordens e mandamentos e costumes absurdos, mas justamente quem manda e obedece sem usar do seu juízo e consciência. Louco não usa sua razão e fé na sua própria razão para elaborar sua certezas e dúvidas e tomar suas próprias decisões e conjunto de credos e descrenças do certo e errado, verdadeiro e falso, do bem e do mal, possibilidades e impossibilidades ou qualquer outro guia da seu tomadas de decisão e comportamentos. Louco é antes de tudo quem renuncia ao seu próprio juízo e poder de decisão para se comportar como uma alienado capaz até mesmo de matar ou morrer pelos campos, entidades e fronteiras do imaginário alheio, deste que essas divisões, entidades, fronteiras imaginárias se tornem pesadelos tão reais e concretas quanto um tiro na cara ou um campo de concentração, ditadura ou mito ou ídolo que sequer se reconhece enquanto tal, não realidade.

Quando um psicopata ou psicótico impõe a força suas manias geralmente com todo absurdo da manipulação e violência isso não torna a sua vontade de poder enquanto monopólio da violência sobre quem quer que seja, ou quantos sejam, uma realidade totalitária nem suas razões verdades absolutas. Pelo contrário, são a prova empírica que a loucura ganhou concretude. E não há título nem autoridade nem discurso que consiga perverter ou destruir a noção de realidade de quem não perdeu nem está disposto a renunciar a sua ligação inata e natural com a rede da vida e a força elementar que sustenta a sua própria existência como consciência: a liberdade como livre vontade e autodeterminação e livre vontade.

Louco não é quem se acha o rei da sua vida e o dono do seu próprio rabo, mas o que se acha dono do rabo dos outros, ou pior súdito deles. Quem tem dúvida disso, ou pior certeza do contrário, já era pode ser convencido e persuadido de qualquer coisa, é capaz de mandar e obedecer qualquer coisa, inclusive se jogar ou jogar seus filhos no poço, desde que seja por uma ordem superior ou causa maior que a própria vida e liberdade.

Meu amigo, quem compra e engole isso, o resto é detalhe, engole qualquer coisa. E sorrindo porque está sendo filmado.

E aí, vai de Cloro, ou Fósforo? Ou prefere balas como ponta radiativo mesmo? Por qual time de estatopatas você vai torcer ou jogar ou advogar? Tem meia mentiras e meia verdades para todos os gostos, manias e preferências e interesses…

Exceto uma. Prevaleça quem prevalecer, o fato permanece. A verdade nunca consegue sobreviver no cativeiro dos suspeitos de sempre. Ela sempre morre junto com as vítimas. Mas como bem sabem as verdades e assassinos concorrentes mortos não falam. Mortos assim como a vida e liberdade assim como a solidariedade simplesmente esquecem, ou melhor podem ser ensinados a ser esquecidos.

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É obvio que é tudo montagem, é tudo uma grande conspiração para acabar com a credibilidade dos nossos santos governos e governantes são montagem. Quando os grandes líderes celebrarem sua conferencias de paz a verdade será revelada, foi tudo uma simulação feita como atores, só morreram terroristas. Não são crianças “de verdade”, não são gente “de verdade”.

Tudo é sempre intriga da oposição e quando os opositores se tornam aliados, os crimes inclusive contra de guerra e contra a humanidade desaparecem. Não se preocupe, apenas trabalhe e pague seus impostos que eles sabem o que fazer com o seu dinheiro para proteger você e sua normalidade…. da loucura da realidade que nós bancamos, eles sustentam.

O segredo da felicidade da vida civilizada, feche os olhos e continua acreditando e desacreditando no que lhe interessa.

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X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.

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