ESTADISMO: o Ouroboros para tolos (Parte 1)

O apocalipse dos Estados-Nações e da cultura supremacista

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Reza lenda que Ícaro morreu por tentar ascender ao próprio Sol. Midas viria a morrer a fome por ter transformado tudo em ouro. Mas o e o Leviatã qual seria o fim deste mito que tem no Estadismo sua encarnação maior?

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O leviatã se acredita em um Ouroboros, mas não. É um ouroboros de tolo, materialista e corporativa, um anacronismo, um sistema obscessor que sem o cavalo não passa de um assombração, um sistema que fechado não passa de um parasita sem hospedeiro.

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O corporativismo estadismo é um falso ourorobos. Não se perpetua; se autodestroí. Nada mais é do que o monstros hobbesiano canibal devorando a si mesmo enquanto crê que se alimentar ainda do “outro”. Devorando-se pela base da sua espinha dorsal, até o topo do seu corpo.

O momento do Brasil Contemporâneo é paradigmático destas crises sistêmica autodestrutivas. Veja como o Estado brasileiro via atando seus próprios membros inferiores correndo o risco não ter como ficar de pé, como não ter braços para reagir as revoltas. Se é que não serão seus membros as mãos que irão cortar seu pescoço.

Muita gente acredita que os supremacistas jamais perderão sua hegemonia. Mas dinossauros também dominaram a terra por milênios e hoje temos só esqueletos.

A vida humana é relativamente curta e as transformações históricas não são graduais mas quânticas, é tão lenta e imperceptível que somente nos damos conta que já estamos prestes a entrar em um ponto de ebulição revolucionário quando ele já ferveu.

Não nego porém que se o capitalismo e os Estados-Nações vierem a desaparecer eles levarão consigo os sistemas de dominação e exploração política e econômica.

Porém tenho razões fortíssimas para crer que essas hierarquias não conseguiram se reproduzir não com a mesma facilidade neste novo tempo que surge. Até porque a lei de Lincoln não vale só para propaganda governamental, ela é uma lei universal para a alienação estatal. E se estende a todas as suas falsificação ideológicas da realidade livre. Logo parafraseando o estadista estendendo a privação para o seu sentido mais pleno o estadista:

Pode se roubar a vida e liberdade de uma pessoa por muio tempo. De muitas por algum tempo. Mas não de todas por todo o tempo.

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Na verdade o segredo para prolongar ao máximo tanto a mentira quanto a pobreza ou seja o estado de alienação-dominação é impedir que as pessoas se relacionem diretamente, se conectem e produzam seu próprios nexos sem vigilância e intermediação. Mas é justamente isso o que ocorre cada vez com mais frequência. As pessoas estão literalmente descobrindo suas relações identidades e comunhões para além das fronteiras da estupidez dos conflitos das hierarquias e do estadismo.

Nós podemos nem perceber mas somos uma nova geração. A condenação das pessoas predispostas a conviver e tolerar a guerra o holocausto e pobreza são fenômenos de evolutivos recentíssimos. Não nego que estamos ainda dormindo com o perigo, sentados em cima de uma bomba-relógio chamado estado-nação que está no ápice do seu potencial bélico e subsidiário industrial predatório e destrutivo. E que continua a ser a Bureao de Administração dos supremacistas mais eugenistas e psicóticos. Porém há uma nova geração que simplesmente tem nojo das tendencias teratológicas e desumanas desses indivíduos.

A guerra, o holocausto o sacrifício humano e animal e até mesmo dos próprios filhos quanto mais dos estranhos e distantes não é algo que escandalizava tanto o homem civilizado (domesticado) como hoje. Os escravos mesmo acomodados nunca estiveram tão apartado da mentalidade e doutrina dos mestres. Nunca estivemos tão distante da inconsciência coletiva dos senhores da discórdia quanto nos últimos séculos. Ainda tem malucos que fazem a apologia e até estão dispostos a voltar a praticar descaradamente os piores crimes contra a humanidade que ainda praticam na encolha. Mas dedes que os regicídios começaram, tiranos nunca tiveram na sociedade o risco tão grande de acabar como um Mussolini. Depois que reis de deuses se tornaram mortais o estado pode não ter sido assassinado mas o estadismo está morrendo de velho.

O autoritarismo e a servilidade, já causam a muitos a pena da demência. E a manipulação da adoração fanática a essa violência e ao poder e as ideologias, a disposição de violentar e matar pessoas por essas loucuras causa na população um nojo e uma revolta vista até então apenas entre poucos revolucionários do passado. Eu sei do que estou falando, senti essa transformação na carne. De um vagabundo louco, utopista com mania de pobreza, um utopista ongueiro praticante de causas malditas para uma “autoridade” em transformações sociais e políticas. E não não fui eu que mudei, mas o mundo que mudou. E continua a uma velocidade que só significa uma coisa: salto revolucionário.

Não há um choque de gerações entre os pais caçadores de peles, ou nazistas ou escravagistas ou ditadores e seus filhos. Há uma ruptura irreconciliável quando esses os passam a vêem como eles são genocidas, quando descobrir o que eles fazem e fizeram e o piro são capazes de fazer para manter seu velho sistema.

As novas gerações que haviam acordado para o novo agora estão também acordando para a reação do velho. Eles que pensavam que se tornar vegetariano uma coisa que parece tão pacifica e inofensiva era apenas uma questão de escolha e viver em paz. Estão descobrindo que isso não existe. Estão descobrindo que não há vida sem ativismo e luta contra aqueles que não toleram a diverso que odeiam tudo que não é parte de seu corpo.

Estão descobrindo que aqueles que adoram o poder e cultuam a violência os que se arrogam os seus monopólios vão utiliza-lo sobretudo contra os mais inofensivos para manter seus privilégios.

Não quero dizer que o conflito é inevitável. Ele é, mas para isso as pessoas de paz precisam entender e desarmar os poderosos antes que eles se convençam que podem massacrar. O poder e os poderosos são acima de tudo covardes, ele nunca luta causas perdidas, nem jamais suas próprias guerras, mas para isso é preciso subtrair suas forças e aos invés de bater de frente com seus cães de guarda, solidarizar-se com eles e ajudá-los a libertar o humano por traz da engrenagem.

Isso é o que está acontecendo. Tomemos por exemplo a leitura do momento do Brasil.

É preciso entender que esse maniqueísmo onde nós os libertários somos os bonzinhos e eles os autoritários os maus, não existe. Não há ser humano por pior que seja que goste de voltar para casa cheirando a carne humana queimada, ele pode preferir se tentar apenas se lavar perfumar e cobrir de títulos e medalhas.

Isso não quer dizer que eles não podem cometer mais crimes contra a sociedade nem contra os povos, mas eles muito mais que antecessores dos seus cargos não só estão expostos, eles sabem e nós também sabemos quem eles realmente são. Não são apenas os reis mas os juízes também estão nus.

E tem muita gente que não está calada. E não só na sociedade mas dentro do próprio sistema, dentro das próprias corporações. Os facistoídes chupa saco de autoridades que só ficam machões com pobre e preto já enfiaram o rabo no meio das pernas, agora estão falando de novo de futebol todo cagalhões de dizer o que pensam. Mas justiça seja feita. Não são todos não. Tem muita gente que não está com medo das futuras represálias e está colocando o seu na reta. E não é preciso muitos.

Tradução: a mascara caiu e numa democracia que depende da representação isso quer dizer:

O sistema quebrou.

Você pode dizer que o sistema não funcionava estava quebrado faz tempo. Para nós não para eles. Agora. Foi-se. Seja colocando os peixes grandes para dentro do sistema prisional, seja soltando os peixes pequenos. O sistema não se salvará com isso, ele não suporta nem uma coisa nem outra. Porque ele não feito apenas da impunidade para os grandes, ou da injustiça para os pequenos mas de ambas, porque não subsiste existe uma sem a outra. E hoje qualquer tentativa dos donos do jogo de escapar implica na implosão disto.

Os pregos foram engolidos. Pode não ser amanhã. Mas a pergunta agora é: quando e com quem força essa bomba vai estourar porque onde e como só não sabe quem não quer olhar para essa pornochanchada de togas.

Não sei por que, mas essa aula de lido com a coisa pública me lembrou o ápice da boca do lixo, então homenageio a obra do STF com a obra de Sady, ambas são um retrato fiel do mesmo Brasil:

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X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.

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