Epílogo: Das Referências musicográficas

O TREM DA HISTORICIDADE

Image for post
Image for post

Músicográficas, não. Musiológicas.

Porque as referências como base de lançamento das fundações e fundamentamentos, os princípios e ponto de partidas, assim como as metas, objetivo da jornada, e alvos no meio da missão ainda são os mesmos, mas fontes de inspirações de dados, principalmente o das narrativas da experiência sensorial e empírica agora são outros. Porque parafraseando o mestre marcial da capoeira semiótica Mano Brown, brasileiro não ginga e fala gíria, tem dialeto. E espírita de terreiro não psicografa, faz parapsicocritologia e heurística e não doutrinária-axiomática.

Então não fui é nada. Subi. E cê nem viu.

E já que faz tempo que troquei as referencias bibliográficas formais eruditas incluso as internacionais, pelas musiológicas populares brasileiras indo de Lobão a Caetano sem permitir que nenhum pré-amarugento atavista-autoritário me impeça de descompartimentalizar e miscigenar a autopoiética da autodeterminação pobre da minha ciência da consciência. Porque a casa é pobre, mas própria e pode puxar uma cadeira porque a comida é pouca, mas tem sempre para todo mundo.

Porque otário de quem compra os padrões predefinidos do e pelo alheio. E nisto o malvado favorito (para não dizer o mestre da estatopatia brasileira) é mestre. Quem bota ovo e não canta é pato. E por isso Lula não só sabe cantar em verso e prosa os ovos que bota, mas cantar sobre os ovos que os outros patos, coisa que seu sombra invertido, o bizarro, está aprendendo rapidinho.

Mas esse jogo velho cacofônico, também está caquético e manjado. Porque os padrões se repetem. E de fato as velhas fórmulas e soluções não funcionam. Vide o chocolate dos trabalhistas na Inglaterra. Pois, é… quem avisa amigo é…

Ou não, daí a importância de prestar atenção nas vozes inclusive dos inimigos que se entre-acusam das piores inverdades, porque se tem um fundo de verdade facilmente dedutível em tudo o que eles dizem uns sobre os outros é isso: não só são todos mentirosos, como o espetáculo é uma pantomima. E o padrão espetacular que vale e se repete no teatro da manipulação da cognição simbólica afetiva dos medos-esperanças da política doméstica também vale para o teatro de fantoches e fetiches simbólico-representativos do real pelo ideal da domesticação cultural da político representação internacional, ou mais precisamente transnacional que não é só estado-nacional, mas hoje estato-privada.

De modo que assim como os polos das guerra nem tão fria domestica se acusam de n coisas, falsas e verdadeiras, (e coloque no n tudo o que quiser) estão a reproduzir aculturadamente o padrão da guerra externa, porém com uma diferença, quem vai ser teatro de operações e portanto operando primeiro, senão o único a sê-lo, são os subs e não os super. E quem não está percebendo isso, nem a esta altura do campeonato é porque já era, e nem percebeu. Não que perceber seja garantia que também você não rode junto, principalmente numa nau-manicomial como Brasil.

Daí, a importância de deixar as diferenças de lado e formar frentes. E não velhas diferenças na esquerda, mas frentes bem mais amplas, que esqueçam diferenças entre novo e o velho. Esquerda e direita. E até mesmo de fronteiras porque alianças internacionais serão necessárias, por sinal sempre foram. A única barreira continua sendo a de sempre, as barreiras, as trairagens e claro a loucura, especialmente nos 3 casos quando essas já estão no estágio doentio da apelação para a tara da violência ou a serviço dela, porque aí é certeza, e todo mundo que já esteve num mesmo barco sabe: louco, traíra e preconceituoso é fatal, eles sempre acabam matando todo mundo. Mas todo mundo mesmo, em devaneios persecutórios segregacionistas ou megalomaníacos supremacistas. Fora que em geral, salvo em tragédias natural, na raiz de todos os problemas causados pelo homem lá estão eles, em maior ou menor número disseminando sua nóia e paranóia psicopato-eugenista maniaco possessiva.

Eles são todos iguais, só mudam de endereço não só de IP, mas de partido, ideologia, sistema socioeconômico e jurisdição geopolítica, que no final das contas, fora o jogo simbólico-representativo tem os mesmos propósitos, mas o mesmo efeito, tanto para quem está no topo quanto na base. Lógico, que um sistema é tanto pior quanto mais gente está sendo exterminada na base, e tanto melhor quanto mais gente está devidamente protegida, no meio, até porque se todo estiver no topo, ele desaba. Mas para quem está ou vai estar à margem as vantagens ou desvantagens relativas ou absolutas, comparativas entre esses sistemas. Ele talvez pertença a um deles, mas nenhum deles pertence a ele.

Não vou então nem trazer as matérias, porque cansei de matar a cobra e mostrar o pau, quem não quiser acreditar que não acredite ou empreenda ou pesquise e investigue, recomendo: Mas quando PCO, MST, GENERAIS, concordam sobre uma determinada matéria de segurança nacional como o caso da Amazônia, quando os polos magnéticos verdadeiramente opostos e não os falsos, os ideológicos, os demagógicos, se encontram é porque o sistema nervoso do organismo nacional em questão não vai entrar em curto-circuito. Já entrou. Biomarcador sociosistêmico mais claro que o sistema imunológico de uma nação não tem proteção ou falhou em proteger essa função basilar senso-nocional não há. Há otários que achem que quando lobos e ovelhas comem do mesmo ou se escodem na mesma caverna esta é a imagem pintada do paraíso. Quem não foi servo-imbecilizado por pregação para virar comida sabe que isso é biomarcador, sinal de mau agouro diria um xamã, de outra coisa, inferno. Ou para não ser tão fatalista, dificuldades.

Bons tempos, que quando as pessoas viam um fuzuê com um monte de gente correndo de um lugar, elas não precisam ser bruxos nem gênios para saber que se tinha um lugar para não estar era lá, e não iam correndo para dentro com celular na mão. Bons tempos em que o instinto de milhões de anos da seleção natural salvava vidas. Nada que 5 anos com uma conta no Facebosta não apague em troca de uma selfie. Os neo-darwinistas explicam: reengenharia social, mas pode chamar de seleção artificial, e bota artificial nisto. Mais artificial que isso só a industrias dos campos de concentração seja lá do que for: renda, trabalho, capital. Quem é economista, ao menos não desonesto nem vendido, sabe do que estou falando: todos são perfeitamente intercambiáveis, nem sempre vivos, ou sobrevivendo ao final do processamento final, ou transformação do ser ou uma coisa em coisa, mas intercambiáveis. SCIENCE.

O ministério da ciência e tecnologia adverte se for praticá-la, verifique de qual lado da experiência você está. Porque só Schrödinger não sabia o que aconteceu com o gato. O gato seja vivo ou morto, pode até nem saber ou entender o que aconteceu com ele. Mas se pudesse saber o que iria acontecer e pudesse ele comandar o experimento incluso o mental, saberia exatamente como instruir o her Doctor: em que caixa cada um deles tinham que ser enfiados dentro, ou onde o phd devia enfiar a caixa, se não fosse um gato devidamente polido.

E se você acha que isso não tem nada a ver com mecânica quântica, é porque não resolveu dar um passo a frente, e quebrar essa quarta parede entes que a computação quântica atropele você. Então tá, entra na caixa, vira-latão.

Ou como disse o presidente da HUWAI:

Como disse seja na Casa Branca, no Kremilin, ou na cidade proibida da China, ou correndo cada vez mais por fora, ou em algum lugar do passado, nas catacumbas romanas, ou palácios do não-tem-pão-come-brioche, (a propósito viva lá liberte, igualite, e fraternite e as greves e manifestações da população francesa) não há lugar mais comum no mundo que chefe-de-estado e corporação transnacional (não confundir com o povo, ou você quer ser confundido com a cara do Lula, Bolsonaro ou Friboi?), enfim não há lugar mais estatizante-privatizador do mundo que quer ver brasileiros e brasileiras dando e balanço a bunda e sambando para gringo ver. E pobre da bunda, do samba e do carnaval, pois dito dessa forma parece até que eles estão se prostituindo, e não sendo objeto do ataque incluso da minha defesa desastrada, pois até na própria construção da minha linguagem já desmerecidos. E eis que quem gosta, de samba, bunda e carnaval, brasileiro e até gringo, mas quer se fazer entender fácil, já rodou.

Porque a trama é complexa. Um exemplo prático de como precisamos estar dispostos a nos entender e não desentender. Porque com um pouco de boa-fé está claro que o que estou tentando dizer de forma chula, é que não podemos deixar que tolham uma coisa nem outra. Não somos celeireiro de carnes sobretudo humanas, para ver, tocar, nem abater. Não precisamos colocar burca para que respeitem nossa cultura. Pois caso ninguém saiba um dia o Oriente foi terra também das odaliscas. Ou em outras palavras, acreditem ou não essa “coisificação”, foi importada. Ficou a loucura, e pobreza e a vergonha. Foi-se embora as riquezas naturais.

Ou em outras palavras nisto eles também são todos iguais. E encontram sempre aqui não só gente disposta a traficar gente, mas claro caixas de ressonância interna, como pelo mundo inteiro. É um padrão que quando entra em sincronia, forma uma dança da morte que só interessa quem vai necrocapitalizar em cima desse holocausto seja feito por partes como diria Jack, o estripador, ou tudo ao mesmo tempo e lugares agora. Para evitar deixar pontas soltas.

O maior erro, portanto, dos peixes pequenos é buscar proteção junto aos grandes, contra outros maiores.

https://www.cartacapital.com.br/mundo/6000-sardinhas-movimento-antifascista-italiano-ganha-o-mundo/

Sai do caldeirão do diabo, para morrer na frigideira do capeta. Não adianta, é preciso se livrar dos traíras e unir forças mesmo com quem não pensa igual a você incluso pessoas de viés mais autoritário, desde que não queira se devorar ou colocar uma coleira no seu pescoço, ao menos durante a resistência, para poder resistir. Porque nesse jogo enquanto nos dividimos não só dentro do planos domésticos, mas regionais, ideológicos, as potências vão se reposicionando, se atacando e aliando e pilhando, ora juntas ora em separado, até chegar a hora em que vão definir quem é o dono do quê e até onde, incluso outras terras e povos, porque nomenclaturas e neologismos pouco interessam salvo ao espetáculo.

A real é que com ou sem guerras, quem não entender sua posição estratégica e achando que é lobo, ou achando que o lobo, não vai devorá-lo. Não entende que lobos e ovelhas, assim como ideologias de gênero, não são coisas determinadas por deuses, mas máscaras que players trocam, porque não é só “anjos” que não estão presas por preconceitos de classe ou desclassificação de gênero, número ou grau, mas “demônios”, ou em outras palavras as próprias pressuposições de bem ou mal, de modo que jogando ou voando abaixo desse radar, o inimigo não só toma posições e se infiltra no campo adversário, mas embaralha toda as linhas de comunicação e visão, não só cegando, mas fazendo o crer na realidade e factualidade que ao interessa ao alheio.

Assim não só é importante botar ovos próprios e cantar, mas não tendo a força do dominador para impor para fazer com que o outro choque seus ovos, por violência. Fazê-lo com que ele o faça justamente pela única coisa que ainda move uma alma desalmada sem gana, mas cheia de vontade de se apoderar, e ganancia. Colocar seus ovos e obras numa disposição, ou literalmente á disposição para que a ganância necrocapitalizadora leve a sua semente embora. Mas que o ladrão ao plantar e chocar seus ovos pensando que irão dar os frutos que eles queiram, que ao invés de surgir o ganso, ou pato, nasça o galo e a galinha e que eles cantem e dê muitos ovos e pintinhos. Ou que pelo menos quebrem a cabeça e a cara tentando fazer o mal, com aquilo que você criou para fazer o bem. Nada como aplicar um golpe de jiu-jitsu, e fazer o chupim para variar mesmo o oposto, do chupinhar, ou seja mesmo sem querer, disseminar a semente da vida pensando estar envenenando, pilhando ou implanto as suas no ninho alheio. Mas jamais com quem é seu parceiro. Até porque, neste caso o monstro é você. Como fazer tal discriminação? Nunca é você quem faz. Mas deixa ser feita, eis o segredo, para que o sistema inteligente detecte, seja ele natural ou artificial, seja um projeto ou programa o ataque e se responda a ele.

E se você acha que um objeto inanimado não pode ou foi feito para reagir ou mais precisamente para provocar uma reação de forma inteligente até ao simples olhar, que dirá uma ação de uma outra pessoa, é bom olhar duas vezes. porque o poder de um signo, um sinal, é gigantesco e de uma criptoação é ainda maior. E se você não sabe diferencia bosta de elefante de um elefante feito de bosta, e não sabe se um ou outro posto numa exposição de arte abstrata é arte abstrata, não portanto está preparado para fazer frente a nova era da computação incluso das gentes feita por intermédio de virtualização da intelecção das gentes: a era da metainformação.

Image for post
Image for post
www.juliacristofi.com

Melhor chamar o azulão…

E estou falando sério… ou não. Caetaniei de novo.

Porque podem quebrar a cabeça o quanto quiserem, quem anda com paus e pedras mal consegue montar um relógio, nem se desmontar e remontar um, que dirá inventar uma máquina que realmente levante vôo, ainda mais sozinha. Tem que sambar mesmo e muito. Sambar não, tem que ter o Tao. Afinal quem não tem, ou melhor quem não procura não acha, e não encontrando se faz?

Porque você vai encontrar a água, ainda que seja só uma gota, onde menos espera.

E agora fui mesmo… meu trem tá apitando…

Written by

X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.

Get the Medium app

A button that says 'Download on the App Store', and if clicked it will lead you to the iOS App store
A button that says 'Get it on, Google Play', and if clicked it will lead you to the Google Play store