Eles continuam espertos e despertos. E nós estamos alertas?

As diferenças entre Libertarismo, Liberalismo, Comunismo e Fascismo

Aí, aí… não sei se é estupidez, desonestidade ou só fidelidade canina mesmo. Mas a intelectualidade não quer acordar, nem deixar que ninguém desperte não mesmo. Nem perdendo o jogo feio para o fascismo, abandonam sua estrátegia de falsificação da realidade, continuam a fazer seus malabarismos para lamber a mão do seus senhor que os alimenta e morder qualquer um que não queira fazer como eles. Querendo colocar todos que não se enquadram, que não aceitam seu sistema decáido no mesmo balaio de gato do populismo e totalitarismo. Quando é o velho e obsoleto liberalismo deles que está muito mais próximo e enseja o autoritarismo das ditaduras, e não o novo libertarismo que está diametralmente em oposição a todas as formas de totalitarismo, inclusive os enrustidos e abrandados.

Tomem a definição de populismo deles:

“O consenso acadêmico define o populismo exatamente assim: “É uma ideologia rasa que considera que a sociedade se divide em dois grupos homogêneos e antagônicos, o ‘povo simples’ e a ‘elite corrupta’”, diz Cas Mudde, professor da Universidade da Geórgia. Esse discurso pressupõe que “os dois grupos têm interesses irreconciliáveis, o que leva a enfatizar a soberania nacional ou popular”, diz Luis Ramiro, professor da Universidade de Leicester. O político populista é, então, o único que representa a voz de toda a população.”

Opa, olha o salto da conclusão (em negrito) que aproxima as teorias estadistas liberais mais do populismo e totalitarismo estatal do que qualquer teoria libertária ou anarquista. Libertários e anarquista por exemplo não só veem a sociedade em dois grupos distintos de fato, os que governam e os que são governados, os protegidos pelo Estado, dentro e perto dele por oposição aos que estão fora ou completamente a margem como defendem ao contrários de fascistas, comunistas e liberais que devam haver qualquer representante da voz do povo seja quem for que se arrogue sê-la: um autoritário moderado liberal ou um extremistas de direita ou esquerda. Aliás, hoje em dia ninguém se mais defende abertamente a ditadura de qualquer uma das classes. Ainda que acreditam nela. Fascista e comunistas sabem ser tão hipócritas quando os liberais mais clientelistas e/ou subvencionistas e chamam-se descaradamente como democratas, humanistas e claro mais liberais que os liberais no sentido clássico da palavra!!!

Ora, um populista de direita ou esquerda, o fascismo e comunismo é na verdade uma forma autoritário e hipócrita do mesmo estadismo no qual se insere o liberalismo, como uma espécie de despotismo esclarecido. Todos os essas três ideologias do estadismo são autoritárias porque justamente partem do mesmo principio de que há uma parte da população que não podem nem sabem tomar decisões conjuntas diretamente e portanto precisa ser intermediada por eles, seus representantes. E é por isso que a “social-democracia” ou um socialismo “moderado”, pode decair numa ditadura do tipo comunista. Um liberalismo burocrático e tecnocrático “moderado” tende a decair em fascismo ou pior. É só aperar que pronto, o supremacista mais moderado, abandona rapidinho sua moderação para preservar descaradamente seus privilégios em risco, e que se dane a democracia. Basta o quanta boa vontade tem os funcionários da população britânica para executar a ordem que receberam dos soberanos para o Brexit.

Trump está pregando perseguir imigrantes, então ele é só um populista de extrema-direita e deve ser respeitado. Imagine se ele estivesse pregando o confisco de propriedades particulares, aí o populistas de extrema-direita teria nome próprio e se chamaria comunista. E seria deposto da noite para o dia, mesmo que tivesse 99,9 por cento dos votos. Imagine então se ele fosse um libertário então? E tivesse sido eleito para acabar por exemplo com foros privilegiados, subsídios governamentais, bancos centrais… e instituir princípios federativos mais fortes e uma democracia direta de verdade? Ai ele seria um terrorista mesmo que ser explodir nada nem ameaçar ninguém um terrorista.

Nossa com que base empírica esse povo ignorante tira essas “conclusão rasa?” De que seus governantes não defendem seus interesses mas os deles. Será que na premissa liberal que não existe interesse coletivo, mas particular e o interesse comuns se encontra na permanente livre negociação politica e economica dos interesses difusos e não na autoridade de nenhum autoridade burocrática, tecnocrática, aristocrática ou autocrática que se imponho como a representação do Todo.

Nosso como esse povo é maldoso… fica pensando que a classe política e econômica trabalha para seus próprios interesses. Como é que esse povo não vê que tudo o que eles fazem mesmo quando é de ruim é para o seu próprio bem? Como somos ignorantes… Tadinhos dos reis e monarquias depostas… quanta injustiça essa gente ignorante (que não pertence a uma outra classe) cometeu contra esses seus iguais.

A estratégia do “eles contra nós” seria a grande semelhança entre os populismos: “O que Trump e o Podemos têm em comum é sua reivindicação de que as elites desapontaram o povo e usurparam a democracia. Como resultado, dizem que o povo deve ‘recuperar seu país’ votando neles”, diz Duncan McDonnell, professor da Universidade Griffith em Brisbane (Austrália). O Podemos acredita que essa análise é simples demais: “Desde o início da crise assistimos a um processo inquestionável de oligarquização da economia e da política. Pensar que só por isso se é populista é uma análise apressada”, diz Lago.

Como dizer de outra forma senão vai-te a merda?

A grande semelhança dos populistas é que eles usam a desigualdade para alimentar o ódio, e se vender como a salvação. Eles não inventam as desigualdades eles se aproveitam dela para se proclamarem como salvadores da pátria. E é por isso que eles crescem quando há crise sistêmicas graves. Porque a massa de manobra, as pessoas vulneráveis e sem representação nem representatividade que de quem cadeira na politica nem dinheiro para pagar quem os represente lá estão mais vulneráveis a revolta e cooptação, principalmente a viés nacionalista, quando não os pressupostas do nacionalismo nem do estadismo. É sobre essas três flancos das democracias liberais que o fascismo sempre renasce:

o dogma patriótico. — a globalização ótimo, cosmopolitismo nem ferrando. Não existe mundo civilizado sem fronteiras. Trump então está apenas radicalizando um preceito, colocando muros nestas fronteiras para garantir que estás fronteiras da segregação internacional jamais sejam derrubadas.

o dogma da obediência civil- o povo é soberano, mas entregou sua soberania. E não adianta reclamar, porque você não sabe mas já nasceu concordando com isso, mas eles é claro sabem. E cumprindo suas própria ordem de fazer obedecer a eles te prenderão se você não o fizer. Não tente nem entender com seu sendo comum essa lógica tão complexa, é preciso ser um intelectual para compreender a sua profundidade, leia-se um puta dum bandido vendido para fingir que ela faz sentido.

E por fim a consequencia das somatória de ambos: a desigualdades crescentes de poder econômico e políticos entre quem está no centro do poder e quem está a margem. Que levam as pessoas a se revoltarem sem nenhuma razão contra um eles que não fazem nada de errado e que na verdade nem são eles, mas são nós. Entendeu? Um governante é no fundo absolutamente igualzinho a qualquer cidadão, ele só tem mais poder, liberdade, privilégios que os outros, mas ainda sim tem os mesmo direitos e deveres que todo mundo. Acreditou? Não, nem eles é por isso que agora tão se cagando com Trump.

Porém nem o medo, lhe faz criar vergonha e um minimo de escrúpulos. Preferem bater na mesma tecla que levou a essa merda toda, preferem insistir com a sua falsidade ideológica, e dar ao fascismo mais sombra e cobertura para crescer sem impedimentos. Do que admitir que a melhor forma de extinguir, o perigo do fascismo, ou qualquer outra força de tirania ou ditadura é instituindo uma verdadeira democracia, onde de fato os governantes não passem de servidores e administradores públicos que podem ser despedidos a qualquer tempo, como se fossem os empregados e não os chefes. Ou que se as pessoas realmente quisessem permanecer unidas que fosse pelo esforço de todas as partes para chegar consensualmente ao minimo denominador comum e não por imposição de maiorias contra minorias.

Por isso seja um tirano suave e bonzinho, ou um déspota sanguinário e amiguinho, todas as teorias estadistas estão assentadas em um pressuposto tácito patriarcal igualmente violador de direitos fundamentais e da verdadeira soberania popular. o preceito da cidadania tutelada. Ou seja, de que as pessoa comuns não tem condição de tomar suas próprias decisões sozinhas e precisam ser guiadas por lideres. Preceito que viola tanto a liberdade individual quanto de associação de paz.

Se esses lideres serão pais ou patrões se serão populistas paternalistas e clientelistas ou técnicos e gerentes autoritários. Seja mais a direita a favor do mercado, seja mais a esquerda a favor do social, a diferencia entre o liberalismo e o populismo é apenas de grau. No populismo o dogma da representação do poder politica é mais centralizado, e monopolizado tendendo ainda mais ao autoritarismo e totalitarismo. Mas o germe desse mal já está presente na exclusão politica e econômica vendida como se fosse a plenitude da participação num sistema nitidamente marcado pela desigualdade de poder e rendimentos.

O populista assim como o politico demagogo da democracia liberal não se vende como o representante de todos, não antes de chegar ao poder, quando usa do dogma da união e indivisibilidade da sociedade como estado e ao estado, como representação estatal para formar a sua ideia totalitária de povo como volk. Uma nação que constrói sua unidade não mais meramente ignorando e excluindo quem não é considerado o normal ou ideal, mas perseguindo e expulsão ou exterminando quem não se enquadra a essa uniformização nacionalista.

Então fiquem atentos, o populismo é a portanto a forma mais radical de disseminação ou propaganda da cultura estadista. De divide sim a sociedade em lideranças e seguidores. Uma cultura estadista não importa se em seu formato liberal ou socialista ao autoritarismo e totalitarismo justamente por se negar a aceitar a superação da maior injustiça artificial entre os homens: a desigualdade de direitos e deveres. Enquanto que o aperfeiçoamento da democracia exige uma cidadania cada vez mais plena, empoderada e portanto cada vez menos desigualdade de poder e participação entre todos adultos emancipados, o que por lógica implica na redução dos poderes e privilégios reais e legais de quem governa até a quebra do monopólio ou da prerrogativa de obediência incondicional.

Trump não inventou a mentira política, nem a reinventou politica com mentira. Quando Churchill diz “A democracia é o pior dos regimes políticos, mas não há nenhum sistema melhor que ela.”. Ele está mentindo duas vezes. A democracia (representativa) é definidamente o melhor dos regimes políticos entre o que há de pior disponíveis, mas há sistemas melhores que ela- e que ainda são democracias, mas ainda mais democráticas e republicanas. Democracias que são ainda mais diretas e repúblicas que são ainda mais livres.

A ideia de que todos os adversários pertencem à elite corrupta os deslegitima: se o discurso populista é levado ao extremo, “projeta uma concepção majoritária da política em que os partidos no poder supostamente servem ao povo inclusive contra a lei”, diz Pappas.

A falacia é gritante. Pois não é ideia que a elite é corrupta que deslegitima os partidos mas a corrupção e o acobertamento que gera essa ideia. E a insistência em demandar que o poder é insuspeito e inimputável gera a revolta que pode tanto a democracia quanto o autoritarismo. Tudo vai depender em que grau justamente a população consegue se afirmar como adulta e exigir absoluta igualdade de poder e liberdade entre todos os cidadãos sem nenhuma discriminação por raça, sexo, idade, riqueza mas também por títulos e cargos, principalmente os públicos. Não é o povo que tem que aceitar a injustiça e criminalidade de seus governos para ter paz, são os governos que devem manter a paz parando de crimes e injustiça ao invés de recriminar ou reprimir quem os denuncia. Mas porque eles se deteriam, se eles é que detém o poder de detenção?

Eis a questão: poderes precisam de contrapesos. Quanto mais equilibrados são esses contrapesos, mas perfeita é a democracia. Numa democracia onde todos os poderes são iguais e todas pessoas desfrutam do mesmos direitos e deveres, o poder se distribui e equilibra perfeitamente entre todos os cidadãos, e as desigualdade de autoridade dão lugar a isonomia de direitos e deveres, e assim o que era poder virá liberdade ou mais precisamente, a desigualdade de poder de uns sobre outros se torna a liberdade (de cada um entre todos). Democracia e liberdade genuínas e não falsificadas por ideologias e ideólogos.

Não adianta vestir seus lobos de cordeiros.

Democracia não é o culto a persona. Democracia é a antes de tudo a contracultura dessas tendências totalitárias.

Mas que Democracia? A Americana?

Ora, deixemos de ser hipócritas: a velha democracia liberal morreu.

E morreu junto com a seu garoto propaganda: os Estados Unidos da America.

E já não importa mais quem vai ganhar as próximas eleições norte-americanas, porque Trump vendeu aos eleitores uma America não só como ela é, mas a America como eles, o americano branco médio, quer.

Acabou a era hollywoodiana. Trump jogou a America de vez na era do Big Brother. E neste reality show sem maquiagem e efeitos especiais o que se vê é uma America de supremacistas e racistas. E uma democracia liberal apodrecida até a medula.

Se eles investigassem eles a seus governantes e empresários como nós fizemos estamos fazendo com os nossos. Mas isso não é novidade. Novidade é que o sistema está tão exposto e vulnerável que um empresário megalomaníaco encontrou espaço para cruzar todas as linhas, e e não só se apropriou desse discurso antissistema, como se ele não fizesse parte dele!, como se autoproclamou como a nova voz do povo!

Resta saber se a America vai se reinventar ou deixar-se decair num populismo racista. Se vai ser capaz de superar as opções que ela não quer.

Ou decair com todos os riscos que isso implica.

O que certamente não será possível. É fingir que tudo será como antes.

As manifestações não são uma instancia normal de um sistema, mas um sintoma que as instituições precisam de mudança urgente para não ruir. São a literal demostração da falta de espaço público e político para o povo manifestar sua vontade. A prova por demanda da necessidade de aperfeiçoamento do sistema democrática . A prova da necessidade da abertura de novas instancias de tomada de decisão direta. E que se não efetuadas levarão a inevitável queda não do governo, (Dilma ou Temer, qual seja) mas do regime- dando lugar a imprevisíveis estados revolucionários ou reacionários.

A aposta de que as ruas podem ser uma controle social emergencial do sistema democrático em crise num sociedade de informação que não comporta mais a velha manipulação das massas é um erro que pode comprometer o progresso absolutamente necessariamente da democracia. Progresso que não passa por remendos de semipresidencialismos ou semiparlamentarismos; não passa por mais fragmentação da soberania entre poderes que se corrompem e enfraquecem mutuamente, mas pela restituição do poder soberano a uma sociedade enfim soberana enquanto instancia primeira geradora das decisões constitucionais.

O Estado não é apenas uma máquina machista. O estado é uma máquina patriarcal. E nós a sociedade somos não apenas o principio feminino mas o principio humano natural e geracional original e contrário.

E mesmo antes do Estado-Nação ter sido desenhado para abortar todas as primaveras dos povos e frear toda cosmopolitização, toda “solidariedade internacional” empurrando “seus povos” às guerras, nacionalismo e xenofobia, o Estado como reino já era o senhor desta relação de poder primitiva, deste “casamento forçado” entre sociedade e governo; este concubinato das plebes aos seus cafetões santificados pela lei e ordem dos dogma da santíssima trindade patriarcal-patrimonialista: a pai-pátria-patrão- esses senhores todo poderosos dos nossos lares, da nossa terra mãe, os il Duces dos nosso domus e condutieris da nossa domesticação como educação, doutrinação ou intimidação bruta.

Se de fato os governos fossem casamentos, fossem comunhões de paz, celebrados pelo consenso entre as partes, entre pessoas livres, adultas, conscientes e emancipadas; se fossem, ou um dia tivesse sido, uma comunhão, fruto de relações consensuais e não um estupro de povos, raças, gêneros, e até mesmo gerações submetidas desde quando crianças ao estupro das relações forçadas de poder; se governos fossem casamentos, fossem comunhões de paz e não monopólios da violência e violação, se fossem contratos sociais de paz e não monopólios de violência sobre bens, liberdades e pessoas violadas, se fossem… ainda sim, nosso governo seria tão arcaico, conservador e reacionário quanto qualquer casamento do século passado nestes fins de mundo governando pelo coronelismo, onde manda quem pode obedece quem tem juízo. Casamentos arranjados por interesses das famílias contra todo direito natural dos coitados obrigados a reproduzir sua condição vassala.

Seriam daqueles casamentos antes do advento sequer do divorcio, separação ou desquite; antes de qualquer revolução sexual ou liberdade às mulheres; seriam de fato o que são: falsos contratos sociais, contratos estatais de dominação protegidos por ritos e leis de fundo mitológico e religioso patriarcal que servem apenas para sacramentar a exploração do “homem” pelo “homem”.

Contratos de privatização e estatização da vida, contratos clássicos de servidão e reificação que por direito e justiça natural são simplesmente nulos e onde existe justiça humana: criminosos.

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X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.

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