Dividir não basta para conquistar. Infiltrar e sabotar a Sociedade para desintegrá-la e reduzir o povo a massa de manobra

Como os movimentos sociais se tornaram (como empresas) laranjas e cavalos de troia do poder e suas lideranças

Dividir para conquistar virou mato. Todo brasileiro já se ligou como o Estado emprega essa estratégia cultural de guerra política e psicológica para impedir que a população constituía uma sociedade civil e reclame por uma república.

Infiltrar para sabotar idem.

Partidos políticos, sindicatos, federações patronais, escolas, universidades, grandes empresas “privadas”, igrejas, ONGs, movimentos sociais de esquerda ou direita, a quantidade e força daquelas que tem finalidades outras das registradas em seus estatutos são enormes. Mas já não passam mais tão desapercebidas como antes.

As pessoas começaram também a perceber que não só as lideranças e agentes governamentais não representam o interesse da sociedade, mas as lideranças dessas entidades privadas, associação de classe, de fé e de interesse e razão social, também não. Na verdade começam a percebem que ambas servem dentro de uma hierarquia interesses nada sociais. Pelo contrário não representam os interesses do povo como sociedade, mas sim do povo como massa de manobra de quem governa a Nação como sinônimo da manutenção do seus status quo e domínios. E até quando estão em conflito seja como campos opostos dentro de um mesmo domínio, seja como diferentes setores da “sociedade” na verdade estão mais a servir seus próprios interesses e dos donos desse jogo de conflitos do que qualquer coisa, principalmente a pública.

Mas sejamos sinceros, se começamos a entender não foi porque queríamos mas porque estamos sendo obrigados, estamos sentir isso na pele de uma formal brutal e descarada como uma realidade cagada e esfregada na nossa cara. Simplesmente não dá para não ver e sentir o fedor.

A crise institucional obrigou-os todos os “atores” institucionais se articular e explicitamente e hoje está mais do que claro que nunca. Que nossas instituições ditas públicas e estatais (sobretudo as maiores) não servem propriamente a sociedade e seu interesse público, mas aos interesses particular daqueles que estão infiltrados nele quanto de quem pagou para controlam a máquina burocrática, judicial, administrativa do Estado através deles, isto já estava claro.

Mas agora começa a clarificar também o papel de outros atores “sociais” nessa farsa. E aquilo que muita gente suspeitava, mas nem todo mundo acreditava ou queria acreditar começa a mostrar suas primeiras evidencias: o roubo, a cooptação sabotagem e desintegração não se efetua apenas sobre o que o públicos, mas também sobre os outros setores tanto não-governamentais, ou ditos como tal, tanto o privado quanto social.

Começamos a ver que entre empresas, ongs e movimentos sociais não há só entidades de fato privadas e não-governamentais, mas entidades para-estatais e para-governamentais, vendidas ou até mesmo constituídas não só para ser laranja em fraudes financeiras, mas também em fraudes políticas e sociais! Verdadeiros submarinos infiltrados nos setores produtivos da sociedade tanto o comercial quanto o social. Sendo que muitas destas organizações formais ou informais que não foram nem sequer cooptadas, mas praticamente constituídas com pelo dinheiro e comando estatal ou já diretamente pelos mesmo compradores e controladores da corrupção do Estado.

Um esquema institucionalizado como sistema, onde as organizações estatais, privadas e sociais estão integradas hierarca e criminosamente como padrinhos e afilhados, todos subordinas na pirâmide do poder até as cabeças ainda não completamente descobertas dessa máfia legalizada e histórica do Brasil. Um Sistema politico, econômico, social legalmente integrado para representar a sociedade contra a sociedade em favor de criminosos que conseguiram historicamente se enraizar no poder revestir da legalidade suas operações e pilhagens de modo a formarem uma aristocracia que é a dona e controladora de fato dos poderes formais e informais da república. Está mais do que claro que os integrantes da PF e MP que resolveram se levantar contra esse esquema não são a maioria dentro desta institucionalidade, não são sequer a maioria dentro das altas esferas de comando destas instituições!

Temos portanto uma classe política e econômica que se estende seus domínios para muito além das suas esferas de poder, um câncer que já se espalhou para todos os órgãos. Na verdade já nem é mais um corpo saudável com uma doença generalizada, mas uma corpo de uma doença generalizada com algumas células saudáveis vistas por esse parasita gigante como intrusas. Essa poder desconstituinte da nação não comprou e contamina todos os setores privados e sociais, e nem precisa. Aqueles que os serve e pertence monopolizam de tal forma a vida produtiva e social que é praticamente como se esse poder tivesse dominado toda sociedade não só de cima para baixo, mas por dentro a partir destas falsas representações do social e da iniciativa privada.

Se a divisão conquista, a usurpação domina.

A conquista se efetua por divisão, o domínio por alienação. A divisão da sociedade em classes é a base da nossa desintegração para a conquista deles. Mas a base da nossa alienação é apropriação das causas e razões sociais através de impostores. É a falsificação e alienação ideológica que as sustenta como domínio da discórdia entre os desagregados. Se o Estado é a representação que usurpa a soberania da sociedade. Se os governantes são a representação que monopoliza e rouba a Nação do próprio povo. As representações de classe roubam e monopolizam as causas e interesses sociais do cidadão.

O controle politico e econômico de uma sociedade não se efetua somente no com a falsificação e aparelhamento da representação pública e o domínio do aparelho estatal. Eles se efetuam pela falsificação e aparelhamento das organizações e movimentos institucionalizados. Os domínios do poder politico-econômico não fica apenas sobre o patrimônio material e institucional público, mas se estende sobre a vida privada e social através da subsídios financeiros e jurídicos, da regulação e distribuição de títulos renda e autorizações para a produção não só comercial mas social. Constituindo ou tomando empresas privadas e organizações não-governamentais e movimentos sociais como seus braço paraestatal na vida privada e social, e matando e sabotando as opositoras e concorrentes.

E é claro, que não faz isso aleatoriamente nem muito menos ser cobrar nada. Os beneficiados e subsidiados vão ter que pagar, dar algo em contrapartida, além da renuncia da dignidade e servilidade implícitas. Depois de comprado e vendido as almas os outros serviços são parte obrigatória do contrato. E são cobradas. Serviços que quase nunca são morais e nem sempre são legais.

Este poder desintegrador da sociedade instituído como Lei e Ordem, como Estado e des(constituição) da Nação se impõe como normatização e normalidade pervertida onde o ilícito e criminoso que privilegia as classes politicas e econômicas acima e apartadas do resto da população é imposto e considerado não mais como privilégios e posses indevidas mas direitos adquiridos dos criminosos sobre as vítimas. Constitui a regulação que irá manter a sociedade desintegrada e em permanente conflito intermediado pelo próprio poder politico e econômico que não controla apenas o juiz o juri e o tribunal mas os advogadores e promotores públicos e defensores da sociedade. Um poder que mesmo quando encontra algum opositor que não esteja vendido e virá réu, mantem-se como poder vendendo falsas defensores e opositores, vendendo o pacote fechado da discórdia como serviço e cobrando da vítima a contribuição compulsória do processo e da manutenção da sua impunidade incondicional.

O poder artificial não é pai nem mãe. Não é natural. Não dá nada sem pedir algo em troca. Pelo contrário. A quem pede de volta o pão que roubou ele dá pedra, a quem estende a mão ele mostra seu punho cerrado e na cara. Não é o sol que brilha para todos de graça. É o ladrão e sequestrador que toma a casa do dono e ainda o faz refém e empregado. E se você ainda dúvida dessa leitura libertária e libertadora então sinto muito você não é só um fiel desse culto é portador de síndrome de Estocolmo.

Hoje está claro que essa casta antissocial, pervertida sedenta por posse e poder, atrofiada em seus instintos mais básicos de empatia não só rouba e monopoliza a vida política e econômica da nação, mas se deixar não pára: divide, domina e controla nossa vida social e privada invadindo, interferindo e tomando conta até mesmo nossa vida e relações pessoais. E toma conta de tudo não apenas com propaganda ou monopólio dos meios de comunicação, mas terceirizando o serviço de policia politica e ideológica as legiões de fanáticos e zumbis distribuídos em todos os polos do espectro político. Em todos os cercado politica-ideológica dessa fazenda de gado social. Idiotas autoritários que não patrulham até de graça.

Pequenos poderes

O controle das instituições de uma nação pelo poder politico-econômico não se efetua apenas com a expropriação e monopólio do patrimônio material e imaterial nacional, mas pela interferência regulatória e pilhagem regular do patrimônio particular, vida privada e relações pessoais e movimentos sociais. Ele se dá como um rito que se se estende sobre toda a cultura a transformando num culto sob as diversas mascaras, instancias do poder. Do pequeno ao supremo. Do chefinho, ao chefete até o comanda-em-chefe e grande líder. A mitologia de salvadores e coitados nacionais que amputa a dignidade, a livre iniciativa e coragem de uma nação.

Começa a ficar claro que o imobilismo, a falta de reação, o conformismo bovino e imobilidade canina que tanto espanta povos gringos (que já cortaram a cabeça de seus tiranos por menos) não é propriamente parte do seu caráter mas sim deste condicionamento cultural e comportamental para a fabricação de um povo servil e submisso, perfeitamente conformado a sua condição material e psicológica e social de escravo na divisão nacional e internacional do trabalho.

Só não vê quem não quer. Nossa adoração perpetua ao poder supremo que permanece mesmo quando descobrimos que não existe um único poderoso que não seja um farsante e corrupto se reproduz muito mais como trauma perpetuamente reproduzido por um estado de privação e violência por qualquer vontade sado-masoquista de coitar e ser coitado eternamente.Claro que há exceções, mas essas vão compor o exércitos dos fundamentalistas radicais e seus lideres de todas as ordens ideológicas. O resto da população fica assim estrategicamente cercado não só de frente pelo Estado repressor, mas também pelos flancos a esquerda e direitos em permanente conflito, obrigado a recuar neste fogo cruzado, mesmo quando tem atrás de si como futuro um precipício.

Só não vê quem quer continuar a impor esse projeção mundo que nosso subdesenvolvimento e servidão introgetados como complexos de idolatria e inferioridade é o resultante de gerações e mais gerações perdidas e tratadas como animais. É o resultado desse estado de permanente terror, ansiedade, e impotência perante o terror de Estado e os projetos de poder em permanente disputa atentando contra a vida e liberdade de todo um povo.

Nossa condição cultural e social é a resultados da banalização histórica dos crimes de estado que hoje nossa geração se levanta e tenta lutar para libertar. Uma condição que não pertence ao caráter do povo brasileiro, mas como grilhão e arcabouço, como arreio e carga deforma seu corpo e sua alma. Uma condição aviltante que mata e impede de crescer todo o nosso potencial de desenvolvimento humano como liberdade. Um domínio monstruosos para impor uma conformação de comportamento institucionalizado que saibam calar-se e conformar-se com a nem sempre confortável vida que lhe é dada ou no mais das vezes imposta.

O patrimonialismo para muito além da esfera pública

O mal do patrimonilismo e o vicio do patrio-poder, vai muito além das instancias de poder estatal, ele se entranha na vida e na mente dos comuns. Ele rouba não apenas propriedades e rendas públicas, mas o tempo, o trabalho e a produção social e privada. O aparelho estatal, esse reino modernizado, não serve só para pilhar a riqueza econômica, política e cultural de uma nação. Não serve só para se apropriar e regula apenas os meios de produção material desses bens comerciais, sociais, pessoais e culturais. Serve para literalmente tomar conta das pessoas, se apropriar e regular com a força de fato seus direitos inalienáveis de livre associação, relação e comunhão de paz. Serve para formalizar e normatizar a imposição de tipos e formas e costumes e credos preestabelecidos que não tem absolutamente nada a ver como a fundação ou manutenção de estado de paz. Ao contrário sabidamente são as preconcepções e imposições que semeiam os conflitos, discórdias que contaminação da sociedade e servem a reprodução dessa mania doentia que todo poder autoritário grande ou pequeno: a prerrogativa de uma pessoa de tomar conta da vida, liberdade e propriedade alheia.

E não falo isso só como comentarista: como pessoa física meu nome consta da fundação de empresa, ONG, Igreja (esse vale um artigo a parte) e ainda participo como ativista libertário de 3 movimentos sociais internacionais (renda básica, democracia direta e Seasteading). Algumas destas livre iniciativa tem inclusive mais de 10 anos.

O segredo da perpetuação da conquista como domínio de poder, está não na falsificação ideológica das representação de poder, mas das representação da liberdade. Está na cooptação, aparelhamento, sabotagem e manipulação das relações, associações e movimentos e organizações e instituições da sociedade para desintegrar e semear a discórdia. O senhor da discórdia não divide ele semeia o conflito para vender proteção das pessoas livres contra a comunhão delas mesmas.

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X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.

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