Deus, “Bules Sagrados”, e o BigBang

Ou das Pulsões Universais de Vida e Morte

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Você toma o seu chá tranquilamente, quando um amigo aparece e diz: “Sabia que no espaço há um bule que gira em torno do Sol?”

O que você faria?

Provavelmente, sua reação imediata seria pedir-lhe provas. Onde está o tal bule?

Mas seu amigo lhe diz que não pode mostrá-lo porque ele é tão pequeno que nem o telescópio mais poderoso do mundo consegue detectá-lo.

Embora a ideia pareça uma loucura, você acaba aceitando a situação, porque não há como demonstrar que não existe, de fato, um bule viajando pelo espaço.

Seu amigo também não tem provas, mas está convencido de que a teoria é real.

Se os dois estão no mesmo barco, a quem recai a responsabilidade de apresentar evidências sobre a veracidade ou inveracidade do bule?

Aparentemente boba, essa discussão é a base de muitos dos mais acalorados debates entre ateus e fiéis.

A analogia descrita acima é conhecida como “Bule de Chá de Russell”, porque foi exposta pela primeira vez pelo filósofo e matemático britânico Bertrand Russell em 1952, em um artigo intitulado “Is there God?” (“Deus existe?”).

O biólogo evolucionista Richard Dawkins, por exemplo, uma das figuras mais reconhecidas do ateísmo contemporâneo, refere-se ao bule de chá em várias entrevistas e eventos dos quais participa pelo mundo.

Mas o que Russell estava buscando com seu exemplo do bule de chá e que papel essa ideia desempenha nas discussões sobre a existência de Deus? (…)

Russell, que era ateu, queria mostrar que o fato de muitas pessoas acreditarem em Deus não significava, segundo ele, que tal força realmente existisse.

Ou, em outras palavras, embora seja impossível provar que algo não exista, isso não pode ser tomado como prova de que essa coisa de fato existe.

Seguindo a analogia de Russell, muitos ateus concluem sua argumentação afirmando que quem deve apresentar as evidências são aqueles que acreditam na existência de Deus.

Até agora, dizem, não há provas de que tal ser sagrado seja real, então não veem razão para acreditar nele. (…)

Os fieis, por outro lado, não sentem que o argumento do bule espacial os force a buscar mais provas da existência de Deus.

“A comparação da realidade de Deus é completamente diferente; [como prova] de Deus estamos vendo a natureza, nossa vida”, disse.

Um dos pontos principais da discussão é: a quem cabe provar a existência ou inexistência de um Criador?

Outros, como o filósofo Alvin Plantinga, professor da Universidade de Notre Dame, nos Estados Unidos, dizem que o argumento do bule não se sustenta porque parte de uma premissa errada.(…)

Russell afirma que não há como provar que o bule não exista, mas, segundo Plantinga, “temos muitas evidências contra o ‘bulismo’”, isto é, vestígios indicando que o bule não está no espaço, disse em uma entrevista ao jornal The New York Times em 2014.

Se um bule realmente tivesse sido enviado ao espaço, continuou o professor, teria sido uma história sobre a qual todos nós já teríamos ouvido falar.

Portanto, em sua opinião, o mesmo raciocínio pode ser aplicado à existência de Deus: se Russell acreditava que Deus não era real, ele deveria ter apresentado provas para apoiar sua teoria.

Nas palavras de Plantinga: “Se, como Russell diz, o teísmo é como o ‘bulismo’, para justificar-se, o ateu deveria ter uma evidência poderosa contra o teísmo”.

Em suma, de acordo com o professor, cabe ao ateu provar que Deus não existe.

Como se pode perceber, a discussão está longe de ser resolvida e pode ser estendida a muitos de nossos dilemas existenciais. -O que é o Bule de Russell, o argumento mais usado nas discussões entre ateus e religiosos

Não, o artigo se engana, esta querela não está longe de ser resolvida, não vai se resolver nunca, é um nó cego, foi feita para não ser desatado. Dele você só se livra com argumentos lógicos, nem navalhas filosóficas, mas a fio de espada de Alexandre. Epistemológica, é claro.

Por exemplo, mesmo sem apelar exatamente para essa espada, mas muito sabiamente, o primeiro propositor da teoria do BigBing, que não foi o físico russo George Gamow, mas sim o padre jesuíta Georges Lemaître que recomendou quando, finalmente a teoria ridicularizada do Big-Bang (que o Santo Padre não se empolgasse com então fez a luz), isto é, não bancasse o idiota, valendo-se da prerrogativa do infalível papel para enfiar o bule onde não sabia e não deveria, pois, corria o risco depois de tirá-lo de lá. Lemaître não era só padre, mas cientista. Logo é de se supor que entendia não só de bules espaciais mas dos transcendentais. Como cientista- que teve a moral para corrigir Einstein no seu maior erro (confessado pelo próprio) que o universo não era estático- devia saber que em ciência a teoria de hoje pode cair amanhã; já como teólogo, por sua vez, também sabia que o bendito colocado em lugar mundano ficaria sujeito a todo tipo de navalhadas cientifico-filosóficas, sobretudo as popperianas. Logo, sabiamente por essas duas razões, que em verdade são uma e a mesma, mandou seu recado: deixe o bule, e mão, que o segura (mito ou não) no seu devido lugar: bem longe dos olhos e concretude do real.

Explico, ou melhor, cito, mas quem conhece a história pode pular:

(…) Graças aos seus estudos, na década de 1920 teve a intuição de que o universo tinha uma história e se encontrava em evolução; opondo-se assim à concepção de todos os cientistas da época, especialmente Albert Einstein.

Assim, em 1930 propôs um modelo de universo com o nome de universo Lemaître-Esinstein ou hipótese do átomo primitivo, que mais tarde foi conhecido como Big- Bang. Sua reflexão se baseou nos dados oferecidos pela observação dos espectros de certas galáxias recentemente descobertas.- Poucos sabem, mas, a teoria do Big Bang foi proposta por um padre católico

(…) Georges Lemaître realizou a derivação do que hoje é conhecida como a Lei de Hubble, que relata a velocidade com que uma galáxia se afasta e a sua distância. A famosa Conferência Solvay de 1927 contou com a presença da maioria dos principais físicos. Einstein também participou e falou com Lemaître, dizendo-lhe que suas ideias já haviam sido apresentadas por Friedmann, em 1922. Além disso, disse-lhe que, por mais que acreditasse que suas soluções para as equações da relatividade geral estivessem matematicamente corretas, traziam soluções que não eram fisicamente possíveis. Especificamente, Einstein disse-lhe: “Seus cálculos estão corretos, mas sua compreensão da física é abominável”.

Einstein não estava sozinho ao achar as ideias de Lemaître inaceitáveis. Pelo contrário, essa era a opinião de quase todos os cientistas. No entanto, em 1929, Hubble publicou um trabalho que apresentava grandes evidências de um universo em expansão, contradizendo a teoria de um universo estático, até então aceita.

Eddington e outros membros da Real Sociedade Astronômica (Royal Astronomical Society) começaram a trabalhar para tentar resolver o problema originado pela discrepância entre a teoria e a observação, com uma parte da teoria de Lemaître que os cientistas — incluindo Eddington — acharam impossível de aceitar: como foi que o universo teve um começo em um tempo finito no passado, da mesma forma que a religião católica defende no livro de Gênesis?

Lemaître respondeu às objeções a sua teoria em um documento publicado na revista Nature, em maio de 1931. “Se o mundo começou com um único quantum, as noções de espaço e tempo não teriam nenhum significado no princípio; só começariam a ter algum significado sensato quando o quantum original fosse dividido em um número suficiente de quanta. Se esta sugestão estiver correta, o começo do mundo aconteceu um pouco antes do começo do espaço e do tempo”. Em realidade, Lemaître sempre expressou que era importante manter uma separação entre as idéias científicas e as crenças religiosas sobre a criação.

Esta foi a primeira formulação explícita da Teoria do Big Bang, atualmente aceita e que naquele momento também era aceita pela maioria dos cientistas e a qual Georges chamou de “hipótese do átomo primordial”. Em 1933, Einstein e Lemaître disponibilizaram-se a ministrar uma série de conferências na Califórnia. Depois de ouvir Lemaître explicar sua teoria em um desses seminários, Einstein levantou-se e disse: “Esta é a mais bela e satisfatória explicação da Criação que em algum momento eu tenha escutado”.

As ideias de Georges Lemaître chegaram à imprensa popular, que o descreveu como o principal líder do momento. Um artigo no ‘New York Times’ mostrou uma foto dele e Einstein com a legenda: “Eles têm um profundo respeito e admiração um pelo outro”. E é o fato de que Lemaître tenha sido tanto um cientista quanto um padre católico que gerou certo fascínio na imprensa popular, até o ponto em que um jornalista escreveu acerca dele: “Não há conflito entre religião e ciência, repete Lemaître diversas vezes… Seu ponto de vista é interessante e importante não apenas porque ele é um padre católico ou um dos principais matemáticos e físicos de nosso tempo, mas porque ele é ambos”.

O maior opositor das hipóteses de Lemaître foi o astrônomo inglês Fred Hoyle, um dos arquitetos do modelo Estacionário. Na verdade, foi ele quem deu seu nome à teoria do Big Bang em uma entrevista de rádio para a BBC e o fez de maneira depreciativa. — Georges Lemaître, o padre do Big Bang que fez Einstein mudar de ideia

(…) Muitos cientistas ainda torciam o nariz, especialmente devido à outra carreira de Lemaître, a da batina. A tese mais popular de então, de Einstein, que dizia que o Universo tinha tamanho finito e que não houve um começo, o “momento sem um antes”, era mais ateia, digamos assim. Ao afirmar que o Universo, ou seja, Tudo, teve um começo, você pode induzir seu público, mesmo sem querer, de que algo ou alguém deu esse pontapé primordial. Se você for um padre, aí complica ainda mais.

Em 1952, o papa Pio XII assimilou o recado e declarou:

Parece que a ciência moderna, com uma varredura ao longo dos séculos, foi bem-sucedida em testemunhar o augusto instante do Fiat Lux [‘faça-se a luz’] primordial, quando, junto com a matéria, explode do nada um mar de luz e radiação, os elementos se dividem, se agitam e formam milhões de galáxias. Assim, com as características concretas das provas físicas, a ciência confirmou a contingência do Universo e também é bem fundamentada quanto à época em que o mundo surgiu das mãos do Criador. Por isso, a Criação ocorreu. Nós dizemos: ‘Portanto, existe um Criador. Portanto, Deus existe’.”

Lemaître não gostou e tratou de convencer o papa a deixar de usar sua teoria para provar a existência de Deus: “O cientista cristão tem os mesmos meios que seu colega não crente. Também tem a mesma liberdade de espírito, pelo menos se a ideia que tem das verdades religiosas está à altura de sua formação científica. Sabe que tudo foi feito por Deus, mas também sabe que Deus não substitui suas criaturas. Nunca será possível reduzir o Ser Supremo a uma hipótese científica.”

Pio XII acatou e parou de usar o átomo primordial como bandeira criacionista. Mas a parceria do Big Bang com a Criação cristã segue tentadora. Em 2014, o papa Francisco declarou que o “Big Bang exige Deus”.

Pio XII que não era santo, mas não era burro, então entendeu o recado. Deixe que os físicos teóricos se preocupem com o problema com o que existia antes da criação do universo, antes do tempo e espaço, o que existia. Francisco, trouxe, o velho problema clássico da piadinha de Santo Augustinho de volta. E o que Deus fazia antes de dar o ponta pé, no Universo? Tricotava os pentelhos do saco? Não, preparava o inferno para hereges que fazem esse tipo de pergunta. Há quem diga que não exista o tempo. Então não havia antes. Vale com ou sem Deus na machina. Mas isso é uma resposta besta, porque são questionamentos tolos. Até porque ele poderia ter vindo de um Big Crush, assim como poderia estar colapsando, e continuar a fazê-lo em ciclos a pulsar, e não haveria quem e nem o que chutar… mas assim também não passe de chute…

Perguntas dessa espécie caem em debates sem sentido, como a pergunta se Capitu traiu Bentinho, no genial clássico da literatura brasileira Memória Póstumas de Brás Cubas, onde se debate se sim ou se não, se falecido que é o narrador é corno real ou imaginário, porque só temos evidentemente o ponto de vista dele, o narrador, logo o que ele descreve pode não ser bem assim. O que é divertidíssimo, principalmente por se tratar de uma obra de ficção, onde não existe nenhuma outra referência da realidade, senão a capacidade do autor em construir tramas logicamente e internamente conexas e verossimilhantes com a tempo e espaço que situa a obra, tirando isso, por Brás Cubas, ser um ente fictício um esquizoide paranoico, ou alguém muito, mas muito chato, poderia dizer que ele não é sequer Brás Cubas, mas um impostor, e maior prova não há, mortos não escrevem! Mas isso é o que se chama se perder no jogo infinito de espelhos da reflexão, Brás Cubas simplesmente não existe! E quando se põe em questão a narrativa de obras ficcionais, ou pelo contrário, tenta-se trazê-la para o âmbito da luz do empirismo não há um louco debatendo, mas dois, e os dois tem razão em sua loucura, e nenhum fora das suas insanidades: o que tenta provar, o que tenta refutar. E se for apostar em alguma coisa, transcendente a essa insanidade, aposto na sanidade do criador da obra, mesmo ambos no caso sejam fictícios.

O corte na esquizofrenia portanto precisa ser profundo, pois não é um debate sobre objetos imaginários, mas um debate sobre questões imaginárias! E imaginárias, porque as bases das suas proposições são literalmente insólitas!!! Não tem o necessário denominador comum, a realidade, ou mais precisamente uma mesma realidade, um mesmo senso comum, seja porque alguém resolveu uma das partes, as duas, ou todo mundo resolveu, esquecer esse pequeno detalhe: sem a triangulação de um referencial não há comunicação nem conhecimento, mas cegos e surdos falando sozinhos uns com os outros sobre fantasias imagéticas chamem elas dos termos que bem entenderem, fé ou razão, fé na autoridade da razão, ou racionalização na autoridade da fé. Tanto faz, e tanto faz, porque não importa, as fés e razões tendem a nulidade conforme se aproximam da nulidade do contato tanto do referencial da realidade quanto do entendimento, não por acaso, uma construção psico-física interdepende que quanto mais apartada e compartimenta produz os perfeitos idiotas especialistas em abstrações.

Mas não é sobre Bentos e Capetas, nem na obra Machadiana, mas da cosmogonia e cosmologia do faça-se a luz… e não se esqueça das trevas que quero falar. E como exemplo aplicado desse novo método, ou melhor abordagem para a formulação de hipóteses, que descrevi em outro texto (ainda não publicado).

Assim, seguindo essa abordagem, a discussão sobre a criação ou não criação não carece de relógios, nem relojoeiros, nem muito menos bules, por mais que admire Russel. É inócua. Todo o argumento se resume a uma só questão: há obras que carecem de criadores e outras que não. A pergunta é se a natureza, o universo se fez e sustenta sozinho, ou foi criada. Se foi pelo quê?

E você também pode brincar, mesmo sendo leigo, sem precisar de intermediários, e formular sua própria concepção desde que apenas tendo o tabuleiro e as peças corretas, a matriz correta. Lembrando , não é disso que é feito o universo. O modelo é sempre só um modelo.

Antes de tudo, não temos como falar sobre criadores de qualquer coisa, se não sabemos realmente como essa coisa funciona, de onde ela veio para onde ela vai, do que realmente é feita. Para que é, e serve. Não é um bule, não é um relógio, o que separa o desconhecido do desconhecido, é muito mais nossas atribuições de interesse e finalidades do que propriamente um entendimento pleno do que é esse objeto Universo, de tal modo que pressupor que eles foram feito ou se fizeram é sempre isso, uma pressuposição baseada no que se quer acreditar ou não. Isso não é um debate, é um mesa redonda de comentaristas de futebol. Precisamos responder algumas perguntas pendentes primeiro. E elas estão razoavelmente bem postas no modelo do átomo primordial do padre belga, ou o Big Bang. Mas só para contrariar. Mentira, só para se apropriar, desmontar e remontar quase igual, mas só que diferente, outra hipótese. E porque não?

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A ideia cosmogônica que todo o universo no principio era infinitamente comprimida, quente, caótica num único ponto, esse átomo primordial que “explodiu” gerando a expansão verificada do cosmos, enfim essa concepção é genial, porque antes de ser uma hipótese cosmológica cientificamente verificada ou ter sido derivação cosmogênica, é simplesmente uma das experiencias mentais mais antigas da humanidade e que hoje com os avanços que temos na astrofísica fica ainda mais fácil de acompanhar só com a imaginação. Pois de certa forma o Universo se comporta exatamente como certas estrelas, pode explodir, encolher até implodir para dentro o que seria o que equivalente a explodir dentro si, formando todo um novo espaço-tempo, ou outro universo, dentro do universo, outra singularidade.

Então estaríamos dentro de um buraco-negro. Não. Ou melhor pode ser. Não importa. Ou melhor, não é essa propriamente a questão que interessa. O que interessa é que onde há movimento, a pergunta qual é sua causa é sempre válida? Quem ou o que provocou, a disputa por termos e concepções principalmente os predefinidos nessa fase só atrapalha, principalmente há quem vá renegar o movimento para afirmar sua preconcepção. E que move e se move, de onde e para onde e porque eis a questão. Por sua própria natureza ou por que deus quis, são palavras e sentenças vazias, que falam mas não dizem nada.

Se há movimento há uma causa que não pode ser ela mesma. Pois se fosse, causa de si mesma seria por definição deus feito matéria ou uma força elementar da natureza igualmente materializada. Um bule. E deuses e forças elementares da natureza até podem se materializar, mas quando o fazem, imediatamente remetem novamente a pergunta: aqui está o filho, a criação, a obra, a geração, onde está a fonte geradora? Onde está o pai, o criador, a matter, é inevitável. O que não implica imediatamente que haja o que se chama de criador, mas necessariamente o que aos cientistas também precisam recorrer aos logos, partículas e potenciais forças e sobretudo padrões fundamentais elementares, das quais emergem as leis com que os cientistas buscam abstrair dos fenômenos complexos para poder formular suas explicações simples e racionais. Para complicar tudo de novo depois senão vai construir o que com essa bosta? Haja cálculo entre E=mc2 e a bomba atômica.

Não é a toa que o pai do BigBang também fosse padre. Partículas campos e forças elementares da natureza, incluso entre o tempo e espaço, compartilham de uma característica transcendental importante com as divindades teológicas, com Deus:

.Há de serem os primeiros motores, os motores de si mesmo e do universo;

.Há sua potência ou pelas sua leis estarem em todo lugar a todo momento;

.e nenhuma informação pode entrar e sair, nem teleportar mais rápido do que elas e nem se evadir dos seus domínios;

Essas são clássicas. Onipotência, onipresença e onisciência. Mas tem mais:

Invulnerabilidade: Ou seja, tudo que precisa é da physis estar ao lado do seu logos, mas principalmente o inverso também deve ser verdadeiro, tende estar fora do alcance de toda materialidade indivisíveis, invisíveis e autodeterminadas, há que serem invulnerável. Porque se no momento puderem ser vistas, quebradas, e previstas e enfim manipuladas deixam de ser fundamentais, pois em verdade já estamos usando outras forças e potencias ainda mais fundamentais que elas, que constituem ela e o universo para fazê-lo. E não é a toa que tudo que existe, se existe, está em algum plano em movimento. Tal invulnerabilidade é material e imaterial, deve comportar não só todas as possibilidades dos fenômenos, mas afirmar-se como fenômeno e potência até mesmo quando como potência é a negação ou a destruição fenomenal da sua própria materialização ou potência geradora. Um paradoxo, mas que ainda sim imprescindível não só a definição potencias divinas, ou forças fundamentais da física, ou não são o fundamento.

E de quebra onipaternidade: devem ser o gera que tudo. O padrão presente em todas coisas, e que impregnada toda matéria viva ou morta, mas que não se lê em códigos mas na dança do universo, mas na dinâmica, no movimento, na combinação do logos (cosmos) no plano extraordinário, do infinitamente pequeno (microcosmo), do infinitamente gingante a perder de vista (macro) e do senso ordinário comum que pode ser visto a olho nu.

Não é a toa que começando a pensar fora da caixa novamente, cientistas loucos voltem a provocar escândalo, a prenuncio do abalo sísmico da quebra de paradigmas.

De acordo com o artigo pré-impresso de Berezin, que ainda não foi revisado por outros cientistas, o paradoxo tem uma “solução trivial, não requerendo suposições controversas”, mas pode ser “difícil de aceitar, pois prevê um futuro para nossa civilização”. Como Berezin vê, o problema com algumas soluções propostas para o Paradoxo de Fermi é que elas definem a vida alienígena de forma muito restrita.

É claro que, mesmo com algo tão amplo, ainda não estamos vendo evidências dessas coisas no cosmos. Mas para os propósitos de resolver o paradoxo, Berezin diz que o único parâmetro com o qual devemos nos preocupar — em termos de definição de vida extraterrestre — é o limiar físico no qual podemos observar sua existência.

“A única variável que podemos medir objetivamente é a probabilidade de a vida se tornar detectável a partir do espaço exterior dentro de uma determinada faixa da Terra”, explica Berezin. “Para simplificar, vamos chamar de ‘parâmetro A’”, disse ele.

Se uma civilização alienígena não alcança de alguma forma o parâmetro A — seja desenvolvendo viagens interestelares, transmitindo comunicações através do espaço ou por outros meios — pode ainda existir, mesmo na forma de simples organismos. A partir disso, a verdadeira solução é proposta por Berezin.

“E se a primeira vida que atinge a capacidade de viagens interestelares necessariamente erradicar toda as outras vidas para alimentar sua própria existência?”, ele hipotetiza.

Como Berezin explica, isso não significa necessariamente que uma civilização extraterrestre altamente desenvolvida destruiria conscientemente outras formas de vida — mas talvez “elas simplesmente não notem sua existência, da mesma forma que uma equipe de construção destrói um formigueiro para construir propriedades”.

Berezin então sugere que somos as formigas, e a razão pela qual não encontramos alienígenas é por que simplesmente não tivemos nossa civilização impensadamente demolida por formas de vida tão inimaginavelmente superiores? Não. Porque nós provavelmente não somos as formigas, mas somos esses futuros destruidores dos mundos que estivemos procurando por todo esse tempo.

É uma visão bastante aterrorizante sobre o Paradoxo de Fermi — basicamente, podemos ser os vencedores de uma corrida mortal que nem sabíamos que estávamos competindo, ou como o autor Andrew Masterson já disse, “nós somos a resolução paradoxal que se manifesta”. — Físico propõe nova explicação pela qual nunca vimos extraterrestres

Aqui, novamente o que menos interessa é se existe ou não os alienígenas. Os extraterrestres são o bule. O importante é pensar fora da caixa. Até porque a hipótese pseudo-cientifica ou não, é interessante como reflexão, nós somos sempre a vida alienada a tratorar outras formas de vida, sem nem se dar conta como deuses são impiedosos. O que não impede também que sejamos formigas de outras formas de consciência que já não precisam dos seus frágeis corpos físicos para manter funcionando suas redes neurais individuais ou coletivas, para qual nossa existência não é que não seja importante, não está sequer dentro do plano da sua percepção e perspectivas. E se esse quiser ir mais longe na fantasia de ficção, basta imaginar que essa forma de consciência colonizatória, que não venha a colonizar nosso planeta, mas já o tenha feito. Nesse sentido, não é o deus pai do novo testamento, nem o deus pai tirânico, mas o deus pai e senhor de muita gente, o procriador tão insaciável quanto ausente que nem sabe quem nem quer saber de seus bastardos, que se cruzar com eles de novo, literalmente os toma de novo para o mesmo fim, os fazer de servos, e uns devora e sacrifica enquanto a outros procria, não que uma coisa exclua a outra, ou precise ser necessariamente nessa ordem como diria o psicopata.

Em suma, basicamente, a ideia de vida alienígena, faz de novo o papel de potencia não sobrenatural, mas ainda sim superhumana. E cai na piada que deus até existe, mas é um cara para lá de filho de puta. Mas são ideias fracas, de divindades e potencias, ou falsificações diria o teólogo. Porque deus precisa ser um paradoxo, e paradoxos precisam habitar o mundo metafisico, precisam criar a si mesmo, e do nada, porém tendo ao mesmo tempo sempre existido, tem que existir separado como sujeito criador dos objetos que cria, porém nada pode estar fora dele, porque qualquer coisa que exista, mesmo o nada, para além da sua existência é uma negação e contradição da sua potência. E a própria contradição deve estar compreendida, pois se não estiver, estaria vulnerável e no seu reino o metafísico, a ela. Não, chame de deus, primeiro motor, força primordial, troque os termos, ou o próprio padrão autogerador da natureza ou do cosmos, esse principio, nunca está em jogo, mas nas regras. Há de ser o logos da coisa, e nunca a coisa. E quem o coisifica o vê se desmanchar seja como ciência ou revelação, seja como ideia (logo meta) de um principio ou padrão de entidade fundamental da physis, seja como entidade metafísica quando ele toma corpo, seja como ficção, seja empiricamente quando descoberto de fato não como princípio mas como parte da materialidade.

De modo que seja como constructo fundamental da ciência ou religião, quanto essa abstração perde suas características extraordinárias de poder gerador, imediatamente uma nova entidade fundamental nasce de dentro delas como força ou partícula ou campo ainda mais fundamental ou divindade ou potencia ainda mais sagrada, misteriosa e poderosa desse mais novo além.

Assim quando o investigador, não perdido como Alice no jogo de espelhos de suas infinitas reflexões, atribuindo um corpo ao conjunto de imagens das imagens das suas abstrações e operações mentais como se fossem propriedades contrarrespondentes aos seres e fenômenos, suas projeções do imaterial podem até não fazer referência direta a realidade, mas no final das contas se esse mergulho perder a corda, e não remeter de volta a superfície, não é preciso uma série gigante de encadeamento complexos de reflexões imaginárias, basta uma para a conexão com o real.

Logo, se o que sai de dentro desse ovo primordial, não se vê, mas as pegadas que ele deixa. E tratar por ele, insanos fora, é irrelevante. Porque o que interessa é resolver o paradoxo. E transfira para deus ou mantenha o paradoxo para a natureza, esteja o problema nas mãos do criador ou da criação, ele permanece exatamente o mesmo. Há um ente ou fenômeno primordial capaz que como padrão é capaz se autogerar e gerar novas formas de existência. Essa potência ou força, para ficarmos com os melhores argumentos e experiencias mentais que temos a disposição, que sinto muito, não são bules espaciais, mas o átomo primordial, o big bang, que cálculos e rebimboca da parafuseta fora é conceitualmente mais simples e elegante que o outro, é ciência porra, e não masturbação mental coletiva, incluso a belicosa.

Então, vamos deixar os ets, as divindades e os bules espaciais de lados porque se é para viajar então vou ao som de Jupiter Maçã sem psicodelia, só para começar…

Força de Expansão

Há um problema com o Big Bang. E não era a toa que Einstein perdeu um longo tempo tentando introduzir a constante cosmológica, o universo em expansão demanda explicação. Que força é essa observada que o inflaciona? Havia um átomo original que explodiu. Ok. E aí? É o fim da história da origem do tempo (e do espaço)? Mais do que isso ele não se expande igualmente pelo espaço, como deveria ser. Outra experiencia mental ajuda, a entender o porque, se algo explode, a menos que algo esteja em seu caminho, todas as partes vão se distribuir igualmente em todas as direções, e por uma simples razão: não há nenhuma razão em contrário. Entra a energia escura em cena. Um nome que diz tudo, há alguma coisa que ninguém vê, nem sabe exatamente o que é, mudando os dados esperados. Mas, há outra hipótese que deveria ser considerada, uma que não contradiz o Big Bang, mas que leva em consideração outra força fundamental do universo, a mesma que colocou em movimento, e que portanto, deve estar ainda presente não apenas como traço de fundo arqueológico dessa explosão primordial já morto, no cosmo, mas viva em toda matéria, como as demais forças fundamentais: a morte.

Quando Newton descreveu a força da gravidade, exatamente naquilo que era ela, uma força de atração a distância” entre os corpos que as formava, isso ajudou bastante… ajudou a criar resistência dentro do materialismo vigente a sua proposta. Atração e ainda por cima distancia, outra força fantasmagórica, uma das primeiras. Mas os corpos não apenas se atraem se repelem, e não só uns aos outros, mas a si mesmos, decaem e se decompõem. Isto são reabsorvidos pela matéria pelo campo em que estão envolvidos, mas novamente se cada corpo em particular estivesse sozinho, se comportaria como a átomo primordial, se quebraria para todos os lados. E a ideia de infinita densidade, calor, é sempre relativa, porque sozinho no universo, essa partícula singular seria diante do nada a totalidade infinita de todo esse universo. Mas uma vez, multiplicada, o padrão de autodestruição, essa pulsão de morte, que em verdade é o próprio ato da criação e recriação já que combinado a atração é a base da geração e regeneração de tudo, de todas as formas.

A experiencia mental aqui portanto consiste em olhar para o universo não como partículas de um cosmo colocado em movimento a partir de um dado momento e partícula dotada de uma força primordial que se desfaz para criar vida, mas de infinitas partículas dotadas exatamente da mesma força primordial que constantemente se desfazem pelo mesmo principio e padrão, não viemos de um big bang, estamos e somos, formamos e somos formados por uma multiplicidade deles, em diferentes espaços tempos, em diferentes estágios e velocidades. A entropia. Entropia que longe se ser a mera perda ou falta de ordem e padrões organizados, ou mais precisamente os reconhecidos, é o padrão a partir do qual se reorganizam, é a fonte primária de toda a energia do universo, o caos, o calor. E que não está centralizada nem espacial, nem temporalmente, mas emerge junto com as próprias partículas, ou melhor formando os tempos e espaços que dão a sua percepção e concretude, a partir das suas interações que não estão no passado, mas sempre a formar uma atualidade relacional local em diferentes planos de organização tanto da dita matéria morta, quanto a viva.

A universo pulsa. E pulsões, entre forças aparentemente distintas, de atração e repulsão, e destruição e criação, e que no entanto constituem toda as particularidades e multiplicidade em diferentes planos a partir de um mesmo padrão, o da vida. As coisas se unirem para constituir formas possíveis, e esgotadas as possibilidades daquele forma naquele plano ou campo, se desfazem. Mas não é só isso. As coisas não só compõe, para formar sua própria forma, elas se atraem e unem exatamente pela razão que simultaneamente se desfazem e sacrificam nesse processo pelo padrão oposto: criar novas formas de vida. Não é jogo de mera sobrevivência e reprodução de formas e padrões, mas literalmente de criação sempre atual de novo, E com ou sem criadores transcendentais, uma coisa é certa, falta uma força nesse sistema e ela não está fora, chutando o universos e suas criaturas para se moverem, porque basta olhar para elas. Não são bules, se movem sozinhas. Há anima própria e espontânea em todas as coisas mesmo as ditas inanimadas. E a verdadeira pergunta não é de onde veio o Universo, porque o universo não veio de lugar nenhum. O passado sempre existiu, transfira a responsabilidade da sua criação para um deidade, ou para a natureza de autossustentá-lo, transcendente ou imante ele há de existir fenomenologicamente para gerar, o presente.

De modo que sempre, assim como o futuro é uma projeção epistemológica do mesmo que eventualmente se tocam. A verdadeira pergunta é de onde vem essa anima das coisas e dos seres, que coloca cada partícula que forma toda a rede do universo em perpétuo movimento autônomo. De onde vem essa pulsão aparentemente paradoxal criativa-destrutiva que leva cada partícula existencial a constituir-se com toda suas forças apenas para desfazer-se naquilo que é potencia ou sentido autodeterminado da sua existência, a forma que dará a sua criação onde seu espaço-tempo da sua existência é sempre matéria-prima primordial, isto se não desperdiçado, e essa potencia, que nos seres dotados de consciência chamamos de livre vontade a força libertária motriz que corresponde a esse estado primordial que não bom nem mal, mas criador da sua possibilidade.

Sim, chame isso do que quiser, deus ou força, principio fundamental, mas falta o universo não é feito de um único átomo primordial, mas de tantos quantos emergem do aparente nada, e se estou correto, a coisa não vai esfriar, mas continuar emergindo desse paradoxo onde o vazio, é um caos primordial uma fonte constante de entropia, para um sistema que não é fechado, nem termina, mas é organismo ou melhor vários que morre não para renascer ou se reproduzir em outros, mas para dar o nascer, criar. E o primeiro tempo e o primeiro motor? Pouco importam.

Os instantes desaprecem diante do que é constante e eterno, e os fatos que se escondem nessa ilusão, se tornam a única concretude que não se apaga. Nem se voltássemos no tempo. Os eventos e fenômenos nunca se desfazem, só se multiplicam em diferentes espaços-tempos.

Mais do isso as ideias de um átomo e campos é sempre interessante. É um padrão que se repete e se quebra constantemente, tanto do ponto de vista fenomenológico quanto epistemológico. O campo da biologia tem na célula seu átomo. Mas é a química ou mais precisamente a bioquímica que vai quebrar esse átomo e ao faze-lo, vai lidar com outros componentes ainda mais fundamentais. Assim como as próprias moléculas e átomos são as partículas fundamentais da química, mas uma vez quebradas, entra em cena a física molecular e nuclear e outras forças e partículas ainda mais fundamentais. Até mesmo o espaço-tempo segundo a teoria quântica de campo pode ser composto de átomos, indivisíveis, a compor esse organismo que curva pela força da gravidade da matéria, o Universo, mas eis o ponto que o padrão quanto da história da próprio ciência demostra, uma vez materializada, o tempo e espaço, trazidos para o campo da materialidade, devidamente particularizados, finalmente poderão ser quebrados, e eis que o uma era transcendental se torna físico e uma nova porta ao metafisico se abre através do antes era uma cortina não só desconhecido, mas da aparente inexistência.

De certa forma causa a impressão que sempre estaremos a correr como o cachorro atrás do próprio rabo e que em direção seja do infinitamente grande ou pequeno sempre vamos nos perder e nos distanciar, não só de uma explicação comum, mas do próprio senso comum. Mas talvez porque estejamos procurando pela coisa errada. Isto são coisas, e não padrões, da qual as coisas se formam e emergem em todos os planos e dimensões não só grandeza, mas de percepção tanto da concretude do real quanto das próprias concepções abstratas, incluso as já bem distantes de qualquer fundo de realidade.

Não é improvável que num dado momento que quem busca o conhecimento, seja via ciência, revelação ou consciência quem procura chegue as respostas que busca. E talvez a conclusão que encontre seja que a origem e destino de tudo, o sentido que de certa forma é ao mesmo tempo a explicação de todas a existência e suas formas e sua multiplicidade, não está em nenhuma parte em particular, nem no todo como um complexo, ou nem mesmo natureza em si ou muito fora dela. Mas que seja exatamente isto, um padrão não a ser seguido, ou perseguido, mas justamente o padrão o mais genial de todos os padrões, o que não tem forma, nem sequer sentido, não predeterminado, nem predefinido, exceto aquele que a matéria e organismo necessita para criar e recriar não só novas formas, mas novos padrões.

Em outras palavras descubra que forças, partículas, ou campos, energias, são construtos mentais ferramentas cujo entendimento serve não propriamente para delimitar, as estruturas e organismos, porque estas estruturas e organismo não são constituídos por essas partes, mas estas partes e todo complexo a partir do padrão que dá forma, sentido e move toda sua existência e sua dinâmica, literalmente dando anima a sua materialidade não no antes, mas enquanto e tão somente dura esse arranjo dinâmico que é o próprio padrão manifesto como realidade. E tanto faz a percepção alheia, o padrão uma vez manifesto em ato não se desfaz, não como fato. E pouco importa se não é possível ter ou dar ciência de todos fatos, de fatos é feito e se faz o mundo.

É como se o darwinismo também se aplicasse não só à biologia. Mas a todo o Cosmo. Mas não só ele. É como se Eros e Tanatos da psicologia também estivessem presentes nos corpos inanimados. Mas não só os instintos de sobrevivência egóticos mas também solidários, não só como meras pulsões de sobreviver e se reproduzir, tanto em particular como corpo como em forma em código, mas também o instinto de destruir-se, não o consumir o alheio, mas a si mesmo, não só para dar lugar ao outro, mas para literalmente produzir e gerar novas formas a partir de si mesmo. E não é como estivessem, estão. Porque se perguntar pela razão de algo, é inevitavelmente perguntar pelo espirito das coisas. Troque os nomes, mas no fundo você está sempre procurando qual é afinal das contas a alma do negócio. E se não está é porque você é o negócio. E alguém já fez da sua o seu. Qual é da sua conta.

Por enquanto o que podemos fazer, é isso, nossas apostas. Divindades, novos forças, ets… ou vai o nada e mero acaso, (não deixa de ser meio caminho andado). Como diria Pascal, façam suas apostas, porque é baseado nos dados com que jogamos é isso que estamos fazendo jogando dados.

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Estatua de Shiva no CERN

“Há centenas de anos, artistas indianos criaram imagens de Shiva dançando em uma linda série de bronze. Em nosso tempo, os físicos usaram a tecnologia mais avançada para retratar os padrões da dança cósmica. A metáfora da dança cósmica unifica assim a mitologia antiga, a arte religiosa e a física moderna.” (…)

“A dança de Shiva simboliza a base de toda a existência e nos lembra que as múltiplas formas do mundo não são fundamentais, mas ilusórias e em constante mudança. A física moderna tem mostrado que o ritmo de criação e destruição não é apenas algo manifesto na virada das estações e no nascimento e morte de todas as criaturas vivas, mas é, também, a própria essência da matéria inorgânica.

De acordo com a teoria quântica de campos, a dança da criação e destruição é a base da própria existência da matéria. A física moderna revelou, assim, que cada partícula subatômica não apenas realiza uma dança energética, mas também é, em si, uma dança energética; um processo pulsante de criação e destruição. Para os físicos modernos a dança de Shiva seria então a dança da matéria subatômica, a base de toda a existência e de todos os fenômenos naturais”. — Fritjoj Capra, fonte: A ciência moderna e o simbolismo de Shiva Nataraja — Blog da Cultura da Paz

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X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.

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