Democracia não é hipocrisia… é idiocracia mesmo

Enquanto corre solta a manifestação da extrema-direita pseudônimo para o movimento NFFS, Nazistas, Facistas, Franquista e Simpatizantes essa declaração é um verdadeiro teste para o grau de imbecilização não só dos espanhóis, mas de qualquer idiota que viva numa idiocracia como no Brasil, faça o teste:

(…)O governo espanhol disse, neste sábado, que sua participação seria bem-vinda nas eleições regionais que serão realizadas em dezembro. O porta-voz do governo, Íñigo Méndez de Vigo, afirmou à Reuters TV, que, se Puigdemont quiser continuar na política, “o que é seu direito, ele deveria se preparar para as próximas eleições”. (…) Mais cedo, o delegado do governo central na Catalunha, Enric Millo, afirmou(…)[:]

— Evidentemente, todos os partidos que estejam registrados podem se apresentar. Esta questão legal não mudou — afirmou. — O objetivo da independência é legítimo, ninguém disse o contrário. O que se está dizendo nesses momentos é que se defenda a própria democracia, a própria legalidade.[grifo meu] — Governo espanhol quer que presidente deposto na Catalunha participe das eleições

O “objetivo da independência é legítimo…” desde que não ocorra e ninguém tente de verdade fazê-lo. Ninguém pode negar, é ou não é um legitima nação cristã? O objetivo do paraíso é legítimo desde que ele só aconteça depois do fim do mundo.

Não democracia não é só hipocrisia. Democracia é antes de tudo uma idiocracia. Não basta só ter um lado cara de pau extraordinária de um inquisidor para cortar as pernas e de alguém e dizer ela anda nem foge porque não quer… é preciso um grau de imbecilização e credulidade extraordinária que merece a beatificação para ouvir uma coisa desta, com o corpo do morto na frente, o criminoso banhado em sangue, a faca pingando, e dizer: “sabe de uma coisa? acho que ele tem razão” É preciso muita imbecilidade servil ou muita pusilanimidade autoritária, ou ambas (porque uma coisa não exclui a outra) para comprar um discursos tão desconectado ao vivo e em tempo real da prática. Tem que gostar muito de lamber as botas cheias de merda dos poderosos sem precisar ser pago ou ameaçado, tem que ter fazer por gosto.

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“Bons tempos aqueles onde podíamos viver todos juntos mas separados… sem nenhum cidadão de segunda classe para reclamar…” especialmente os não-brancos…

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Ops… idiocracia errada… ou pensando bem… talvez não:

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Eu acho que eu vi um gatinho…

“É uma brincadeira, é grotesco”, disse Josep Balcells, um catalão que foi até o parque para ver a nova e peculiar atração.

“Alugar um cruzeiro com o Looney Tunes para abrigar a polícia espanhola é de muito mau gosto. É ridículo. Os personagens foram cobertos com lonas, mas todos podem vê-los”, disse Quim Portet.

Os turistas também ficaram surpresos. “Por que o Ministério do Interior colocaria a polícia espanhola em um navio como esse?”, disse a argentina Míriam V., que admitiu não saber o que realmente estava ocorrendo na Catalunha. — Piu piu vira símbolo de separatistas catalães (e eles acham isso ofensivo, imaginem como se sentiriam se fossem brasileiros, bem talvez não sentissem mais nada…)

Talvez seja por isso que o único político que até agora se pronunciou em favor da Catalunha tenha sido o Prefeito de Dublin (Irlanda). E suas palavras são auto-explicativas:

“Sabemos bem o que é ser tratado como cidadãos de segunda”

Mas o que é que tem com a Irlanda com a Catalunha? Tudo. Tanto quanto a Irlanda do Norte também com o País Basco. E a Espanha, com o Reino Unido.

Domingo Sangrento (Domhnach na Fola, (em gaélico); Bloody Sunday, (em inglês) foi um confronto entre manifestantes católicos, protestantes e o exército inglês, ocorrido em Derry, na Irlanda do Norte, no dia 30 de janeirode 1972. O movimento teve início com uma passeata de dez mil manifestantes que pretendiam, saindo do bairro de Creggan em marcha pelas ruas católicas da cidade, chegar até a Camara Municipal. Antes disso, entretanto, soldados ingleses partiram para a ofensiva e disparam contra os manifestantes, deixando 14 activistas católicos mortos e outros 26 feridos.[1]

Das quatorze vítimas mortas, seis eram menores de idade e um sétimo ferido faleceu meses depois em decorrência dos ferimentos. Todas as vítimas estavam desarmadas e cinco delas foram alvejadas pelas costas. Os manifestantes protestavam contra a política do governo britânico de prender pessoas suspeitas de terrorismo sem um julgamento prévio e contra as desigualdades religiosas presentes na Irlanda do Norte. O incidente terminou por fortalecer ainda mais o Exército Republicano Irlandês (IRA), — organização clandestina que lutava pela separação da Irlanda do Norte em relação ao Reino Unido para obter posterior união com a República da Irlanda — e por aumentar ainda mais o ressentimento dos católicos para com o Reino Unido. — Domingo Sangrento (1972) — Wikipédia

Estado: o eterno bode na sala.

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X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.

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