Democracia Direta não é só Política é Econômica (Parte 2)

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Poder

Costuma se crer que o poder político está submetido ao poder econômico e está. Sendo, portanto a classe socioeconômica mais privilegiada não apenas favorecida pelos subsídios estatais mas sua verdadeiro patrão. Mas não por que sejam ricas, mas justamente porque controlam o sistema cultural, o sistema de formação dos valares e posses e identidades tanto como condições preconceptuais quanto materiais.

Em outras palavras, eles são donos do jogo não porque tem muito dinheiro, ou porque controlam a fabricação do dinheiro, mas porque controlam o sistema simbólico e prático que substitui tanto na cabeça das pessoas como no mundo como natureza o que é natural e verdadeiramente necessário por seus signos de idolatria a sue poder político e econômico tal como o dinheiro, o lucro, a posse, o status, os títulos e outras ficções e lixo estato-privadas.

O poder não está na riqueza, mas na desigualdade forçadas de direitos naturais. Na sistematização e controle dos meios necessários a autopreservação, autodeterminação e proprioconcepção se funda não meramente os monopólios da violência, mas racionalização do irracional e suas prerrogativas de legitimidade para seus crimes.

Um monopólio violento sobre o bem comum daqueles que detém o privilégios de determinar os direitos artificiais contra os direitos naturais de autopreservação e autodeterminação de todos os demais. Nesta discriminação primitiva reside a desigualdade insuperável que compõe a falácia do poder político como justiça: não há nem jamais haverá através da política nenhuma justiça, porque justiça demanda a igualdade de direitos, e o poder a sua assimetria; a igualdade de direitos fundamentais como liberdades nunca se dará por poderes supremos porque poder é por definição a desigualdade de autoridade fundada da privação de liberdades básicas de fato fundadas não por acasos na segregação supremacista sobre o bem comum.

Poder é assim tanto o controle dos homens da redução da natureza e dos bens comuns em SEUS recursos naturais, mas ao mesmo tempo é também a redução dos outros homens também a SEUS meros recursos, é portanto a renegação da anima dos seres, e a desintegração dos seres vivos da rede da vida. Não apenas um processo de reificação, mas de permanente desnaturação industrialização e automação da vida como parte de um estado de inconsciência coletivizada artificial.

Poder político é desigualdade não de riqueza é desigualdade de autoridade produzida simultaneamente por discriminações de classe; segregação do bem comum e desintegração da natureza. A apropriação assimétrica de propriedades resulta em mais riqueza absoluta e relativa, porém só a privação das propriedades absolutamente necessárias garante a vulnerabilidade, o estado de risco e pobreza onde não apenas a assimetria de forças, mas a falta de condições básicas permite a instauração de relações de poder e dependência.

Poder não é autoridade sobre o que é seu; sobre aquilo que se cria, ou se ganha pacificamente com seu mérito; poder é autoridade que se estabelece sobre o que não se pode criar, mas todos naturalmente dependem para viver a natureza como meios vitais, seja como terra, água ar, a luz ou até mesmo o direito de entendimento e comunicação entre os indivíduos.

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X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.

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