Da série as origens do homem (e sua idiotia): quem veio primeiro a agricultura ou a escravidão?

E o cemitério arqueológico da humanidade e sua civilizações

No último texto falei, falei, falei… e acabei falando porque achava a história do Brasil celeiro do mundo, como diria outro uma “grande piada e um tanto quanto perigosa…”.

Um dos maiores problemas sobre os absurdos e mentiras pregados repetidamente como propaganda às massas imbecilizadas é que esses absurdos descarados podem e crescem no vácuo da desagregação social e desentendimento gregário, mas não nascem por geração espontânea dessa sujeira, mas como deformação teratológica da verdade no qual se assentam e usam para renegar. Logo o grande problema das mentiras e absurdos é que elas como tudo possuem um fundo de verdade, ou pior meias verdades tomadas como certas pela grande maioria, porque sabidamente suas raízes venenosas se infiltram nos dogmas e axiomas que já não paramos para rechecar.

Tudo que envolve o trabalho como palavra e o conceito e claro fato, está envolto nessa armadilha. Os outros dois tripes da dita humanidade, idem, civilizações, religiões e agricultura. Idem. Então faço a seguinte pergunta embora sabendo que seja de fato uma pergunta do tipo, o que veio primeiro o ovo ou a galinha: a agricultura ou escravidão? Pode até parecer uma pergunta besta e sem sentido, mas não é porque muito pelo contrário é de como a respondemos, ainda que essa resposta não seja mais do que outro mito cultural civilizatório, depende e explica exatamente como avança a nossa humanidade e claro suas contradições, nossa desumanidade. É da mesma espécie portanto de pergunta arrebentadora de paradigmas, ou dos pilares de um modelo milenar vigente. Uma pergunta que poderia ser estendida por exemplo a própria religião e ao trabalho? O que veio primeiro, a adoração ao senhor, ou a alienação do trabalhador? Na verdade é um falso paradoxo pseudo-arqueológico. É como imaginar encontrar uma grande civilização construída como prisão ou campos de concentrações da grande maioria da sua própria população serva ou escrava. Alguém precisa construir essas grandes campos e prisões. E não foram e nunca por definição e número os carcereiros, nem os vigias, nem muito menos as castas sacerdotais nem governantes quem senão o próprio povo antes e como prisioneiro, ou seus antepassados na mesma condição? Logo antes de haver as grandes urbes, a domesticação das plantas, a domesticação dos outros animais, veio a domesticação do homem pelo homem. E ela não nasceu fora dos seus territórios, tribos, nem muito menos da sua casa. Essa divisão aconteceu, já dentro de casa. Pisando no pescoço da sua procriadora e prole como seus primeiros servos, súditos e escravos. A unidade nuclear para expansão das civilizações que hoje conhecemos seus patriarcas, e a institucionalização do patrio-poder, incluso contra esse próprio núcleo, ora como pai ora como padrasto, ora como renegador dos filhos bastardos da pátria. O máquina do Estado a reclamar a regência sobre a própria família patriarcal.

Quando nos voltamos para origem do homem, não a evolucionista nem a criacionista, mas a humanista, aquela que não se importa se ele foi ou já veio pronto de fábrica, ou se reinventou e depois se estragou. Mas aquela que permeia a ideia de humanidade e desumanidade, barbárie e civilização. Temos um outro modelo de pensamento: onde não importa o quando ou o como, se desde o primeiro momento da criação, ou se em algum momento da evolução, mas o fato é que temos outra forma de nos ver e pensar e tratar senão todos na prática, ao menos todos em tese como humanidade. Não somos animais. Somos gente. Gente.

Há quem diga que de todas as descobertas ou invenções da humanidade a maior de todas foi a religião, a ideia de que existe uma entidade criadora de tudo, outros o estado que veio para botar ordem em tudo que o criador pelo jeito direito, ou pelo menos como eles queriam que fosse direito. Outros ainda que adoram o trabalho pelo trabalho, pregam que só o trabalho dignifica o homem. Não raro são os profetas, sacerdotes e reis e doutores da lei, que no oculto cultuam e idolatram outros ídolos o do dinheiro pelo dinheiro e poder pelo poder. E adivinha de pilhar e vigiar qual trabalho vivem?

Não, das invenções ou descobertas do homem a gosto do leitor porque não faz a menor diferença porque o fenômeno aqui esta presente, é a humanidade. O maior advento do ser humano, é de longe ser humano. Pegar tudo o que não queria ser é, e tudo que gostaria de ser e colocar tudo isso primeiro numa ideia que não existe, para então com a prática fazer não do mundo, mas de si a sua obra, fazer de si mesmo: gente. O problema é que essa não é uma obra que se constrói sozinha, porque ela não está na concretude de cada pessoa, mas em verdade na forma como elas vivem e convivem, ou seja não dentro dos sujeitos, mas sempre fora, nas nossas relações, e tem gente otária que ainda disseca corpos a procura da alma, quando a alma paira difusa nas ações e relações, como se essa força elementar fosse uma partícula, e não um campo imanente e transcendente que envolve como padrão toda as formas de vida. O seu nexo, o seu sentido, sua vocação a qual nós decidimos seja por livre-arbítrio, seja por autodeterminação, novamente tanto faz, sermos humanos. Não homogeneamente é claro. Mas de quem renuncia a sua humanidade embora jamais deixe de ser o que é, e ninguém possa tirar isso dele, nem ele mesmo, a sua condição humana. Seu legado degenerado, não é outro senão literalmente desfazer-se e nulificar-se completamente pela própria falta de nexo e sentido da sua existência para além da sua materialidade, a qual se agarra desesperadamente tanto como matéria quando ideia memorial de materialidade.

Voltaire dizia que se deus não existisse, precisaria ser inventado, se deus existe não precisa sequer ser pensado quanto mais inventado, é de uma heresia descomunal tentar reduzir a potencial fenomenal criativa a uma mera concepção que dirá uma entidade criadora presa no tempo ou fora dele. Tentar aprender uma potência que é liberdade e criação pura com taras e ideias totalitárias que é mais do que o tudo ou nada, com credos e descredos o que não é sequer objeto de fé ou razão, ditados e ditaduras de bem ou mal, o que é imanente nem transcendente, a uma coisa nem outra. Não é coisa, nem ideia. Não é fenômeno, nem evento, nem entidade, nem sequer é padrão, é justamente a mesma e profunda sensação do incognoscível, de um mistério cuja verdade permanente é o mistério que gera a permanente busca por conhecimento, a genuína verdade que liberta, o poder que fato tudo pode, vontade pura. Criação, criador e criatividade pura: Liberdade.

A liberdade que permite ao pensamento pensar um monte de merdas sem o menor sentido, e também criar e materializar concretamente uma ideia que ainda não existe, ou não existe na(s) prática, só exatamente como deveria existir: humanidade. A ideia de deuses e estados não são uma alucinação e fantasia porque não existam, mas porque são megalomaníacas, delas se criam e alimentam monstros e não humanidades. Mesmo que não fossemos filhos de um mesmo deus pai, ou filhos de uma mesma deusa mão terra, a ideia de fraternidade, entre os seres homens não precisaria desse tipo de mitologia. Por uma simples razão, essa fraternidade não é uma invenção que nasce das mitos e histórias. É uma razão ou instinto tão natural quanto a própria preservação, e está presente não só nos homens, mas nos animais, em tudo que vivo, formando essa força que não só une os organismos, mas os leva a se sacrificar não por todo-poderosos, mas pura e simplesmente pela mesma vida e liberdade que o anima, mas constitui a sua anima para além do que os sentidos ordinários são capazes de enxergar, a constituem como vida na rede da vida. O espirito das coisas, ou melhor seres, alma, meu amigo. Alma, um campo coletivo que envolve todos seres e não uma partícula elementar. Um relógio que não adianta ficar montando nem desmontando não é todo nem nas partes que está a chave do seu funcionamento, mas no além, ou naquilo que o alienado do que aliena na rede da vida chama por vezes objeto, mundo, ou simplesmente os outros.

Então nesse processo em que mais do que se adaptar ao meio ambiente ou adaptar o meio ambiente a ele, o ser humano transmutou a si mesmo não de forma arbitrária, mas intencional exatamente naquilo que suas ideações posta como ações e relações materializam como o espirito dessa que agora é seu do padrão incluso como gene que reproduz suas formas materiais e matérias, a sua essência e degenerencia: humanidade e desumanidade.

Dito isso volto a pergunta o que veio primeiro a agricultura ou a escravidão? Porque voltando a arqueologia dos arcabouços celas e prisões, é preciso que ou o prisioneiro saiba construir os muros, ou os seus carcereiros os ensinem a fazê-lo para que trabalhem para ele. De tal modo que se é inegável que deve haver uma população que conhece a agricultura para se assentar quanto crescer e formar as urbes que caracterizam as grandes civilizações. Porém não necessariamente a população da urbes. Quem constrói uma urbes não precisa ser vaca, nem leiteiro, nem saber como fazer para ordenhar uma. Na verdade não precisa sequer ver uma. Precisa dominar outra arte, a de fazer a vaca e o leiteiro e quem quer mais que ele precisa para trazerem o leite até a sua mesa, fazê-lo sem criar empecilhos, porque se tiver que parar para fazer qualquer uma destas tarefas não só não mais governa, ou seja administra essa arte, como passa a trabalhar e portanto deixa de se apossar e ganhar.

Mas alguém precisa saber plantar não? Plantar não é agricultura. A cultura que permite cultivar vastas extensões de terra, e alimentar quantidades enormes de pessoas livres e quantidades ainda maiores de empregados, que constituem a origem da possibilidade do assentamento e concentração de urbes. Plantar caçar pastorear, pescar. Nada disso permite a criação de uma civilização. Só duas coisas permitem a criação de uma civilização: exploração e acumulação de recursos em grande escala, a começar alimentos. É obvio, o que não é obvio nesse processo de domesticação e cultivos das plantas e animais é que ele é impossível na escala e ordem hierárquica das civilizações sem antes o advento da própria domesticação humana. Não basta apenas pilhar é preciso domesticar, dominar as técnicas da produção e reprodução dessa massas que irão servir nos campos que precisam ser gigantes para alimentar o próprio crescimento da própria civilização. Um crescimento que produz e reproduz esse outra matéria-prima, gente.

Se por exemplo eles morrem como moscas trabalhando, isto não é um problema, mas dependendo do sistema de produção é uma solução, se a própria caça e tráfico de gentes for um negocio tão lucrativo quanto os próprios campos agricultáveis. Mas se a disponibilidade de conquista e pilhagem ou tomada de campos e gentes selvagens ou civilizações menos desenvolvidas é menos lucrativa ou mais custosa, isto pode implicar no abandona não só dos campos mas dos próprios servos, ou sua eliminação caso representem sejam tomados agora não mais como uma propriedade, mas soltos um perigo.

A pergunta portanto que parece boba de quem veio primeiro a agricultura ou a escravidão, quando as civilizações, leia-se em termos contemporâneos estados-nações entram em crise, se volta para uma questão muito mais importante e atual: quem vem primeiro a agricultura ou os escravos? Ou mais precisamente a agricultura e terras agricultáveis, e logo as intocáveis para quem? E a mão-de-obra empregável ou desempregada idem, ao uso ou desudo até o completo abandono, obsolência e enfim eliminação aos interesses de quem, ou melhor de quais urbes?

Vejam portanto que no verso e prosa das narrativas da gênese e o apocalipse das mais toscas as mais eruditas, os pilares não por acaso são os mesmos. Porque precisam ser os mesmos. Como seria possível a civilização dominar vastas regiões de terra sem capital, sem a arte de reduzir seres em coisas, sobretudo as gentes. Não é preciso sequer inventar a roda, desde que se tenha lombo de animal de gente para se levar nas costas deles. É burrice? É claro que é. Mas não impede que uma civilização se assente, cresça e claro se divida, e autodestrua, porque é insustentável. Mas temos é mais uma questão de tempo cujo fator determinante continua sendo a disponibilidade de recursos do meio e entorno sendo consumidos e não propriamente a sustentabilidade dos sistema de produção.

E ainda há ambientalistas que acham que o problema é o crescimento populacional, como se a superpopulação ou a super-reprodução das populações miseráveis, assim como o niilismo e depressão existencial das bem ricas e servidas fosse um produto das relações naturais humanas e não do uso e trato dos seres humanos e seres vivos em cada campo apartado dessas divisões domesticas e internacionais do trabalho e capital que não apenas apartam os do roubo e sacrifício dos seres humanos mas do holocausto de humanidades embora como diferentes efeitos, porque diferentes as condições degenerantes, universal.

Trabalho e agricultura. As bases da civilização, e seu progresso. Mas não se engane, também das suas contradições, varridas para debaixo do tapete da verdadeira história da humanidade. Uma história que depende de muita investigação arqueológica, porque nos registros desses crimes contra a humanidade quem venceu e logo ficou para contar a história não foram os aliados, mas os nazistas. Ou você acha que vivemos na terra do nunca onde é sempre o poste que mija no cachorro, por acaso?

Claro que religião e agricultura foram importante para a formação das grandes nações e civilizações e impérios e suas províncias. Mas antes de con-vencer o servo a idolatrar seus senhores, e adorar o trabalho, e a entrega do seu fruto como a prova de que é fiel, antes de converter definitivamente a domestica e domesticado a aprender como sequestrá-lo, quebrá-lo. De tal modo que dependendo da capacidade de uma civilização para caçar, ocupar e sequestrar e pilhar outras, não só pode se assentar-se no seu territorio, mas se manter assentada em sua civilização por quanto tempo tiver suficientes recursos não reservas, ou recursos dentro das suas fronteiras, mas recursos e capacidade de manter sua pilhagem até findar tudo o que estiver a seu redor. Novamente isso é insustentável. E quem disse que quem está no poder se importa como irão se sustentar os outros ou quem virá depois deles? Há fé e pressuposições demais nessa equação supostamente racional, muita atenção nos discursos e mitos e pouca observação das tendencias históricas inclusive como incerteza, probabilidade estatísticas, ou duvida razoável. E não uma modelo onde se ignoram ou alteram os dados para que o sol continue girando em torno do sol, quando tudo indica que ele não gira e nem podemos continuar vendendo e comprando que gira.

O controle das populações e suas taxas de natalidade e mortalidade, seu emprego e desemprego, as terras virgens ou agricultáveis que irão alimentar os povos, quais e como. O crescimento de quem já esgotou sua exploração domestica e natural, e quem nunca parou de explorar seu próprio povo nem de devastar sua própria natureza não porque preserve ou se importa, mas dado seu gigantismo. A luta porque quem busca transformar sua riqueza natural em capital a toque de caixa, já que sua população envelhece, e a população que irá trabalhar para sustentar decai sem termos enchidos os cofres, e de quem agora vive de cofres abarrotados envelhecido, sem herdeiros, mas também sem nenhuma disposição nem de dividir nem miscigenar. Nada disso tem a haver com a história da humanidade, não como fraternidade, mas inegavelmente com uma luta entre povos e civilizações prontas a se morrerem e se manterem em nome do seu respectivo pai, pátria ou patrão.

Uma guerra que não só evidente de mitos e narrativas absurdas. Mas também cientes e conscientes, ainda que sejam para tomar essa ciência e consciência apenas como o fundo de verdade para construir seus fatos alternativos que se prevalecerem serão chamados de história até que se alguém desenterre o esqueleto no armário, ou melhor nas valas dos comuns, e prove sempre convenientemente tarde demais, o contrário.

Narrativas como essas de celeiros do mundo. Ou de que agricultura como a base uma civilização rementem a visões tão idílicas e romantizadas de ambas quanto o mito em contrário, tanto do bom selvagem ou da boa vida selvagem. Quando se toma essa perspectiva já higienizada e esterilizada do processo histórico de produção dos sistemas de produção, tem-se uma visão onde parece que a história de humanidade é de grande civilização que em paralelo descobriram a agricultura. E por descobri-la puderam tanto se multiplicar e assentar formando o modo de vida e produção civilizado. E não foi assim que a humanidade se civilizou. Não, foi assim que a humanidade evolui, se civilizou, nem no bom nem sequer no mal sentido da palavra, e por sinal nem exatamente assim que as civilizações se ergueram, se mantém, tomam a hegemonia, prevalecem umas sobres, se autodestroem sozinhas ou umas as outras, e enfim decaem e desaparecem.

Todos os adventos, técnicas sobretudo as que envolvem por obvio a provisão dos meios vitais a sobrevivência e manejo de grandes populações humanas num mesmo espaço, são sem a menor sombra de dúvidas fatores determinantes, a agricultura, a engenharia, a arquitetura urbana, a própria escrita e matemática sem a qual nenhuma máfia, traficante, gangster consegue contabilizar o arrego de quem pilha, ou supostamente protege nos territórios ocupados e dominados, que dirá uma cidade-estado ou estado-nação. Dominar a agricultura é essencial para quem vive dela, mas não essencial e nem suficiente para quem vive, cresce e enriquece da expropriação dos excedentes dessa produção. Se o centro da civilização deseja se a pilhagem e expropriação dentro dos limites para que a mão de obra seja capaz de reproduzir sua produção, ou reproduz a si mesmo como meras produtoras do sustento da civilização, ou não, suas prioridades são outras, ou quer fazer dos efeitos dessa requisição forçada a própria finalidade do uso desse expediente como meio, absolutamente essencial é dominar a vigilância, fiscalização, contabilidade e meios de alienação desse excedentes da produção, produção inteira, toda a burocracia e claro meios de repressão a quem não se submete a jurisdição, e não saber como produzir.

Uma civilização com técnicas mais avançadas ou desenvolvida de reprodução de administração do seu capital em recursos naturais e humanos, mas em conhecimento das técnicas de produção que esse ser humano sob sua jurisdição aplica ao meio ambiente para produzir suas culturas, no caso as agrícolas, bem como ele as suas repito de controle, fiscalização, cobrança de taxas, e até inversão do processo, tributação de outros setores para subsidiar a produção deste. Não importa são dois saberes completamente distintos e apartados onde o primeiro num primeiro momento, a arte de plantar e colher os frutos da terra não precisa do segundo, mas o segundo precisa do primeiro, a civilização, e este quando se deixa de ser simplesmente plantar para ser agricultura, também por sua vez passa a ser completamente dependente do subsidio não recursos destes, sobretudo das formas de provisão de grandes mercados que consomem sua produção, mas antes disso de grandes massas de mão-de-obra que irão sustentar a produção alienada da cultivo em larga escala, especialmente onde o maquinário ainda não substitui o lombo dos animais humanos ou não. Logo enquanto a agricultura trata especificamente do cultivo e domesticação em larga escala das plantas, a civilização trata do cultivo e domesticação em larga escala das gentes. E não é a toa que um ministério da fazenda, possa ser terceirizado a mercados e economistas, o de agricultura aos grandes produtores, mas a receita federal, essa jamais pode ser terceirizada, porque ela é o livro-caixa do Estado. De tal modo que uma civilização pode continuar por algum tempo andando sem agricultura, ou destruindo o meio ambiente o qual sustenta a mesma, pode sem as técnicas de domínio de quem produz para expropriação da produção não.

Na verdade uma civilização poderia ser totalmente especializada na domesticação das gentes e administração da pilhagem e escravidão não só dentro do seu território doméstico, mas em territórios alheios, evidentemente não durará tanto quanto durarei uma que por ventura se estabelecesse no respeito a humanidade e natureza, mas duraria tanto quanto sua superioridade armada, e suas técnicas de domesticação e claro sobretudo os recursos humanos e ambientais fosse capaz de sustentar sua voracidade autodestrutiva. Terminaria por fim se canibalizando, mas não antes de canibalizar e externalizar todos os custos da sua própria civilização especializada não na estratégia do mutualismo mas da parasitagem para a barbárie alheia. E seria eternamente enquanto durasse, vivendo do que se planta e se colhe sem jamais precisar plantar e colher nada, ou sequer ter visto exatamente como vive e se morre nos campos além dos muros da sua urbes, ou até mesmo nas fronteiras além dos seus estados civis, onde quem cuida dos seus interesses são suas forças militares e claro fundos e corporações transnacionais.

Civilizações portanto se fazem sobretudo da arte de controlar pacificar territórios, tomar recursos, dominar e se apropriar de gentes, formas de vida, suas técnicas de produção. Não é arte de desenvolvimento de culturas mas a arte do engolir e devorar culturas, e regurgitar de volta essas mesmas culturas reprocessadas como lixo e ração cultural. Ao menos as civilizações não como ideal teoria, mas as histórias como de fato conhecemos. Ou do contrário estamos falando de socialismos uma coisa muito bonita em tese, mas que na prática é outra… Holodomor. Ou melhor não estamos, porque estamos praticando a famosa cegueira seletiva onde atribuímos os males e os progressos, e se não canto aqui os progressos, é porque não faltam ufanistas, para fazê-lo, pertencem a esse ou aquele sistema socioeconômico, ou mais a este ou aquele, e não ao estadismo de fato como se fosse a própria encarnação da civilização e claro o mito que servem para sustentar essa visão onde o sol gira em torno da terra como verdade inconteste.

Notem portanto que assim como o problema não é o advento da escrita ou da matemática, ou de qualquer outro saber, tecnológica ou ciência porque foi vendido, se vendou, foi empregado ou simplesmente forçada a trabalhar para fins teratológicos, mas sim a falta de adventos de proteção contra esses processos, porque reclamar contra eles contra quem se beneficia deles, ou pior tentar empregá-los esses males para se livrar desse mal só faz crescer e discriminar essa cultura e modelos de civilização.

Recorrer como alienados a esse modelo de alienação para solucionar problemas interligados o meio ambiente e a fome, para quem administra tanto a produção de alimentos e bocas para alimentar não gentes mas suas máquinas estatais e civilizações. E dependendo da sua posição estratégica dentro do mapa geopolítico literalmente pedir para morrer ou ser morto ou capado, seja em conflitos seja trabalhando até morrer para que alguma civilização que venha a representar a totalidade da humanidade se assente seu progresso no cemitério apagado de sua pobre cultura. Bem para fins estatisticos progresso, pobre e miseraveis mortos, a desigualdade desaparece. Método nazi de extermínio da pobreza, especialmente em tempos de vacas magras: solução final. Mas se você não está preocupado porque não é um bárbaro, e sim parte da civilização, quem sou eu para negar, ok, acredito, aliás acredito que todos pertencem, quero ver convencer quem acha que tem uma visão um pouco mais privé desse seleto clube de campo chamado humanidade deixar você entrar nele com sua carteirinha de gente de procedência senão duvidosa certamente provinciana.

Civilização mais do que tudo é um padrão de organização das populações humanas, logo para fins (anti)didáticos é como grandes time de futebol, tem os torcedores e sócios, e a diretoria e claro as torcidas organizados, e no dia que você vê cartola se matando, e não as torcedores e as torcidas organizadas nas arenas, A sim tem também o jogo e os jogadores, mas isso é só parte do entretenimento das massas, porque o verdadeiro jogo por trás do espetáculo é outro, incluso o da vida. Mas quer assistir os comentaristas especializados debaterem se foi pênalti ou não foi pênalti, e a justiça desportiva decidir quem é o legitimo campeão. Eu é que não vou ser fiscal da diversão, alheia. Toca o hino, versão mais bonita que já ouvi se qualquer hino de time ou pátria:

Mas segue o filosobol…

A forma com que um conceitua, formula e equaciona, calcula e por fim soluciona os problemas da humanidade e do planeta não são as mesmas nem para toda a humanidade, nem para todo planeta, porque não só a lógica aplicada é distinta, mas os sujeitos e objetos que equacionam e são equacionados e que sublinearmente representam tanto os problemas, soluções, as causas a serem eliminadas e os provedores das soluções e seus interesses não são os mesmos. Não eram no berço de nenhuma civilização conhecida, nem atual, nem serão na eminencia de qualquer crise ou ameaça a sua conservação ou hegemonia.

De tal modo que os problemas ambientais e humanos, para quem está ou se coloca no lugar dos seres vivos e humanos em risco de morte ou extinção. Nunca foi um problema senão de gestão de recursos naturais e humanos não para fim de preservação dos seres humanos ou naturais enquanto seres vivos, mas devidamente transformados em coisas, não rara, dividas em partes, senão mortas prontas para seu consumo, em partes prontas devidamente dividas e reorganizadas para sustentar seu consumo custe o custar. Até a essência desse processo produtivo administrativo é externalizar esses custos para que os interesses que não são apenas outros, mas literalmente produzidos pela alienação dos interesses se maximize e perpetue assim, maximizada.

Logo quando agricultura dentro desse outro nada mais é do que a manutenção ou não das superpopulações que se outrora e em dados momentos e circunstancias territoriais o emprego é essencial para sustentar a urbes e o supercrescimento de uma civilização, no outro não só é descartável, mas um obstáculo para que seus maquinários ocupe e extraia os mesmos recursos naturais com menos custos, especialmente quando essa superpopulação de bocas famintas não está encerrada dentro do território ou não pertence a gene que compõe o domus e cultura de gentes essencial para perpetuar uma determinada nação, cultura e civilização e não outras tomadas assim nesse modelo tanto como concorrentes, como oportunidade de expansão mediante sua vulnerabilidades sejam econômicas ou ecológicas.

E não vou nem falar da Amazônia. Como se qualquer uma das partes que fala da florestas, seja nacional ou gringo estivessem preocupados com que lá habitam, ou qualquer outra coisa de forma isso afeta o seu ambiente seja o econômico ou ecológico. Planeta é só um código para novamente quem vai determinar quem para definir senão de quem será o controle de fato, a ordem das prioridades pelo qual a natureza será ou não morta, e qual interesses e culturas de exploração serão implementadas como interesse agrícola. Celeiro de todo mundo, celeiro de todos os brasileiros, e principalmente terra de índio ou virgens isso não importa com qual modelo civilizatório ou civilização que esse território de fato fique submetido, você pode ter certeza é que não vai ser. Um problema do progresso e civilização, não um problema do que se chama por progresso e se contrabandeia como se fosse civilidade dentro do que é em verdade uma barbárie feita com uma diplomacia feita com toda estupidez, ignorância de curralista ou com 100 talheres de prata e toda educação e realeza do mundo. Mas que no final das contas, ou das contabilidades dos estados-nações resultando num saldo para a balança comercial dos povos e sua herança das próximas geração num único resultado: prejuízo.

Veja então que se a cultura a agrícola quanto a política, produz num dado momento e lugar a política e economia do crescei e mulplicai-vos em outro momento estimula ou promove em tempos diferentes ou lugares diferentes ao mesmo tempo dependendo da gene biológica e cultural da população em questão a diminuição das taxas de natalidade e aumento das de mortalidade, mesmo via politicas públicas e econômicas indiretas ora de omissão, ora de proação, ora de repressão, dependo dos interesses geopoliticos de ocupação demográfica e exploração comercial e econômica de um dado território e população dentro do globo.

Neste sentido a mobilização dos terras e produtos agrícolas assim como todos recursos naturais e econômicos novamente estão estrategicamente submetidos, ao jogo de interesses onde a disputa dos mercados, propriedades e até mesmo dos territórios não se dá pela tal mera acumulação de capital, pelo capital, o jogo superficial e aparente, mera razão contábil, monetária e financeira com a qual os jogadores não apenas trocam suas fichas e medem suas forças de fato, tanto comerciais, econômicas e militares, mas manipulam e mobilizam os players inclusive os grandes players; mas o jogo dos interesses profundos que norteiam as verdadeiras finalidades das quais todos esses meios são postos para se autojustificar e racionalizar: o jogo do poder, que determinou ao longo da história não só a ascensão de potencias, impérios, mas as quedas de outros, e no meio dessas disputas que quase sempre terminam em guerras e terras arrasadas, o extermínio, genocídio e holocausto de famílias, tribos, povos e porque não dizer civilizações inteiras.

A arte da guerra, da pilhagem sistematizada em larga escala incluso a feita de forma disfarçada seja sobre as populações marginalizadas nativas ou sequestradas tidas como menos civilizadas ou menos cidadãs, dentro dos territórios já ocupados e dominados, seja fora nos territórios alheios são de longe as técnicas absolutamente necessárias para arregimentar não propriamente de forma voluntária recursos matérias e humanos para construir e manter uma civilização. Mas assim como não são as técnicas e gentes recursos e terras e riquezas que se toma os pilares, os fundamentos, enfim a arque, da lógica desse modelo civilizacional histórico, também não o são a guerra e pilhagem, mas porque antes de se formar o contingente de servos, escravos domésticos ou internacionais a trabalhar e pagar tributos sob a ameça da dissuasão ou repressão armada, a próprio desenvolvimento das técnicas de domesticamente em larga escala dentro de uma tribo que permitiu a formação desse exercito que antes de ser de civil, há que ser militar.

Domesticar e fazer gente bois de arado é relativo e mantê-los encercados é relativamente facil principalmente depois que se tem cães de guarda, dificil é manter os cães de guarda treinados para rasgar carne com violencia como pitbulls a não rasgarem a carne de quem os comanda mas só sob o seu comando. Daí a importância da apropriação da religiosidades para o culto dos todos poderosos, como servidão primeiro tanto como ato de sacrificar-se em nome deles ou da entidade feita a sua imagem e semelhança enquanto senhor quanto sacrificar em holocausto e genocídio qualquer um sobre seus mando e mandamentos. Sacrificar-se ou sacrificar os outros lentamente trabalhando depois que se aprende a comandar os ritos e costumes do culto aos sacrifícios é mera reaplicação da mesma técnica para outras finalidades.

Novamente não confundir a noção de sagrado, a senso-noção de re-ligação com tudo sua perversão a idolatria ao poder e suas finalidades necrófilas e comorbidades patológicas da pisque sobretudo coletiva associadas as manias e perversões comumente associadas a esses praticas, rituais e seitas especialmente as corporativamente organizadas. Mas novamente tais não são em si, a raiz mas uma da primeiras formas de organização ideológica desse forma de domesticação, até porque o método em essência se replica para as demais. Ou seja das técnicas de domesticação das gentes se servem e sem elas não se reproduziriam.

Sobre essas técnicas de introjeção da vontade do alienador no alienado como superego contra a sua própria livre vontade e formação da sua próprias concepções e consciência, discorre em outros textos…

Mas em resumo consiste nas mesmas técnicas primitivas que se usam para quebrar qualquer animal, prisioneiro ou torturado, sejam individual ou em grandes coletivos, privação regulada dos meios vitais e ambientais, ameaça e consumação de violações violências físicas e psicológicas intermitentes e sistematizas e por fim as portas de saída dessa arcabouço ou inverno mediante a completa conversão, submissão e condicionamento não só comportamento mas das vontades e esperanças completamente reduzidas ao não só ao universo dos prêmios e punições, mas dos sentido existencial predefinido pelo privador-violentador a vida do violentado-privado, que quanto mais cedo amputado, quanto por mais gerações submetido a tal condição doméstica mais toma está não só por natural, mas absolutamente essencial a sua sobrevivência. Ou seja não precisa ser posto a servir, mas serve e até mesmo ataca quem ouse o retirar da sua condição de fidelidade canina. Basicamente portanto perversões da apropriação e canalização dos sentimentos gregários de um cultura de solidariedade e cooperação mutua, para de servidão e defesa do própria parasita hospedeiro que devora sua carne e alma. E só não chamo de possessão diabólica porque senão vai chover doido procurar nessa alegoria onde está o deus e o diabo nessa terra do sol.

Claro que esse individuo vulnerável a alienação também pode ser colhido apenas como oportunismo, do sofrimento natural que a vida causa sem que ninguém maquiavélicamente sistematizar o plantio da sua carestia, nem industrializar a colheita da sua servilidade, mas aí novamente isso não construí a arquitetura de um metrópole com castas, classes diferenças e riquezas pobrezas e gente empilhada uma sobre as outras para a otimização da mão-de-obra e vigilância e claro centralização da tributação que caracteriza as civilizações, e sem a qual tais conveniências essas não subsistiriam.

Logo embora ainda duvide, a duvida razoável, sinceramente não me surpreenderia que uma vez quebrado o paradigma atual, a arqueologia, viesse a descobrir que possa ter havido outras civilizações antes dessas conhecidas e reconhecidas, porque existam elas ou não o advento da humanidade, do ser como um ser humano ainda que em tese não diga com tal, como prática e costumes é certamente muito mais antigo do elas, porque se todos fossemos apenas porreteiros e puxadores de gatinhos, queimar em fogueiras os estranhos, e a passar com a roda do progresso pela cabeça de quem quer que seja, a negar o pão, e renegar verdades, quem haveria de ter inventado a roda, descoberto o fogo, feito o pão e adventado de fato, os fatos e verdades? Mas isso é o que menos importa, porque o fato é que tenham existido ou já existem mais. E o que realmente interessa é que nós sim existimos, e de nós depende as humanidades que poderão vir a existir. No plural porque a pluralidade e diversidade não anula o fato de todos sermos iguais pelo contrário é um dos fundamentos absolutamente imprescindível para o seu reconhecimento enquanto tal. Humanidade.

E dá lhe Zun-TSun para “executivos”. Adoro essas pataquadas, que falam de todos os capitulos, e lições e se esquecem logo do primeiro como o general demostra que sabe montar o exercito do barro, transformando qualquer coitado em soldado, até mesmo com as concubinas do rei, com a técnica que move a máquina tanto em tempos de guerra quanto de paz, o terror: quem não obedece a ordem vive sob a pena de morte. O que se traduz nos sistemas de produção trabalhistas autoritários em geral, liberais ou socialistas, não importa, pela máxima: quem não trabalha não come. E na ordem da guerra, quem se recusa a matar, é traidor e vai para o paredon.

Uma técnica desenvolvida onde aqueles que estão dispostos a matar e morrer vão para as cabeças da hierarquia e dominam não apenas uma unica pessoa, mas enormes milhares usando primeiro o sua própria disposição psicopatia de matar e depois daqueles que ele subjuga para ir produzindo essa seleção artificial, onde uns ele elimina, outros ele escraviza, e outros ele recruta para reproduz a sua técnica e expandir num efeito piramide a sua técnica de caça e domesticação de gentes. Como funciona?

A teoria dos jogos ajuda a entender. É uma tática onde o player não só jogo contra um outro jogador e vence. Mas vai jogando contra vários sozinhos e vencê-los. Não porque tem uma força, posição, melhor, está melhor armado, está em maior número, mas porque é capaz de cometer atrocidades contra os seus e os demais que os demais não dispostos a cometer. Uma estratégia que não esta baseada na moral das tropas, mas está baseada na completa ausência de ethos da liderança, que se faz liderança e que prevalece pela estratégia da que soma três componentes: violência, covardia e terror.

A força de fato em si não se converte é violência, não enquanto não se converte em ameaça ou consumação de um ato violência. A violência por sua vez, pode sua vez se for aplicada contra uma força contra a qual não se pode vencer e dominar é um ato de bravura, e logo uma estupidez porque implica salvo piedade do outro, em morte certa. E se não for um ato contra quem a vitória é certa, isto é, sabidamente, não tem forças para resistir e facilmente poderia se dominar ao invés de aplicar a força, é uma covardia. O uso da força bruta a menos que seja um ato portanto de bravura estupida sempre é feito contra um adversário mais fraco ou mais estúpido e ou se mais forte e inteligente, despreparado, surpresa, traição, engodo, a arte da guerra, é de dissimulação cortar o pescoço dos outros de preferencia dormindo, dissimulação, manipulação, a politica feita com tropas e armas, a arte de jogar uns contra os outros para que eles se matam e você ganhe no antes e no depois da carnificina, e reine de preferencia sobre as riquezas, mas se não puder sobre as ruínas, mas a todo e qualquer custo reine, ainda que sobre corpos e cinzas. Violência portanto não pode ser um ato de fúria ou bravura indômita, mas de calculo estratégico de perdas e ganhos calculados, um ato frio inteligente de assassinato premedito de preferencia em massa de gente que não possa se defender para minimizar as baixas. Um ato que não pode ter exigitação, piedade misericórdia, e não raro deve conter sadismo e toda especie de vilipendio terror para que ninguém ouse desafiar a autoridade. Lição número 1 de arte da guerra: Nada como cabeças cortadas na primeira fila para fazer a segunda marchar quietinha e direito.

Qualquer general, líder de trafico, ou terrorista de protoestado que queira assumir e manter o controle de um território e sua população sabe disso. O seu negócio é tacar o terror e vender a paz desde que todo mundo obedeça sua ordens e mandamentos. Simples assim. Essa estratégia violenta e covarde funciona não porque as pessoas que estão submetidas sejam naturalmente fracas, idiotas, covardes, insolidárias, incapazes de sacrificar umas pelas outras. Mas justamente pelo contrário. E nisto está a grande perversão e maldade desse estratégia que permitiu que se viralizasse e constituísse como sistema:

Quando um individuo saca sua arma e aponta para a multidão desarmada tenha ela 6 balas ou 20, ele e a multidão sabem que vão cair ele mais 5 ou 20. E logo bastam 6 ou 20 com a mesma disposição dele para matar e morrer que ele para libertar os demais do seu jugo. Não é arma a fonte do seu poder, mas essa perversão, é preciso haver indivíduos não só dispostos a morrer pelos uns pelos outros, porque isso os dominados não raro estão, por exemplo em regimes onde por exemplo, a pena para quem se suicida e de morte para toda a família, a estratégia psicopática não apenas usa os instintos de preservação para manter todos divididos e dominados, mas o próprio instinto gregário, aquele que torna naturalmente a um ser humano repulsivo matar até mesmo atacar ser humano repulsivo porque ele continua ódio a parte sendo visto como semelhante, e a chamar para um linchamento de um fascista pendurado como um porco ou executado num tribunal é tão desnaturador quanto a sua dignidade humanidade quanto a própria condição humilhante.

A estratégia de dominação do psicopata é o desafio do canibal, para me vencer terá que me devorar, mas se me devorar você agora será o canibal. Não é maquiavélico é diabólico, porque vão-se os monstros morrem mas o padrão da monstruosidade, se perpetua. Não é a toa que ditos santos e mártires que enxergam não apenas as formas das coisas mas as suas redes e padrões tenham preferido morrer sem ceder a sua dignidade ao padrão teratológico do que se perverter eles mesmos nessa forma de vida podres e doentias.

Não é preciso nem de uma pistola, mas com uma faca, veneno, disposição da matar gente no na cama, de preferencia dormindo, de preferencia no berço, sem nenhuma inteligencia, nem sequer força extraordinária força extraordinária, apenas com disposição para cometer atos capazes de inspirar o medo o terror da confrontação, o medo e terror das pessoas não perderem apenas sua vida, mas caírem na sua graça e desgraça, o medo de perderem sua vida não porque são justos ou injustos, mas porque podem desagradar o mal ou bom humor e comportamento que há de ser imprevisível e ser errático, porque se previsível, pode ser objeto de planejamento e armadilha e sabotagem. Não, tudo que se precisa, para fundar uma grande civilização como tantas que conhecemos, como seus cesares, imperadores, seus reis, genocida, fuhers, e ditadores, porque não há nenhuma delas que em seu apogeu, o prenuncio da sua queda não tenha tido um. É ter e estar contaminada dessa disposição que funda as relações de poder e patrio-poder, a cultura de violencia e a pulsão de morte. Matar e morrer como grito de guerra da ordem e horda que impera sobre aqueles que apenas querem viver e deixar os outros viverem em paz.

Novamente marcante seja que a arte da guerra começa com cortante com umas cabeças e termine com nada mais nada menos que:

“Um exército sem agentes secretos é um homem cego e surdo.”

Cabeças cortadas. E olhos e ouvidos por todas as partes. Psicopatas no poder. Receita certa para que a idiocracia continua marchando contra impunemente contra uma humanidade cada vez mais devidamente imbecilizada até a sua completa extinção, seletiva e discriminada como sua cegueira é claro. Porque sabedoria por sabedoria eu fico com a popular, que é onde as calo doí, antes da ciência descobrir finalmente que vejam só não é doi mesmo:

Idiocracia. Não são idiotas no poder. Idiocracia é a base milenar da nossa cultura e civilização, uma loucura coletiva que nos momentos de crise e conflito sistemico fica evidentemente porque a sua brutalidade das suas técnicas de domesticação e exploração se intensificam e expõem de forma mais explicitas aos alienados. Mas não uma loucura qualquer, mas bastante especifica que tem método de produção reprodução, interesses e objetivos, a insanidade da idolatria e servidão ao que hoje a psicologia descreve como psicopatas. Interesses diretamente ligados a forma como doentia como essas psicopatas enxergam, tratam usam e dispõem brutal ou inteligentemente das outras pessoas e seres vivos como se fossem suas coisas a seu bel prazer para satisfazer suas taras, desejos e vontades e fantasias de posse e poder e sobretudo perpetuação eterna materialista e até transcendental do seu eu narcista e megalomaniaco para além da vida da morte, como memória, divindade, e toda gama de imbecilidade que povoa os mitos e credos e crenças de quem irá morrer e matar em nome dessas fantasias mórbidas, necrófilas e antropofágicas destas múmias que se acham deus-sol e querem enterrar todo mundo vivo junto com eles dentro das suas piramides em suas pulsão genocidas autodestrutivas.

É isso que as pessoas não entendem um estatopata não tem por arma a sua falta de empatia, ou o saber lidar com a empatia, muito pelo contrário, ele é um especialista na sua manipulação, perversão. A falta de empatia é o limão onde esse cérebro, fez uma limonada, do mal, mas limonada. Suas verdadeiras armas e escudos são as empatias e solidariedades alheias que ele sequestra toma como refém, ameaça executar, cobra resgate, aprisiona, mutila, escraviza, usa como escudo, divide, soma, integra ou desintegra, para manipula, domestica, converte e perverte, tortura. Ele não é um idiota, que não sente, ele sente e não percebe, ele sente apenas não sofre, não liga, e usa os sentimentos e sofrimentos, as ligações que os outros tem e que ele não possuem naturalmente uns com outros, a seu favor, objetivo e e prazeres desnaturados. Ele não joga com armas, ele joga com vida e com os afetos e afinidades e afeições naturais entre seres vivos humanos para obter as vantagens estratégicas políticas econômicas e sobretudo culturais sobre os seres que na sua cabeça já são coisas, falta agora só agora tomá-las, nem que para isso como diria jack o stripador irmos por partes.

A arte da guerra da politica economia é a arte de psicopatas a usar seres humanos não só como armas mas escudos humanos. Uma arte que não funciona se a outra parte não tiver nenhuma outra vida senão a própria como sagrada, ou em outras palavras se a outra parte for igualmente psicopatia e estiver disposta a matar toda e qualquer vida para prevalecer que o outro use como arma ou escudo para prevalecer, seja a sua ou de outro ser. Um exemplo clássicos:

(…)Pode parecer estranho olhando tão de longe e em uma sociedade ocidental com conceitos cristãos, mas assim como tudo na natureza, a adoração dos egípcios aos gatos não se deve à uma loucura ou devaneio aleatório, mas à sobrevivência. Exímios na agricultura, os egípcios tinham sérios problemas com roedores — animais que além de acabarem com as plantações, levavam diversas doenças contagiosas. Diferente dos cachorros, que perderam suas principais características primárias e foram domesticados, o gato nunca foi exatamente domado e, sendo assim, naquele fatídico Egito cheio de ratos, os felinos surgiram como salvadores. Toda a população ficou estupefata com a forma dos gatos e o jeito e a agilidade com que caçavam. Sendo a agricultura o meio principal que movia aquela sociedade, não demorou para os bichanos ganharem cada vez mais importância.

A reverência aos gatos cresceu enormemente ao longo do tempo e, assim, ter um desses animais em casa era sinal de proteção e sorte. Realmente, pode se dizer que ganharam tratamento de reis, ou melhor, deuses. A deusa Bastet surgiu como representante e era adorada fervorosamente. As mulheres pintavam os olhos com a intenção de reproduzirem o formato do olhar felino, templos foram criados e até mesmo leis estabelecidas. Matar um gato era o mesmo que pedir a morte — a reverência era tamanha, que uma pessoa podia morrer ou ser sentenciada a punições se machucasse um felino. Consequentemente, o animal se tornou de interesse geral, sendo levado para outros países. Porém, a exportação foi proibida e os gatos viraram artigo de luxo, acabando por serem contrabandeados a preços exorbitantes — o que só tornou a reverência ainda maior no Egito Antigo.(…)- História Felina: Por que os gatos eram sagrados no Egito Antigo? — CAT CLUB

Eis que…

Quando um comandante persa chamado Cambises II soube que os inimigos da terra do Nilo veneravam tanto esses felinos, não teve dúvidas e ordenou que seu exército atacasse o país das pirâmides usando uma tática no mínimo inusitada: gatos foram colocados à frente de suas tropas como escudo! Os egípcios não ofereceram resistência. Era melhor se render diante dos persas do que cogitar a possibilidade de ferir um ser sagrado(…)

Há versões que ainda contam que de quebra ainda catapultou os felinos, tanto faz. Exceto para os felinos. Daí a burrice de psicopatas terroristas se esconderem em escolas ou igrejas (mesquitas) para se esconderem de bombas dos estatopatas ocidentais. O escudo humano, a criança neste caso já não representa aos olhos do estatopata, uma criança, mas um filhote de terrorista. Um erro de cálculo onde o terrorista de um lado presume que do outro lado não há também um terrorista? Não porque nem o terrorista de um lado lá dentro espera que o outro esteja lá dentro, nem o outro se importa, se a criança que vai ser atingida esteja dentro ou fora do alvo do seu bombardeio. Porque um quer que a criança seja de fato atingida, o outro não se importa em fazê-lo deste que todos estejam mortos, e o publico alvo dessa tática aquele onde a criança que poderia serve tanto de arma e escudo numa outra campo de batalha o da guerra por corações e mentes, a guerra da informação, sua vida e morte é objeto de um outro campo de batalha onde a realidade se desfaz a guerra da informação. A criança está morta. Primeiro sua carne, agora sua memória, sua vida e morte, foram usadas como se fossem coisas e continuarão a ser usadas pelos mesmos estrategos que a assinaram em seus jogos de guerra e propaganda de guerra para comover, convencer e vender suas narrativas aos idiotas que irão financiar e bancar as máquinas de mortes. Necrófagos a parasitar as vidas e sentimentos humanos e gregários como malditos replicantes a matar seus hospedeiros.

Mais um exemplo, este mais moderno, e próximo, agora de como realmente vencer e levar os espólios das batalhas sem precisar desembainhar espadas, a guerra do Paraguai, ou como é possível se contar uma mentira, sem dizer senão (meias) verdades. Ou a só a metade da história…

A ‘guerra total’

“O ano de 1869 marca definitivamente o conceito de guerra total”, diz o historiador paraguaio Fabián Chamorro à BBC News Mundo, serviço em espanhol da BBC.

Com o Exército paraguaio praticamente exterminado, explica Chamorro, figuras importantes dentro das forças aliadas chegaram a sinalizar que a guerra teria terminado e que seria o momento de deixar o país.

Conforme Chiavenato, uma dessas figuras era o general Luís Alves de Lima e Silva, futuro duque de Caxias, que liderava as tropas brasileiras no Paraguai.

“Quanto tempo, quantos homens, quantas vidas e de quantos recursos necessitaremos para terminar a guerra, quer dizer, para transformar em fumaça e pó toda a população paraguaia, para matar até os fetos no ventre das mulheres?”, argumentou com o imperador Dom Pedro 2º.

A ordem, entretanto, era de que a guerra só chegaria ao fim com a morte do presidente do Paraguai, o marechal Francisco Solano López, o que só aconteceria em 1º de março de 1870.

“Não tinha necessidade de fazer toda essa caçada, em que a população civil foi a principal prejudicada”, ressalta Chamorro.

Enquanto lutava pela própria sobrevivência, Solano López recrutava soldados cada vez mais jovens.

“Primeiro eles tinham 16 anos, depois 14, 13 anos”, relata Barbara Potthast, professora de História Ibérica e Latinoamericana na Universidade de Colônia, na Alemanha.

A historiadora encontrou até registros de alistamento de meninos de 11 anos — que não chegavam a ir para a frente de batalha, mas se dedicavam a outras tarefas, como transportar materiais.

O mesmo acontecia com as mulheres, muitas vezes encarregadas da logística.

“Não era um exército profissional como conhecemos hoje”, pontua Potthast. “Como muitos dizem, era o ‘povo pegando em armas’.”

Escudo humano?

Solano López conseguiu escapar algumas vezes dos aliados. Sua última “fuga milagrosa” aconteceu quatro dias antes de batalha de Acosta Ñu, quando caiu Piribebuy.

“Em 12 de agosto (de 1869), as forças paraguaias se dividiram em duas: o marechal ia em uma coluna e, em outra, mulheres, crianças e idosos”, conta Chamorro.

O último grupo levava toda a logística do Exército em carros de boi: canhões, armas, vestuário, acessórios de cozinha.

Segundo o historiador, eles foram alcançados pelos aliados — em sua maioria soldados brasileiros — e “não tiveram outra opção a não ser lutar”.

Já Potthast cita outra teoria. “O que se diz, e não tenho motivos para duvidar, é que nessa batalha a função das crianças e jovens era servir como uma espécie de barreira para o avanço do Exército.”

O fato é que Solano López conseguir mais uma vez fugir para o Norte com o restante das tropas, onde continuaram a resistência.

20 mil contra 3,5 mil

A batalha de Acosta Ñu aconteceu próximo ao que hoje é a cidade de Eusebio Ayala, no centro do Paraguai, e foi, nas palavras de Chamorro, “um verdadeiro massacre”.

“De um lado estavam os brasileiros, com 20 mil homens”, escreveu Chiavenato. “De outro, os paraguaios, com 3,5 mil soldados entre 9 e 15 anos, além de crianças de 6, 7 e 8 anos que também acompanhavam o grupo.”

Ainda que não haja consenso sobre o número — e alguns relatos chegam à cifra de 700 -, os diferentes historiadores e registros destacam a crueldade que marcou a batalha.

As crianças e jovens lutaram ao lado de alguns veteranos de guerra, um contingente estimado em algo entre 500 e 3 mil, a depender da fonte.

De qualquer forma, existia uma assimetria grande entre os dois exércitos, que não só era númerica e etária, mas também tecnológica.

“As armas usadas pelos paraguaios tinham um alcance máximo de 50 metros”, diz Chamorro, enquanto “os rifles Spencer, usados sobretudo pela cavalaria imperial do Brasil, tinha um alcance de mais de 500 metros.”

“Ou seja, para que o paraguaio pudesse confrontar um brasileiro, tinha que encarar dez descargas de bala. Era impossível”, completa.

A isso se soma o fato de que os mais novos não tinham nem força física para empunhar as armas, muito menos nas condições em que estavam, com fome e muitas vezes doentes, acrescenta Potthast.

No campo de batalha

A batalha começou pela manhã e terminou cerca de 10 horas depois, com poucas baixas do lado brasileiro e quase nenhum sobrevivente do lado paraguaio.

Os detalhes sobre o confronto, mais uma vez, divergem a depender da fonte.

Potthast afirma que, para que os soldados brasileiros não percebessem que lutavam contra crianças, foram colocadas barbas falsas nos meninos. Já Chamorro argumenta que não haveria tempo naquelas circunstâncias para que se preocupassem com esse tipo de detalhe.

Diz-se ainda que os pequenos iam armados com varas que simulavam rifles.

“As crianças de 6 a 8 anos, no calor da batalha, aterrorizadas, se agarravam às pernas dos soldados brasileiros, chorando, pedindo que não os matassem. E eram degoladas no ato”, escreveu Chiavenato em sua obra, conforme a tradução do Portal Guaraní.

À tarde, ele acrescenta, quando as mães recolhiam os corpos dos filhos e ainda havia feridos, os brasileiros teriam queimado todo o lugar.

O general brasileiro Dionísio Cerqueira, entretanto, que participou da batalha, deu outra perspectiva. “Que luta terrível entre a piedade cristã e o dever militar! Nossos soldados diziam que não lhes dava gosto lutar contra tantas crianças.”

“O campo ficou repleto de mortos e feridos do lado inimigo, entre os quais nos causava muita pena, pelo número elevado, os soldadinhos, cobertos de sangue, com as perninhas quebradas, alguns nem sequer haviam atingido a puberdade”, completou.

Potthast, por sua vez, encontrou relatos que afirmavam que, pelo contrário, os pequenos não choravam, mesmo quando eram feridos.

Nas palavras da historiadora alemã, o único ponto em comum entre os observadores e historiadores de todos os lados era o “valor e a coragem da luta dos paraguaios, inclusive dos meninos soldados”.

Identidade nacional

Tanto Chamorro quanto Potthast ressaltaram que o conceito de infância no século 19 não era o mesmo que hoje. Ainda assim, a ideia do “menino herói” que morreu defendendo sua nação é parte da identidade nacional paraguaia.

“Essa guerra é o acontecimento mais importante da história do Paraguai”, disse a historiadora alemã à BBC News Mundo. “É pedra fundamental do nacionalismo que se desenvolveu no século 20.”

A ideia difundida por uma parte dos acadêmicos e por vários governos, sobretudo militares, foi a de que os paraguaios “perderam a guerra, mas lutaram com heroísmo, e é desse heroísmo que tiram força”, destaca Potthast.

A batalha de Acosta Ñu foi usada como uma “excelente propaganda para transformar as crianças em futuros soldados”, acrescenta Chamorro, que lembra, porém, que o serviço militar no Paraguai é obrigatório.

O decreto que em 1948 fixou o 16 de agosto como Dia da Criança no Paraguai destacava a importância de “fomentar por todos os meios a difusão e intensificação do sentimento nacionalista por meio das grandes memórias”.

Sobre as crianças especificamente, destacava que elas deveriam ser educadas com base no patriotismo.

“Há trabalhos escolares escritos depois de 1948, por exemplo, em que se vê um garoto assistindo a um desfile militar e falando para o pai: ‘Papai, quero ser soldado’. Ao que ele responde: ‘Você já é um soldado’.”

Um século e meio depois, o monumento inaugurado neste 16 de agosto pelo presidente Mario Abdo Benítez é, segundo a Secretaria Nacional de Cultura, “em honra aos heróis da pátria, os meninos mártires de Acosta Ñu” — a sangrenta batalha em que crianças lutaram contra o Exército do Brasil na Guerra do Paraguai

Genocidas de um lado, imperadores e ditadores estatopatas do outro, e para variar crianças feito soldados no meio, e escravos feitos de arma escudo e alvo bucha de canhão. Mas e onde está a tal vencer sem passar desembainhar a espada. É porque faltou a BBC: a Brithis Broadcast Chanel citar um terceiro ator fundamental oportunamente omitido nesse crime contra de Estados e estatopatas & corporations contra a humanidade: o principal beneficiário The British Empire.

Este, segue na integra:

A Guerra do Paraguai ocorreu de 1864 a 1870, quando os países: Brasil (9 milhões de hab), Argentina (1,7 milhão de hab) e o Uruguai com 260 mil hab, totalizando 11 milhões de habitantes integrantes da Tríplice Aliança fizeram uma Guerra contra o Paraguai (650 mil hab.). Inicialmente, para justificar a guerra, o governo argentino criou atos de provocação aos barcos e navios paraguaios que cruzavam o Rio da Prata rumo ao mercado externo. O brasil tinha invadindo o Uruguai em março de 1864, o que acabou levando a derrubada do Presidente Atanásio Aguirre, em fevereiro de 1865 e a subida ao poder de Venâncio Flores. Esta invasão militar brasileira levou a entrada do Paraguai, que era aliado do presidente Aguirre [1]. Esta Tríplice Aliança ocorreu mesmo existindo conflito de interesse entre estes países. Entretanto, em 1867 a Argentina e Uruguai abandonaram a Guerra. Além disso, tivemos o fato de Duque de Caxias, comandante do Exército brasileiro ter pedido demissão em 1869, por considerar a continuidade da Guerra uma carnificina. O seu substituto, Conde d eu, marido da princesa Izabel, foi responsável por vários massacres, entre eles o de ter fechado um hospital paraguaio e colocado fogo e de por veneno nos poços de água, para eliminar toda a população, seja civil ou militar.

O Paraguai, que antes era o pais mais desenvolvido do continente, com ensino público e alto índice de alfabetização, passou a ter um quadro econômico e social mais dramático. Suas industrias nascentes destruídas, sua população quase foi exterminada com a morte de 80%, onde sobreviveram mulheres e crianças e retorno da produção exclusivamente agrícola. Além deste quadro ainda tivemos um governo fantoche, tendo em vista a ocupação militar do Brasil até 1874. Não bastou perder grande parte de seu território (390 780 km²), o genocídio de 80% de sua população, a destruição de sua infra estrutura e sua capacidade produtiva, ainda restou a divida pública [2] fruto de empréstimos junto a Inglaterra para pagar reparação de Guerra a Argentina e Brasil. Este fato vai dar inicio a dependência financeira junto a Inglaterra, a grande oficina do mundo. Este pais foi vitima de um genocídio e ainda teve que pagar pelo massacre que sofreu.
Entre os mortos do Brasil tivemos a maioria constituída por escravos colocados na condição de soldados. O Brasil se manteve em seguida preso ao modelo agro exportador via monocultura do café. Somente nos anos de 1930 o Brasil deu inicio ao seu processo de industrialização, logo após a crise de 1929 e a Depressão dos anos 30.
A Inglaterra foi a grande beneficiada pois teve a liquidação de um pais que tinha um desenvolvimento autônomo em relação a grande potência. Tudo isso ocorreu sem que a Inglaterra tenha declarado Guerra ao Paraguai e tivesse usado dinheiro público para defender os interesses de seus capitalistas. Bastou ter governos submissos aos seus interesses para fazerem o trabalho sujo. As guerras eram grandes negócios para a Inglaterra mesmo quando ela não atuava diretamente. Assim, emprestou dinheiro para o Brasil e Argentina, durante a Guerra e depois emprestou ao Paraguai para pagar as reparações de Guerra a Brasil e Argentina. Além disso, durante o conflito a Inglaterra vendia navios de Guerra e armamentos para os países envolvidos.
Neste caso a Inglaterra terceirizou a responsabilidade operacional e os custos da eliminação de um possível concorrente. A história oficial se encarregou de tentar transformar os dirigentes deste conflito em heróis nacionais, enquanto se tratou efetivamente de tamanha submissão aos interesses imperialistas ingleses. Ou seja, viramos bucha de canhão do imperialismo inglês. O Exército naquele momento era composto por oficiais vindos da classe média e soldados recrutados entre os escravos [3] e pobres. Desde então tivemos a modernização e o fortalecimento institucional do Exército e uma história de sucessivos golpes de Estados com papel destacados dos militares, que vão desde a proclamação da República ao Golpe Militar de 1964, numa nova etapa de expansão do capital estrangeiro em território nacional, agora sob a hegemonia dos EUA. O Brasil cumpriu este papel sujo de eliminar um embrionário concorrente da Inglaterra, pois estava na fase inicial da sua industrialização, enquanto o brasil estava impossibilitado de dar inicio ao seu processo de industrialização.
A lição que surge deste fatos é que os países que se industrializaram no final do século XIX ao completarem suas industrializações fizeram de tudo para evitar que novos países se industrializassem como afirmava Friederich List, pois significa o surgimento de países concorrentes. [grifo meu] Ao mesmo tempo, o governo imperial brasileiro oferecia a estes banqueiros ingleses a garantia de rentabilidade de 7% ao ano àqueles que concordassem na implantação de ferrovias para dar sustentação a expansão da atividade cafeeira, iniciando a Parceria Publico Privada ou capitalismo por conta e risco do dinheiro público. Com esta Guerra a dívida externa brasileira vai ser impulsionada e com isso a dívida pública tem um acelerador. A dependência financeira foi a marca principal, pois da época da independência até o fim da Monarquia, o Brasil tomou 17 empréstimos em bancos ingleses, para quitar débitos antigos [4]. Tal fato comprometeu os gastos sociais e as politicas públicas, e ao mesmo tempo que assegurou o lucro dos banqueiros e ampliação da dominação financeira sobre o Brasil. A Guerra do Paraguai precisa ser revista de forma critica para entendermos os grandes problemas atuais e os desafios que enfrentaremos. -Guerra da triplice aliança : submissão, genocídio e dívida pública, José Menezes Gomes: Doutor pela USP, Pós Doutor pela UFPE, Professor do Mestrado em Serviço Social e do Curso de Economia de la UFAL de Santana do Ipanema.

Aliás permita-me repetir:

A lição que surge deste fatos é que os países que se industrializaram no final do século XIX ao completarem suas industrializações fizeram de tudo para evitar que novos países se industrializassem como afirmava Friederich List, pois significa o surgimento de países concorrentes.

Só no século XIX? Século XX. Século XIX. Celeiro do mundo, pulmão do mundo. Índio, floresta, direitos humanos, são apenas armas ideológicas nas mãos de outros estados. E é justamente por isso mesmo que do uso e abuso, dessa hipocrisia, da contradição entre as narrativas e práticas, desse falso humanismo, cosmopolitismo, e ambientalismo dessa falsa democracia, liberdade, e direitos humanos instrumentalizado para interesses de estados e corporações transnacionalistas e projetos de poder autoritário disfarçado de libertário, dessa falha narrativa que os governos ultranacionalistas e populistas e viés totalitário voltaram a carga e tomaram de assalto esses castelos em ruínas e se fizeram os falsos salvadores protetores e profetas dos interesses dos povos e pátrias contra esses “conspiradores internacionais”. Uma tosca e grosseira falsificação a apropriação ideológica de discursos antissistemicos. mas que continuam a crescer cada vez que podem usar dessa contradição, dessa falha do sistema ideológico hegemonico, que como faca de dois gumes, retroalimenta essa contra-ideologia, que não deixa de ser a mesma falsidade e falsificação e instrumentação ideológica não só polarizada mas radicalizada. Um outro projeto de poder antagonista e polarizado, fundamentalista, extremista porém da mais nova versão da velha ordem mundial, que sempre volta oportunamente para colocar o povo no seu devido lugar em tempos de crise agitação e demandas por mais liberdades e igualdades e sobretudo igualdades de liberdades e autoridades sobre o próprio poder sobre o bem comum, a base das misérias e tiranias- incluso as disfarçadas de civilizações altamente graças inegavelmente a seus próprios sacrifícios, mas também inegavelmente as custas dos sacrifícios humanos e ambientais alheios capitalizados como desigualdade de desenvolvimento humano e socioeconômico e portanto supremacia e poder.

Nesse eterno 1984, nesse eterno admirável mundo novo, sempre igual ao velho, nessa animals farm´s , onde a guerra de propaganda, incluso pela história não das civilizações, ou da humanidade, mas pela história em tempo real, a escrita na cara das pessoas cotidianas como narrativa da sua realidade fantástica, a que nega e renega descaradamente seu próprio senso comum, bom senso, ciência, consciência e substitui por todos tipos de credos e crenças em autoridades, confissões, pregações e propagandas quem perde não é só o consumidor fidelizado. Mas o gado e cavalo de procriação, exibição, arado, montaria, combate e abate igualmente domesticado.

E se digo isso, não é para que tenhamos medo dessa maldita dança da morte, ou desses velhos malditos que não querem viver jovens para sempre a custa da vida alheia pulsando a morte, fedendo a mortos-vivos. Não é para acrescentar mais um capitulo a esse filme trash de terror B, mas só para lembrar que há muitos melhores e mais importantes do que essa vontade idiota de viver para sempre incluso para além da vida, principalmente na vida dos outros, (o mania do caralho, de não querer deixar os outros viverem a vida deles, nem depois de morto!!!) essa vontade maldita de querer viver assombração memorial, juridica, institicional, essa vontade maldita de se agarrar ditar, existir a todo custo através da vida dos outros.

Lembrar que estamos aqui para coisas melhores como viver e morrer não por coisas e ideias, mas por seres que valem o sacrifício não de outras vidas, mas o sacrifício da única vida que de fato temos o direito de sacrificar a nossa e não dos outros. Seja num único gesto, seja numa vida inteira de dedicação e sacrifícios, não para um “o quê”, mas para um “quem”. Uma ou mais vidas, mas vidas, do contrário é uma vida ou um tempo de vida jogado fora, porque querendo ou não morrendo sempre estamos é a grande pergunta é não é pelo que, mas por quem? Por qual vida ou vidas se vive ou se morre, porque não se engane ninguém está nunca querendo ou morrendo em vão, todos estão percebam ou não vivendo e morrendo para que alguém tome seu lugar, alguns sabem disto e escolhem fazê-lo, outros não. Não há vida sem sentido, o que existe é vidas sem sentido próprio, vidas onde as pessoas não definem o sentido e finalidade e função delas, mas cujo sentido e finalidade e função são definido pelas circunstancias e não raro por outras pessoas que as tomam em tempo parcial ou integrar como objeto de emprego para satisfazer o que elas definem como o que elas definem conscientemente ou não como o delas, mesmo que esse sentido não seja nada além do que seja satisfazer seus desejos e vontades ou meramente possuir usar quem o que quiser como bem entender, simplesmente porque pode.

Tolo portanto de quem acha que a vida não tem sentido, apenas deixa o sentido da vida para ser definido para quem se autoridade prepotente para predefinir e ditar incluso como ordens e mandamento e preconcepções qual o destino e sentido das vidas e mortes alheias. O sentido natural da vida é morrer para dar vida, qual vida, qual criação, quais criaturas, quais obras, eis a vocação dos seres dotada do poder de gerar ou reproduzir vida, incluso novas formas de vida, o poder libertário da criação, que não é preconcepcional nem masculino, mas conceptivo e evidentemente feminino para ódio e reacionarismo do patriarcado. Liberdade como poder da vida, da geração do novo, e das novas geração. E não grito de morte para preservar o velho, o carcomido, o morto, o arcaico. O que se não é podre é pai e mãe que se sacrifica e dá a vida pelos filhos e não os entrega sua carne em troca de mais alguns dias ou cobres, não para carregar seu nome, sua memória, seu dna, sua herança, suas glórias suas conquistas, sua herança, seu…seu… seu… seu… seu… mas para fazer ele cavalo das suas frustrações materialistas transcendentais, mas para dar o verdadeiro legado que uma nova merece enquanto uma nova vida, merece precisa, um novo mundo, livre das assombrações e erros e pecados dos seus antepassados. Sei não, é claro que isso é uma questão de interpretação teológica mas talvez por isso o tal libertor da galileia tenha optado não por crucificar os outros em vingança pelas crucificações , mas em se dar em sacrifício pelos erros e ou em linguagem de programação teológica pecados de quem verdadeiramente ama e quis salvar.

Uma lógica de autosacrificio que não exige tamanho martirio de todos, nenhum sacrificio derradeiro e definitivo, mas que o sacrificio e renuncia proporcional cada responsabilidade assumida para cumprir a missão voluntariamente assumida. Mas que é necessáriamente a lógica contraposta a que prega, manda demanda e sobretudo obriga os outros a ir para a linha de frente servir de escudo ou boi de piranha no lugar dos covardes e meros pregadores, mas que assume a vanguarda e enquanto de fato a for, põe o seu corpo de escudo e dá a sua alma como alimento e não suga a alheia. Se faz Pão que alimenta o corpo, pão que alimenta a alma. Uma outra lógica de (des)programação, feita realizar o milagre de ressuscitar vida não onde está tudo seco, mas até entre exércitos de mortos-vivos. A contracultura ao culto estatopata eugenista de morte e seus pets esquisofrênicos, não só os fundamentalistas fanáticos mas também os niilistas que querem colo da mãmãe.

Agora voltando para alegoria dos currais e cemitérios malditos. Querendo ou não todos morrem. Querendo ou não vidas serão sacrificadas. E se não é você a dar um sentido ao sacrifícios da sua vida e morte serão outros a fazê-lo em seu lugar. Serão outros a sacrificar a sua vida, e em nome de coisas que você não gostaria nem de viver por, quanto mais morrer, ou pior matar ou ter que conviver porque está preso numa armadilha onde se não mata ou não deixa morrer e matar, não sobrevive, ou quem você ama não sobrevive. A armadilha onde o sentido da vida e as funções de quem quer ganhar a vida são determinadas no topo por psicopatas a manipular as pulsões de sobrevivência individual e coletivas, os instintos gregários e egoístas de preservação das pessoas como técnica de controle de domesticação de todos seres vivos, incluso seus semelhantes.

Fugir ou tentar transferir esses sacrifícios, sonhar em ser predador e não mais a presa, tudo isso faz parte dessa enorme fazendas de gentes. Um mundo onde amputadas as empatias, não dá mais para sofrer as dores do mundo, mas só os medos de que o outro seja um prenuncio do que espera amanhã, onde não choramos por compaixão pelo outro ao nos colocarmos no lugar dele, mas novamente por nós mesmo por nos imaginarmos nosso sofrimento no lugar dele, mas um lindo exercício de autopiedade e autocomiseração, uma particular forma de sado-masoquismo feito do sofrimento alheio, que naturalmente não tira ninguém da miséria, porque no máximo produz medinho e tesão. Um medo racional demais para quebrar esse ciclo vicioso. E um tesão que nada tem a ver com a dor que muitas vez é piedade, mas raiva e revolta pura compartilhada de ver uma pessoa passar por aquela condição, mesmo que não se saiba contra quem ou o quê. A vontade de fazer algo e não o coitadismo, que faz a própria pessoa ou quem está ao redor se levantar e não sentar chorar e reclamar, ainda que isso tenha custos ou mesmos riscos.

Mas ainda na falta de sentimentos gregários, há um medo egoísta que por si só é mais forte para superar tanto o medo da morte materialista quanto a promessa de vida eterna em troca da fidelidade canina, o medo de jamais finalmente descansar em paz, . Caso ainda não tenha se percebido, salvo quem é veio aqui para tacar o terror e holocausto, e que não necessariamente vai escapar do fogo no circo, o resto da humanidade está aqui não para se fuder, com raras pausas para tomar um folego, se vai viver e morrer com um dignidade eis a questão. Porque pior do que morrer, ou como se vive ou se morre nessa vida, é ter que reviver de novo e de novo essa maldição porque enterrado nem vivo nem morto, mas como coisa, como pet nesse cemitério maldito.

Uma metáfora por óbvio, mas que representa a sina da verdadeira história da humanidade, não como grandes civilização, mas como povos, especialmente os já extintos pela sapiência da própria humanidade, mas pode chamar pelo nome científico: homo sapiens. Que por sinal, nem de outras civilizações a lhes colonizar para se fazer um serviço que fazem “consigo mesmas” sozinhas.

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X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.

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