Da Renda Básica Revolucionária (Parte 1)

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Recentemente escrevi artigo defendo uma renda básica incondicional, libertária e independente dos governos e corporações. Uma renda básica revolucionária. Segue aqui trechos extraídos do livro Revolução que dão uma ideia sobre as razões desta defesa:

“Não quero que prendam ninguém que me discrimine, quero o fim da segregação, sobretudo sobre o direito natural aos meios necessários a autopreservação. Quero a garantia de liberdades fundamentais, mas dada não como benesse ou favor estatal, mas sim como se deve: por direito natural, e em equilíbrio descentralizado de forças e igualdade de autoridade sobre o bem comum.

Quero o fim dos estados de privação e coerção, o fim das violações sistematizadas. Não quero simplesmente o fim da violação da livre vontade das pessoas de paz, mas o fim do roubo das propriedades particulares e comuns pelos supremacistas. Quero um território onde as pessoas possam se defender particular e mutuamente contra a apropriação de bens e violação destes fanáticos e idolatras por poder. Um território de liberdades garantidas como direitos por disposições constituintes de defesa e provisão mútua como deveres voluntários.

Não quero que ninguém seja obrigado a seguir nada do que digo, não quero que ninguém que não me suporte seja obrigado a conviver comigo, assim como não quero ter que servir ou me associar a eles. Para isso é necessário não só que todos nós tenhamos nossos espaços próprios e tempos livres, mas os meios necessários para viver, de modo que ninguém tome o que é do outro por necessidade, ou se aproprio daqueles espaços e recursos naturais que não podem ser tomados nem consumidos por ninguém sem o prejuízo de todos.

Não quero o fim dos governos, nem sequer das forças armadas; não quero que ninguém seja impedido de tê-los nem de não tê-los; que haja tantos governos quanto as pessoas quiserem ter, desde que elas paguem por eles e não me obriguem mais a servi-los nem a sustentá-los! Tenho que contribuir como todo mundo com o que é o bem de todos? Pois bem, que minha contribuição seja proporcional a participação proprietária que tenho no rendimento nestes bens comuns. Não gostou? Não tem problema, ninguém é obrigado a aderir a nenhum sistema. Quem não quiser participar desta sociedade que monte a sua própria sociedade e negocie seus valores com todos os demais com os mesmos direitos de participação direta no bem comum, liberdade de negociação, valoração e associação de paz.

Claro que não me contento em só simpatizar com a causa dos violentados, defendo não só o direito de reação proporcional de toda pessoa para se livrar da violência, mas antes disso a garantia dos recursos básicos para que ela não seja jamais obrigada a se vender ou lutar com todos os meios necessários para por fim a privação da sua vida ou dignidade. Defendo não apenas a descriminalização do direito natural a autopreservação, mas a restituição e garantia dos bens comuns e meios vitais para que ninguém seja premido a entrar em conflito por sua vida ou liberdade.

Defendo, portanto a desmonopolização do bem comum e a igualdade de autoridades sobre os meios vitais, dada não por promessa, mas de fato através de garantias mútuas de liberdades fundamentais como participação igual nos rendimentos básicos destas propriedades comuns.”

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X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.

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