Da crise na Venezuela à “Renda Básica” na Itália (Parte II)

Ou da esquerda picareta

Na primeira parte desta reflexão, discorri brevemente sobre como os interesses econômicos e disputas geopolíticas das nações por riquezas só são tratados como fossem ou estivessem separados por mera convenção ou melhor interesses político-econômicos, ou mais reconfortante mais fantasiosamente ditados por quaisquer ideologias ou ideais, que até fazem parte do pacote mas tão somente como embalagem ou mais especificamente a ordem como se consuma a efetivação dos interesses (e interessados) que por ventura hão de prevalecer. E como nesse processo tanto a política quanto a economia internacional são mais a arte de pilhar impunemente o vizinho do que propriamente propriamente qualquer coisa parecida com saber viver ou conviver em paz, num mesmo espaço. Aliás não só pilhar, mas jogar todo o lixo, problema se sobretudo guerras tanto no seu quintal quanto na sua conta. Em suma a arte de fazer, aquilo que não podemos evitar o mais longe possível não só da sua casa, ou dos nossos olhos, mas da inevitável consequências dos nossos atos, seja elas quais forem, ou quando.

A título de exemplo, alguns trechos da matéria sobre a pequisa da historiadora Maria Clara Sales Carneiro que resultou na dissertação: Fronteiras negras ao Sul(2009):

Washington, dezembro de 1862: em meio a uma custosa, em vidas e dinheiro, Guerra Civil, em que a União estava desesperada por fundos a fim de sufocar a rebelião dos estados confederados, o presidente Abraham Lincoln, em seu discurso anual, o State of the Union, ousou pedir ao Congresso a liberação de US$ 600 mil para outro fim que não o conflito. “Os congressistas precisam liberar o dinheiro necessário para a deportação de pessoas negras livres para qualquer lugar fora dos Estados Unidos”, afirmou Lincoln — cujo bicentenário de nascimento é celebrado neste mês — em seu discurso anual. Não foi a primeira ou a única vez que o governante, um ano antes da proclamação da emancipação dos escravos, falou oficial e publicamente sobre seu interesse em deportar negros: foram cinco declarações políticas, incluindo-se dois State of the Union e o discurso que precedeu a emancipação. “O local onde penso ter uma colônia é na América Central. É mais próxima de nós que a Libéria [território no continente africano, dominado pelos EUA, para onde foram enviados libertos]. A terra é excelente para qualquer povo, especialmente a semelhança climática com sua terra natal, sendo, portanto, adequada às suas condições físicas”, escreveu num artigo para o New York Tribune, “The colonization of people of african descendent”. (…)

(…)Foi com esse espírito que Lincoln nomeou como representante extraordinário e ministro plenipotenciário dos Estados Unidos James Watson Webb, um antiabolicionista que via a libertação de escravos como potencialmente mais perigosa do que a escravidão em si. “Não é apenas do interesse dos Estados Unidos e absolutamente necessário para sua tranquilidade interna que se livre da instituição da escravidão, mas também, em consequência do preconceito de nosso povo contra a raça negra, se torna indispensável que o negro liberto seja exportado para fora de nossas fronteiras, pois conosco ele jamais poderá gozar de igualdade social ou política”, afirmou Webb em carta ao secretário de Estado de Lincoln, William Henry Seward.(…)

(…)O tom, mais “discreto”, ainda assim não renegava (mesmo que Webb, então na situação, passasse a se dizer contrário à Secessão e, logo, à “lepra da escravidão”) os editoriais que escreveu, em 1843, para o Courier & Enquirer: “Libertar os negros do Sul e deixá-los onde se encontram será o início de um conflito que só poderá terminar com o extermínio de uma ou da outra raça. A raça negra é caracterizada por uma ignorância degradante e inferioridade mental, enquanto os escravocratas são honrados, patriotas e de mente elevada”. E foi na condição de representante oficial do governo americano que o mesmo Webb, em maio de 1862, submeteu ao governo brasileiro a proposta da constituição de uma empresa binacional de colonização da Amazônia com negros americanos livres ou em que seriam libertados ao longo da Guerra Civil. “O (marquês de) Abrantes apresentou três propostas do ministro americano, cujo fim é transvasar para o vale do Amazonas principalmente os negros que se libertassem nos Estados Unidos. O Abrantes ficou de tirar cópias de tão singulares propostas e de responder como convém ao Webb”, anotou dom Pedro II em seu diário em junho daquele ano, já ciente do projeto de “deportação” de negros.(…)

(…) O principal argumento apresentado por Webb em seu projeto baseava-se no suposto “estado crônico de falta de mão-de-obra no Brasil, em especial nas províncias do Norte”: “O rápido aumento do valor do negro no Rio de Janeiro e o avanço do café, somado ao decréscimo da população escrava, ao contrário da nossa, e que é de um tipo de africano bastante inferior aos trazidos ao Brasil, está rapidamente despovoando as províncias do norte do Império (Northern Provinces). A grande necessidade do Brasil agora é mão-de-obra. Pelas características de clima e solo, o trabalho negro é preferível ao branco”, justificava o americano. Não deixa de elencar as vantagens do uso do negro americano. “Deus criou nos corações do povo dos Estados Unidos, cujo clima e solo são propícios ao trabalho escravo, uma aversão à escravidão que resultou na maior guerra civil jamais vista. O negro que está prestes a ser manumisso (libertado) foi treinado para o trabalho: é dócil e tratável, mas suspira por liberdade. Deus, em Sua infinita sabedoria e misericórdia, tornou possível por meio da política e interesses dos EUA e do Brasil assegurar-lhe essa liberdade. O Brasil sofre pela falta de mão-de-obra. Quatro milhões de negros preparados para o trabalho, cada um valendo o equivalente a três africanos nativos, estão suspirando por liberdade e prontos para comprá-la no solo congenial do Brasil e sob as leis e instituições liberais brasileiras.” Afinal, continua Webb, “a Constituição do Brasil reconhece como iguais os negros dos homens brancos e igualmente elegíveis com ele aos mais altos cargos do Império, onde a distinção social entre as raças branca e negra, que já existiu, está quase erradicada”. O projeto, assegurava, era filantrópico.

A base seria uma concessão ao governo brasileiro do direito de exclusividade de trazer para o Brasil colonos, africanos ou afro-descendentes, emancipados ou em via de o ser. O nome da proposta indica o sentido real: concessão ao general James W. Webb, que teria esse privilégio mantido por 20 anos. “As pessoas a serem introduzidas pelo concessionário e seus associados serão chamadas de ‘aprendizes’: seu trabalho por um período de cinco anos e um mês do dia do seu desembarque no Brasil será propriedade do concessionário”, afirmava o contrato de concessão. “Em vez de libertar o escravo imediatamente, ele será preparado para gozar de sua liberdade e, ao mesmo tempo, pagar por seu ensino, pelo custo de seu transporte e por sua futura moradia”, observava Webb na proposta. “Há indicações fortes de que havia interesses comerciais no projeto, tanto de Webb como de brasileiros, interessados em lucrar com a administração de uma companhia de imigração, nos moldes lucrativos das companhias de colonização na África, como a que gerou a Freetown, em Serra Leoa, em fins do século XVIII, por abolicionistas ingleses, com o objetivo de desembarcar africanos apreendidos em tráfico ilegal, ou a compra do território da Libéria pela American Colonization Society, nos anos 1820”, avalia Maria Helena. “O dedo de Deus aponta para as províncias do Norte do Brasil como o futuro lar dos escravos libertos dos EUA. O Brasil e o negro liberto irão ambos se beneficiar na mesma medida: um tratado entre os EUA e o Brasil, pelo qual todos os negros libertos dos EUA lá sejam agraciados com terras pelo governo do Brasil e ao término dos anos estabelecidos se tornem cidadãos brasileiros com todos os direitos e privilégios da população negra do Império”, argumentava Webb.

Reservadamente, o ministro americano até concede que, no caso dos estados do Sul do Brasil, a vinda de imigrantes brancos europeus seria uma solução, mas isso não daria certo na região dos trópicos ao norte. “Estando o tráfico de escravos em seu fim e verificando-se que a colonização da Europa consta em leis imprudentes e egoístas, bem, que sejam humildes os estadistas brasileiros frente às perspectivas que o futuro apresenta. A não ser que as províncias do Sul sejam satisfeitas com trabalhadores de fora, o que só pode ser conseguido com uma mudança nas leis de colonização do Império, as províncias abaixo do Equador perderão seus trabalhadores e o Norte, por causa disso, vai voltar a ser habitado por indígenas e bestas selvagens dos quais tinha sido resgatado com a introdução do trabalho africano”, escreveu Webb, em despacho sigiloso, para o secretário de Estado Seward. Mas não apenas a União olhava para o Brasil como uma válvula de escape capaz de resolver os problemas que se avizinhavam com a abolição generalizada dos africanos, resultado do avanço da guerra. Os estados confederados já cogitavam esse movimento muito antes de Lincoln, em especial a partir de outro projeto polêmico, desenvolvido em finais da década de 1840 pelo tenente sulista Matthew Fontaine Maury, estudioso das correntes marítimas, inventor do telégrafo submarino e do torpedo fluvial, que seria usado pelos confederados, para os quais ele era um ídolo da estatura de Robert E. Lee, durante a Guerra Civil. “Maury propunha, sob a capa da discussão sobre a livre navegação do Amazonas, a imigração em massa dos plantadores de algodão sulistas e seus escravos para o vale amazônico, ou ainda a imigração forçada dos escravos, tornando-se a Amazônia a válvula de segurança dos EUA”, afirma Maria Helena[orientadora da dissertação e prof. associada da USP].

(…)“Não estou querendo transformar um território livre em escravista ou introduzir a escravidão onde ela não existe. O Brasil é um país tanto quanto o é a Virgínia. Sei que você se alegraria ao despertar um dia e afirmar que não existe mais escravidão na Virgínia. Isso sem tirar as correntes de um só braço, nem levar nenhum escravo à liberdade”, escreveu Maury. “Havia a questão da representação política. Os confederados colocaram a Amazônia no contexto da visão da liderança sulista, que acreditava ser necessário expandir a escravidão para um novo território para que aquela liderança continuasse a existir. Os confederados viam a escravidão como algo permanente e necessário ao seu modo de vida e estavam dispostos a derramar quanto sangue fosse preciso para impedir a abolição”, avalia Barbara Weinstein [brasilianista, professora de história em Yale]. “Só assim se pode entender a amplitude das propostas de Maury, que se convenceu de que o cenário privilegiado dos interesses sulistas estava na Amazônia. A medida que novos estados eram incorporados à União e a população dos estados não-escravistas crescia, o Sul viu-se ameaçado em sua representatividade. Expandir e anexar outras territórios era uma forma de equilibrar as forças políticas”, completa Maria Helena. “No momento em que os confederados resolveram se separar dos EUA, muitos se preocuparam em como vencer um Norte industrializado e mais populoso. O Deep South (o Sul profundo) aos poucos foi se convencendo de que teria que fazer uma aliança com o Brasil, o Deepest South (o Sul mais profundo) para sobreviver e assegurar que a escravidão seria mantida naquele hemisfério. Para figuras como Maury, o Brasil era não apenas a esperança de vencer a Guerra Civil, mas também um refúgio ideal em caso de derrota. Era o chamado slave imperialism, o imperialismo escravista”, afirma o brasilianista Gerald Horne, catedrático em história afro-americana da Universidade de Houston.

Para tanto, tomar a Amazônia era uma necessidade e mesmo um dever, parte do “destino manifesto”: “Quem vai povoar o vale do poderoso Amazonas? Aquele povo imbecil e indolente ou ele será desenvolvido por uma raça com energia e engenhosidade capaz de domar a floresta e trazer à tona os recursos que jazem ali?”, perguntava-se Maury em carta ao cunhado William Herndon, encarregado pela Marinha dos EUA de explorar a área sem nenhuma permissão do governo brasileiro. “Creio que o Brasil não vai colocar obstáculo ao povoamento da região por cidadãos americanos que escolherem ir para lá com seus escravos. Assim como o vale do Mississippi foi a válvula de escape para os escravos do Norte, agora livres, o Amazonas será para aqueles escravos do Mississippi”, acreditava o militar confederado. O estabelecimento de uma “República do Amazonas” seria o ápice da expansão sulista sobre o Brasil, a ponto de o abolicionista negro Frederick Douglass confessar sentir-se alarmado com esses planos amazônicos que, segundo ele, “tinham sido iniciados por capitalistas de nossas metrópoles e por meio de expedições ao Brasil, país com que, sem sucesso, eles tentam estabelecer um tratado para a proteção e propagação da escravidão no continente”. “Para os confederados era necessária a combinação entre as duas grandes nações escravistas da América, uma forma de resistência à pressão abolicionista do resto do mundo”, nota Horne. Seward, por meio de Webb, por várias vezes repreendeu o Brasil por sua suposta colaboração com embarcações sulistas que desembarcavam no Rio e em Salvador, bem como temia que o Império reconhecesse oficialmente os estados confederados.

Foi justamente o projeto de um “imperialismo escravista” da absorção do Deepest South, como o preconizado por Maury na década de 1850, que, em 1862, jogou um balde de água fria na proposta semelhante feita por Webb. “Foi necessária a cruzada de Maury para que o Brasil saísse do seu imobilismo e se dispusesse a enfrentar a questão da navegação do Amazonas. Em 1851, o governo imperial já cuidava de se entender com os estados ribeirinhos do Amazonas e seus afluentes, para uma futura política de limites de navegação e proteção do Amazonas”, explica Nícia Vilela em seu A Amazônia para os negros americanos. Assim, apenas em 1867 é que o Brasil se sentiu à vontade, dado o novo quadro estável de relações interamericanas, para abrir o Amazonas para a navegação internacional. “A reação brasileira ao projeto de Webb desenhou-se, em verdade, a partir da pressão da proposta de Maury, uma década antes. Enquanto o americano, nos EUA, propagandeava as vantagens de se ocupar o vale amazônico e as riquezas que seriam geradas pela livre navegação do rio, o Brasil começou a fazer esforços diplomáticos e políticos brutais para segurar o avanço norte-americano sobre a soberania do Império”, nota Maria Helena. Logo, não deveria ter causado surpresa a Webb a negativa do governo brasileiro.

“General: tive o prazer de ler com a máxima atenção os documentos que me confiou e agora lhe dou retorno em relação ao seu plano de introdução de negros libertos no Brasil. Devo admitir que o objetivo em si é altamente interessante. É minha opinião pessoal que suas ideias merecem consideração e que muitas delas, em circunstâncias favoráveis, seriam de grande utilidade. No entanto, nada dessa ordem poderá ser tentada em nosso país, pois temos uma lei que impede expressamente a entrada de qualquer negro liberto em nossas fronteiras. Encaminho a lei para seu conhecimento. Renovo meus votos de apreço e estima. Abrantes.” O projeto foi arquivado. “A elite política brasileira já estava focada na atração de imigrantes brancos europeus para o Brasil: planos de imigração e colonização estavam totalmente orientados no sentido do ‘branqueamento’ da população brasileira, e mesmo propostas para trazer trabalhadores chineses falhou porque o Parlamento não aceitou a vinda de ‘não-brancos’”, analisa Barbara. “Havia também o desejo de proteger a Amazônia de intrusões comerciais estrangeiras, especialmente num momento em que o comércio de borracha se firmou como uma fonte de divisas significativas. Até se pensou em criar colônias agrícolas no Pará nessa época, mas seriam para brancos europeus.”(…) -O dia em que o Brasil disse Não aos Estados Unidos

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De fato basicamente, a diferença tanto geopolítica quanto a economia consiste apenas em diferentes etapas de um mesmo processo primitivo de apropriação e produção do capital onde tão importante quanto extrair as riquezas e o trabalho necessário para esse processo de alienação, é efetuá-lo sobretudo em suas fases mais brutais e primitivas de guerra e pilhagem e escravidão, não só em campos alheios, mas os mais alheios e distantes e devidamente separados quanto possível. Eis a essência do enriquecimento das nações, que não pode se efetuar sem capitalizar-se. O que num mundo onde não existem terras virgens e não ocupadas, e sejamos sinceros, não é possível ser feito sem digamos a negociações que envolvam a aquisição agressivas dos assets que estão em posse de outros povos. Quem pode resistir, cede. E quem pode luta, e quem acha que pode resistir e lutar, mas está enganado, é eliminado, porque nem como mão-de-obra dócil e servil serve. Não que o destino do que se rende, seja outro, mas a velocidade com que desapareça ou será absorvido é outra, mais lenta propiciando a esperança que é sempre a última que morre, de que algum fator ou circunstancia nova venha a modificar seu destino. Uma esperança que geralmente é paga ao custo não só da liberdade mas da dignidade. Melhor que nada.

Também no artigo citamos a celeuma entre França e Itália provocada pelas declarações (acusações) do ministro italiano a respeito do quanto o colonialismo francês contribuira para a enrascada que batia a porta das fronteiras dos seus castelos e burgos, a crise dos imigrantes e refugiados.

E aqui entra a conexão entre a iminente teatro de operações de guerra que se instaura aqui na América Latina, na vizinha Venezuela, a queda de uma esquerda pasmada e enburrecida perante a ascensão de uma direita populista que contribui para engendrar, e que logo, não por acaso, não apenas toma seus espaços de assalto, mas também sua bandeiras. Porém essas não de assalto, mas de mão beijada, já que foram abandonadas junto com outras causas populares no meio do caminho em direção aos palácios e torres do poder e seu saber. Um processo no qual não só essas causas populares mudaram de campo dentro do espectro da política, mas também de território geopolítico, procedendo não só uma inversão dos polos, mas seguindo na ordem internacional das transferências e alocações do capital e trabalho em devidos lugares e endereços, uns na periferia outros nos novos centros.

Porém, engana-se quem enxerga no pacto colonial moderno, uma mera replicação ou continuidade do velho, como por sinal sugere a primeira parte desse texto. Na divisão internacional do trabalho-capital, não somos apenas locações e provedores de mão de obra escrava e matéria-prima in loco ou para exportação, ou somente importadores de produtos inclusos culturais pré-fabricados, mas exportadores de soluções sociais que renegamos enquanto simultaneamente não só importamos ideias e ideologias mal recicladas, que já viraram lixo faz tempo nas grandes metrópoles do mundo, mas também seus conflitos e guerras, incorporando-os de corpo e alma ainda que não sejam as nossas. Uma troca não só de produtos, mas de palco, de tal modo que os conflitos mundiais se resolvem no cu do mundo, matando e morrendo, mas os adventos sobretudo os sociais para um novo mundo são apropriados para sustentar e renovar tudo que há de velho, anciente e não raro, podre. Ou em outras palavras, a sina das periferias, domesticas ou internacionais, morrer atuando nos conflitos alheios para ser alienado por quem fabrica e exporta conflitos como motor eterno do seu progresso por apropriação primitiva não só dos meios naturais mas também das práticas sociais.

E não estou falado da renda básica de Quatinga Velho, estou falando do Bolsa-Família. E eis que cruzamos o Atlântico, e chegamos ao Itália atual, a ascensão do partido antissistema 5 estrelas e a promulgação da sua renda básica.

Note-se, portanto, que:

  1. a transferência involuntária se efetiva não só no campo político, do capital e bandeiras de vanguarda que antes eram de esquerda sendo apropriadas pela direita, mas nos campos dos territórios geopolíticos onde essas ideias são respectivamente plantadas porém não necessariamente colhidas. E dizer que isso é fruto do maquiavelismo alheio, não passa de uma confissão involuntária de mais um vetor a compor a matriz dessa da própria incompetência, que não se resume na incapacidade de reconhecer os próprios erros, mas de preservar e investir nos próprios feitos, não como mera propaganda política ou instrumentalização das massas, mas justamente o oposto que tudo poderia ter sido e não foi, um caminho para a promoção da autonomia e liberdade.

2. E mais importante, o programa longe de ser o que se poderia chamar de uma genuína renda básica incondicional e universal, é um clássico programa focalizado, repleto de contrapartidas, condicionalidades. Ou em outras palavras, um programa composto das virtudes inerentes da transferência de renda somada a todos os vícios da burocracia e tecnocracia contrabandeados neles. Em suma, um tipo de programa que no Brasil, conhecemos bem não só como funciona, mas em que fim pode dar.

Recentemente, em conversa com um amigo ativista canadense da renda básica, relatava justamente isto como a esquerda que governou durante mais de uma década o pais, não só perdeu um portal histórico que não se abre todo dia, mas o entregou de mão de beijada aos seus adversários, primeiro como crítica e agora como instrumento a ser usado e abusado por eles. Perdeu a chance de fazer das transferência de renda um processo de verdadeira emancipação política e econômica. Aliás, perdeu é um eufemismo, jogou fora. Não sejamos ingênuos, fez uma escolha muito clara baseada nos seus verdadeiros objetivos. Pensar-se portanto como vítimas, não contribui em nada. Nunca foi tão fácil a direita tomar as posições e bandeiras da esquerda, porque não tomou, simplesmente pegou o que ela mesma jogou fora, incluso não só os movimentos e iniciativas de base e inovação social, mas sobretudo o próprio apoio da população.

Nisto a narrativa de um golpe, que não enxerga a esquerda que caiu como se fosse parte da resistência popular ou social só contribui para perpetuar uma estada num castelo de fantasia que ruiu. Muito antes da esquerda ser traída pelos seus comparsas, ela traiu a população, se unindo, muito além do que o tão apregoado pragmatismo a eles. E só não digo que traiu a própria causa, porque isso pressupõe que eles realmente tivessem qualquer coisa parecida com uma. Basicamente acharam que estavam jantando as velhas raposas, quando em verdade estavam sendo jantados em intrigas palacianas. Ou como diria um antigo professor meu, a esperteza comeu os espertos. O eterno prato do dia em qualquer butiquim brasileiro, certo? O fim inevitável dos seguidores da lei da Gerson.

A esquerda ficou devasada e foi engolida no jogo que como no futebol, não inventaram mas se achavam mestres, levaram um nó tático e estratégico no seu campo que até então consideravam-se imbatíveis o da disputa por corações e mentes, ou simplesmente o campo da manobra das massas sobretudo as populares, a ideologia. Se entrincheiram nas conquistas sociais e avanços do século passado, como se fossem o apíce do progresso civilizatória, como remediar e compensar os grandes problemas fosse não só tudo o que era possível a ser feito, mas tudo o que o povo deveria se contentar e agradecer piamente eternamente por ter sido feito. Cairam do bonde da história que ajudaram a desenbestar.

Seja nas manifestações dos coletes amarelos contra Macron, que por sinal novamente o partido italiano meteu a colher oferecendo a sua plataforma digital de democracia direta, seja na própria renda básica universal a esquerda perdeu a sintonia com duas frentes que necessariamente precisam estar sintonizadas simultaneamente para o sucesso de qualquer movimento, a vanguanda social, e as bases populares, e perdeu com ambas ao mesmo tempo, fazendo-se ao mesmo tempo uma velharia não de outsiders, mas de velhos encastelas nas classes e centros do poder, não podendo portanto choramingar por serem identificada pela população sobretudo a jovem não como solução, mas como parte de um status quo podre, o problema. Literalmente expulsaram o futuro de casa, e ele voltou para tomar reinvindicar o é seu, não foi como filho pródigo.

Entretanto dos erros cometidos, não resta apenas as lições. Resta uma posição estratégica, ou mais precisavamente uma visão do futuro, principalmente quando aqueles que tomam o lugares e bandeiras apenas se contentam temerariamente apenas em copiar os mesmas programas e projetos que falharam justamente porque eram tão somente projetos de poder. E como poderia ser diferente se os interesses e objetivos são os mesmos?

Mas isso é um agora é um problema deles. Resta a esquerda, a vantagem de ter saido a frente, e saber onde esses caminhos vão dar. Vantagem portanto que não é outra que senão de perpectiva, e portanto saber para a formulação e novos paradmigas e estratégicas se não quiser continuar perplexa e prostada, ou pior se levantar apenas para repetir burra e teimosamente os mesmos erros nesse ciclo e simbiose maldita com seus pares de dança autoritários. Como disse, falo aqui das causas e bandeiras como autogestão, audeterminação, empoderamento que foram para usar terminologias caras a velha esquerda tergiversadas e transversalizadas, tais como democracia direta e tranferencia de renda, sobretudo renda básica nos engodos populistas das gestões participativas e bolsas famílias.

Assim mau grado nosso, a perda da oportunidade impar de décadas transformações sociais e culturais mais profundas que não pudessem ser desfeitas sem nenhum esforço em menos de 3 anos sem nenhum esforço, primeiro por imcompetência de gestões alopradas depois por gestões declaradamente reacionárias, da experiencia do pionerismo do populismo da esquerda trabalhista e social-democracia liberal em matéira de distribuição de renda, temos não só um conhecimento único de como funciona essa burocracia e tecnocracia, e como funciona os meandros desses instrumentos, mas sobretudo onde desenbocam das pulsões sociais e populares supostamente bem canalizados para alimentar as resersas sem fim desse projeto de perpetuação do poder. Sabemos como essa engenharia social termina em desastre. Algo que pelo desenho do programa social italiano, ao que tudo indica está a ser majestosamente ignorado, dado que é um programa de trasferencia de renda social, focalizado em linhas de pobreza, contrapartidas, condicionalidas, enfim uma bolsa-familia em tudo, mas chama de renda básica, que agora é moda, isso sem falar da questão da associaçaõ marcas…

Sabendo olhar portanto para os méritos e falhas do bolsa-fámilia sabemos todo o potencial positivo e folego, margem e massa de manobra que a direita populista também possui se souber fazer bom e mal uso dele. Uma vantagem de quem é pioneiro e exporta tecnologia, incluso a social, ainda que imbecilmente sem ter a menor noção disso, e desesperado e deslumbrado para sistemas de seguridade e proteção social que são verdadeiras sucatas fálidas e a preço de ouro, ou mais caro ainda, soberania. Não que o bolsa-fámilia seja nenhuma maravilha, como disse, tem várias falhas e contradições, e sei por conhecimento de causa e experimentação e desenvolvimento de campo, a renda básica é uma tecnologia social melhor e mais avançada, mas não é porque o telefone falha que você volta para o telegrafo, você melhora a sua tecnologia de telecomunicação, o mesmo se processa com as redes e sistema de solidadiedade e proteção social, isto pressupondo é claro que nossa abordagem tenha ciência disto- ou no mínimo qualquer coisa parecida com uma consciencia da carestia de algo assim.

Recentemente me deparei com o curiosissimo site.

Nele você encontra de tudo incluso uma e outra coisa, mais ou menos libertária perdida no meio de bibliografia que entre outros recomenda o sem sombra e duvida libertarianissimo…. Stalin. Não vou nem falar dos libertários classícos de esquerda os velhos anarquistas clássicos do século XXI, mas dos nem tão atuais que você encontra em qualquer pesquisa até no Wikipedia…

É por essas e por outras que a esquerda que a seta da esquerda não vai pra frente. É uma esquerda 171, picareta, uma esquerda que nada mais é que um retrato em negativo de um Sarney, Maluf, Calheiros. E só não digo de um Bolsonaro, porque há de se respeitar a ordem dos fatores, ele é que é o dela.

Segue dois sites, sem a menor pretensão de cobrir todo o universo do libertarianismo de esquerda, mas com bibliografias libertárias de esquerda minimante descentes e honestas, para todos os gostos, incluso o mal gosto, e não contrabando de ratos que fugiram do navio que afundou.

Destaque para os trabalhos de Kevin Carson Ⓐ por uma razão que este outro artigo explica de forma suscinta:

(…) Capitalismo como conhecemos não conseguiria sobreviver sem o estado; capitalismo de “livre mercado” é um oximoro. Na verdade, capitalismo — mesmo anarco-capitalismo — é, na realidade, feudalismo privatizado.

Então por que os então chamados partidários do Libertarian Party resultam numa completa força para apoiar um sistema econômico que é qualquer coisa menos libertário?

O problema é que muitas formas de libertarianismo carecem de alguma forma de contexto social.

Tais ultraliberais, ironicamente denominados liberais “vulgares”, são melhor caracterizados pelos estereótipos reais que eles tentam fortemente se livrarem: misantropia, egoísmo e um total desprezo por origens de opressão não estatal (sexismo, racismo e outras formas de preconceito), bem como a vasta desigualdade de riqueza e falta de oportunidade apresentada pelo moderno e centralizado sistema econômico capitalista de estado.

Ao invés de tentar entender as origens destes sentimentos nocivos, eles geralmente ignoram, ou pior, justificam suas presenças em suas visões de uma sociedade “livre”.

Como um exemplo disso, vos referencio em grande parte do trabalho do economista austríaco Walter Block, que recentemente lançou um livro intitulado The Case for Discrimination.

O argumento Libertário de Esquerda, por outro lado, ocorre diferente. Nós aceitamos o prejuízo causado às minorias pelos preconceitos socialmente destrutivos e divisivos — e a necessidade de lutarmos contra eles.

Nós também aceitamos o dano causado pela concentração de riqueza e pelo sistema de classe — e a necessidade de lutarmos contra eles.

Nosso única divergência com a esquerda convencional é nossa desconfiança do estado como uma ferramenta para reformas.

Afinal de contas, o estado é uma instituição que existe para permitir as classes corporativas prosperarem — e as políticas da esquerda progressista, enquanto reivindica trabalhar em direção a uma sociedade mais justa e livre, estão meramente ajustando dentro dos parâmetros permitidos do status quo.

É essa desconfiança do privilégio tanto do estado quanto privado que define da Direita Ultraliberal.

A posição libertária de esquerda é também resumida pelo escritor mutualista Kevin Carson, do Center For a Stateless Society: “As Grandes Empresas tem sido uma criatura do estado desde o seu início. E mercados genuinamente livres operariam como dinamite nas fundações do poder corporativo”. — Por que eu me tornei um libertário de esquerda

Disso se aprrende que o problema do subdesenvolvimento antes de ser uma questão de almas vira-latas, é um problema de picaretagem mesmo, não importa o espectro da política, o bizarro, o falso e descaradamente incoerente e absdurdo predominam porque essas é a estratégia de doutrinação e dominação dos dois polos, o completo desprezo pela inteligência, e investimento na desinformação e perpetuação da ignorância como arma de recrutamento dos seus postes, buchas de canhão e militantes alienados. Uma guerra de necrófaga entre idiocratas, onde quanto mais idiota e mais idiotas melhor.

Sai desse não-vida, meu irmão,

“Teoria da Necrocracia revolucionária”

A necrocracia revolucionária pode ser definida sucintamente como o regime político em que o poder permanece nas mãos do líder que estabeleceu o regime revolucionário após sua morte. Normalmente, o necrocracy é um período de transição até o sucessor está instalado firmemente no comando do Estado para continuar, em seus próprios termos, o projeto iniciado pelo necrócrata quando ele estava vivo.

A necrocracia está localizada nos antípodas da democracia, segundo Claude Lefort. Após a discussão clássica de Ernst Kantorowitz sobre a visão medieval do corpo político ( corpo político), Com base no conceito dos dois corpos rei inseparáveis ​​um do outro, o corpo físico e o corpo místico que representa a unidade do Estado, Lefort disse que esta é precisamente a razão pela qual os revolucionários tiveram que executar o rei como um ato democracia fundacional, de modo que, eliminando o corpo que representa a soberania política, o poder é esvaziado de toda substância eterna e permanece como um espaço aberto a ser temporariamente ocupado por qualquer pessoa. No necrocracy, é precisamente este medo do vácuo de poder, literalmente, exigindo a preservação e exibição do cadáver do líder da revolução, juntamente com a reconstrução de sua última vontade política, de modo que a morte física do líder não constitui uma ruptura na vida do regime.

A história do século XX está repleto de necrócratas ilustres regimes revolucionários que surgiram a partir da esquerda: Lenin, Mao, Ho Chi Min, Kim Il-sung, e exemplos de brotamento Hugo Chávez. Uma vez mortos, os pais da revolução foram embalsamados e seus corpos exibidos para veneração pública, enquanto ajustes, intrigas e expurgos dentro do grupo dominante ocorreram nos bastidores até a consolidação de um sucessor viável. sucessor, uma vez firmemente estabelecida no escritório termina a fase ativa da necrocracy, aquele em que a vontade do necrócrata, constantemente invocada por seus seguidores e constantemente adaptado à evolução das circunstâncias, governar a vida do Estado, e transitar para um fase recessiva, em que a necrocracia deixa de ser propriamente tal e só permanece um resíduo de necrofilia cívica,

Central regime de necrocrático é a figura do Embalmer, o primeiro entre os possíveis sucessores proposta preserva o cadáver do fundador. Geralmente, o embalsamador é o ponteiro na linha de sucessão e embalsamamento que lhe permite reivindicar o monopólio da interpretação da vontade do necrócrata e iniciar purgas com base nele, mas nem todos os embalsamadores conseguiu sobreviver à transição necrocrática. Stalin e Kim Jong-Il são exemplos de sucesso, mas a desafortunada Sra. Mao e seu Bando de Quatro são um exemplo em contrário. A figura do Embalmer e o processo de embalsamamento nos permitem estabelecer certas características do regime de onde elas surgem. Por um lado, embora no desenho institucional existam mecanismos formais para realizar a sucessão no poder, o arcabouço institucional foi tão enfraquecido pelo Fundador que a sucessão é uma dança precária na ponta da faca, na qual ele priva o instinto dos contendores. É claro que processos informais de sucessão não operam em absoluto acaso; o próprio embalsamamento revela a função legitimadora da enorme popularidade do falecido líder. Por outro lado, embora isso pareça redundante, o embalsamento é um sinal de que as instituições do Estado foram capturadas por um grupo de poder que baseia seu domínio em uma teoria — ou exercício de força bruta — que exclui vários grupos desde o início. concorrentes legítimos. O cadáver embalsamado é uma espécie de É claro que processos informais de sucessão não operam em absoluto acaso; o próprio embalsamamento revela a função legitimadora da enorme popularidade do falecido líder. Por outro lado, embora isso pareça redundante, o embalsamento é um sinal de que as instituições do Estado foram capturadas por um grupo de poder que baseia seu domínio em uma teoria — ou exercício de força bruta — que exclui vários grupos desde o início. concorrentes legítimos. O cadáver embalsamado é uma espécie de É claro que processos informais de sucessão não operam em absoluto acaso; o próprio embalsamamento revela a função legitimadora da enorme popularidade do falecido líder. Por outro lado, embora isso pareça redundante, o embalsamento é um sinal de que as instituições do Estado foram capturadas por um grupo de poder que baseia seu domínio em uma teoria — ou exercício de força bruta — que exclui vários grupos desde o início. concorrentes legítimos. O cadáver embalsamado é uma espécie de O embalsamamento é um sinal de que as instituições estatais foram capturadas por um grupo de poder que baseia sua dominação em uma teoria — ou exercício de força bruta — que exclui vários grupos desde o início como contendores legítimos. O cadáver embalsamado é uma espécie de O embalsamamento é um sinal de que as instituições estatais foram capturadas por um grupo de poder que baseia sua dominação em uma teoria — ou exercício de força bruta — que exclui vários grupos desde o início como contendores legítimos. O cadáver embalsamado é uma espécie deespaço reservado que bloqueia toda a pretensão de poder de grupos indesejáveis.

A necrocracia breve e incerta de Hugo Chávez revela vários aspectos desse peculiar tipo de regime político. Embora a Venezuela seja formalmente um regime plural e democrático, na prática após a morte de Chávez, o discurso de Maduro Embalmer nega fortemente a legitimidade de uma sucessão fora de Chávez. A velocidade com que Maduro mobilizados para monopolizar o legado de necrócrata é uma resposta óbvia para a última vontade claramente em seu favor, mas também sugere a presença de várias correntes dentro do movimento que exigia uma ação rápida e decisiva para evitar um processo de centrifugação. No entanto, a necrocracia venezuelana sofreu um sério revés quando, em uma demonstração de ineficiência que muitos venezuelanos criticam o governo Chávez, O Embalmer teve que admitir que não tinha capacidade técnica para embalsamar o Fundador. Por esta razão, Maduro teve que recorrer ao realismo mágico mais pedestre para manter viva a imagem da necrópole: um lobista celestial que sugere Papas para Jesus Cristo , um pássaro assobiando que anima a campanha presidencial. É fácil desqualificar esses excessos discursivos como palhaços de um aprendiz de bobo, mas a mensagem política é clara: Chávez continua liderando o leme por Maduro.

De um modo fundamental, a necrocracia venezuelana incerta, como todas as outras necrocracias esquerdistas, revela um enorme vácuo ou erro de projeto em todas as teorias da chamada democracia popular. Quando os proponentes dos regimes populares, de Lênin a Laclau, propõem colocar o povo (ou proletariado) diretamente no exercício do poder, transcendendo as limitações ou o “engano” da representação popular na democracia liberal, eles esquecem de elaborar uma sub-teoria do dia seguinte: o exercício direto do poder popular após a morte do líder. Se as pessoas estivessem realmente no comando, não haveria necessidade de reconstruir o corpo político através de um cadáver embalsamado. Com o perdão de Aristóteles, pode-se dizer que a necrocracia revolucionária é a forma impura da democracia popular. -Necrocracia — Significado | Anarquia | Anarquismo | Anarquista — Tudo o que você precisa saber…

PS: “Libertário” não é sinônimo só anarquista ou de esquerda. Mas o que ele não é de autoritarismo e estadismo nem mesmo como mal necessário, é justamente o movimento contrário justamente aisso, mas é claro que quem se beneficia (ou pretende) dessa necessidade plantada há de discordar; seja pela direita ou esquerda, não importa… desde que chegue onde de fato querem chegar: no topo- que ideologias fora, fica sempre no mesmo lugar, no centro… do poder.

Segue Dois pfds que contam de forma extremamente sucinta um pouco da história do pensamento, que anacronicamente é a terra de alguns dos maiores expoentes da pedagogia libertária.

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X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.

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