Da Ciência e Jurisprudência

Mitomania, Megalomania e Ditaduras

Apontei recentemente que nenhum estudo minimamente sério de ciência política poderia ignorar as ciências forenses, principalmente aquelas estritamente correlacionadas por obvio a criminologia e psiquiatria. Estabelecer rótulos como loucos ou bandidos, ajuda apenas com um grito de alerta. Mas poucos explicam porque eles cometem as barbaridades e provocam as tragédias. De fato estudar a politica a luz da investigação cientifica realmente rigorosa, e não das especulações deste os daquele intelectual de determinada corrente político-econômico exigi mais do que o estabelecimento de classificações e nomenclaturas; exige teorias que expliquem a política, o politicidade e o estadismo como um fenômeno cultural social e psíquico não só dos elementos que compõem a cabeça destes organismo, mas de todos os elementos que compõe suas células, órgãos e funções, é preciso entender a sociabilidade, culturalidade e psiquismo de cada individuo envolvido voluntariamente nesta relação de poder que constitui esse relação não apenas como sistema, mas como corpo-máquina estatal.

Tentar analisar esse fenômeno da política através do economia politica ou da política econômica, tentar teorizar sobre o estadismo através do pensamento politico-econômico estatizado, não é produzir raciocínios cientificísticos, mas racionalizações pseudo-cientificas cuja validade deriva menos da coerência do que da autoridade concedida da titulação do próprio estado ao investigador academicamente autorizado como cientista.

Veja que isto não implica que a academia não produza ciência, mas como em todos os casos ela produz ciência a revelia do poder governamental vigente ou pior com caráter social em contrariedade aos interesses politico-econômicos vigentes o cientista corre o risco de perder o direito ou os meios, para fazer ciência. Do ponto de vista estato-legal a autorização para fazer ciência e portanto a autoridade para fazê-la. Evidentemente que esse expurgo pode ser feito a anuência ou o silêncio da comunidade ciência. Na verdade ele não precisa ser um ato autoritário explícito. Se inteligente ele é uma fritura. Uma exclusão onde o cientista, acadêmico ou intelectual não tem como gritar sem parecer paranoico com mania persecutórias. Um caso emblemático é a perseguição de Thomas Edison contra Tesla que envolveu guerra de patentes, energia de graça para todos e claro os infames dinastias dos “Barões Ladrões” dos EUA. Mas não é preciso ficar no passado, ou na ciência.

Esse tipo de interferência criminoso do poder autoritário contra o livre pensamento se dá em todos os planos e trabalhos e profissões onde existam seres humanos dotados de capacidades de observação imaginação e criativas invejáveis e por consequência a fogueiras de vaidades e invejas e recalques.

Jô Soares reascendeu essa polêmica de novo. Leiam a matéria (ou melhor assistam ao video de 1987).

https://www.brasil247.com/pt/247/midiatech/271089/J%C3%B4-Soares-fala-em-boicote-de-diretor-da-Globo.htm

Não quero entrar na questão se ele faz isso porque vai de novo para o SBT, ou porque faz isso só quando sai da Globo. Ou porque depois de fazer tal denuncia voltou para lá. Não me considero seu juiz natural para fazer tais juízos morais dele. Até porque creio que isso uma decisão que pertence a esfera da sua vida privada e não pública.

O que me interessa é a relação entre a produção do conhecimento, como formação e informação e como os monopólios privados formados por concessão estatal esmagam não só a livre concorrência, mas a produção do livre pensamento, a produção e transmissão de qualidade da informação e conhecimento atuando diretamente contra a pessoa humana responsável direta pela produção desse conteúdo criativo seja ele artístico, jornalistico ou cientifico! E não se enganem até mesmo publicitário e jurídico!!!

Logo analisar a politica e o estadismo dentro do arcabouço da teoria politico estatais é um como procurar pela sua imagem sem sequer ter um espelho. É como um teólogo analisar deus para além do mito, ou o cristólogo para lhe explicar qualquer fenômeno transcendental para além da sua mitologia cristã.Como ele o faria se tende a reduzir os próprios fenômenos materiais a sua ideologia? Notem que mesmo que o fenômeno transcendental exista (ou não) esse é o ponto de partida da verdadeira investigação cienticística ou mesmo jurídica de toda verdade!!! e não a certeza da afirmação, ou negação de um determinado juízo.

Notem como não custa nem doí nada ter um pouco de raciocínio minimamente cientifico ou se preferir honesto no dia a dia. Publico e notório é o fato da classe política, que é uma generalização com a qual não se pode julgar ninguém em particular ser bandida. Contudo, cabe ao investigador converter essa suspeita altamente justificada em prova contra da culpa ou pelo contrário da inocência de cada elemento particular de uma determinada classe. Isto posto, não é ele sozinho ou monocraticamente que decide que suas teses e provas são validas mas um tribunal onde o juízo que independente que partilhe ou não da suspeita que é senso comum, deve julgar com razão e imparcialidade. Para tanto ele, ou melhor eles a comunidade ou colegiado que reconhece que julga a validade das teses e provas não pode estar submetido, portanto nem a pressão da vontade popular, nem muito menos a da autoridade do poder.

Mas então com que base se dá o julgamento do que é justo ou verdadeiro pela justiça ou da ciência? A comunidade científica assim como o colegiado jurídico tem por base sua própria literatura que se produzida cientificamente foi dada por base na mesmo processo de produção de teses e provas verificáveis. Sendo que o conjunto de suas leis mais fundamentais para serem verdadeiras não devem simplesmente corresponder a verdade de acordo com o entendimento do colegiado jurídico ou da comunidade cientifica, mas de acordo com o entendimento de toda a sociedade. Ou seja devem ser conhecimentos expressos de modo compreensível ao senso comum para terem a pretensão de lei. Por que o primeiro e ultimo grande juízo é o de toda sociedade e autoridade não apenas como soberana mas como objetivo da própria difusão da conhecimento, cultura e educação.

Não bastar testemunhar ou experimentar um fato. O investigador criminal e o cientista precisam produzir provas deles. A ciência e a justiça estão no âmbito das relações e são sobretudo um ato de comunicação. E assim como o autocrata que só produz conhecimento inteligível para si mesmo não importa se verdadeiro ou não é um louco até que alguém consiga de fato codificar seu pensamento em conhecimento. Ou redescobri-lo de forma conexa. O jurista que só produz sentença para si e seus pares, é um insano.

Talvez você pense que o cientista não precisa fazer da ciência algo popular, compreensível aos leigos. Basta apenas que eles desfrutem dos seus avanços práticos e tecnológicos. Mas são seus avanços práticos e tecnológicos voltados ao bem da população a razão social e humana de ser desse conhecimento aquilo que comunicam a ciência em todos o sentidos com a humanidade. Isso não elimina a necessidade deles de se fazerem compreender e nos de estudarmos seus métodos ética e teorizações.

Da mesma forma que a justiça e jurisprudência mais ainda. Tem mais necessidade ainda de ser tão cientifica e acessível em todos os sentidos ao entendimento da soberania popular, e tecnologias sociais e resultados práticos para a população que justifiquem a sua razão social de ser e não apenas o poder que sustenta a sua autoridade como intitulamento doutores da lei conferido e reconhecidos sobretudo por Estados Nacionais.

A ciência e justiça voltada para o entendimento e julgamento do poder político não deve se reduzir a justificação ideológica do paradigma politico ou cientifico vigente. A verdadeira ciência e justiça são leis vivas que permanecem elas mesmas sob permanente juízo da razão e livre pensamento de toda nova geração seja para compreendê-la, reconhecê-la como verdadeira e legítima, ou obsoleta e ultrapassada e superá-la por novos entendimentos e consensos e paradigmas científicos jurídicos e culturais.

A verdadeira ciência e justiça não julga coloca apenas na berlinda o objeto de seus estudos e julgamentos, mas ela também ela mesma, suas verdades a cada novo juízo ou prova experimental ou jurisprudente. E se a lei e literatura jurídica não compreendem a realidade e suas provas então é a justiça o estado e a ciência que devem se reinventar e não o mundo que deve parar e retroceder frente o limitrofia da sua autoridade. Isso é progresso. E se o novo paradigma se ergue contra esse status quo primitivo e ultrapassado que não comporta mais a verdade, nem se comparta mais como o verdadeiro isso se chama revolução cientifica, politica e ou cultural. Como foi a ciência, a justiça, e contracultura.

continua…

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X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.

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