Comparações inevitáveis… e indispensáveis

Afinal de conta pelo que nós estamos esperando?

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Soldados nazistas assistindo a vídeos dos campos de concentração, em 1945

“E ele está conseguindo grande apoio de pessoas furiosas com tudo. Homens brancos da classe trabalhadora e da classe média, homens brancos pobres com suas esposas e famílias tradicionais. Eles estão furiosos com tudo, tudo foi tirado deles. Não há crescimento econômico para eles, só para outras pessoas. (…) Há a preocupação de que ‘nós estamos perdendo o país porque eles estão tirando o país de nós’. ‘Eles’ é uma generalização. (…) Os EUA são um país de imigrantes, mas se constrói a ideia de que nós que estamos aqui não somos imigrantes.

Toda vez que Trump faz um comentário agressivo contra algo, sua popularidade sobe. Porque é baseado em ódio. Ódio e medo. Isso me faz lembrar de algo desagradável: a Alemanha pouco tempo atrás [em referência ao nazismo]. Foi do cume da civilização ocidental às profundezas da história humana. Não digo que é idêntico, mas há similaridades.”- Noam Chomsky

Parece com um age com um não conte a ninguém que ele é um.

Basicamente é mais ou menos como se a grande imprensa tivesse acusado um Aécio Neves de ser um cheirador, (para usar um exemplo completamente hipotético e absurdo) e de repente, imaginem, ele tivesse ganho as eleições presidenciais (algo que eles também nem queriam) e “plim” como num passe de mágica ele já não era mais o que parecia.

Esqueçam tudo o que dissemos e principalmente tudo o que ele disse que iria fazer, acredite em nós, é tudo mentira: ele não será nada do que foi, não fará nada do que disse, mas tudo que tem e esperamos que seja. Isso não é jornalismo, para dizer a verdade isso não é nem sanidade.

Como se alguém quando tomasse o poder se torna-se inimputável e coisa dita contra sua pessoa mesmo que for verdade um crime ou algo recriminável. Perái… de fato é assim que funciona!!! Todos seus crimes praticados antes do exercício não contam e dependendo do que você disser de verdadeiro sobre ele, quem roda é você por desacato a autoridade. As leis variam de pais para pais, mas no fundo, o principio é o mesmo. Alguns até podem não ser crime, mas é tão politicamente incorreto e socialmente recriminável que é como se fosse.

Pois é, Trump é um fascista, eu sei, mas fala diferente, se não você vai se complicar.

Contudo os tempos estão mudando, as pessoas estão perdendo o medo de chamar as coisas por seus devidos nomes, inclusive chamar pelo devido nome as pessoas que pretendem regular o nome das coisas. Era assim que funcionava os poderes institucionais e midiáticos, e as pessoas obedeciam e seguiam essas lei de fato ou tácitas sem pensar, Ainda hoje, as instituições e a midia podem funcionar assim, mas as pessoas… bem as coisa já não funcionam mais desse jeito para elas.

Quando a lei diz que o poderosos está acima da lei, e a midia troca de lado a opinião pública não muda mais sua cabeça junto com eles, e abana o rabo. As pessoas mandam vaffanculo viram ainda mais as costas para eles. E se antes seus pais e avós não mandavam eles para o inferno não é porque a grande imprensa e o Estado eram instituições sérias, ou eles eram muito idiotas, mas porque não havia concorrência e logo a também outra informação. Quem como eu é do tempo que ainda se ia a uma biblioteca ou sebo para ver se achava livros raros, que hoje você mal precisa lembrar o nome, mas com trechos, você encontra nos motores de busca da internet sabe do que eu estou falando.

A midia não faz pesquisa arqueobibliográficas, mas não entendeu ainda como funciona a sociedade da informação descentralizada. Primeiro eles ignoram a primeira lei da nova era dos Big Brothers:

A lei Caubi Peixoto: “Fale bem ou fale mal, mas fale de mim.”

Quem queira acabar acabar com ele, ou pior usá-lo, expondo ele ao máximo do ridículo, erraram feio, porque deram na verdade toda a midia e propaganda gratuita que ele precisava para atingir seu público-alvo.

E agora para completar a cagada também ignoram a segunda (estou obviamente inventando essas leis agora) :

A lei Barbara Strainsen: “Quanto mais você tenta apagar ou desqualificar uma mensagem, mais ela se replica”. — (essa não fui eu que inventei).

Agora que ele tem luz própria. E o que se diz dele pode interferir no seu “brilho”, eles tentam alivar, para o mister president, o que além de um mais erro histórico, produz o efeito contrário se não querem ferrá-lo. O que não deixa de ser possibilidade. Porque está se comportando como o amigo bêbado que no dia mais importante do outro, quando ele recebe o seu premio, sobe ao palco pede a palavra, para dizer que ele não nada disso que eles estão falando, não é “comeu criancinha”, não é racista, não é tarado, não é fascista, ele é meu amigo, e eu sou Trump desde criancinha, me come.

É lógico que eu estou fazendo uma enorme generalização e você encontrará trocentas exceções, não necessário honestas. Mas o fato é que no geral, na politica e no jornalismo você vê o movimento contrário. Que representante de outro estado-nação tenham essa postura é obvio e até esperado. Mas a impressa… não dá.

Tentar amenizar o mal-estar causado pela sinergia entre as bobagens que eles falou e as criticas pesadas (e justas) a essas bobagens mudando de opinião para “ficar bem” com o ex-inimigo público numero 1, é humilhante não cola, e o pior de tudo é um erro, porque é continuar a subestimá-lo.

Como eu disse as pessoas estão mandando todo esse velho sistema que já morreu, mas não sai de cima pro inferno. Mas não sejamos idealistas, muitas delas, talvez mais do que as que querem viver sem coleiras, não se sentem livres, ma cachorros abandonados esperando por um novo dono.

“As pessoas estão inquietas, perdidas, incapazes de agir com certeza, com segurança. O que está acontecendo hoje, eu acho, é a virada do pêndulo. Entre outras coisas, isso significa Donald Trump. Ele está nas luzes da ribalta porque talvez se torne presidente dos grandes Estados Unidos. Mas há a mesma tendência em praticamente qualquer outro país”

“As pessoas estão em busca de políticos que digam ‘me dê o poder e eu me responsabilizarei pelo seu futuro’. Estão em busca de pessoas fortes na liderança, que é algo contra o que nossos avós lutaram. As pessoas mais jovens já se esqueceram do que foi o totalistariamo, elas a conhecem por livros, mas não passaram pela experiência”. -Zigmund Bauman

(Aliás diga-se de passagem a Globo deve ter entregado até o que não podia para os democratas… tá reproduzindo até Aljazerra e CartaCapital… algum efeito colateral positivo tem que ter. Mas não dependemos delas nem dos “pensadores mais influentes do mundo para nos dizer o que está acontecendo”, embora nunca seja demais sempre ouvir quem está pensando…

É bom saber que tem gente que não está disposta a se calar e deixar e entregar mais ainda do pouco que temos sem resistência:

Fenômenos como Trump não são passageiros. Eles serão a regra daqui para frente. Clinton, com seu militarismo extremo e sua aliança orgânica com os interesses de Wall Street, era apenas uma direita mais tradicional que terá cada vez menos lugar. Já fenômenos como Trump se aproveitam da inexistência de esquerda no cenário político-partidário mundial e capitalizam todo o sentimento anti-institucional, dando à insegurança social o lastro do medo paranoico contra inimigos externos ou da raiva protofascista contra minorias internas. A história já demonstrou quão explosiva pode ser tal combinação.- Vladimir Safatle

E não só pensadores, e ativistas, mas pessoas comuns que sobretudo nestas horas não podem deixar de ser nem uma coisa nem outra:

Não adianta querer e prever ou pior pagar para ver, é preciso olhar para o que não queremos crer e enfrentar. A realidade que queremos e que não queremos andam pelo mesmo caminho, e quem senta para esperar o trem passado é atropelado pelo bonde da história.

“A renda básica é portanto por oposição aos impérios e monopólios da violência o pilar de fato dos verdadeiros contratos sociais dos estados livres tanto como direitos natural quanto dever humanitário e social. Não é benesse, caridade nem assistência, mas dever mútuo, entre todos, de garantia de acesso a renda devida a cada um derivada da propriedade natural que pertence a todos. Não é um programa de governos assentados sobre a desigualdades de poder, mas o principio factual de contratos sociais entre pessoas iguais em liberdade fundamental e autoridade sobre o bem comum.

A falta da renda básica portanto não é uma falha do sistema, mas a perpetuação do roubo alienação e reificação que compõe o extermínio do homem pelo homem por desigualdade e privação natural. Sua falta não é uma falha dos estados de paz mas uma declaração perpétua de guerra dos protegidos contra os excluídos de um mundo que também é dele, sejam estes excluídos de outros povos, classes, gêneros ou até mesmo gerações.(…)”

É por isso que os governos que renegam a renda básica, alegando não haver recursos suficientes, estão simplesmente confessando seu crime contra humanidade. Pois mesmo se não houvesse (o que é mentira) recursos para pagar nem mesmo o mínimo necessário cada ser humano enquanto proprietário do bem comum, deveria estar recebendo 1 (um) centavo que fosse destes recursos. Na verdade eles não precisam alegar nem confessar nada, a privação do mínimo vital e carestia de um único ser humano frente a um Estado que tenha um orçamento de 1 (um) centavo já é a prova desse crime de roubo e extermínio.

Quando os Estados e suas corporações privadas de fato consumirem todos os recursos naturais e destruírem todos bens comuns, será a falência criminosa destas instituições que deveria ser decretada; e não a consumação definitiva da privação e expropriação dos direitos de propriedade natural e liberdades fundamentais. Embora seja mais obvio ainda que não devemos esperar que isso termine assim para corrigir nossos erros. (…)”

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X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.

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