Catalunha: Eleições antecipadas ou independência?

O conceito de estratégia na língua dos homens e dos “anjos”

Da estratégia de antecipar as eleições

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Ele dá mais um nó tático nos movimentos da Espanha. A Espanha pretende convocar eleições depois só depois de 6 meses (leia-se: quanto tempo for necessário para reverter ou diminuir o calor o apoio da população a independência) controlando não só o governo, mas finanças e os meios de comunicação catalão. Agora, nem os espanholistas mais ufanistas acreditam que uma eleição os independentistas sairiam com uma bancada ainda maior. E o que Rajoy faria uma nova intervenção militar até que ganhar a eleição? Até a população catalã “aprender” como funciona da democracia? que o povo pode ter qualquer o governo que quiser desde que não seja o seu, ou mais precisamente, desde que seja um dos deles? Quanto mais tiver que se manter nesse campo de batalha apelando para essas armas, mais e mais fica difícil para sustentar o apoio de outros governos aliados, porque eles também tem povos e sociedades com opinião pública a dar explicação e -com bem sabemos- fica muito difícil a um governante sustentar que não é um tirano ou um corrupto quando é o aliado fiel destes. Começa a derreter junto.

Contra

Exige uma paciência e uma compreensão da população que alguns mais velhos podem ter mais não os mais jovens. E no final das contas quem vai para a linha de frente dar a cara para bater, em desobediência civil em massa não são os velhos mas os jovens. Ou seja, quanto mais joga esse xadrez, mesmo ganhando, vai perdendo as bases mais sólidas do apoio que no final das contas vai precisar. Porque ganhar esse jogo não serve senão como guerra de propaganda, para melhorar a posição internacional da Catalunha, para que esta não seja esmagada como um Curdistão. Mas não ganha nada, porque no final- e eles já devem saber disso- estão dialogando com o lobo de Esopo que quando perde a partida da um tapa no tabuleiro e parte com o porrete na mão para cima do adversário.

Da proclamação solene (e unilateral) de independência

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Atende as demandas dos mais radicais que formarão a vanguarda, e incendia a população. Se der certo garantiria um tempo maior de resistência pacifica, que eventualmente poderia impringir custos maiores a Espanha para a Catalunha.

Contra

Nenhum desses efeitos e consequências é certo e garantido, além de extremamente custoso e arriscado também para a Catalunha. É uma via de mão dupla, e com uma assimetria monstruosa de forças. De modo que mesmo que der certo, o que não é certo, os custos e sacrifícios catalães não só financeiros, mas sociais e humanos são gigantescos. E as perdas essas são maiores ainda, basta verificar a punição para o próprio presidente da Catalunha se simplesmente ousar declarar de fato a independência: 30 anos de prisão.

Conclusão

Um enfrentamento agora (a independência) se dará em uma posição estratégica desfavorável e sem aliados, com baixíssimas chances de vitória totalmente alicerçadas unica e exclusivamente na moral da população catalã e sua capacidade de resistir numa especie de estratégia de guerrilha pacifista. Porém mais um recuo-(convocar eleições) para encontrar melhor momento e o campo de batalha onde essas vantagens de forças se inverta ou pelo menos diminua, pode custar justamente a moral do povo. Ou seja ter-se-á as condições ideais mas não mais “tropas” suficientes. Não há portanto melhor opção ou opção certa a fazer: As duas tem riscos e perdas gigantes e um ganho incerto, mas que não tem preço a liberdade e dignidade. Porém da mesma forma não há mais a errada: se eles decidirem que é hora de recuar de novo mesmo perdendo evitam violência e mortes (que não se enganem: vão acontecer com eles levantado a mão ou não) perdem mas preservar vidas, o que nunca é uma decisão que se pode reprovar. Se pelo contrário, decidirem que não aguentam mais que é hora de resistir não importa a violência e tirania e violência que irão enfrentar igualmente quem há de reprovar aqueles que lutam e se sacrificam não só por sua dignidade e liberdade, mas a dos seus irmãos?

Só há uma forma de errar nesse caso é não tomar ou tomar a decisão contrária a essa vontade. O único erro possível é justamente não exercer o que eles lutam por a sua vontade soberano e autodeterminar o que farão. E ainda sim mesmo que cometam esse erro não cabe a ninguém senão a eles mesmo julgá-lo. Porque a eles pertence o seu destino e a consequência destas decisões. Não há erro nem crime naquele que é obrigado a lutar pela vida e liberdade. Erro e crime contra toda vida e a humanidade está naquele que esmaga a vida e liberdade para preservar seu poder. E hipócrita ainda diz que é obrigado a esmagá-la por que ela resiste a seu direito de tomá-la e violá-la. Isto é o Leviatã. Isto é a monstruosidade da besta chamada Estado.

E malditos sejam todos que os fanáticos e fundamentalistas desse templo que não deixam as pessoas viverem em paz, e obrigam as pessoas a constantemente fazerem escolhas de Sofia, obrigando-as pela supremacia da violência que elas decidam entre a vida ou a liberdade quando uma existe, nem faz sentido, sem a outra. Maldito sejam os servos do senhor da guerra e discórdia, que fazem de seus aparelhos e domínios a casa do Diabo na terra, porque os que lutam pela liberdade em vida serão perdoados, mas os que fazem da sua vida a luta pela morte da liberdade, esses podem ter certeza tem um lugar garantido ao lado do seu Pai, o de criação, no Inferno.

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Essa batalha tem muitos planos. E o planos mais essenciais são sempre invisíveis aos olhos. Mas quem tiver olhos, que veja.

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