Catalunha: A vitória de Pirro do reino de Espanha… e dos regimes autoritários

Vitória pírrica ou vitória de Pirro é uma expressão utilizada para se referir a uma vitória obtida a alto preço, potencialmente acarretadora de prejuízos irreparáveis.[1]

A expressão recebeu o nome do rei Pirro do Épiro, cujo exército havia sofrido perdas irreparáveis após derrotar os romanos na Batalha de Heracleia, em 280 a.C., e na Batalha de Ásculo, em 279 a.C., durante a Guerra Pírrica. Após a segunda batalha, Plutarco apresenta um relato feito por Dioniso de Halicarnasso:

“Os exércitos se separaram; e, diz-se, Pirro teria respondido a um indivíduo que lhe demonstrou alegria pela vitória que “uma outra vitória como esta o arruinaria completamente”. Pois ele havia perdido uma parte enorme das forças que trouxera consigo, e quase todos os seus amigos íntimos e principais comandantes; não havia outros homens para formar novos recrutas, e encontrou seus aliados na Itália recuando. Por outro lado, como que numa fonte constantemente fluindo para fora da cidade, o acampamento romano era preenchido rápida e abundantemente por novos recrutas, todos sem deixar sua coragem ser abatida pela perda que sofreram, mas sim extraindo de sua própria ira nova força e resolução para seguir adiante com a guerra.[2]

Esta expressão não se utiliza apenas em contexto militar, mas também está, por analogia, ligada a atividades como economia, política, justiça, literatura, arte e desporto para descrever luta similar, prejudicial ao vencedor. — Wikipédia.

Se por ventura o movimento independentista vier a ganhar força, e conseguir em curto prazo seu intento, ele já tem mais um “herói”e seu nome é Mariano Rajoy o primeiro-ministro conservador… espanhol. Sua linha dura, e inabilidade para negociar, ajudaram profundamente a aumentar a força de um processo de independência que não era favas contadas e vinha perdendo apoio- e que os governantes catalães já estavam dispostos a usar como moeda de troca para aumentar a autonomia e orçamento da região.

Para além das fronteiras do velho mundo, todos defensores das democracias diretas e soberanias populares tem muito a agradecer a empáfia desses conservadores do poder central espanhol por sua inépcia em manobrar dissimuladamente, com ameaças veladas e promessas falsas, as pretensões de autodeterminação dos catalães, ao contrário do que fez, por exemplo, a coroa inglesa com o plebiscito escocês.

Expôs assim ainda mais claramente que essa historinha de democracias representativas fracas a mercê de tiranetes como defeito “histórico-genético” só de países de terceiro mundo é outro mito das grandes metrópoles… Algo que diga-se de passagem Trump já havia dado uma contribuição ainda mais significativa para derrubar essa fakenews, ao transformar ele mesmo na notícia, ou melhor, na prova empírica, que também a democracia ao norte das Américas não está nem um pouco imune a banalização da sua república. E assim, quem pensava que depois da dinastia Bush o mundo não tinha como piorar, com Trump descobriu duas coisas:

  1. que a lei Tiritica não é válida apenas em território tupiniquim, mas é lei universal da entropia da política mundial: pior que tá…fica.
  2. a dissonância cognitiva, o não acreditar que está vendo o que está vendo, não é só uma cegueira seletiva de fanáticos petistas, mas geral.

E agora aproveite e se pergunta porque, ou melhor para que existem, os paraísos fiscais do grão-ducado de Luxemburgo, a monarquia constitucional de Liechtenstein, o principado de Mônaco, Andorra… e por aí vai. E se você acha que é apenas uma questão de evasão fiscal…. Ah, meu amigo, coloca Tiririca debaixo de toda essa merda real aí… Tem muito mais coisa que você acha que começa e termina na corrupção das periferias subdesenvolvidas do mundo, quando na verdade as investigações como a Lava-Jato são apenas a ponta de um enorme iceberg mundial… Lula, Odebrecht, JBS, traficantes do Rio… peixe grande? mané peixe grande, é lambari no mar de merda trilhonário da carne humana do mundo…

Por isso, lembre-se, para cada terrorista de estado, protoestado, palaciano ou favelado, com uma pistola ou bomba nuclear, com um império das drogas, ou todo um complexo industrial militar a chantagear e atentar contra a humanidade, há por trás dele não uma criança ou um cachorro ou uma mandioca, mas gente literalmente pagando para ele estar lá, ganhando ao colocar ele lá, ganhando ao tirá-lo, ganhando com as drogas, ganhando com a guerra contra as drogas, ganhando com o terrorismo, e ganhando com a guerra contra o terror. Simplesmente ganhando com a guerra, sua especulação, sua deflagração, seus planos de reconstrução… Ganhando, financiando o tráfico e guerra não importa do quê, ou contra o quê. Rigorosamente seu negócio estatal é o tráfico e a guerra… de bodes da sala. Ou mais precisamente bancar esses negócios. Ganham muito quando colocam um governante corrupto ou tirano no poder para negociar com ele, e mais ainda quando o derrubam e pilham o território, militar e/ou economicamente. Neocolonialismo, querido. And keep calm because god save the queen…always.

E eis que voltamos para a Catalunha a 27 AGO 2017:

EL Pais: “A marcha foi marcada também pelos constantes apitos e vaias contra o rei Felipe VI e o presidente do Governo (primeiro-ministro), Mariano Rajoy. Também teve destaque uma significativa presença de esteladas (a bandeira separatista catalã, ornada com uma estrela branca no fundo azul) e cartazes que vinculavam o Governo e a coroa com a venda de armas ao Oriente Médio.

Os lemas dos cartazes mais vistos durante o percurso, distribuídos por entidades independentistas e da esquerda alternativa, incluíam mensagens como “Felipe, quem quer a paz não trafica armas”, “Mariano [Rajoy], queremos paz, e não vender armas” e “As suas políticas, os nossos mortos”. (…)

Héctor Fernández, um barcelonês que participou do protesto com a mulher e filha, se esgoelava aos gritos contra o Rei. Justifica seu rechaço porque “o Rei não pode vir a uma manifestação pacifista e vender armas à Arábia Saudita”. Fernández acrescentou, repetindo informações aparecidas em meios digitais independentistas, que “o Governo espanhol ocultou informações sobre os terroristas dos Mossos d’Esquadra (a polícia regional catalã) e não permite que estes sejam reforçados”. — Barcelona protesta contra o terror entre vaias ao Rei da Espanha e gritos de separatistas [detalhe: e o El Pais não é o que possa se dizer nenhum pouco progressista quando o assunto é a Catalunha.]

E a Espanha assim como Itália, França, Inglaterra e Alemanha (talvez nessa ordem inversa) ainda são grandes players, mas não as 3 grandes potências politico-econômicas do mundo: EUA, Russia e China. E se os estatopatas do Brasil são peixes pequenos perto deles, eles não parecem tão gigantes perto desses tiranossauros rex dos Estados-Nações. O mundo em qualquer país é muito mais parecido com um filme de Tarantino do que você imagina, não tem mocinhos, só cães de aluguel negociando com armas apontadas um para as cabeças dos outros, e você Django que não está apontando a arma para cabeça de ninguém não é um homem livre, não na pré-concepção dos que matam por supremacia ou supremacismo. Tudo é uma questão de “berço”. Dependendo dele, você não tem nobreza em sua humanidade, é lixo, é plebe. Nascido para ser governado, ou que é a mesma coisa nascido condenado a morrer de tanto trabalhar ou até mesmo só matar e morrer mesmo, dependendo do maldito “espírito” do seu tempo. Mas reze, quem sabe seu deus te ouça. Ou melhor o deus todo poderoso e supremo… deles.

Mas não esqueça de incluir se for rezar em preces os roringyas, a favela da rocinha, as crianças das filipinas, os refugiados de guerra e da fome, a menina decapitada na russia, o bebê “et” da India… não seja egoísta, porque desgraça dá em árvore, e se não der, pode deixar… tem quem as plante de boa fé…

De qualquer forma bom dia para você, Cinderela, bem-vindo ao admirável mundo novo. E aí? vai de pílula azul ou a vermelha?

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Mas só me diz uma coisa: qual é que dá algum barato?

Pois é, acho que cresci assistindo filmes americanos demais e de quebra ainda por cima fui criado no melhor oldstyle que de freiriano não tem nada. Então não tem jeito, no fundo da minha alma quebrada, lá no fundo eu adoro o cheiro de Napalm pela manhã. Então quero dar graças a deus. Obrigado, senhor, por dar um mundo cheio de psicopatas autoritários, afinal o que eu estaria fazendo da minha vida sem esses monstros? Tricotando os pentelhos com vovó e assistindo os Vingadores? Já não sei nem mais o que faria da minha sem esse grande eterno Ragnarok! Como atingia meu Valhalla sem eles?

O que é a dor das Cefaléia em Salvas perto das Dores do Mundo? O que é amar os inimigos? É pouco. Amar os inimigos é coisa pra bicha, eu amo até os deuses dos meus inimigos! Afinal o que seria dos meus jogos de guerra sem eles? O que seria das minhas guerras santas sem eles?Ah, my sweet lord…

E que deus abençõe a(s) américa(s).

Mas chega desses assuntos que não tem nada a ver como o Brasil, vamos voltar a assuntos mais importantes…

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X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.

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