Brasileiro um povo carente: Uma “homenagem” aos lavajatistas que se apaixonaram pelo mito

Ou porque uns continuam sempre a cair neste conto e outros não mais (ou nem tanto)?

Ai, ai… Coitado do brasileiro. É um povo carente. E trouxa pra cacete…

De fato seria cômico se não fosse trágico, não só para eles, mas para todos, mas como rir e chorar não muda o leite derramado então segue a homenagem, que aliás, não é minha, mas do bem-amado, e na linguagem do “amor” que ele adora usar com os aliados e ex-aliados. Então, agora é a vez da direita que acredita em papai noel fingir que não sabia, que não existia tirar o RG e vestir o chapéu:

Mas quem não sabia oquê? Quem não sabia? Ora eles, não sabiam. Os que compraram, venderam e comeram mais um pão bolorento. É impressionante que o mesmo padrão se repita continuamente e passe desapercebido em cada bolha. Para novamente se repetir reciclado em nova roupagem fora dela. Basta trocar a embalagem, basta a idiocracia trocar o discurso do idiocrata, trocar o polo, se apropriar do que as pessoas estão dizendo e querem ouvir que os idiotas vão lá e compram e levam para casa, ou melhor colocam para governar sua vida.

Mas não vou ficar aqui me autocitando apenas para bancar o chato do “eu já sabia”, ou “não avisei”. Foda-se e de verde-amarelo… ou de vermelho, tanto faz.

O porquê o brasileiro é obrigado a escolher sempre a cruz e a espada, é obvio. O porque também as pessoas passam a acreditar que a cruz ou a espada ou seus portadores são a salvação da pátria, no lugar dela, também é algo que cansei o leitor e a mim de tanto me repetir.

Então só voltei a esse tema, por uma única razão. Porque ele é o gancho para explicar porque uns conseguem enxergar o padrão e prever os eventos que vão ocorrer, e outros não estão presos em uma só cegueira seletiva partidária, mas a visão pseudo-cientifica supostamente suprapartidária que também não vê porra nenhuma nem prevê nada. O que evidentemente pode ser um dia útil para quem sabe sairmos desse ciclo de esquizofrenia bipolar e não cairmos de novo nas armadilhas que antes de serem modelos políticos e econômicos de esquerda e direita que se alternam no poder, são de paradigmas culturais e sobretudo cognitivos. Uma cultura e crendice e pseudo-ciência que consumiram a Venezuela, e agora já vai levando para o buraco a Argentina, e que só não derrubou o Brasil ainda por conta do gigantismo das suas riquezas que um dia, não se engane.

Mas que pseudo-ciência ou pseudo-ciências seriam essa? As ciências políticas, econômicas e jurídicas, ou mais precisamente as pseudo-ciências políticas, econômicas e jurídicas baseadas no paradigma do artificialismo estadismo, que não tem leis naturais apenas como pano de fundo de verdade, mas que de fato trabalham com convenções para efetuar suas fórmulas e equações: de modo que quando querem e para quem querem: 2+2 é igual a 5 ou 3 e não por erro mas por regra, e axioma constitucional. E funciona? É claro que não. As ciências das projeções, planejamento e previsões erram, e só servem para justificar e racionalizar os erros. As tecnologias institucionais falem. E adivinha o que essa ciência irá fazer: novas projeções, planejamentos. E como então essa falácia se sustenta? Nas costas dos burros de carga: do povo e natureza, que quando caírem já era.

É por isso que quem usa o modelo de pseudo-ciência política-econômica estatal não só não acerta porra nenhuma, exceto como o relógio parado, que pelo menos uma vez por dia marca a hora certa como ainda compra gato por lebre a cada nova liquidação ou eleição acreditando mesmo como dizia a múmia do clã dos Sarneys: tem que dar certo. A esperança em termos matemático como aposta certa na desilusão e desesperança.

Um tipo de falácia milenar que deveria ser incluído na teoria dos jogos: O auto-engano baseado na presunção de seu paradigma científico ou de conhecimento prevalece as probabilidades estatísticas da reincidência dos eventos. E não importa quantas vezes o raio caia no mesmo lugar, ou a moeda cai sempre do mesmo lado, é sempre acaso e coincidência, porque assim determina o paradigma (pseudo)científico. Não se questiona se a moeda é realmente honesta, e não sendo porque elas não por acaso mas por qual razão se repetem. E o sendo porque também não por acaso mas por qual razão tendem a justamente a não se comportar como moedas desonestas, isto é, a longo prazo, se alternar, e ao infinito, perfazer todas as possibilidades e combinações possíveis seguindo toda ordem de combinações possíveis ao longo do tempo, se tempo tiver para isso. A ordem por trás da aparente desordem, ou aleatoriedade, que enerva e desespera os controladores e deterministas e autoritários, não porque falte organização, mas porque sendo autodeterminada é para os controladores a indeterminação que mata seus projetos de poder e tirania- incluso os que resultam inevitavelmente em desastre, os desastrados.

Quem se interessa por esse tipo de viagem:

Quem não, não tem problema. Para não entrar de otário nesse tipo de charlatanismo do estadismo que vende interesses alheios como se fosse conhecimento (não raro com o coitado do charlatão acreditando mesmo ser um cientista apenas porque como um esquizofrênico paranoico ou jogador de RPG está completamente imerso no seu universo complexo, mas ainda sim imaginário), basta saber o que a experiencia empírica e histórica confirma:

Governo é governo. Povo é povo. Não existe governante nem classe política que defenda os interesses do povo. O que existe sim é povo a defender governantes. Qualquer um que analise ou faça previsões fora desse modelo vai se errar e se ferrar… de novo, e de novo, e de novo. Vai comprar e dormir como discursos e para acordar levando no lombo a realidade na prática. É por isso que não é preciso ser gênio, guro, nem adivinho para saber qual será o comportamento dos indivíduos que pertencem ou passam a pertencer ou circular em torno dos centros de poder.

Pense no animal político como um verme, não para alimentar instintos primitivos e destituir essa pessoa humana que adentra o poder de seus direitos humanos por mais estatopata que ela seja. Ele do primeiro ao último minuto da vã existência como animal político embora não possa renunciar a sua dignidade humana, vai enfiá-la naquele lugar dos sonhos eróticos-tanáticos mais inconfessáveis do nosso bem-amado presidente, e buscar sobreviver como tal, nesse ambiente predatório e parasitário. Desde o primeiro ao último instante sua preocupação e ocupação primária será a mesma daquele que por sinal era na prática a sua para chegar, manter galgar posições de poder. Quem não renuncia à sua condição de pessoa humana para se tornar esse animal político, morre na política, como diria o outro capitão, pede para sair, ou é saído, inclusive as vezes de fato na vida.

Esse não é o meio ambiente onde se abraça árvores ou cuida-se de gente, mas onde se come gente e derruba-se arvores, e depois se encena o oposto como mal necessário que vem para o bem maior. E tolo de quem compra o jogo de cena, entre antagonistas e protagonista, entre oposicionista e situacionistas, porque só existe de fato uma situação e um protagonista: quem decide e quem de fato detém recolhe e redistribui a pilhagem do patrimônio tanto público quanto privado e o usufrui do filé para jogar os restos e os ossos para os cães de guarda e gado de abate.

Por isso quem olha para essas casas grandes e seus senhores nunca se surpreende portanto quando traficantes e milicianos, bandidos fora da lei, ou dentro da lei, fazedores da lei, executores de lei, e julgadores de lei, sejam eles legalizados ou ilegais para a manutenção dos seus interesses em comum estabelecem tréguas e alianças entre arqui-inimigos, ou traem amigos e companheiros de luta novos ou antigos. E eis que mais uma vez mudam os players mas o jogo e a regra do jogo permanece, todos em ordem unida para preservar butims, pilhagens e privilégios.

Em política não existe princípio ou bem comum, mas apenas meios e mal necessário para atingir a sua finalidade intrínseca e evidente, o poder, porque sem poder não há classe política e sem classe política finda-se o objeto pelo qual eles disputam: o governo que não é uma coisa que paira num ócio etéreo, mas um negócio que está montado e precisa estar sempre montado sobre um povo, que portanto por definição jamais pode fazer parte dele. Um apartheid e ponto final. Onde “brancos” brigam e se entendem, mas os “pretos” da senzala politica-econômica assistem e até votam no final da história, mas dentro do roteiro já pré escrito e dirigido a lá o velho “Você decide” da Globo.

Pergunta: Quão difícil é explicar e prever o comportamento dos player quando se observa o jogo do ponto de vista da população e seus interesses, não da encenação do espetáculo de pirotecnia da sua representação e atores? O que será que vai acontecer no próximo capitulo da novela Brasil?

Oh, Será? Mas, não… não, não é o que não pode ser, é….

Ah, mas o mundo não pode ser desse jeito… então tá, chora e fica esperando o próximo papai noel assassino, já estão vestindo e treinando e se pegando a tapa um monte deles para o próximo Natal de 2022. Senta no colinho dele e faz um pedido bem bonito. E depois espera para ver o futuro, ou melhor o presente que seu amigão vai te dar.

Mané, viés de confirmação, é viés de confirmação é viés de negação, afirmação da alucinação pela negação da realidade sensível, porque ela dói e dá um trabalho do caralho para mudar, um trabalho que preferimos transferir para incompetentes e bandidos mesmo sabendo que eles vão nos roubar, e não vão fazer. Preguiça e burrice e irresponsabilidade social, evidentemente de quem tem tempo e dinheiro para ter esse privilégio o de chamar e transferir responsabilidades e não se assumir as alheias por obrigação e necessidade da vida.

Mas essa é outra falácia, não porque estamos presos dentro de um arcabouço conceitual ou mesmo feito de concreto, aço e armas, não que porque ele seja uma realidade imposta como concreta que ela seja verdadeira ou pior a única, inevitável ou inescapável. Muito pelo contrário.

O primeiro passo para sair desse buraco é entender que o lobo mesmo quando vestido em pele de cordeiro é lobo, ainda que fãs, jagunços, advogados e doutores da lei a lamber até a bunda suja dele e jurar que ele não é lobo mas cordeiro chapeuzinho vermelho.

O segundo é ainda mais simples é pegar, seu tempo, atenção, amor, amizade, solidariedade e dinheiro, sim aquele que você guarda e ele pega para supostamente entregar para a vovozinha, mas que ele usa, (e todo mundo sabe que ele usa) para comer você e a vovozinha, e ao invés de morrer, vai entregar você mesmo para a vovozinha, antes que ele pegue e engorde ainda mais.

Resolve? Não, mas já é como diria a vovozinha- se não tivesse trabalho até virar jantar do lobo- um bom princípio.

E quem for tão desprovido de todas as sua condições e capacidades que de fato faça tudo que pode: ou seja nada, incluso não atirar a primeira pedra, ao invés de abrir a mão. Incluso não dar pedras nem dinheiro para quem faz do apedrejar os outros muito mais do que só seu ganha pão.

Porque posses e direitos e responsabilidades que você compartilha com pessoas iguais em autoridades (sobre o bem comum e uns sobre os outros) são liberdades reais, propriedades, que geram mais oportunidades e riqueza para todos. Mas posses direitos e responsabilidades que você delega, renuncia ou transfere para pessoas desiguais em autoridade (sobre o bem comum e você) são poderes, expropriações, que geram mais tirania e privações, pobreza para para o povo, locupletação e privilégio para as autoridades. Já os termos, nomes, é demagogia e balela, mero conto e narrativas. Ou como o próprio nome se trai e denuncia: jogo de representações. Uma fábula.

E fábulas por fábulas fico com as do escravo Esopo, reescrita pelo nobre La Fonteine:

Um cordeiro estava bebendo água num riacho. O terreno era inclinado e por isso havia uma correnteza forte. Quando ele levantou a cabeça, avistou um lobo, também bebendo da água.

– Como é que você tem a coragem de sujar a água que eu bebo — disse o lobo, que estava alguns dias sem comer e procurava algum animal apetitoso para matar a fome.

– Senhor — respondeu o cordeiro — não precisa ficar com raiva porque eu não estou sujando nada. Bebo aqui, uns vinte passos mais abaixo, é impossível acontecer o que o senhor está falando.

– Você agita a água — continuou o lobo ameaçador — e sei que você andou falando mal de mim no ano passado.

– Não pode — respondeu o cordeiro — no ano passado eu ainda não tinha nascido.

O lobo pensou um pouco e disse:

– se não foi você foi seu irmão, o que dá no mesmo.

– Eu não tenho irmão — disse o cordeiro — sou filho único.

– Alguém que você conhece, algum outro cordeiro, um pastor ou um dos cães que cuidam do rebanho, e é preciso que eu me vingue.

Então ali, dentro do riacho, no fundo da floresta, o lobo saltou sobre o cordeiro,a garrou-o com os dentes e o levou para comer num lugar mais sossegado.

MORAL: A razão do mais forte é sempre a melhor.

Verdadeira moral da história: otário de quem dá ouvidos às razões do lobo. E mais otário ainda de quem dá ouvidos (e moral) a “moral” dessa “razão”.

Mas não tem jeito enquanto brasileiro achar que é Rambo, e não quem o Rambo explode, vai continuar sendo o que é: um tipiniquim e não um tupinambá a idolatrar os senhores da discórdia e comemorar seu extermínio mutuo como se fosse de uma “especie” ou “raça” alheia que não tem ou não veste as cores certas. Mais uma vez, outra velha pseudo-ciência, de genes e memes, que se vende e impõe como falsas preconcepções e discriminações a acobertar tanto os padrões pelo qual as pessoas são por artificialmente e monstruosamente apartadas e reduzidas a bolhas alucinadas, quanto como natural e solidariamente não só integram mas já nasceram gregariamente ligadas para não cair nessa armadilha.

Isto é claro se não forem amputadas do exercício dessa capacidade que constitui a própria noção do mundo do real não por acaso sinônimo de sensível: a sensibilidade, mas pode chamar de empatia que como prática chama solidariedade, o sentimento oposto e contraposto à idolatria aos todos poderosos que forma os cultos patriarcais. O sentimento de irmandade. Ou simplesmente humanidade. Algo que se constrói não pela adoração da autoridade e poder, mas pelo amor libertário, solidário a liberdade e libertação, ou simplesmente à vida não a imaginária e ideológica, mas a real que sente, sofre, carece e morre nas mãos daqueles das personas e entidades imaginárias que dizem representá-las e protegê-las. Mas novamente como o nome diz: são poderes e rituais que (dizem que) representam a vida e a liberdade, e não as.

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X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.

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