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Tarantino e o espírito contemporâneo das massas

Brasil, temos mesmo um golpe em curso?

Um guia para neófitos e curiosos entenderem até onde vai a falta de noção da política brasileira…

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Será que realmente tem graça posar de qualquer coisa quando se é a comandante em chefe de um território?

…e onde começa a falta criminosa de escrúpulos

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Seria digno de pena, mas não é dela ou dos seu ministros da Saúde que compadeço. Não, não é. Do verdadeiro crime eles são todos cúmplices no mínimo por omissão. No mínimo.

O governo de uma das maiores economias do mundo grita golpe, a oposição jura que tudo transcorre na maior normalidade legal, quem está certo? E a sociedade? o que tem não tem voz o que teria a dizer de tudo isso? Alguém quer mesmo saber ou perguntar a ela, ou só quer ouvir quem se arroga porta-voz de todos?

Tudo o que falo aqui portanto não falo senão por mim, como pessoa livre em pensamento e cidadão. Pode parecer ridículo dizer o que vou dizer, mas fica a cargo do leitor e só a ele, concordar ou não com o que digo. E a quem mais caberia. Pois bem, e a quem mais caberia? Eis a questão.

O paradoxo da guerra institucional

Quando os Estados são vítima e algoz e juiz do próprio Estado.

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Foto de satélite da posição estratégica de autoridade tomada pelo Estado burocrático Brasileiro frente risco de ruptura social, notem como os pés estão bem ficados o como eles estão extremamente focados nos seus problemas intestinos da máquina estatal, o que permite manter a tranquilidade inabalável para levar até as ultimas consequências o negaciosismo absolutivo da necessidade de relegitimação da soberania via consultar popular direta.

- Será que vai dar certo?

Como diria o presidente de honra do PMDB, tem que dar certo!

A vitimização como arma política estatal

Quando o chefe maior de um Estado grita golpe de Estado e aponta… para a sua própria base governista!!!. Temos com certeza não apenas 1 golpe, mas 3. 2 deles concorrendo abertamente pelo poder contra a própria nação; 1° o do governo 2° o da oposição, e 3° o de todos eles unidos enquanto classe contra a sociedade. Eles apontam os dedos uns aos outros e gritam: bandido! ladrão! golpistas! Eles tem razão, todos eles, são golpistas, muitos deles criminosos muito além do mero legalismo. São aliados de ontem, inimigos de hoje, comparsas de sempre. Não importa o que aconteça, tudo é golpe e tudo é legal desde que o butim fique entre eles.

E a verdadeira democracia direta? Ah, essa nem é golpe nem é a legalidade… é palavra proibida, heresia contra os poderes supremos e os todos poderosos, sacrilégio. Não cabe nem como caco no script neste teatrinho ridículo dos golpistas-legalistas, porque não é golpe legalista, nem legalidade golpista mas a verdadeira revolução da legalidade:

Todos falam em nome do povo, mas quem é que vai se manifestar para que o Povo fale?

Todos falam em nome da república e democracia mas quando vamos deixar que a própria república falar?

Quem defende novo governo, velho, legalidade, impeachment, já sabemos e quem defende a verdadeira democracia? Cadê?

Mas e o golpe?

De fato o gritar golpe de Estado, enquanto busca trazer os golpistas para a base governistas. É sintomático. Indicador tanto dos 2 golpes concorrentes atualmente em curso, quanto do terceiro reiteradamente perpetrado a cada novo mandato efetuado por esses tipo de legalidade completamente desconexa de legitimidade.

Estão discutindo o sexo dos anjos… caídos. Acabou. Fora os fanáticos e fieis de todos os lados e cultos partidários! E que não me venham com outros nem velhos nem novos nem reciclados, ninguém mais acredita neste 171 da escatologia política de salvadores da pátria, e seus paraísos prometidos aos cegos-obedientes.

O sistema é feito de um mito, e mitos são feitos de ritos, quando esses sacerdotes quebraram todos os ritos de seu culto, como ilusionistas ruins mostraram os fios dos seus truques, e revelaram os segredos da profissão. E quão gigante é a pequenez dos mágicos de OZ.

Se não fosse grotesco seria tragicômico o atual espetáculo anti-estético da representação política. O cenário caiu, o teatro pega fogo, e como os violistas do Titanic eles fazem a unica coisa que sabem fazer, fingem que tocam.

A diferença é que há um quê de belo na metáfora de ir até a morte dedicando-se a arte, mas nada é mais teratológico do ir até o fim, até as últimas consequências praticando a única coisa que sabe fazer: lutar indignamente pelo poder.

Liberdade e informação funcionam de acordo a segunda lei da termodinâmica: “A quantidade de entropia de qualquer sistema isolado termodinamicamente tende a incrementar-se com o tempo, até alcançar um valor máximo”. E haja isolamento nessa Realpolitik brasileira. E mesmo fora dos círculos, as xícaras que caíram da mesa e se quebram, não vão voltar dos cacos a ser o que eram antes como se nada tivesse acontecido. É a entropia, economistas, é a entropia. E não foi um esquema ou governo que caiu e quebrou, mas um sistema.

Dilma no que sabe fazer é mais do que competente: Confessar um monte de verdades só com mentiras.

O grito internacional dela é simultaneamente a confissão final da sua ilegitimidade quanto a denuncia contra toda a classe política.

Ora isso, é a delação sem prêmios da Presidente contra ela mesma, o congresso e o fraude da representação democrática : Dos governos só resta o comprador de votos e vendedor de vantagens, e do congresso o receptador dos benefícios e vendedor dos votos. E nem um nem outro poder é dono de uma coisa nem de outra da dar, vender ou comprar. Nem o patrimônio nacional é dela para ela distribuir em troca do cargo, nem o voto é dos congressistas para eles vender dos dois lados, atuando como alcoviteiro e atravessador das corporações que são seus verdadeiros donos e dos governos que não por acaso é financiado pelos mesmos senhores.

O presidente neste caso não é chefe de um pais, é chefe de um bordel, onde o congresso é compostos de cafetões da coisa publica, e a mercadoria, meu caro, a carne traficada por eles, até mesmo contra a sua vontade, não é a deles, mas a sua.

Eu não tenho nada contra quem dá ou vende o que é seu para quem quiser, mas vender o meu rabo, ficar com o pagamento e ainda depois me mandar a conta do puteiro, é “um pouco” demais. E não trocar de chefe pode até tornar a administração deste negócio mais eficiente, mas a pergunta é: para quê? e para quem? Só não vê a resposta quem não quer.

Mas vamos sair da sacristia do Estado e voltar a liturgia do rito estatal.

Do ponto de vista estritamente legal ,o embate jurídico não é sobre impeachment, é sobre a legalidade de representantes que perderam mais do a credibilidade, perderam a legitimidade para governar, até mesmo sob o mais autoritário e absolutistas dos pontos de vista. Não só porque perderam completamente o apoio popular- tiranias e ditaduras podem se chamar de democracia e calar dissidentes- não é isso. Mas porque eles perderam a noção do princípio constituinte da soberania até dos estados mais totalitários que já pisaram sobre a terra:

Porém, ao gritar por golpe, Dilma não fugiu apenas do seu papel, entregando a ela e seus antagonistas e coadjuvantes como farsantes (e maus atores que são), mas o próprio jogo da representação democrática como farsa burlesca, despertando a fúria até mesmo do público sempre avido por consumir espetáculos autoritários no lugar de viver sua própria vida.

Existem os crimes e os erros.

O erro

O poder público não se rege pela leis da propaganda política. A credibilidade do ator público não é mesma das celebridade que perseguem histericamente aprovação; o poder não é regido pela lei Caubi: “falem bem ou falem mal, mas falem de mim”, mas para nossa infelicidade pelo segredo de estado e adequação forçada do mundo a visão real-legal, que não é se improvida como imposição da fantasia como realidade legal. O estadismo é em suma regido pela lei de Lincoln:

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E o petismo não apenas não observou os limites desta lei da entropia da farsa politica-estatal, ele tinha que ir além: transformou a propaganda política tanto em peça de programa social como o centro da sua política econômica como populismo fiscal. Institucionalizou o vale-tudo das alcovas como a regra do jogo no circo das massas.

Definitivamente é um estudo de caso mundial. O partido não elevou só a contradição entre discurso e prática ao status de política governamental “dialética”; levou a divisão de classes, gêneros, raças, e gerações -a base de toda a estatal da conquista por desintegração dos povos, bastante usada para para integrar xenofobicamente nações — como a base da sua sustentação político partidária doméstica! Não só levando a sociedade ao limite da ruptura social, na guerra do nós contra eles, mas gerando uma simbiose monstruiosa com seus novos ‘inimigo público” escolhidos a dedo: na extrema direita.

Extrema direita que diga-se de passagem até então era insípida, mas como a coisa feia do brasil serviu para eles aparecerem um pouco mais bonito na hora da fotografia eleitoral.

O problema é que hoje o petismo é para o imaginário popular algo tão abjeto, reacionário e falso quanto seus antigos arqui-inimigos: Globo, FHC. E isso é uma boa notícia porque nenhum deles está capitalizando essa onda. A má noticia é que a ameaça fantasma do direitismo está se materializando, e a extrema direita crescendo, assim como a economia ortodoxa autoritária. Ambas jamais poderiam ter sido instrumentalizada politicamente para tentar justificar o populismo fiscal e social e se contrastar com elas como se ainda fossem as únicas alternativas possíveis.

Não sou um Marineiro, não boto minha mão no fogo por ela, nem por ninguém; nem acredito que se ela (ou qualquer outro) tivesse sido eleito teria mudado nada… nada. Mas o germe de todo esse o golpe já mostrava sua cara na tentativa de polarização forçada, na desqualificação altamente suspeita do registro da Rede, ao mesmo tempo que partidos como o Solidariedade ganhavam o seu.

Como eu disse o PT é altamente “dialético”. Paulinho da Força, é hoje um dos mais ferrenhos aliados de Cunha pelo impeachment, e Marina contra esse golpe. Mas lógico que a favor de novas eleições. Será que é para colocar a democracia direta “em rede”? E se fosse, nesta altura do campeonato você embarcaria na dela?

Políticos só falam em plebiscito e referendo depois de mortos politicamente. E depois de ressuscitados e reacomodados no poder dizem, “mas, veja bem”

O legalidade golpista e o golpismo legalizado

Quando a desonestidade intelectual cruza o limiar da incoerência lógica

Mesmo quem é desprovido de escrúpulos e honestidade intelectual precisa ao menos de um mínimo de coerência logica até para manter um engodo. O PMDB é feito de vermes políticos, sangue-sugas que se encrostam ao estado para tirar o máximo que podem deles. Eles não são propriamente golpistas são oportunistas, o coco do cavalo do bandido que resolveu apear o bandido do cavalo por que esse virou bosta.

Sei que essa esquerda autoritária é completamente desprovida da capacidade de assumir responsabilidades ou fazer qualquer autocrítica, aliás estão caindo também por conta disso. Mas os fisiologistas, graças a incrível capacidade de dilmista e lulistas de desconstruir tudo e todos(incluso a si mesmos), criou uma oportunidade que os eternos cúmplices nunca tiveram: Presidir o mais recente golpe contra o povo brasileiro, em substituição ao último — que não foi 64, mas 2014 (e que também no foi o único entre eles!).

É a continuidade da mesmo 171 disfarçado de legalidade; e da legalidade encobrindo o eterno 171 estatal. Sai assombração entra assombração. Sai golpista entram golpistas. Ou se quiser ser muito chato:

É o ciclo da alternância de poder dos mortos-vivos. Só falta a múmia do Sarney, voltar para apoiar porque a do Maluf tá lá na comissão de impeachment. E até o Barbalho, vejam só. Está com.. quem se importa? eles são todos iguais.

Quem é muito novo talvez não sabia quem é o Maluf, mas eu conto: ele é arquétipo da cleptocracia populista falso-moralista, o pai do “estupra mas não mata”; da Rota; e há quem diga do novo velho Lula e deste petismo terminal. Não responde nada; nega tudo; distribui cargo; vale, bolsa, e sua fama e mandatos de prisão inclusive internacionais o precede, mas por aqui já era a alma mais inocente do pais, muito antes do Lula.

É incrível como a histórias se repetem, e diria se não soubesse que não é isso que a criação deste monstro estatal de duas cabeças Lula-Dilma pela mais avançada equipe da ciência econômica política desenvolvimentista veio do experimento malufista com o Pitta. Mas não.

Os crimes

Dilma grita ao mundo, apela ao julgamento internacional, pois então que se faça a sua vontade! Que se denuncie e investigue o golpe! Que cortes internacionais escrutinem todos os governos e corporações que atuaram desde esse período da redemocratização e aproveitem e se tiverem coragem e deem uma checada nos seus próprios governos junto.

Essa gente não encontraria apenas crimes de responsabilidade, ou comuns mas crimes no mínimo por omissão e falsidade ideológico contra a humanidade e a natureza. Sim, ou você acha que tudo que está acontecendo no mundo é por causa de um bando de terroristas que andavam em jegue e se escondiam em caverna e colhiam armas que nasciam em árvore?

Distribuir renda? E para quem?

Que redistribuição de renda é essa que o gasto com bolsa-família não é nem um décimo do pagamento de juros ou pior dos rombos com corrupção. Que distribuição de renda é essa que se rouba e entrega o grosso do capital as corporações e organizações do esquema e se joga esmola para a população?

Só se for redistribuição reversa.

Não basta deter os ladrões é preciso devolver o produto do roubo, é preciso emancipara as pessoas politica e economicamente: renda básica e democracia direta já!

Ou será que sou eu vivo em outro mundo? Será que sou eu que enxergo que o maior de todos os crimes cometidos por esses monstros, são as pessoas que mortas ou permanentemente tolhidas em consequência das suas irresponsabilidades e omissões enquanto sequestram a república como disputa por esse monopólio violento sobre o bem comum?

Será que políticos não tem mesmo amigos, só gente interessada em sugá-los como eles fazem com as pessoas, até elas caírem exaustas? Será que não tem um ser humano como compaixão pela pessoa humana por trás destas tristes figuras para dar um toque que seu desesperos e agressões ferem a dignidade de todo gênero humano obrigado a assistir a seu freakshow.

Não senhores, a deformidade não é das crianças que nascem marcadas por esses crimes de omissão e irresponsabilidade; que morrem pelas causas mais evitáveis; que poderiam crescer sem serem contaminadas se eles se preocupassem de fato em distribuir a renda básica que é devida a todos, mas deles, a deformidade é deles esta casta que se apropria e instrumentaliza politico-eleitoralmente a pobreza?

Não quero a riqueza de ninguém. Quero só o controle do que é meu de volta. E toda a desigualdade que restar pouco me importa o tamanho será justa. Simplesmente porque não é construída da privação e redistribuição do bem particular de ninguém, nem muito menos da mais primitiva de todas as privações a dos meios vitais e naturais: o roubo do bem comum tomado como patrimônio estatal quando é por direito de propriedade natural, social do povo. E povo não como massa de manobra, mas a cada pessoa literalmente sócia do seus país. Ou será que é só a conta que pagaremos forçados e desigualmente, onde é que esta o rendimento igual para todos deste pais?

Não precisa responder. A pergunta é retórica. Todos sabemos.

Vocês grita por “seus direitos” em perigo, e quem grita pelos direitos das pessoas que vocês colocam em perigo? Vocês? Isso é humor macabro?

Nós podemos carregar doenças provocadas por seus crimes, mas a mutilação a deformidade está em vocês criminosos como obra e caráter. Vocês não são vítimas. Vocês são violadores. Podem não ser absolvidos por seus iguais dependendo da farsa legal que se impuser, mas vocês são: expropriadores de direitos de propriedade natural; traficantes de recursos naturais e gentes tomadas como escravos assalariados (nacionais e internacionais); e sindicato de ladrões do bem comum formado por assassinos de futuros que jamais lhe pertencerão.

E se as mortes em massa provocada por suas políticas públicas mentirosas, roubos, conchavos, por todas as suas práticas organizadas e institucionalizadas de privação sistemática dos meios vitais não é um crime de genocídio contra os povos marginalizados, então as marchas forçadas e as industrias da fome nunca foram.

De fato precisamos separar as coisas: nem todo genocídio é feito de holocaustos. E nem toda omissão estatal é genocida, mas toda morte em massa provocada pela privação forçada daquilo que é sabida e absolutamente necessária à preservação da vida é. E esse não é um crime de 1 governo, de uma governante, de 1 ou dois boi de piranha, mas um crime da classe governante contra a sociedade.

Toda morte provocada pelo roubo negação dos recursos públicos necessários, toda inversão da ordem das prioridades interesses e obrigações públicas que causa a carência do mínimo vital para todos não é só um crime de responsabilidade ou omissão, mas uma violação dos direitos humanos que se pratica sistematicamente e em massa contra povos sabidamente excluídos e marginalizados e tem nome: crime contra humanidade e crime de genocídio.

Ou somos todos ingênuos, ninguém sabe aqueles recursos desviados legal ou ilegalmente são os mesmos que faltam a quem não tem nada? Como assim?

Estou exagerando? então vejam estes dados:

Prisioneiros:

Homicídios:

Orçamento Militar: U$ 31,744 Bilhões

Detalhe: esses números representam um ano, guerras e crimes de guerra podem durar muito tempo, mas dependo da frequência e intensidade em geral não passam de décadas. Mas esses números brasileiros não são de hoje. Eles são históricos, não foram inventados por petistas, nem começaram no governo deles, mas foram corados pelo seu reinado de hipocrisia e traição, não da pátria, mas dos povos e pessoas carentes que eles usaram como moeda de troca e até ameaça para se manter no poder.

Justiça Natural

Sim. Eles, como classe política, devem ser responsabilizados não só pelo não fizeram e poderiam ter feito, mas por tudo o que fizeram para continuar se negando a fazer o que tinham obrigação de fazer. Não só por que esse é era seus discurso de esquerda, mas porque isso é obrigação de quem detém o poder! E nisto eles tem razão: os outros governam são culpados do mesmo crime. Pois bem, o que o número de vitimas de uma lado, anula as do outro, que contabilidade perversa é essa?

A irresponsabilidade dos mandatários, em especial dos chefes de poderes de estado, é enorme.Pode não ser maior que algumas das corporações mais poderosas do mundo, mas é muito maior que a das mais ricas pessoas privadas. Porque esses entes e entidades privadas não arrogam o monopólio sobre o bem comum, sobre o mercado social, não se arrogam o direito de regular, proibindo liberando as ações sociais ou tributando as pessoas para que elas não precisem mais cumprir voluntariamente suas responsabilidades, e só podem ser igualmente responsabilizados quando se beneficiam deste poder, ou pior financiam seus privilégios contra a sociedade livre.

De qualquer forma essas corporações só existem porque a sociedade está rendida a elas por seus capatazes estatais, desarmem os capatazes, tirem desses senhores feudais o direito de uso da violência e os privilégios autoritários se vão. Retirem das pessoas a obrigação de negociar com quer quer que seja por imposição de meios de troca, e eu pergunto: como os posseiros manterão as posses gigantes sobre o que não lhes pertence, sem o violência nem o reconhecimento das pessoas de paz? Como?

Que desigualdades, senão as justas, restariam se as pessoas tivessem que pagar sem o subsidio de nenhum monopólio da violência o próprio custo das suas posses, assim como de todas as suas e os das transações comerciais num mundo verdadeiramente livre?

Quando os jogadores não são obrigados a negociar ou comprar os meios de troca dos demais contra sua vontade; quando existe de fato livre concorrência os que tem mais força e posses precisam pagar mais para convencer os outros a competir com eles. E quem não sabe compartilhar nada no mundo livre e de paz acaba, pela lei da oferta e procura, brincando sozinho.

Se houvesse liberdade fato, déspotas nem precisariam ser depostos, simplesmente não haveria mais quem tivesse que sustentá-los contra as pessoas que não querem governar ninguém mas só viverem sua vida em paz.

De acordo com a direito natural e universal que a justiça internacional ao menos em tese deveria seguir:

A responsabilidade de cada representante corporativo estatal nos crimes contra a humanidade e natureza é diretamente proporcional a sua reserva de mercado ou concorrência subsidiada por violência legal ou ilegal. E no caso dos Estados e corporações pseudo-privadas essa reserva e subsídios são totais: e não se chamam monopólio da violência só por terrorismo de estado, não.

O único problema dos Estados julgando esses tipo de crime que precisam do Estado para serem cometidos, é que mas mesmo quando são dois Estados distintos não há julgando os crimes uns dos outros eles não tem como acusar ao outro sem expor seus próprios crimes, seja por semelhança seja por cumplicidade, mesmo.

Eles teriam que acabar como Simão Bacamarte de O Alienista, o romance de Machado de Assis, prendendo a si e soltando todos os demais alienados. Mas é exatamente isto que consistiria toda a justiça natural e libertária possível!!! Prender os alienistas e soltar os pobres alienados, ou saindo da ficção literária: não prendendo ninguém, mas livrando quem quer viver em paz da possessão alheia destes privadores de direitos naturais. Ou seja acabar com esses manicômios políticos-econômicos da alienação do homem pelo homem, os Estados autoritários para formar estados de direito libertário- mas isso já é uma outra história.

O importante agora é que toda a humanidade não seja extinta a revelia por seus líderes em suas guerras estatais, mas não definhe pela perda de todas as pessoas sensíveis e inteligentes que se vem obrigadas a renunciar, conscientemente ou não, a se reproduzir em cativeiro, neste mundo distópico legado a nós por nossos pais, e agora a nós a nossos filhos.

Se o genocídio é o pior dos crimes do estadismo, o suicídio machadiano que acomete a vida contemporânea é o mais tristes das mortes libertárias autoinfligidas por quem não tem um lugar no velho mundo:

“Este último capítulo é todo de negativas. Não alcancei a celebridade do emplasto, não fui ministro, não fui califa, não conheci o casamento. Verdade é que, ao lado dessas faltas, coube-me a boa fortuna de não comprar o pão com o suor do meu rosto. Mais; não padeci a morte de Dona Plácida, nem a semi-demência do Quincas Borba. Somadas umas cousas e outras, qualquer pessoa imaginará que não houve míngua nem sobra, e, conseguintemente que saí quite com a vida. E imaginará mal; porque ao chegar a este outro lado do mistério, achei-me com um pequeno saldo, que é a derradeira negativa deste capítulo de negativas: — Não tive filhos, não transmiti a nenhuma creatura o legado da nossa miséria.

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Manifesto por Justiça

Quem eu penso que sou? E será que eu sei com eu estou falando?

Da autoridade, competência e representatividade

Não represento opinião outra que não a minha. E não falo por ninguém que não me tenha dado autorização para fazê-lo. Não falo portanto como presidente do uma organização da sociedade civil independente, mas com cidadão, com toda a autoridade que considero que deveria ser mais do que suficiente a qualquer pessoa humana para se manifestar livre e espontaneamente: a da liberdade de consciência e paz.

Logo:

Considerando

1. que é o próprio governo que apela ao julgamento internacional, e portanto pede para que os processos legais ainda que informalmente sejam observados não a luz da nossa constituição, mas dos princípios que por direito natural, universal e internacional devem embasar todo verdadeiro estado de direto e república democrática.

2. que por suposto, toda legalidade institucional, esteja ela manifesta como processo policial, judicial, governamental, deve estar em absoluta conformidade como os princípios da preservação dos direitos fundamentais inalienáveis.

3 e que embora o conceito de golpe não se aplica a legalidade da atualidade, seja ele dado por decretos executivos; leis complementares ou jurisprudência da suprema corte federal; é outrosim aplicado à legitimidade dos representantes politico-institucionais que não apenas falsificam ideologicamente a interpretação da constituição e se auto-deslegitimam em reciprocidade, mas ferem a soberania ao renegar o direito da população por relegitimar a representatividade perdida de suas instituições.

Concluo

Observando portanto os dados e fatos da história brasileira, a atual desde o período da chamada redemocratização e o quadro de oposição entre legalidade e legitimidade com flagrante violação da soberania que de acordo com a justiça natural:

o único verídico possível é aquele que não inverte os direitos e deveres fundamentais e faz dos criminosos, as vítimas, tomando o Estado ou parte deles como violados por suas partes ou pela sociedade ou suas partes, quando ele Estado como um todo por omissão e negação de direitos políticos agride e viola direitos humanos individuais a sociedade e a humanidade como rede.

É o povo e não o Estado brasileiro a vítima de um golpe continuado perpetuado e perpetrado pela relação criminosa entre o poder executivo e legislativo que se acusam mutuamente no intuito de se livrar de um ato que praticam e continuam a praticar em conluio.

É a constituição do exercício da representação política a revelia dos direitos difusos e comuns, contra a vontade popular, o exercício da política como se direito particular, ou mais precisamente privilégio de classe, é esta falsificação a base da própria violação da democracia. O golpe.

Golpe que por sua vez permitiu que praticasse ou facilitasse os crimes contra os direitos humanos e ambientais em andamento contra a população sob sua guarda. E que não se traduzem em malabarismos retórico-jurídicos, noticiosos mas em dados e fatos públicos e notórios inclusive oficiais.

Sim, há um golpe branco perpetuadora pela própria classe política que se vitimiza contra o próprio pais, e se reafirma como representante a revelia da fonte da soberania, e que prefere falar em cadáveres nas ruas e conflitos sem jamais sequer colocar em debate a sua relegitimação ou referendamento.

Crimes este que contam não só contam a cumplicidade de corporações nacionais e transacionais que encontram em lideranças corruptas, incompetentes e vendidas o canal para a adquisição criminosa e fraudalente contra a livre concorrência, mas que por vezes é diretamente praticado por eles e acobertado em todos os nivéis institucionais do Estado.

Denuncio

Que as responsabilidades de cada agente sendo proporcionais não só aos poderes de decisão e ação utilizados, mas as forças e capacidades disponíveis que foram omitidas ou negadas para impedir esses crimes:

  1. A classe governante brasileira é responsável não só pelos crimes ordinários que é acusada, mas pelas mortes de pessoas e destruição dos meios vitais e ambientais. Danos diretamente causada por suas politicas econômicas demagógicas populistas ou em simplesmente em total desprezo a dignidade humana e submissão a interesses outros de integrantes do seu aparelho ou de corporações privadas a ele atrelado.
  2. É a classe politica , a responsável pelo subsidios dados as corporações oligárquicas nacionais e internacionais através da proteção, facilitação e cobertura necessários a corrupção, expropriação e predação de bens naturais e comuns, a exploração da trabalho precário ou até mesmo análogo a escravidão, além das fraude do próprio estado que de representação democrática e popular se fez reduzida a capataz de uma cleptocracia patrimonialista-escravagista.

Recomendo

Que de fato se faça desta bravata ideológica demanda honesta e verdadeira: e que se investigue esses crimes históricos em curso cometidos pelo Estados brasileiros e seus representantes. Isto com a imparcialidade e independência necessária, incluso no que diz respeito as grandes corporações internacionais que participam e bancam ou se aproveitam de forma oportunista deste golpe reiterado chamado Brasil.

Que Nação do mundo, sem ser hipócrita teria coragem de abrir também sua caixa de pandora, para investigar os crimes do estadismo inclusive o do seu?Ou será que todo cidadão dos centros do mundo pensam como a burguesia arcaica das periferias mundiais: que todo o seu bem estar social vem do trabalho duro dos seus ancestrais, e que se existe um passivo ele já perdeu em um passado distante de pilhagem e escravatura dos tempos feudais e colonial e e industrialização?

Existe coragem dentro do Estado para isso? Que as pessoas do baixo clero e da plebe do mundo afora, tomem a coragem de alguns brasileiros como exemplo e ousem olhem para entranhas do seus monstros estatais e privados: verão que esse máquina não come só dinheiro, mas carne humana e o Brasil nada mais é que a ponta da engrenagem desse mesmo sistema.

Não é necessária nenhuma caça as bruxas, mas que é preciso restituir a legitimidade e os direitos naturais isto é imprescindível e urgente. Não estou discutindo a detenção de ninguém por que isso não devolve os direitos, nem a derrubada de ninguém mas a devolução do que foi tomado, o que no caso da cidadania plena é a mesma coisa que o fim da representação política como poder de mando.

Encerro

Não meus amigos não são apenas os seus casacos de pele que estão sujos de sangue. Mas acho que isso basta olhar para os refugiados do mundo batendo, e as suas portas que cada dia mais parecem trincheiras. Acho que no fundo vocês também sabem o que está acontecendo.

Mas não se preocupem, quando seus governantes gritarem estado de emergência, sitio, por causa do terrorismo, emancipação de algum região, tenham certeza que estaremos ouvindo não os gritos histéricos dos seus lideres e fanáticos, mas os gritos dos silenciados por eles.

Não se enganem , muito em breve vocês terão também terão que fazer suas escolhas, em verdade já estão, percebendo ou não: se apoiam um dos lados dos terroristas legalizados ou ilegalidades do mundo. O mundo quanto mais desigual fica e cheios de muros e racistas velados mais parecido com o Brasil fica, e se vocês continuarem a fingir que tudo esta normal e a ouvir e seguir líderes veremos de novo que vala comum sua propaganda vai nos jogar de novo.

Não quero generalizar, não conheço as lideranças dos outros dos países, quem conhece são vocês, mas os Estados estão sendo postos em xeque, as máscaras da inocência e das bolhas e disneylândias estão estourando por todos os lugares do mundo. E a pergunta é onde depois de tudo, você vai morar com a tua fidelidade? Nas sociedades de paz ou nos velhos monopólios da violência? Por quem você vai fala consciente ou inconscientemente ? Quem será teu senhor? A humanidade ou os Estados? Você precisa deles?

Na verdade esta pergunta libertária e milenar tão antiga quanto a própria servidão humana. E todos em seu tempo e geração deram a sua resposta que mudou o único mundo que legitimamente uma pessoa pode mudar, o do destino da sua própria vida.

Qual é a sua?

Salve, Jorge!

Querem ouvir uma outra voz do Brasil? ela não é a minha nem muito menos desses farsantes. Esqueça a midia, esqueçam o políticos. Ignore, inclusive tudo o que eu falei, e apenas ouça quem nasceu e cresceu na realidade do Brasil. O eu que sei? Nada.

Ouça a voz de quem conta história não do Brasil mas do mundo, o lugar onde nossas opressões e alienação ancestrais se tocam no presente e nossos opressores se abraçam para não ter que pisar.

_

- Ué? mas o Racionais não é petista que nem o Chico?

Eles são são o que eles quiserem ser, como Caetano, Lobão, Wagner Moura, Roger, Duvivier, Gentili, eles tem o direito de manifestação política exatamente como você.

E se a polícia ideológica e a inquisição trocar de lado… de novo. É do outro que eu vou estar sempre.

E mesmo que fosse obrigado a parar de usar a obra deles como referência, até mesmo por exigência dos mesmos . Naquilo que ela pertence a eles, só posso fazer uma coisa? Respeitar.

E não seria isto que mudaria minha opinião sobre a obra deles… a dos políticos… nem muito menos a minha.

Até porque se os donos da verdade nunca foram donos do vermelho para impor nada a ninguém, ninguém é dono das cores, nem da verdade para proibir nenhuma delas, façam leis, decretos ou jurisprudência sobre isso.

E eu nem se quisesse conseguiria obedecer a isso. Quanto as cores das bandeiras e de pessoas sou daltônico. Vejo tudo em tons de preto.

Outro dia me uma bela sala de jantar pintada com o mais alvo Branco Puro Liso Poliéster e tudo o que eu vi foi o mesmo que vejo desde há 10 anos, desde que não sou mais o mesmo…

Preto.

LIBERDADE, RENDA BÁSICA E DEMOCRACIA DIRETA JÁ!

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X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.

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