Brasil: Liberdade, Dignidade e Redenção

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Muita gente crítica o meu “radicalismo” em evitar parcerias inclusive institucionais com agentes e aparelhos públicos e políticos no Brasil. Sinceramente, me pasma é o contrário: que ainda exista quem insista nisto. Como se vê não é radicalismo é profilaxia. Não tenho nada contra em efetuar parcerias institucionais com a coisa publica, se no Brasil houvessem “instituições”, porque coisa pública até existe mas está está nas mãos dessa cosa nostra. E não coisa de ontem.

Ninguém é obrigado a saber o que tudo fez no verão passado, mesmo que sejam pessoas públicas, mas a partir do momento que isso é público e notório, pergunto: você sentaria numa mesa como o PCC seus advogados e líderes para discutir seus “negócios” se eles viessem a se tomar o poder e não mais ser processados pelo que fizeram até então? Então porque deveria fazê-lo com outros “partidos” mais perigosos em termos de poder e danos que podem (e causaram) a Nação? E isso sem nem entrar na questão se existiria o PCC, se não tivesse havido um governo Fleury e o Massacre do Carandiru- do qual não por acaso Temer foi o secretário de segurança do pós-ocorrido.

Entende-se perfeitamente por criminosos nazistas como Mengheli foram terminar tranquilamente sua vida aqui na América Latina, ele mais especificamente no Guarujá. Existem paraísos fiscais onde a elite criminosa formadas por governantes, empresários e financistas enterra o que roubam das nações hospedeiras que eles parasitam. Mas também existem nação paraisos criminais, onde esses bandidos as vezes até mesmo procurados pela Interpol, permanecem vivendo protegidos pelo própria justiça e o aparelho estatal desses países.

E que os criminosos nazistas não viveram suficiente, se tivessem já teriam dupla-cidadania e hoje saberiam onde exatamente estar para não responderem pelos seus crimes contra a humanidade.

Reza a lenda do preconceito de quem até poderia ($$$) estudar mas prefere fazer a apologia da sua ignorância para não dizer imbecilidade que o Brasil que a Austrália foi colonizado por criminosos banidos pela metrópole. Daí tamanha criminalidade no pais. Mas sabe de uma coisas essa tese tem até que fundamento, mas para variar ao contrário do mito: Não é o povo brasileiro que foi formado pela marginália do mundo, mas nossas aristocracias, oligarquias, nossas até hoje predominantes classes governantes de fidalgos. Não é nosso povo formado da miscigenação entre índios, negros escravizados e depois imigrantes trazidos para embranquecer o populacho e claro trabalhar como operários em condições de escravidão assalariada, e dar graças a deus e estado por ter pelo menos isso, por que nem isso a mão-de-obra anterior teve que compõe nem o germe nem a nata da marginalidade e marginalização do Brasil em todos os sentidos da palavra. Mas essa brilhante casta de latifundiários grileiros , de colonizadores escravagistas feudais que ainda se compartam como tais, como senhores de uma terra, onde quem vive nela, a ele pertence como parte dessa propriedade, desse pátrio-poder agora estatal, e praticando a rapinagem como se fossem condes, barões e reis da Europa Medieval que adoram projetar no outro, na plebe seus mais hediondos vícios e crimes como um ritual de expiação. Que o diga Rafael Braga que sente isso na carne.

O Brasil não é um país de bandidos, é ainda um pais de escravos, e descendentes de escravos, assalariados ou nem isso, mas todos reféns de um governo que não passa de uma feitoria colonial, ainda tão criminoso e desumano quanto a de seus antepassados mais brutais e primitivos. Burocratas, aristocratas, tecnocratas, plutocratas, todos os kratos possíveis e imagináveis contra a arque a liberdade e dignidade de um povo.

Todo o meu ativismo e trabalho social gira em torno de uma única coisa: a defesa dos direitos as liberdades mais fundamentais dos indivíduos, liberdades que são propriedades inalienáveis da pessoa humana, seus bens pessoais e comuns tangíveis e intangíveis.

Liberdades no Brasil assim como outros campo de concentração de povos submetidos a governos criminosos são sinônimo de privilégios políticos, jurídicos e econômicos, “direitos adquiridos” pilhados do alheio e mantido a suas custas. Mas isso é justamente o oposto de liberdade, isto é poder. Liberdades não são dadas só por direitos de propriedades adquiridos legitimamente em relações e negociações livres, consensuais, sem violência e violação e privação da liberdade alheia. Liberdades são dadas naturalmente e defendidas legitimamente não só como direito a vida, mas como direito ao trabalho não-forçado nem mesmo por privações. Mas pelo trabalho vocacionado e o poder que constitui não o poder, mas a liberdade: o poder de decidir em paz sobre seu próprio destino sozinho ou em comunhão. Liberdades fundamentais, são direitos naturais que vão muito além do que ter o que comer, ter posses, meios, recursos ou oportunidades para lutar por sua subsistência. Liberdade fundamental, o direito de poder viver livre e em paz tem nome próprio se chama dignidade. Dignidade que muitos brasileiros nascem privados desde o nascimento e morrem sem jamais conhecer. E que infelizmente cada dia temos mais a certeza que jamais a conhecerão nem seus filhos se não se levantarem para defendê-la com toda a força que for necessária.

Dignidade. A mais fundamental de todos estados da liberdade é o da dignidade. Porque liberdade fundamental é dignidade.

Dignidade. Não é a toa que mais e mais brasileiros se sintam indignados, porque a pessoa que não tem o poder de decidir sequer a sua vida pessoal ou comum, não é uma pessoa livre, não é um cidadão, individuo com sua dignidade humana respeitada.

Dignidade. Mesmo o mais privado de todas as propriedades dos homens, ainda sim é livre quando a possui, e o mais rico de todos os homens que serve aos senhores como um preto-da-casa não importa se por 13 moedas ou 13 milhões não passa de mais servil e escravizado de todos os homens.

Até mesmos entre aqueles que vivem num território dominado pela servilidade, privado das liberdades mais fundamentais que compõem a dignidade, ainda sim, mesmo os escravos sempre foram e serão os único dignatários destas liberdades fundamental inalienável, dignidade. Dignidade pode ser desrespeitadas, mas jamais roubadas. Porque são propriedades do ser que residem em sua vontade, não se definem pelas condições indignas que lhe são impostas, mas por sua vontade de resistir e lutar por sua liberdade e não se conformar servilidade .

Tudo pode ser roubado de uma pessoa, até mesmo sua vida, mas não a essência. Mas não a liberdade como dignidade. A dignidade como força de vontade, força libertária. A vontade de resistir permanece. Mesmo quando não podemos sequer nos negar a servir, quando somos obrigado a servir como cães, ainda sim sempre podemos no primeiro vacilo arranca a mão de quem nos trata como tal. Mesmo quem é obrigado a viver essa vida de cão, obrigado a executar uma serviços como um animal ou escravo, pode fazê-lo sabiamente como os negros e o índios: da forma mais lenta, mais imprestável possível para aqueles que roubam seu trabalho, seus frutos. Para que esses imbecis reclamem da sua indolência, vagabundagem, de toda a malandragem daquele que não é estupido ou coitado demais para polir e afiar os talheres e facas de prata com os quais esses canibais lhes jantam. Porque sem essa resistência que o escravagista chama de vagabundagem, malandro, os governantes, burocratas e empresários criminosos que vivem as custas do trabalho não só dos trabalhadores, mas dos pequenos empresários burgueses, o Brasil produtivo não estaria já falido, todo esse povo sem berço esplendido seria como negro na Argentina, não existiria hoje … nos cemitérios — leia-se valas. O sonho de consumo muito racista brasileiro.

Dignidade se desrespeita, mas não se perde, não sem renunciar ainda que por sofrimento insuportável a ela. Não há como expropriar, nem alienar um ser dotado de consciência, um ser humano dessa liberdade sem sua anuência, sem sua servidão voluntária. Sem desistir completamente não do sonho mas da vigília pela liberdade, sem desistir do esperar pelo momento em que o tirano dá o seu passo em falso, sem trabalhar para que ele tropece na sua tirania. Porém, não se engane, dignidade humana é uma liberdade mais do que fundamental é essencial, porque mesmo quando se renuncia jamais se perde completamente ou em definitivo. Quem julga que a perdeu não sabe o poder que possui, quem julga que a detém não sabe o perigo que corre.

Ser servo ou escravo não é estar condenado a ser um preto-da-casa. E seja o preto-da-casa nem mesmo o mais desonesto, servil e sem amor-próprio esta condenado a viver eternamente como um. Muito pelo contrário. A liberdade como dignidade é uma fonte de poder inextinguível e irrenunciável. Enquanto há vida ela persisti não só nas pessoas servis, mas vis, dispostas a qualquer coisas contra qualquer um para ter e poder.

Na verdade o renascimento dentro dessas pessoas o responsável, por um dos fenômenos com maior potencial de transformação não só da pessoa humana, mas das sociedades. Redenção. Porque redenção não depende da permissão ou perdão dos outros. É uma revolução que não é produto nem da vigília da liberdade, nem repressão do poder, mas o produto da livre e espontânea vontade que desperta do sue estado abjeto de servilidade, em geral, quando o mestre menos espera.

Mesmo hoje nas teorias de governanças modernas supõe-se que povo de barriga cheia, é povo obediente e servil não importa se a democracias ou tiranias. Ledo engado, nem só de pão vive o homem, como prova o bolsa-família. O que eu conheço de gente humilde que prefere passar por necessidade para não ferir não só a sua dignidade mas a do outro, até mesmo a de quem atenta contra a sua é a imagem daquilo que quando eu penso em brasileiro eu chamo de povo. Mas quando a necessidade do ganhar seu pão se torna a própria expressão da sua indignidade, esse é o ponto de ruptura. E não são milhares são um exército de milhões de brasileiros vivendo e assistindo suas famílias nestas condições. Fora tantos outros que mesmo tendo sua ganha mais ou menos garantido, vivem sitiados pela violência. E sabem “como nunca antes na história” as classes remediadas souberam que o verdadeiro inimigo, a causa, os chefes, os grandes marginais não estão nas favelas, mas nos palácios governamentais a serviço dos interesses de gente tão intocável que sequer nome tem, são uma legião que se chama apenas por “mercado” — como se o mercado fosse isso, os interesses criminosos deles.

Não. Todo o respeito e obediência que tenho pelo meu governo é o mesmo que reservo a uma sequestrador que aponta uma arma em cativeiro para mim e minha família, a subserviência de alguém que nasceu e sabe que vai morrer assim, o “respeito” de quem não contrária bandidos ou maniacos armados, não sem a certeza que as pessoas que amo ou inocentes vão sofrer as consequências. O resto, o resto sinceramente, quero o mais rapidamente desarmados, bem longe da maior arma de destruição em massa já inventada pelo homem, o mais de pura representação da sua vontade violenta de supremacia e poder: O Estado.

A metáfora para do gigante adormecido nunca foi tão adequada para o Brasil. É tempo de despertar. Pois o tempo para a redenção está acabando… E dignidade não é liberdade que sobra quando perdemos todas as outras, dignidade é toda liberdade que precisamos reivindicar para conquistar todas as liberdades roubadas e mudar nosso mundo.

Porque não raro menos é mais.

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Governe-se.

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