Brasil: enquanto as ruas se esvaziam as casernas se agitam

Civis, Militares e Políticos e o uso e ocupação da Coisa Pública

Para mim, escrever esse texto sobre o estágio atual da situação brasileira é muito difícil. Primeiro porque é praticamente como fazer uma necropsia do Brasil. Segundo até por conta disso, muito do que eu tinha para dizer já o fiz no tempo que acreditava ser o da prevenção, quando diagnósticos eram úteis e ainda havia tempo para o remédio. Não mais, esse tempo já foi. O câncer era terminal, e Inês é morta. Agora quem tem fé que reze, por que só um milagre… e não um qualquer tem que ser de Lázaro.

Eu não tenho o vergonha de dizer que sou um homem de fé e de paz. E que acredito que a liberdade faz milagres. E milagres por definição da palavra: a liberdade literalmente tira o do absolutamente nada o impossível… é o fundamento de toda criação e criatividade. Mas minha fé na paz, liberdade e criatividade não cega minha razão. É tempo de guerra. Não, não estou dizendo que vou pegar em armas ou desistir, da minha consciência e postura. Não sou general, sou ativista. E nesta hora de adversidade onde a liberdade e paz estão sob ataque que se conhece a verdadeira fé dos pacíficos e libertários. Mas o que muitos homens de paz e liberdade não descobriram em tempos de paz agora terão de descobrir em tempos de guerra. Isso se não quiserem se curvar e servir aos ídolos e bandeiras do poder supremo e da violência. Ser pacifico não é ser passivo a violência e violação. Assim como ser livre não é ser estupidamente egoísta e omisso a responsabilidade social e solidária. Isto é claro se não tiverem a sua liberdade e dignidade quebrada antes pela força bruta.

Como disse, não sou general. Não concordo com suas ideias. E sei que suas emendas são ainda piores que os sonetos. Mas entendo a sua indignação. Como entendo a indignação das pessoas dos grotões que se voltam para um Lula mesmo sabendo que ele é um Maluf de esquerda . Assim como entendo as que se voltam para um Bolsonaro mesmo sabendo que ele é um projeto de fascista. Entendo porque é exatamente a mesma razão que faz as pessoas não terem nem mais vontade de gritar ou saírem as ruas. E pensadores e ativistas honestos terem nada ou pouco a dizer. Não há alternativas. Ou melhor há, mas as alternativas que restaram: a violência, o autoritarismo, a continuidade da velha corrupção, são no fundo uma longa e dolorosa marcha dar uma volta redonda só para chegar no mesmo lugar que já nos encontramos, o passado.

É como se cidadania tivesse câncer terminal. Médico e paciente sabem que o tratamento é terrível e só tem sentido se há uma chance de cura. Mas se não há a menor chance as pessoas de bom senso se perguntam: Para quê se submeter a isso?

Cai Temer? Quem entra?

Novas eleições? Novas?

Militares tomam o poder? “Ok”. E quando eles saem?

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Pessimismo? Conformismo? É claro que não. Se o povo brasileiro se deixasse levar pelo pessimismo já teria explodido os miolos ou os palácios. Ele continua lutando, mas na exata medida da suas possibilidades ou melhor dentro da sua impotência, lutando pela sua sobrevivência cotidiana. Está é a sua sina é a sua prisão. E a base anciente do osso sistema político-econômico. Já conformado este é um termo completamente inadequado, para a maior parte da população porque para ser um conformado, há de haver a mínima possibilidade de se desconformar, possibilidade que não existe. Ou mais precisamente não existe sem a renuncia do povo brasileiro a seu credo que é de paz que para o bem ou mal também é sua maior virtude a maior fraqueza explorada pelos canalhas, que usam da sua vontade de viver em paz para escravizá-lo e impor indignidades. Situação que em outros nações do mundo, já fizeram tiranos perder a cabeça ou ser pendurados como os porcos fascistas que eram por bem menos. Talvez eu esteja idealizando e seja só covardia, mas mas prefiro crer que não. Prefiro crer que nossa inação não é resultada da falta de coragem ou de meios a violência, mas um decisão de não aderir as vias de fato nem quando essa é, ou parece ser, a única saída.

E prefiro crer nisto não por moralismo. Mas porque compartilho do sonho de Brasil que foi um dia chamado de pais do Futuro- e que está sumindo sem se realizar. E assim foi chamado não só por sua riqueza natural, mas pelo que prenunciava de uma “nova” humanidade cosmopolita, multiracial e multicultural tolerante e integrada. O que obviamente é visão romantizada que ignora propositalmente seus males para hiperdimensionar esse seu potencial. Mas que não é, ou não era, um potencial fictício. Era uma potencia que inegavelmente se destacava ao menos no povo simples e que hoje vai se perdendo em meio a essa doença que matou todas as nações a intolerância, o fundamentalismo e o fanatismo tanto político quanto religioso. Algumas delas também no berço antes de sequer crescer ou acordar.‘

Logo há uma certa mistura de dissonância cognitiva com hipocrisia de quem critica quem se apega em desespero aos discursos de Lula, Bolsonaro ou agora dos Generais ignorando ou fingindo não ver a gravidade das circunstancias em que essas figuras assombram o pais com suas propostas. O Estado de degeneração e ilegitimidade institucional atual é tal que para quem está de fora, um gringo por exemplo, o que surpreende não é o radicalismo e extremismo, mas justamente a passividade. O que surpreende não é o povo ou os milicos se manifestarem ou protestarem, mas estaram ainda tão quietos diante de um status quo tão humilhante. Surpreende até não haver nenhum maluco com um pistola na ter tentando resolver por conta própria o que não se resolve no faroeste way of life.

No Brasil existe outro consenso: só a o povo pode na paz pode resolver democraticamente os problemas. Mas o problemas é que esse consenso é da boca para fora. Ninguém mexe, um dedo. E quem meche são tão raros e e irrelevantes dentro da sociedade quanto político honestos dentro da maioria do congresso. E mesmo que por um milagre da transmutação dos caráteres e responsabilidades sociais, da noite para o dia, o brasileiro de massa passiva passasse a cidadão ativa, ainda sim, agora nesse exata momento teríamos um outro momento o tempo, ou mais precisamente a falta dele, a falta de timing. A autodeterminação popular não meramente uma questão de querer, e pronto. É uma construção, até porque contra ela há muitos interesses contrários dissimulados. É uma construção que leva tempo, e que fora um milagre não fica pronto no mesmo dia que começa as primeiras gotas do dilúvio. A autodeterminação carece não só de um mínimo de consciência política, mas de uma ciência política que minimamente cumpram os prerrequisitos daquilo que pode se chamar ciência e não advocacia de regimes e ideologias estatais. Uma ciência social que faça previsões com razoável correção e utilidade para a sociedade, e não venha contar o acontecido, justificar o injustificado, racionalizar o irracional. Enfim prestar ao serviço de mitologicamente doutrinar as pessoas a conformação com as tragédias evidentemente sempre inevitáveis no depois, mas nunca com a devida antecedência da previsão quando esta não é previamente descartada.

Como disse não sou militar, repudio ditaduras e não acredito que intervenções armadas, populares ou militares, anárquicas ou hierárquicas, não acredita que elas constituam uma solução. Mas uma coisa é discordar e até negar a se prestar a servir-las outra é fechar os olhos para não ver que elas podem ou estão caminhando para acontecer, ou o que é pior cruzar os braços para os problemas que desencadeiam esses conflitos. Discordo com vemência delas, e por isso mesmo resolvi trabalhar por soluções que buscam não só o dialogo, a a negociação democratica e a paz como solução, mas que buscam manter as condições materiais e sociais para que a violência, o caos e o desespero não se instaure. Portanto sei que não é porque quero e almejo a paz e liberdade que ela se manterá. Sei que onde não há o trabalho social e a solidariedade da sociedade esse estado de direito simplesmente não existe de fato não se instaura, que dirá então se mantém.

Portanto se falhamos, e afirmo com todas as letras que sim falhamos, não é porque os militares conspiraram ou os gringos nos sabotaram, mas porque falhamos como sociedade CIVIL. Querendo ou não é forçoso admitir que se estamos perdendo o espaço público para os autoritários, intolerantes, e fanáticos por idolos de poder não é porque fomos apartados por eles, mas antes de tudo porque nos apartamos, e muitos antes de advirem os discursos de ódio, nos apartamos mais dos mínimos atos de solidariedade que unem pessoas que enfrentam adversidades, sejam elas soldados, sejam elas civis. Perdemos essa guerra, simplesmente porque nem sequer lutamos. Abrimos nossas bocas como crianças clamando por direitos, quando direitos não existem sem responsabilidades deveres mútuos e solidários. Decidimos virar as costas para outro civil caído, porque ele não é um soldado ele não é irmão de armas, ele é um vagabundo, um canalha um imprestável. Não é só a moral dos soldados que ganham as batalhas contra outras nações. é a moral de uma sociedade que ganham as batalhas da nação contra todas as adversidades. E uma sociedade ou exército que sem união sem solidariedade, é um bando, e um bando de perdedores sempre prontos a desertar. E trocar a sua bandeira não só a nacional, mas a da paz pela da guerra.

Isso não quer dizer que vamos ou devemos nos render. Ou que trocar de lado aderindo a violência seja a solução que resta. Pelo contrário é como disse é an hora da resistência que se conhece a pessoas, mas não adianta tapar o sol com a peneira. Hoje não só no Brasil mas no mundo a paz e o humanismo perdem terreno. A diplomacia algumas relutantes outras de bom grado estão passando o bastão para forças armadas.

Seja para conter os extremistas politicas ou religiosos. Em verdade é que os reacionários e autoritários ocupam todos os campos hegemónicos do pensamento seja travestidos de “conservadores” “liberais” quantos “revolucionários” “socialistas”. Digam-se cristãos ou muçulmanos de fato eles não se definem não pelo que dizem nem pelo que são, porque não são, mas sim pelo que não querem que os outros sejam. Definem sim pela contradição e contraposição do outro extremo, se são algo são apenas um buraco negro, uma frustração convertida em desejo e projeto totalitário de poder. Não são cristãos mas sim anti-muçulmanos, não são muculmanos mas sim anti-cristão. Não são socialistas não são socialistas mas sim anti-liberais, e os liberais meros anti-socialistas. Não vivem nem sequer existem sem o outro, ou mais precisamente sem a guerra e o ódio ao outro. Rezam diferentes doutrinas, e seus mitos e deuses tem diferentes nomes, mas em verdade sem seu culto e seu deus é um só, o deus todo-poderoso da guerra, discórdia, retaliação e vingança.

Dentro ou fora dos Estados-Nações. No ambiente doméstico ou internacional. o princípio universal é o mesmo: não existe vácuo no poder. E quem não ocupa produtivamente seus espaços públicos e comuns, tem eles tomados e ocupados. Por isso essa ideia pobre e vitimista dos inimigos conspirando contra a democracia primeiro nos palácios e agora nas casernas embora seja verdadeira é tola. Não que é eles não conspirem e espionem, podem até fazê-lo, e fazem, como também beatos e beatas fofocam e vigiam a vida alheia, mas esse não é o fator determinante dos golpes ou quedas das pessoas. Assim como não é são a indignação e revolta dos espíritos mais rebeldes a o fator determinante dos levantes e revoluções populares. Mas outrossim a falta de organização parte a parte. Como em qualquer jogo não ganha o time que tem mais gênios, talentos, mas o time que erra menos. O fator determiante é uma faca de dois gumes. é a fraqueza de um ou outro lado ou da sociedade ou do Estado.

No caso do Brasil que não nunca teve uma sociedade forte, mas uma população dividade em classes com muitos interesses difusos e poucos consciência dos bens e interesses comuns, o fator determinante historicamente sempre pendeu portanto para o lado das cagadas governamentais. As cagadas que geram tanto a agitação nas casernas, ou melhor, nos clubes militares de oficiais, uma das poucas classes com poder de fato, e noção do poder que detém quanto o silêncio retumbante das ruas. As cagadas imperiais que faz calar os pensadores honestos e levanta os gritos e brados das torcidas organizadas de fanáticos extremistas. Enfim leia-se por cagada, a absoluta perda da legitimidade do governo por sua própria iniciativa e competência. O derretimento institucional da credibilidade dos 3 poderes da república: legislativo, executivo e judiciário pela atuação desastrada e irresponsável para não dizer criminosa como eles mesmo se entreacusam uns aos outras- diga-se de passagem como as evidências indicam todos com a absoluta razão.

Porém não basta só admitir essa realidade. É preciso muito mais do que isso. preciso muito assumir propositiva e ativamente a responsabilidade social, porque fazer mea culpa é fácil, quando não se é bandido, difícil é chamar a responsabilidade social ao invés de transferir justamente a quem se sabia corrupto ou incapaz. A sociedade lavou as mãos, Pilatos também. Não funcionou.

Quando há dois anos atrás (ou mais), algumas pessoas advertiam que se nós a sociedade civil não tomássemos as rédeas desse processo e enxotássemos esses bandidos de todas as facções e partidos políticos políticos-criminosos sem seletividade haveriamos de assistir exatamente o que estamos vendo: primeiro a guerra institucional e depois a convulsão e morte da república. E que se a sociedade estava disposta a assistir esse freakshow passivamente, os militares primeiro os fãs do militarismo e autoritarismo e depois os próprios não, a perplexidade e negação era crível e até aceitável. A nova república então agonizava, mas não estava morta. Mas agora? Agora que ela não só está morta, mas já apodrece como cadáver desenteerrado, sendo devorada por esses zumbis canibais,esses vermes da classe política-criminosa a olhos vistos não só do Brasil mas do mundo… e agora José? Como fingir surpresa e “perplexidade” com as declaração do general?

Discordância, vá lá. Mas fingir-se de tolo, principalmente quando se é da classe política, ou seja, se é o fator gerador do caos. É só colocar ainda mais lenha nessa fogueira de vaidades. E mesmo quem não é político profissional, quem é que não sabe porque o general está indignado? Mesmo que ele não estivesse alguém duvidaria dele ter razões para estar ou aproveitar a situação para ficar?

Claro que entre entender a indignação e concordar com a solução, a um abismo de ignorância. O exército não é um entidade monolítica, e não é porque eles agiram de tal forma num passado remoto, que eles o cometerão os mesmos erros e crimes anistiados no presente. Mas entre na via das dúvidas, quem é que em são consciência compra a opção otimista? Eu respondo. O ignorante desesperado com um governo bandido presente e a falta de alternativas para o futuro. Romanceia-se um passado que não existiu por absoluta falta de outro tempo, espaço e sobretudo novos movimentos. Ou em outras palavras a casa caiu e não só não há projeto de reconstrução, como quem se apresenta para reconstruir é quem a derrubou e pasmem: novamente sócios e aliados!!!

Porém, quem não entrou em histeria, mesmo sabendo da gravidade da situação acima descrita, sabe que os militares não vem para resolver. Vem para mandar dizer que está resolvido e quem publicar o contrário esse é o problema. De certo muitos corruptos vão para cadeia, mas não porque são corruptos, mas porque são desafetos ideológicos e nisto vai muita mais gente que não é do que as que são. Porque pode crer. as raposas velhas que tem o rabo sujo serão as primeiras a voar e pedir asilo e quem vai pro pau de arara são os moleques e artista e transviados. Em ditaduras o que se extermina não é a corrupção pelo contrário se gesta. e quem vai para a cadeia não é quem rouba, mas quem denuncia. E essa geração de velhos malditos que está aí no poder de esquerda submarina e direita biônica é praticamente feita em sua totalidade de entulho de colaboradores e filhotes de ditaduras.

O problema dos generais não é a roubo. É a ordem. Aliás não há o que reclamar disso, por isso é a profissão deles. Se fossem seriam policia e não soldados. Deles não é, nem nunca foi, com a falta corrupção, mas com a corrupção percebida, as aparências. Preocupação que pode não ser do interesse do povo, mas é de fato estratégica a manutência da ordem e interesse da ordem. Ao menos da ordem em regimes baseados em símbologia representações e representantes. Pois se o jogo de aparências se vai a ordem já era.

Mas neste ponto especificamente neste ponto das aparências a preocupação dos generais é genuína, pois basta verificar o grau de degradação pós-mortem da república para entender o tamanho da suas preocupações e agitações. Porque valores humanistas e libertários colocados de lado, nenhum regime por mais violento e autoritário que seja não se sustenta sem um mínimo de aparências. Um tirano que não liga para sua popularidade é um insano, se não é tem forças armadas igualmente ensandecida dispostas a chacinar seu povo a seus desmando, é portanto um César que já morto e ainda que não sabe , se nas mãos da sua própria guarda pretoriana ou do Senado. Porque governos autoritários ao contrários dos verdadeiramente democráticos não precisam ser honestos, mas imprescindivelmente ao menos precisam parecer honestos- nem para isso tenham que prender jornalistas. Não é portanto só a mulher de Cesar que precisa aparentar ser cândida; é Cesar; é o Senado; e cada instituição que se não mas precisa parecer. E quando o jogo das aparências desmorona os regimes que não são nada além do mito da representação totalitário da coletividade caem junto com os representantes que os destruíram, os governos. Para se matam os Cesáres para salvar os impérios. Porque quem sacrifica os impérios para salvar os impérios não mata o regime, mata a nação. O parasita não destrói a colônia, mata o hospedeiro.

Assim o grau de degradação moral das instituições e tal que se antes o ator político corrupto que antes tinha vergonha da sua corrupção dos seus atos, que mesmo sendo um canalha tentava a todo custo preservar sua imagem senão pensando nas consequências para sua família, por ego, fingia indignação. Hoje nem isso dane-se que meu filho vai carregar meu nome como um cancro. Como se fosse uma suástica na testa. Dane-se tudo e todos eu vou é ensinar o guri a se locupletar! Bandido de morro não quer aquela vida loca pro seu filho, bandido de palácio e gabinete ensina no berço a tradição da família. Isso quando não usa a família de laranja ou mula! Ele é um criminoso tão convicto e despudorado que não só busca apenas anular provas como ameaçar a perseguir quem quer que ouse tentar investigá-lo!!! De tal modo que as poucas esperanças que as pessoas tem nas instancias superiores não são propriamente nos servidores que ela acredita piamente honestos, mas naquelas que ele acredita que mesmo tendo escrupulos precários ainda tem aquele mínimo de vergonha e apreço por si e pelos seus para temer ver seu nome implicado em atos criminosos! Este é o nível de degradação das instancias superiores. Para uma classe chegar ao grau de degeneração das representações políticas, onde essa identidade com a cidadão e a nação é a exceção, é preciso portanto um tal grau de corrupção, onde não apenas os indivíduos com vocação pública obrigatóriamente se entortam, mas antes mesmo de entrar nela a máquina pública já seleciona o que há de pior como atrator de tudo que há de ruim. Ela passa a ser vista ser o bunker dos mercenários, bandidos, fracassados, maniacos , fanáticos, gente que vê nesse poder sem pesos e medidas a licença para exercer impunemente suas taras e crimes sobretudo por posse e poder. Quando um Estado atinge esse ponto de degenerescência, deixa de ser um mero parasita da sociedade para se tornar seu inimigo. Ou em termos econômicos, o custo e o prejuízo da sua pilhagem começa a ser visto como menor que os riscos de qualquer intervenção fora da sua constituição. Agora faça um exercício de interpretação a lá Wagner Moura tente pensar isso dentro da cabeça de um militar, oficial de alta patente. Você não é o capitão Nascimento, você é General Mourão. Imagine a cabeça do cara… ou melhor, não.

De qualquer forma com pouco ou muita imaginação, não me surpreende nenhum pouco a reação do general. Pois já não estamos falando nem mais de questões libertárias ou autoritárias, democráticas ou ditatoriais estamos falando do mais absoluto vazio e podridão deixado pela pilhagem e corrupção que não está mais hospedada na republica, matou a republica para comer suas carnes podres.

Assim, se queremos nos interpor como sociedade CIVIL as ditaduras MILITARES, também precisariamos nos interpor antes como sociedade CIVIL a classe político-partidária a causa geradora de todo o caos que tomou de assalto o pais. Isso para não complicar muito a questão e não entrar em quem são os verdadeiros donos desses cães de aluguel. Porque essa é a batalha que perdemos. E perdemos porque não temos força, potencia, nem organização para isso, e sequer solidariedade para começar a construí-las. Deveríamos ter começado isso ontem, precisamos fazer isso hoje, e se quisermos um dia ficar livres e ocupar esse eterno como sociedade teremos que fazer isso amanhã seja qual for o regime, seja ditaduras explicitas ou falsas democracias representativas. De direita ou esquerda.

Reclamar do general, é como reclamar do Lula estar na frente das pesquisas. É reclamar dos fatos é reclamar das consequências irremediáveis continuar a fugir de lidar das causas, estas sim tratáveis não com remédios ou repressão, mas com profilaxia social. O populismo lulista germinou na falta de solidariedade e responsabilidade social do brasileiro com o brasileiro, na sua preocupação idiota com os “muito” 30 reais do bolsa-família e o “pouco” cobrança (cabresto), e isto enquanto era roubado em bilhões e mais bilhões de reais com as campeãs nacionais. A rombo na contabilidade pública prova quem se acha escolarizado no Brasil é um idiota social e corno fiscal. E vai continuar amargando populistas de esquerda ou direita pré-fabricado ou aventureiros enquanto sua idiotia for a carapuça da sua insolidariedade a matar qualquer lampejo de inteligência altruísta. Seleção natural.

Cada ser se define por seus atos. Reclamar do general é pedir para ser governado por generais. Porque generais marcham, populistas pregam, fanáticos idolatram, bandidos roubam, e traficantes traficam. E enfim governantes governam, mas e cidadãos… bem e cidadãos o que é que fazem afinal? “Cidadizam?” É tão nula a condição de fato da cidadania, é tão falseta, que nem sequer uma verbo para representar o ato da cidadania há… cidadãos apenas obedecem e entregam o produto do seu trabalho para quem quer que tenha uma arma apontada contra ele… e tem gente que ainda em pleno 2017 da era Dilma-Temer que ainda acredita que votar e pagar impostos é cidadania. Isso é que é fé no estadismo. Mas não vou nem entrar na questão das verdadeiras democracias diretas. Considere apenas e tão somente a mitigação das tiranias por uma sociedade civil forte e unida. Mitigar um pouco dessa desgraça, isso não é utopia é necessidade.

Por isso insisto na importância fundamental do desenvolvimento urgente desses dispositivos tanto tecnológicos quanto dessas organizações. A revolução industrial está posta. E ou a sociedade acompanha e reinventa a democracia e aumenta o controle social sobre os governos. Ou vai amargar o processo inverso: o retrocesso para regimes autoritários que usam dessa mesma tecnologia para incrementar o controle governamental sobre os indivíduos e sociedades.

Certa feita quando apresentei o projeto de Renda Básica para um cara, ele concordou mas disse o seguinte: Acho muito legal. Mas eu já pago o imposto para isso. Respondi: Você paga, mas mas não para isso. Deveria mas não é para isso ou qualquer coisa parecido que ele é isso. E o fato de que ele deveria, não elimina nossa responsabilidade social nem de cobrar que esses dinheiro deles, nem de fazer o que deveria ser feito caso não esteja sendo. Claro que não há coisa mais ridícula e absurda do que delegar funções e ter que ficar vigiando e cobrando para que o vagal ou canalha cumpra seu dever. Por isso que obviamente é muito melhor cortar o intermediário e cumprir suas responsabilidades sociais diretamente seja pagando uma renda básica sem atravessadores seja exercendo diretamente uma cidadania sem tutores através da democracia direta. Mas e daí que é melhor? A questão é fazer.

Direitos não se realizam sozinhos, eles existem porque há deveres, e porque alguém assume a responsabilidade de proteger, cumprir, e prover essas obrigações. E se a própria associação civil dos cidadãos popularmente conhecida como sociedade não faz ou paga, alguém vai fazer o obrigá-la a a pagar até pelo que ela não queria e até pelo que ele não fez!

Se a sociedade não ocupa o seu lugar, o governo toma, se o governo não desempenha o papel que se arroga, os militares o fazem, e os militares falham, outras gangues gringas ou locais simplesmente dividem, ocupam e tomam. Mas no vácuo é que não fica. E quanto mais distante estiver esse “instancia” que ocupa e se ocupa de governar do interesse e realidade do cidadão que supostamente representará, mais exclusivamente ligada aos interesses particulares daqueles que de fato governam esse regime estará a serviço.Vide Rio de Janeiro e em breve São Paulo. Porque mesmo uma casa num terra pilhada, improdutiva e abandonada, nem mesmo esta casa está vazia, como prova o PMDB-PT-PSDB o que nunca falta são os vermes e ratos tanto para ocupar quanto para tentar retomar.

E com essa classe política advogando pela democracia aliada a magistrados como do STF, não é de se surpreender portanto que a defesa das intervenções militares venham ganhando cada vez mais força e repercussão.

Afinal segundo o juiz, caos é só quando a plebe começa a se matar nas ruas, ou “pior” ameaça atacar seus palácios… porque enquanto eles permanecerem intocáveis praticando isso que eles chamam de normalidade jurídica -mas soa como o prelúdio do caos- nada pode nem deve ser feito… melhor não falar nada. porque com advogados como esses da “democracia”, quem precisa de defensores da ditadura?

Constitucionalmente falando, o problema é ainda mais sério. Regimes políticos são como sistemas operacionais de computador que quando dão pau e travam na tela azul, não adianta desligar e religar porque ao contrário dos PCs eles não tem reboot. Já era. É preciso formatar e instalar outro sistema. E aí não faz nem sentido mais falar nem em golpe ou revolução, porque deu pau, não há mais sistema funcionando… nem autoritário, nem libertário, nem salafrário. E não é nem um problema da letra da Constituição Brasileira de 88. Não há constituição no mundo, que tenha em seu código previsão para o caso das 3 instancias superiores dos poderes perderem completamente a credibilidade, legitimidade ou legalidade. Poderia haver. Poderia haver dispositivos legais convocados por iniciativa popular a partir de um numero X de eleitores pudesse imediatamente demandar a realização de plebiscitos para realização (ou não) de novas eleições para as qualquer uma das 3 casas ou até outros cargos chaves da republica como procuradores. Isso sob o resguardo do poder de fato, as forças armadas que respondendo diretamente a ordem constitucional responderiam a soberano primeiro e ultimo da nação que é o próprio povo assim formalmente constituído e deliberando em assembleia democrática.

Mas o fato é que não há. Não existe tais dispositivos. E dificilmente haverá, ao menos não antes que o mundo vire de ponta cabeça. Porque para haver esse tipo de civilidade, seria necessário assumir o povo não como um entidade livre e soberana pró-forma no papel, mas empoderá-lo de fato. Instituir o povo como entidade constitucional representativa da república. E a mais fácil transformar Temer Lula Dilma e FHC em heróis nacionais juntos e misturados do que constituir de fato a população em assembléia como entidade democrática com poder de fato sobre a república. Mais fácil Lula ser absolvido e voltar. Ou Meirelles virar o novo darling do establishment. Bolsonaro ser eleito. Bem pensando melhor. Pensando com cabeça de militar é mais fácil, haver uma revolta nas casernas com o perigo de um Bolsonaro do que o de Lula. Do…Bolsonaro? Sim do Bolsonaro. Só civil, que não conhece cabeça de militar acha que General vai bater continência feliz para o capitão Bolsonaro.

Para general bater continência para civil, até mesmo uma bicha ou um comuna pode ser ruim mas não é o fim do mundo. Porque na cabeça de general, não importa a ideologia do civil, se você não é oficial você é um merda, mas se você é um civil você então não é nem isso, se você é um civil você não é nada, e bater continência é sem efeito, é como brincar com criança. Porém, já entre eles, militares, a coisa é outra… não é brincadeira. Para um general ter que bater continência como subordinado para oficial de patente inferior já é impensável, agora imaginem um um “mero” capitão da reserva… isso é pior que chamar a mãe de petista… isso é pior que pederastia, isso é simplesmente intolerável, isso quase uma quebra da ordem hierárquica. De tal modo que nada mais natural na cabeça de generais que se é para por um militar na presidência, que seja alguém condecorado e da mais alta patente e não um paraquedista. Só um civil ou um militar como um Bolsonaro para não entender, ou não dar a mínima, para isso.

É curioso, as circunstancias que conduzem aos momentos fatídicos da história são sempre graves, mas os motivos que levam as decisões histórias dos atores são por vezes as mais estúpidas e superficiais e fakes possíveis. E como seria diferente? Se o poder gira em torno de ego, nome, e posse como não seria por motivos fúteis e torpes que esses elementos se movimentariam? Depois é só encomendar uma bela biografia que sempre um escriba pronta para ebrulhar bosta em papel de presente de honra e glória.

É por isso que não posso negar, gosto da sinceridade ruminante do outro Mourão: o vaca fardada.

O vaca fardada

O General Olímpio Mourão Filho comandava o exército em Minas Gerais no dia 31 março de 1964. Foi o primeiro militar a deixar o quartel para derrubar o governo constitucional de João Goulart. Integralista, acreditava que os comunistas comiam criancinhas assadas no espeto e eram uma ameaça a Deus, à Pátria e à Família — assim, com maiúsculas. Ele se definia como uma “vaca fardada”. Devia ter razão.

O General Olímpio Mourão Filho comandava o exército em Minas Gerais no dia 31 março de 1964. Foi o primeiro militar a deixar o quartel para derrubar o governo constitucional de João Goulart. Integralista, acreditava que os comunistas comiam criancinhas assadas no espeto e eram uma ameaça a Deus, à Pátria e à Família — assim, com maiúsculas. Ele se definia como uma “vaca fardada”. Devia ter razão.

Lembro o general porque recebi de um amigo, pela internet, um texto interessante e, quem sabe, meio profético, atribuído a ele. Não consegui apurar a autenticidade da autoria. Transcrevo-o: “Ponha-se na presidência qualquer medíocre, louco ou semi-analfabeto, e vinte e quatro horas depois a horda de aduladores estará à sua volta, brandindo o elogio como arma, convencendo-o de que é um gênio político e um grande homem, e de que tudo que faz está certo. Em pouco tempo transforma-se um ignorante em um sábio, um louco em um gênio equilibrado, um primário em um estadista. E um homem nessa posição, empunhando as rédeas de um poder praticamente sem limites, embriagado pela bajulação, transforma-se num monstro perigoso”.

O General Mourão morreu em 1972. Não conheceu Lula, mas conhecia Sarney, àquele tempo um serviçal do regime de exceção, no qual enriqueceu e ganhou poder chegando a presidir o partido político que dava sustentação à ditadura militar. Não conheceu Collor e nem Renan, mas certamente sabia as práticas do coronelismo político nordestino e os interesses de suas lideranças. Se o texto for mesmo do general, ele deve estar tentando se comunicar (talvez através do jornalista Elio Gaspari) somente para dizer: eu não falei? Quem sabe, aproveitará a oportunidade para acrescentar nomes à “horda de aduladores”? Não se esquecerá de Jader Barbalho, Newton Cardoso, Edson Lobão, Paulo Duque, Sandro Mabel, Delfim Neto, entre outros, além de uma enorme lista de banqueiros e empreiteiros.(…)- Vaca fardada

E tem civil que ainda acha graça que o general se achava uma vaca fardada… ele pelo menos era ciente da sua condição e posição na cadeia alimentar …

Conclusão

Essa desmobilização do humanismo e libertários e o avanço dos autoritários e reacionários não é uma questão só de Brasil. Porém se essa onda vai se perpetuar e prevalecer ou não isso depende mais da resistência dos primeiros do que o milagre da iluminação dos outros. Porque é fato: o autoritarismo belicismo e militarismo estão avançando. Mas também é fato, eles não estão avançando porque estão “progredindo”, mas porque o humanismo e o libertarismo enquanto ativismo social organizado onde não está inerte é absolutamente insuficiente.

Objeta-se contudo que a hegemonia desses reacionários e autoritários não vai melhorar em nada a situação. Mas é outro fato que isso não é objeção porque sequer é argumento. Simplesmente porque nenhum argumento discursivo é de fato sequer mais argumento, onde o dialogo foi esgotado unilateralmente.E quem não quiser ir a guerra, ou ver os agressores chegar até ele, terá que correr contra o tempo em direção da ação social e humanitária. E rezar para que ainda haja tempo. Tempo para que que projetos e ação social restituam as mínimas condições de diálogos e negociações. O resto são gestos e palavras vazias.

Temos o dever de tentar, e sou um otimista quando as possibilidades desses programas e projetos sociais, mas advirto também sou honesto, não acredito que esses projeto funcionem com a urgência necessário do tempo que resta.

De qualquer forma o desespero e vitimismo não ajudam em nada. Se o tempo de reconhecer as falhas passou. Ainda sim reconhecê-las é sempre necessário como crítica para reconstruir as estratégias. O humanismo virou narcisismo e se perdeu admirando suas belas conquistas. Se perdeu em sua fantasias de progresso enquanto sua democracia e economia liberal literalmente faliam. E olhando para esse retrato ridiculo orgulhoso de capitães de Titanics. penso que só há uma coisa pior que maus perdedores. os maus vencedores.

Esses ganham e não levam. E não sabem portanto nem que perderam. E assim achando que está saindo vencedor quando em verdade perdeu, o humanismo e a liberdade guiado por falsos mitos de liderança, por projetos de poder que por definição é a quintas-coluna da própria emancipação dos povos, vai sempre dar voltas nesse eterno ciclo vicioso corrupto e reacionário da história.

Não adianta fugir, porque estamos a entrar num beco sem saída. O general foi claro como uma vaca fardada, não vai fazer revolução, porque militares por definição não fazem revoluções, quem detém o poder de fato, aplica autogolpes, isto é, faz a revolução antes que o povo não por aventura, mas por absoluta necessidade e falta de alternativa do que fazer. Logo, seu recado ao governo civil é reto direto e bruto como uma são os militares, reformem a casa, joguem o lixo fora, e se são incorrigíveis que restaurem então seu jogo de aparências em tempo. Porque se vocês não o fizerem nós o faremos. E podem ter certeza de uma coisa: eles vão marchar. Porque se nós a sociedade civil que não confunda não somos o povo, que ainda está excluído das manifestações formais e informais nos espaços públicos, a esses não se correrá o risco de dar essa oportunidade.

Digo mais, a sociedade civil como a militar seja não é uma instituição monolítica nem nas bases nem no topo. Calados e discretos tem muito generais avessos aos holofotes preocupado mais com o povo que com projetos de poder ou a ordem aparente, assim como em todos setores da sociedade civil. E assim sendo o general não fala só por ele, portanto particularmente pelos motivos errados, pode estar até pode parcialmente correto em sua analise. Porém, não devemos jamais esquecer que povo movido pelo desespero e privação seja a escravidão seja a revolução, não é um povo que caminha para a paz e independência, não caminha como sociedade ao despertar da emancipação, mas marcha como uma massa a procura de um líder de um mandamento, de uma salvação. Continua a ser exatamente a mesma massa, reduzida a gado, só que ao invés de estar a ser empurrada pelos senhores da terra pela fome e privação para o trabalho e abate em conformidade com seus interesses, agora está a ser empurrada estupidamente pelos mesmos senhores contra seus próprios interesses a derrubar as cercas enbandeiradas.

E essa crises e seus tormentos em si não tem nada de revolucionárias, suas privações não fundam contratos sociais e nações livres, mas ditaduras de uma espécie ainda mais feroz e brutal, ditaduras totalitárias, piores que ditaduras enrustidas, democracias falsificadas e evidentemente o regime oposto do verdades estados democráticos de direito. Não são as crises e privações que geram as revoluções, mas as invenção da sua superação que não necessariamente acontece por causa delas. Por isso, não por necessidade mas por necessidade de superação criativa que essas crises ensejam é que afirmo que os estados de direitos deveriam ser libertários, as economias do futuro deveriam ser de renda básicas garantidas, e os novos regimes políticos de democracia direta digital.

No entanto se vamos nos matar primeiro, e amargar mais 20 anos de desenvolvimentismo liberal ou socialista retrogrado e estupido, correndo atrás do próprio rabo, isso é algo que via dependente muito mais da nossa vontade solidária de fazer do povo também membros da polis, cidadão da sociedade do que da vontade ou falta de vontade dos reis, banqueiros ou generais. Porque quem não se governa é tiranizado. E quem tiraniza sem saber governar é derrubado senão pelo povo, pelos sua própria guarda juízes ou aliados. Tiranizar não é governar, mas até mesmo essa que a mais primitiva de todas as “artes” tem suas técnicas. E não é só fazer cara de sério e pilhar e mandar. Mas, mais uma vez, parece que os tiranos civis viciados emburrecidos e entorpecidos pelo poder se esquecem até disto.

Vai dar merda.

Aliás, vai dar não, já deu, e o simples fato de estarmos debatendo isso… já é a prova. Deixa a banana comer de novo o macaca a ordem coisas voltar a “normalidade” para você ver o que vai dar na em plena era das guerras mundiais da informação…

https://www.brasil247.com/pt/247/poder/318190/Moniz-Bandeira-volta-a-pregar-a%C3%A7%C3%A3o-militar-contra-o-desmonte-nacional.htm

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X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.

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