Bombas reacionárias

Você fez eu bater meu recorde de palavras escritas no Facebook sobre qualquer texto. É isso mesmo, o discriminador e segregador para efetuar seus processos e procedimentos já se denuncia e se exclui e quanto mais forte manifesta for a identidade da rede mais insuportável para esse individuo tolerar ou tentar sabotar o processo a partir de dentro. Eis a bomba reacionária que de certa forma estamos já assistindo no mundo. Quando esses indivíduos começam a perder o controle sobre os territórios naturais, sociais e virtuais, sobre as predefinições para controlar reprimir e normificar, o ambiente, os meios e as pessoas eles não apenas se excluem e se revelam, eles passam a usar dessa identidade das redes para atacar seus membros.

Esse é o grande dilema quanto mais neutro for a referencia, menor a chance de despertar o ódio daqueles que acham que a existência do outro lhe pertence e se não adequada ao que ele pensa é um agressão contra eles. Uma rede local depende do lugar pode despertar essa intolerância e solidaridade, porém não com a força das pessoas que partilham se uma mesma vontade de liberdade e portanto sofrem tipos similares de opressão.

Uma rede local não auto-exclui sabotadores, nem une pessoas muito além das suas ligações por definição provincianas. Já redes transgênero tanto promovem uma integração mais cosmopolita com excluem os sabotadores. Mas quanto mais afirmativa e inclusiva for sob o alvo de reacionários estará.

O ponto que quero chegar a pressão e repressão que se poderá sofrer é proporcional a tolerância e união que uma ação desperta e estas por sua vez dependem do grau de solidariedade e demanda por liberdade de quem se levanta.

Por isso uma rede construída toda sobre a identidade trans é sim a mesma coisa que uma rede local mas só em termos de princípios e direitos, porque em termos de de potencial, riscos e resultados e completamente diferenciada: é muito mais afirmativa e inclusiva, do que qualquer rede baseada em afinidades comunidades locais.

Essa era a bomba que precisamos enfrentar. Não acho que as pessoas devam viver em redes anônimas se esgueirando nas sombras dos vigilantes, quando a força de comunhão das redes está na afirmação clara das nossas identidade e afinidades. Por tenho certeza que redes trans exigem muito mais coragem, e vontade de liberdade e afirmatividade e consequente sofrerão muito mais pressões e repressões do que redes que subvertem apenas encercamentos políticos.

Talvez alguém diga que eu estou sendo contraditório. Pois não seria muito mais fácil ampliar a difusão da renda básica entre as identidade majoritários ou prevalentes? Mas foi esse o estalo que você me deu quando li seu texto: Ora que merda de universalidade é essa que não consegue progredir se não for dos centros hegemônicos? Quão universal é essa renda básica que para não desagradar intolerantes e segregacionistas de todos os tipos de identidades que não a deles se conforma ao arcabouço preconceitual deles?

Enfim, deixa eu parar por aqui, porque se não paro nunca…

Quero para encerrar, dizer que cada dia estou tendendo mais a estar 100 por cento convencido que sua abordagem da concretização via descentralizada digital (tipo infinitum e bitcoin) é a melhor solução.

Acho que é isso.

Abraços

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X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.

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