Bolsa-Família: o começo do fim (A)

Social-democracia e trabalhismo os apêndice progressistas dos neoliberais

Na verdade, esse é só um capitulo da história de como a social-democracia em especial o trabalhismo, primo-pobre e invejoso do liberalismo, terminou como seu capataz servil… até ambos ficarem desempregados.

Entenda minha perspectiva.

O socialismo de estado que acabou se tornando sinonimo de comunismo, após a experiência soviética, nada mais é do que um outra forma menos competitiva do mesmo capitalismo estatal. Nunca foi revolucionário, mas conservador e até mesmo reacionário.

Não estou sendo generalista nem radical, mas honesto: Nada que não rompa com a cultura da violência estatal, nem com a moral escravagista disfarçada de trabalho pode se chamar de revolução, ou clamar qualquer caráter social não sem fraude.

Derrubar o velho não significa que o nascimento do novo, pelo contrário, pode ser a continuidade do mesmo em novas termos e superficialidades, diferentes apenas em favor de quem os marginalizados.

Este socialismo autoritário e estadista não poderia dar em outra coisa. Posto que nem mesmo em teoria foi capaz de ultrapassar o paradigma da cultura de exploração do homem pelo homem. Na verdade lorotas fora, na prática ele se assenta exatamente nos três pilares desse domínio orwelliano: trabalho, monopólio e falsificação ideológica. No caso do Estado essa falsificação é vexaminosa no uso eufemismo dialético, para sentar no mesmo trono e cometer crimes quase tão desumanos quanto aqueles que reinavam e matavam em nome de deus.

Porém é no dogma do trabalho, que reside o maior erro tanto das formas fracas de socialismo quantos das autoritárias. Posto que não são libertárias em sentido forte, isto é, em sentido de abolição total dos crimes e injustiças contra qualquer pessoa violada, violenta ou posta em privação de qualquer espécie. Isto já é uma contradição só em omissão sem dialéticas. Se torna ainda pior na forma como a partir das premissas deturpadas vai promover seu conceito de igualdade fraco e mutilado e frustado pela falta da liberdade para todos.

Rigorosamente o estado comunista é não é distribuidor igual de bens comuns, mas um distribuidor igual do mal, dito, necessário. Ele não bens ou rendas comuns mas fardos iguais para todos, ou melhor para quase todos, porque uma diferença é insuperável aquela entre os distribuidores de males, e os carregadores de fardos privados de seus bens. Note-se portanto que há duas a diferenças importantes desta forma de capitalismo estatal: é qual classe detém o poder politico-econômico, se as aristocracias e oligarquias, ou se as burocracias e tecnocracias.

A segunda é que essa igualdade de por fardos e privações ao invés de distribuindo riquezas, pode até acabar com o poder e riqueza de alguns particulares, mas não com a do Estado e seus controladores, o que não apenas não diminui a desigualdades nem politica nem econômica, mas promove um constante progresso do empobrecimento e redução na produção de riquezas.

Tradução: o comunismo não ruim porque acaba com os ricos ou com a desigualdade, ele é ruim porque ele cria supermonopólio e mais pobreza.

E ele decai nisto por causa de um só pecado original: não negar a maldição do pecado original. Não renegar os mitos, doutrinas e preconceitos que alimentam a alienação dos seres humanos ao “homem”: o dogma do trabalho, ou o que é a mesma coisa a renegação do direito natural de propriedade incondicional do necessário a vida, partindo dos próprios pensamentos, passando por cada parte do nossos corpos até chegar no ar, na aguá, na terra e na luz em tudo que é meio vital e capital natural a vida. Ou simplesmente olhai os lírios do campo. Tudo que vive tem o direito a vida independente das ideologias do homens a começar pelos nossos irmãos.

O trabalho deve servir com justiça para produzir excedentes, nunca como base de nenhum sistema natural ou artificial. O trabalho para o desenvolvimento seja ele bom ou ruim, trabalho para sair de uma vida pobre ou frugal é um fato. Mas o trabalho para subsistência é uma falacia e sua construção em sistema de privação dos meios naturais para tornar esse artifício real é um crime contra a vida e a humanidade. E hoje não apenas subvertemos a ordem da preservação e subsistência natural. Como a busca pela maximização de produção consumo e acumulação como fetiche de posse-poder se a revelia da preservação da vida em todos os sentidos inclusive como direito natural se tornou insustentáveis.

Ecossistemas ou formas de vida que não conseguem dispor de quantidades de energia farta para subsistir sem consumir mais energia ainda trabalhando são sistemas e seres fadados a morrer. Se não houvesse a divisão nacional e internacional e todos os povos e pessoas do mundo partilhassem do mesmo destino da maioria extinguiríamos a nossa diversidade e de forma mais acelerada e estupida do que já fazemos.

Mas pelo menos dentro de suas premissas incorretas, o socialismo de estado com TESE pode não ser coerente com princípios, mas é coerente com seus objetivos, até que a pratica o destrua ou obrigue a fazer “remendos” que podem levá-lo aos regimes totalitários que conhecemos no meio do século XX Ou simplesmente “tergiversar”, fazendo concessões “liberais” levando ao chamado progressismo.

O progressismo seja eles socialista ou social-democrata pode até não ser antirrevolucionário e antissocial no sentido comunista de adesão as dogmas autoritários, mas é ainda mais pró-status quo.

Do ponto de vista libertário é o equivalente contemporâneo a pregação de um escravagismo mais humanizado aquele que tolera a exploração e violação humana desde que esteja dentro dos padrões tolerados de “tratamento” humano. Ou seja é a oposição ideal, pois embora não defenda abertamente já não põe em questão a raiz do problema, se contentando em remediá-lo. Até porque ganha com isso remediando e não curando. Não deve ser menosprezado quando posto realmente pratica como politica publica ou ativismo social, mas fica fácil entender porque o progressismo decai tão fácil em populismo ou peleguismo. Ele mesmo quando ainda não está vendido serve ao sistema simplesmente porque ao invés da abolição e libertação ele prega um domínio mais suave.

É por isso que renda básica na prática não existe para as velhas ideologias de esquerda senão como utopia ou engodo. Assim como as ideologias de direita todas essas vertentes estão presos ou continuam a adorar o dogma do trabalho, tecnocracia e estadismo. E mesmo que não entendam o que é a renda básica, ou nem preguem exatamente isso. Mesmo que eles não tenham a minima ideia do quão revolucionário a é a garantia universal ao rentismo sobre o bem comum para todos, eles sabem que essa nova forma de capitalismo simplesmente não cabe na hora da pratica nas suas ideologias e projetos.

Sim. A renda básica ecolibertária pode ser tanto considerada uma nova forma de capitalismo já que não fere o direito a propriedade e rendimento particular, como a próprio passo em definitivo para a superação desse sistema. Depende do que você chama capitalismo: o direito de todos os proprietários de paz a renda e capital? Ou o direito de exploração dos expropriados do capital e renda dos subsidiados pelo estado e suas pelas prerrogativas de monopólio a violência? O nome pouco importa. Porque o mundo não apenas não seria mais o mesmo com esse sistema de socieconômico ecolibertário, ele seria o oposto daquele que temos conhecidos há séculos, e porque não dizer, há milênios.

Bem vindo ao futuro. E esqueças as pontes, porque no futuro todos já nascemos sabendo e finalmente podendo voar.

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X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.

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