Bolsa-Família: o começo do fim (Intro)

Portas de saída entre-abertas… descaminhos reencontrados

Pois é. Era uma questão de tempo até que Temer apelasse para as velhas porta de saída que os tecnocratas social-democratas tanto os trabalhistas quanto os neoliberais sempre fizeram questão de deixar abertas?

Ou deveria dizer muito bem trancadas para a Renda Básica?

Hoje, todo mundo sabe como o PT utilizou a transferência de renda condicionada, em seu processo de fidelização e aparelhamento político partidário do Estado. E o quanto eles forma longe demais com isso. Porém o que muita gente não deu se conta ainda, nem eles, são as consequências de tudo isso.

Quem conhece a mentalidade das abeças da esquerda autoritária sabe que eles nunca viram problemas éticos, morais ou humanos nos seus processos, mesmos os mais anti-sociais, mas nem mesmo eles poderão se jogar a culpa no alheio pelas falhas no seu planejamento estratégico cego pelo poder, agora que não só perderam o forte mas deixaram todo o armamento cair na mão do inimigo.

Quando falamos em instrumentalização, aparelhamento, fidelização, tudo isso carece de dispositivos e conceituação que sustentem e efetuem esses processos. Contrapartidas, condicionalidades, portas de saída, todos esses elementos do jargão da tecnocracia desses programas que forma inclusive “popularizados” ou melhor midiatizados, são eufemismos para toda uma metodologia que não é outra senão a estatal e não tem outro propósito senão vender doutrinação e servidão como se fosse aprendizado e emancipação.

A social-democracia trabalhista portanto não meramente incorporou e aparelhou politica eleitoral e ideologicamente os programas e os elementos da doutrina neoliberal nos seus programas, unificando-os, ampliando-os e dando todo o verniz “social” que lhes faltava. Ao ampliar toda esse técnica e metodologia de engenharia social não só perpetuou e fortaleceu essas ferramentais autoritárias contra a população excluída, mas aprimorou as armas de quem não precisa nem disfarçar ou encobrir os rastros para usá-las.

Pois as portas de saída autoritárias estão sempre entre-abertas, já as escadas libertárias sempre fechadas, ou eternamente em construção.

Quero dizer, em construção no velho estilo elefante branco, só a placa e ruínas do promessas apodrecidas.

Infelizmente essa história para nós é velha, é uma tragédia previsível e anunciada e ignorada. Quem não quiser mais ignorar há vários livros artigos e trabalhos publicados a esse respeito que com sinceridade ninguém mais aguenta, nem eu, ficar ouvindo ou lendo repetidamente. Nem eu falando ou escrevendo.

Segue dessa introdução dois artigo completamente distintos:

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X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.

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