Bitcoin, Infinitum e o futuro do sistema financeiro

Quem trabalha com transferência de renda e moeda social e economia solidária precisa estar mais do que atento as moedas virtuais…

Precisa estar pronto para aderir e trabalhar com essas novas moedas descentralizadas e criptografadas, especialmente as que estão sendo desenvolvidas por pessoas e instituições completamente independentes do velho sistema.

Essa é outra guerra que as organizações sociais e humanitárias estão perdendo feio, por nem sequer saber que uma revolução está em curso. E quando acordarem vai sobrar, de novo, só as economias alternativas e marginais.

Hoje no Brasil existem muitas ONGs que trabalham com microfinanças e microeconomia solidária, mas que ainda estão completamente desconectadas inclusive conceitualmente desse novo mundo das cripto

No ReCivitas desde de 2011 aceitamos o Bitcoin e fomos uma ONGs e pioneiras no uso dessa moeda virtual.

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http://www.recivitas.org/donate

Mas esperamos em breve estar usando para receber e pagar a renda básica uma dessas novas moedas digitais. Quem sabe o Infinitum?

A unica coisa que não podemos fazer é ficar de braços cruzados e esperar que esta nova tecnologia seja apropriada pelos velhos donos do capital.

Ou o quê? O que as ONGs esperam para o Terceiro Setor? Ficar eternamente dependente de empresas e governos? Mendigando recursos ao setor privado e estatal pelos meios-de-troca que eles monopolizam? Não adianta não querer ser revolucionário, porque o mundo já está em plena revolução. E quem quiser ficar com o velho sistema vai morrer abraçado com ele. Algo que até os donos do capital já perceberam.

Mais do que simplesmente acompanhar a “evolução” é preciso entender o processo constante e expropriação e monopolização constante não apenas dos bens comuns, mas das inovações culturais, tecnológicas e sociais.

Os negros inventam o R&B e os brancos o tomam para chamam de rock-n-roll. Os trabalhadores inventam a seguridade mutua os estadistas o tomam para chamar de previdência social. E os povos (re)inventam seus sistemas livres de troca, e os expropriadores tomam e chamam de capital. E assim caminha a contra-humanidade. Ou pelo menos assim caminhará até o dia em que compreendermos o que é Liberdade e apreendermos a dizer não àqueles que tomam o que não é seu para me dar ou faltar.

Não foi por acaso que o Diógenes de Sinope, o filósofo que deu a humanidade a maior alegoria libertária (Diógenes versus Alexandre) tenha sido condenado por nada menos que ‘DESCARACTERIZAR A MOEDA”:

E que das maiores revoluções do nosso tempo tenham sido feita não só com armas mas com suas próprias moedas os assignats da revolução francesa:

E os continentais da revolução norte-americana. Aliás, no estudo do continental e a correlação entre a moeda e guerras, podemos ver o quão poderosa a moeda é para o bem ou para mal, até mesmo como arma:

Para quem quer saber mais sobre a história da moeda e claro sua função

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X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.

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