BBC: Os motivos por trás da Guerra dos Chimpanzés, a única registrada entre animais”

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A única guerra civil documentada entre chimpanzés selvagens começou com um assassinato brutal.

Era janeiro de 1974, e um chimpanzé chamado Godi fazia sua refeição, sozinho, nos galhos de uma árvore no Parque Nacional de Gombe, na Tanzânia.

Mas Godi não reparou que, enquanto comia, oito macacos o rodearam. “Ele pulou da árvore e correu, mas eles o agarraram”, disse o primatologista britânico Richard Wrangham ao documentário da BBC The Demonic Ape (O Macaco Demoníaco, em tradução livre).

“Um deles conseguiu agarrar um de seus pés, outro lhe prendeu pela mão. Ele foi imobilizado e surrado. O ataque durou mais de cinco minutos e, quando o deixaram, ele mal conseguia se mover.”

Godi nunca mais foi visto.

O episódio é conhecido como o início do que a famosa primatologista britânica Jane Goodall chamou de “A Guerra dos 4 Anos”, o conflito que dividiu uma comunidade de chimpanzés em Gombe e desatou uma onda de assassinatos e violência que, desde então, nunca mais foi registrada.

No entanto, o motivo exato e a causa da divisão são um “eterno mistério”, disse Joseph Feldblum, professor de antropologia evolutiva da Universidade de Duke, nos Estados Unidos, em um comunicado da instituição.

No mês passado, Feldblum liderou um estudo publicado na revista científica American Journal of Physical Anthropology que revela a história de “poder, ambição e ciúmes” que deu origem à guerra entre os primatas.(…)

Amigos e inimigos

No novo estudo, os pesquisadores analisaram as mudanças nas alianças entre 19 chimpanzés machos durante os sete anos anteriores à guerra.

Para isso, elaboraram mapas detalhados das redes sociais dos primatas, nas quais os machos eram considerados amigos se fossem vistos chegando juntos à estação de alimentação com maior frequência.

“Sua análise sugere que, durante os primeiros anos, entre 1967 e 1970, os machos do grupo original estavam misturados”, disse Duke.

Foi aí que a comunidade começou a se dividir: enquanto alguns passavam mais tempo no norte, outros estavam a maior parte do tempo no sul.

Em 1972, a socialização entre os machos já ocorria exclusivamente dentro das facções Kasakela ou Kahama.

Ao ver chegar os macacos do sul, os do norte “subiam nas árvores, havia muitos gritos e demonstrações de poder”, diz um novo estudo sobre o episódio

Ao se encontrarem, eles começavam a atirar galhos uns nos outros, a gritar ou fazer outras demonstrações de força.

“Escutávamos gritos do sul e dizíamos: ‘Os machos do sul estão vindo!’”, relembra Anne Pusey, professora de antropologia evolutiva da Universidade de Duke que esteve em Gombe com Goodall e é coautora do estudo atual.

“Nessa hora, todos os machos do norte subiam nas árvores e ouvíamos muitos gritos e demonstrações de poder.”

Três suspeitos

A partir do momento que ocorreu a divisão entre os grupos, os pesquisadores acreditam que o conflito surgiu por causa de “uma luta pelo poder entre três machos de alta categoria”: Humphrey, um macho alfa recém-coroado pelo grupo do norte, e seus rivais do sul, Charlie e Hugh.

Violência entre três machos líderes afetou toda a rede de vínculos sociais, sem distinguir idade nem sexo

“Humphrey era grande e se sabia que ele atirava pedras, o que era assustador. Ele conseguia intimidar Charlie e Hugh separadamente, mas, quando estavam juntos, ele se mantinha fora do caminho”, diz Pussey no comunicado da universidade.

Durante quatro anos, o grupo de Humphrey destruiu o grupo do sul, e diversos machos “rebeldes” morreram ou desapareceram. O maior dos grupos invadia sistematicamente o território alheio e, se encontrasse um chimpanzé rival, o atacava cruelmente e o deixava morrer em decorrência dos ferimentos.

De acordo com a pesquisa, a disponibilidade de fêmeas foi mais baixa do que o normal nesse período, o que provavelmente exacerbou a luta pelo domínio do território.

A violência, por sua vez, não se limitou a esses três machos rivais, mas afetou toda a rede de vínculos sociais dos primatas, sem distinguir idade nem sexo.(…) -Os motivos por trás da Guerra dos Chimpanzés, a única registrada entre animais

Guerra e Paz: Das suas causas e razões

(…) Todos os sistemas de produção e destruição aventados são explicados por razões econômicas, materiais. As guerras atuais são por petróleo. Como todas as guerras foram pelo controle dos territórios e suas recursos incluso os humanos. Impérios, do romano ao católico, passando pelos mercantis até os capitalistas atuais se ergueram e se mantiveram enquanto foram militar, econômica e ideologicamente capazes de expandir seus domínios, mantendo seu crescimento sustentável com a pilhagem escravidão e domesticação das suas colônias. Evidentemente que de forma cada vez mais desenvolvidas e eficientes, não só na arte de matar, mas também na arte de domesticar por aculturação. Também, evidente que exploramos e travamos guerras, pelo domínio de recursos. Mas isso não responde porque buscamos insaciavelmente por mais domínios e recursos.

O materialismo diz porque fazemos, mas não nos diz o porquê o fazemos. É a busca da felicidade? Qual felicidade? Que satisfação de sentimentos, dores ou prazeres, sonhos ou confortos moveria o homem e o mundo para as direções que tomamos? O darwinismo e o seu filho o materialismo histórico reduziu a compreensão da vida a uma luta pela sobrevivência material. Assim como a sua evolução como o resultado da capacidade adaptação ao meio ambiente. Mas o que o homem fez para o bem e para o mal foi justamente o oposto: transformou o mundo de acordo com sua vontade e potencia.

Não é possível entender o espirito desse homem, nem muito menos dessa civilização “ocidental” decadente que querendo ou não fazemos parte, olhando apenas para a sua materialidade, para suas razões. E não para suas paixões. Sem entender essa vontade que antes de ser de poder é de potencia. Não é possível entender onde esse homem civilizado queria chegar, sem olhar e ouvir o ápice do seu espirito manifestos nas ditas artes e obras clássicas e humanistas de um lado, e simultaneamente suas conquistas colonias genocidas.(…)

Se as causas da guerra fossem econômicas e as motivações econômicas fossem a mera satisfações de necessidades ou sentimentos de bem-estar ou felicidade, seria de se supor que no dia em que a Economia acabasse, no dia que a tecnologia findasse a escassez de recursos, se findariam todas as disputas e privações.

Se findariam?

Seria o estado original e primitivo dos homens, uma estado de guerra por recursos raros e escassos? Da pilhagem a acumulação? Teria passado o homem da condição ecológica para a econômica por adaptação e reprodução de hábitos adquiridos durante períodos de privação? Abandonaria esse homem essas cultura e costumes se chegasse por acaso a um paraíso na terra? Se pudesse viver como bem entendesse e tivesse o que quisesse sem precisar tomar nada de ninguém, deixaria de matar e explorar outros seres vivos ou seu semelhante?

Se acredita nisso, sinto muito, você é mais utopista do que eu, pois desconhece a sua própria natureza.

Mesmo que na gênese da humanidade a escassez tenha produzido esse homem, ou que um dia através da tecnologia ele possa dispensar a escravidão, a pilhagem e a guerra para sustentar seu ócio; mesmo que ele não precise mais sequer se alimentar ou dispor de um único ser vivo, seja ele animal ou vegetal, para prover seu sustento ou riqueza, ainda assim ele irá caçar e criar outros seres vivos apenas pelo prazer, por esporte -ao menos enquanto ele for o que é: homem. Vai tomar a força o que poderia ser consentido, vai impor dor a quem não pode resistir, e assistir ele agonizar até morrer, porque isso o faz sentir vivo; o faz esquecer da sua condição natural que não consegue aceitar, a mortalidade. E ainda que fosse etéreo, imortal e invulnerável, enfim um deus entre mortais, não iria se satisfazer apenas existindo, mas brincando com a vida daqueles que riem e choram, sofrem e gozam porque são efêmeros.

Não. As razões econômicas e materiais apenas explicam as motivações das ações humanas. Não explicam suas razões de ser. Um mundo onde todos tivessem tudo o que querem e precisam igualmente seria absolutamente insuportável ao homem que busca mais do que ser só um homem. O homem não busca riqueza e poder para fazer algo. O homem busca riqueza e poder para ser mais do que um simples homem. Uma condição de senhor que não se realiza sem escravos. Um domínio que não se satisfaz sem dominados. Um sujeito que não existe sem objeto. Um desejo obsessor que nunca se satisfaz, nem mesmo com a posse de tudo. É preciso mais, porque é o mais que se almeja. É preciso sempre um nova alma a ser submetida, abatida e devorada para que ele possa satisfazer o seu desejo, que não é ter ou poder, e sim ser mais. A matéria é meio, a finalidade é um ideal: a superioridade. Supremacia, superioridade, grandeza. Eis os anseios relativos, impossíveis do homem realizar em si mesmo, mas tão somente através do outro. Anseio que não conseguem se realizar nem ser satisfeitos sem que se coloque alguém de joelhos em submissão como o espelho concreto da sua majestade.

É nisto que a economismo e materialismo jamais compreenderão as razões sequer da posse e poder quanto mais o logos e a pisque dos poderosos e possessores. Posse e poder não são feitas de razão, mas de paixões. E suas razões econômicas e materiais são meras racionalizações, meios. Assim como as própria posse e poder também o são. Meios ideias e materiais de satisfazer essas taras que vai muito além do simples desejar ter ou poder, mas desejam o ser estar; ser e estar acima de tudo e todos, algo que se consegue produz nem deter só possuindo mais que os outros, mas possuindo o outro, expropriado e desempoderado, vulnerável, carente, dependente, impotente, servil e submisso. Esse desse barro que esse senhor se faz todo poderoso.

Porém mesmo que esse homem conseguisse completar seus anseios de grandeza e superioridade pela completa domesticação alienação e privação dos outros homens, convencendo-os enfim que a inferioridade é natureza, ceder as vontades seu destino e obedecer suas ordens o seu próprio bem. Mesmo que atingir enfim estágio final da dominação cultural onde não precisasse mais da agressão, repressão, privação ou terror para conseguir tudo o que quer, ainda sim não se satisfaria sem praticar e assistir a violação agressão e carestia aos inferiorizados, porque impor deles e suas aflições seu poder e posse são inúteis como prazer e concretização da sua superioridade. De que ainda poder dispor das pessoas como bem quiser se não se dispõe de fato delas?

Não basta ter ou poder mais, não basta controlar o que os demais podem ou possuem, incluso suas vontades, não basta ter e poder dispor das pessoas como se bem entende, é preciso impor para satisfazer esse pathos, afirmar a superioridade. É preciso matar a alma, a volição que compete com a sua, reduzir o ser vivente a coleção de cabeças empalhadas como troféus no museu da memória da sua supremacia.(…)

Não é o respeito ao que é vivo e humano que seja maior, é o desejo de grandeza e superioridade que está diminuído pela impotência. Não é só o poder que corrompe. É a potencia que desumaniza E a potencias absolutas desumanizam completamente. Não há portanto maior tolice do que acreditar que existam tomadas de decisão racionais. Ou que exista qualquer espécie de ser racional. A razão é só o nome que damos para o conjunto das operações lógico mentais que processam nossas paixões. Mesmo os argumentos e ações mais racionais também são produtos da paixão, a paixão pela razão, que se de fato movesse as paixões e não fosse como tudo movida por elas, produziria consciência e não meramente inteligência e desinteligências. Produziria um o ethos que seria uma força de vontade motriz e não um mera ideologia ou filtro condutor ou repressor desse pathos. Seria mais do que uma forma completamente distinta de ver e interpretar o mundo, seria uma completamente distinta de sentir e repensar o próprio sentimento e pensamento. Um pensar consciente, e não apenas senciente.

O credo na racionalidade é o mais irracional de todos os credos. Porque nos torna cego e crentes fieis de que exista um espécie, ou uma espécie de homem que é governado pela razão. E não por sua anima, suas vontades e paixões. É só mais uma racionalização dessa vontade de supremacia, dessa vontade de ser uma entidade dotada de uma centelha divina. Que tecnologia e garfos de prata fora, não vai além de um delírio, delírio de tribos de macacos territorialistas ancestrais.(…)

O economicismo enxerga que todo bem ou mal está no capitalismo, quando os sistemas socioeconômicos não produzem vontades nem potencias, mas no máximo desejos e meios de satisfaze-los, o que faz desses sistemas instrumento dessas vontades e não sua causa ou força geradora. Não. Nem a guerra, nem mesmo o racismo desaparecia se a administração da privação e escassez deixasse de prevalecer como visão, não desaparecia nem se a própria escassez e privação fossem extintas, ou sua produção fosse abolida e criminalizada. Porque eles não são meros frutos de interesses econômicos, mas sim da própria vontade de supremacia, perversão da qual tanto os interesses mais egocentrados quanto os seus piores males são produtos- e cuja produção se mantém mesmo quando tais guerras e discriminação e segregação custam mais caro do que os ganhos materiais. Em outras palavras, não importas as perdas e custas, se preciso for para prevalecer e manter a supremacia será sacrificado, porque posses e poder são meios, o ser supremo em sua forma concreta ou transcendental a finalidade existência.

Há portanto um erro lógico de processamento da ordem dos fatores determinantes no economicismo. Supõe-se que os males presentes nas relações de poder, seja em tempos de paz disfarçada ou de guerra declarada, sejam efeitos colaterais da busca desenfreada por riqueza. Ou que o poder seja apenas um ferramente para obtenção de mais posses e recursos, quando não só posses e recursos, mas a própria desigualdade que eles representam como poder sobre os expropriados não é um efeito colateral do desprezo pelos demais, mas do ser total e absoluta pleno em superioridade por submissão e supressão do outro.

O fetiche não é sobre a mercadoria, mas sobre a pessoa. Não é na posse de coisas, mas a redução dos seres a coisa. É na redução da pessoa a condição bestial de objeto, a ser usado, possuído e consumido como carne sacrificial do sujeito, que o supremacista renega a sua condição de coisa animal projetada no outro e atinge o gozo da superioridade como ser dotado de vontade sobre-natural para desnaturar e governar artificialmente as coisas como um deus ex machina.

A economia assim como a política não passa como um tanque ou uma clava de outro instrumento a satisfação dos objetivos, desejos, e manias desse homem. E embora a cultura e os hábitos moldem reforcem e moldem sua psique, antes da primeira ação houve a primeira ideação. E a primeira ideação não foi a das busca dos meios, a vontade de ter ou poder mais, mas a de ser mais. Algo que não se realiza sem ter alguém em função como seu inferior.

Se num dado momento determinadas tribos humanas descobriram que das atividades econômicas a mais eficiente e barata era primeiro matar, pilhar, e depois escravizar e colonizar outras tribos. Antes disso dentro do próprio seio dessas tribos, já havia surgido a ideia que alguns indivíduos estavam natural ou divinamente pré-selecionados a prevalecer seja pela força bruta, pela inteligência, pela gene ou gênero a se impor e dispor de quem quer que estivesse mais vulneráveis.

Antes mesmos de racionalizar tal sentimento de superioridade como ideologia esse homem se apaixonou com toda libido por si mesmo e seu poder absoluto, adorou o poder da força de seu braço capaz de destruir toda a beleza e complexidade de uma vida humana com um único golpe. Ele não era capaz de criar vida, nem gestá-la, mas era capaz de destruí-la. E pela morte poderia se assenhorar da vida.

Nossa economia, nossa política, nossas cultura é produto desse homem que nasceu em algum momento da história da humanidade. E cujas tribos se espalharam e proliferam dizimando outros homens e estuprando mulheres. Esse é o grande ancestral da humanidade, o nosso grande patriarca. E não há povo que não tenha em seu DNA em sua gene o sangue desse homem caçador e canibalizador de gentes ou das mulheres dos povos que foram genocidados ou etnocidados por esses conquistadores- O homem que se previu como rei-deus-patriarca , predestinado a disseminar e inseminar sua monocultura por todos os lugares da terra. O homem que se sustenta e expande sua tribo colonizando outros homens.

E não me surpreenderia se esse primeiro homem tivesse dizimado todas as outras espécies de homens primitivos, como o fez depois quando já se considerava civilizado com as outras raças que considera inferiores. E com as quais jamais partilharia a mesa não importa quão farta, porque o lugar dos cães é no quintal servindo o mestre, e comendo as sobras, não na sala de jantar. Como o fez?(…)

Seu pertencimento não existe sem exclusão. Seu prazer não existe sem o sofrimento. Sua riqueza não existe sem a pobreza. Seu poder não existe sem a privação da liberdade. Sua condição é como um clube restrito, não é especial se todos podem estar nele. Não é sagrado, não é divino, não é humano, não é civilizado, é só um animal, um bárbaro, um nativo como outro qualquer. Não está no topo, não está no centro. Logo não há sucesso. Porque não basta ser bem sucedido, a esse homem, é preciso vencer. É preciso prevalecer. Não existe win-win. Win-win é empate. E empate não é vitória. É preciso haver perdedores. E enquanto esse dinossauro caminhar sobre a terra, há de haver fracassados, submetidos, há de haver presas e predadores, nessa vida reduzida a uma enorme cadeia alimentar onde ele é o topo.

Se o advento da exploração e colonização permitiu a esse homem supremacista predador e monoculturador adorador da sua própria imagem e semelhança como divindade dominar e se espalhar sua gene e pisque por todo o mundo. Não será senão sem o advento de uma nova gênese para a humanidade, e uma nova psique que ela irá se libertar desse monstro que habita não o outro, mas a nós mesmos.

Se o advento do pensamento racional um dia humanizou um pouco mais a nossas condição animal e pretensões divinas teratológicas. Hoje ela é insuficiente para o levar adiante nossa evolução humana. É preciso mais do que a potencia da inteligência para dar os próximos passos, é preciso consciência. Uma capacidade hoje ainda tão abstrata e tão empiricamente pobre em ato e compreensão quanto deve ter sido o advento da razão em direção a ciência quando o homem governado ainda era completamente por seus instintos e credos e preconcepções mais primitivos. Um conceito tão vazio de sentido, e carente de método e práticas quanto a ciência no seu pré-advento como pensamento racional.(…) -Guerra e Paz: Das suas causas e razões

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X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.

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