Balões de Ensaio: Eleições de 2018? Que eleições? As com ou sem intervenção?

Novas…

Image for post
Image for post

Novas? Nem falsas nem verdadeiros. Nem sequer novas… Isso não é news nem fakenews, não é fofoca política palaciana, o nome disso é balão de ensaio…

Segue texto de um ano atrás…

NÃO VAI HAVER ELEIÇÃO NO BRASIL EM 2018

E se houver não será democrática. Se é que já houve alguma assim no Brasil.

A Solução Temer não está engrenando.

E nas cortes e supremas cortes da aristocracia brasileira já se desenha a solução. Eleições indiretas para dar mais 4 anos ao tirano que vai implantar a agenda. Pasmem, ele, o tirano, pode ser o próprio cassado: Temer.

Mas não se preocupem… eles vão devolver nossos direitos políticos depois que implantarem, desmontarem de vez o pais e garantirem que as futuras gerações de brasileiros não escapem da sina dos seus pais: trabalhar até ficar velho doente e amargurado e depois ser descartado como se fosse lixo humano.(…) Vão devolver a democracia quando ela voltar a ser o que ela se tornou depois de 20 anos de pau-de-arara, a democracia americana, a democracia fordista: onde todos somos livres para eleger quem quisermos, desde que sejam exatamente os mesmos que nossas cortes e aristocratas querem; senão, se não for, eles tiram a máscara e mostram para a plebe qual é o seu lugar nesse feudo.

Quando comecei a escrever sobre democracia direta em 2012, e sobre servidão política e escravidão assalariada, até antes, muita gente tomava tais expressões como um exagero de alguém que havia se radicalizado, ou apenas metáforas… figuras de linguagem para carregar nas cores o que escrevia. Duvido que hoje haja um brasileiro minimamente lúcido -que não pertence a classe política ou seja um compadre deles — que não se sinta ou não consiga se ver como tal: um mero servo e escravo.

Pessoas que não são libertárias, anarquistas ou livre pensadores tendem a pensar que são esses “libertinos” que difamam e fazem o pior juízo possível do Estado e dos seus agentes… até que uma crise se instaura, e o barco começa afundar. E então eles descobrem, da pior forma, que os primeiros a serem jogados aos tubarões são eles: os passageiros crentes de que não estão em um navio negreiro porque não estão mais presos em correntes.

Mas não os acuso, nem os culpo. Pela situação que todos os brasileiros passam hoje… já tive o desprazer de passar pessoalmente por ela, há quase 10 anos, quando tive que contrariar os interesses dessa aristocracia politica e econômica brasileira. E infelizmente sei -e não por ideologia, mas por experiência- e posso lhes contar: vocês ainda não sabem do que eles são capazes se a crise apertar, se o cerco fechar e sobretudo se eles continuarem a ser desafiados e contrariados.

Por isso quando tive os primeiros debates com o pessoal das redes e dos protestos disse que essas primaveras dos povos nunca deixaram de terminam no inverno dos soldados marchando. (…)

Não é preciso ser adivinho para saber que quando as engrenagens do sistema param de funcionar eles não trocam de sistema. Eles apenas o reformam. Trocam suas peças e engrenagens. Se livram daquelas que não funcionam como eles querem. O problema é que essa máquina é nada menos que o Estado e suas engrenagens são feitas de gente. Quando estamos falando em se livrar de quem não funciona, portanto, estamos falando em “se livrar” de gente. E não estamos falando de pouca gente. (…)

Pode fazer o contorcionismo verbal que quiser. Assistir o programa que Dilma caiu literalmente porque vacilou em implantar, e Temer está executando sem nenhum pudor, é praticamente uma aula anatomia do sistema, do que é essa farsa que chamamos de contrato social, justiça e estado de direito. Se há hoje alguém do povo e da plebe que se considere um cidadão com iguais direitos políticos ou econômicos sobre o pais e suas riquezas, ou até mesmo que acredite ser uma pessoa livre do crime e tirania cometida por esses landlords, ele é mais crente do Estado que os fieis das Igrejas aos seus pastores. (…)

O Brasil segue para se tornar uma grande Grécia. Ou melhor para voltar a ser o que sempre foi: uma colonia econômica, financeira e politica dos centros imperiais do mundo. E isso feito, como sempre, sem resistência alguma. Pelo contrário, feito pelas próprias mãos das nossas ditas “elites” e governantes que não passam de feitores e capatazes desses territórios “nacionais” que de fato não passam de campos de trabalhos forçados da extração e alienação das suas próprias riquezas. Assim como os mexicanos hão ainda de construir o muro… contra o próprio México, somos nós que predamos nossas próprias riquezas e destruímos nossos meio ambiente e recursos naturais para entregá-lo aqueles que nos escravizam em nossa própria terra.

Por isso não se engane. A democracia desses escravagistas é tão falsa quanto nossa liberdade. Eleições no Brasil de novo só quando as escolhas forem alternativas falsas e nós não nos revoltarmos mais com elas. Só quando voltarmos a ter um povo que quando eleger uma Dilma e ela aplicar o programa do Aécio não vá mais as ruas, mas se conforme e volte pra casinha como a propósito já está reaprendendo a fazer agora mesmo com a chantagem terrorista de Temer. Ou melhor de Temer não, porque Temer não é senão um representante dos interesses do Estado, desse Estado e interesses que como hoje bem sabemos não são o mesmo que os da sociedade. Nem por acaso poderiam ser.

Podemos até vir a esquecer esse momento, como fazemos com tudo em nossa história. Mas essa geração, nós que vivemos tudo isso, precisaremos mais do que tempo para apagar essas marcas, precisaremos nunca mais olhar num espelho. Porque a marca da servidão, a marca de que somos um povo gado, foi colocada a ferro bem no meio da nossa cara.

A proposito se tiver eleições não se esqueça ela não é um direito é uma obrigação. Ou mais precisamente um direito transformado em obrigação. (…)

E sinta-se agradecido por ser obrigado a exercer seus direitos de trabalhar e votar para “nosso bem”, porque senão se mostrarem submissos e obedientes então não terão nem a ilusão do direito para se enganar que vivem com dignidade, terão apenas as obrigações forçadas senão pelo medo então pela força de fato.

Isto é Brasil. Esta é a nossa independência, republica e democracia. O único Estado e destino que conhecemos. A sina de quem nasceu marcado com essa cidadania, a brasileira: Trabalhar e servir até a morte os donos da terra… (…) -Não vai haver eleição em 2018

E outro 2 “mais recentes” explicando as alternativas. Um de outubro do ano passado:

Há cenários políticos que os analistas e cientista políticos quase nunca consideram, seja porque não tem coragem de tornar público, seja porque ganham para sequer o aventá-lo, seja ainda porque não querer nem lidar com a mera possibilidade dele ocorrer. Um deles que não é nada improvável é o completo derretimento dessa farsa democracia; o outro é a permanência de gente que tem o poder de fato, mas não é aceita na presidência.

Ninguém chega a presidência (vide Lula e a sua famosa carta) e nem fica sentado nela (vide Dilma) sem beijar a mão, sem a anuência dos grileiros desse terra chamada Brasil. Não chega, não fica, nem se sequer concorre sem que eles tenham absoluta certeza que -independente dos discursos- na prática, eles estão subordinados e servem aos seus interesses. Nem Lula pós-Moro, nem Bolsonaro transmitem essa segurança ao “mercado”. Daí a busca desesperada por um engana-trouxa para colocar nas prateleiras o ano que vem, tipo um Huck ou qualquer sub-produto do gênero.

Só tem um problema, (para eles): A quantidade de pessoas que já sabem que esse mercado é Friboi é muito maior do que eles querem imaginar ou pesquisar. A quantidade de pessoas que sabe que é não vive uma democracia, que não é tem cidadania de verdade e que sua liberdade não passa de uma “propaganda de refrigerantes” é não em termos relativos, mas absolutos, infinitamente maior do que por exemplo 2012(…)

E não só isso. Não é só o número de pessoas cientes da farsa histórica da democracia e república brasileira. É o número de pessoas que tomaram coragem para apontar e dar nome aos bois. Em 2010, um ativista de periferia que ousasse enfrente de fato, os poderosos chefões da política, ou até mesmo os coronéis locais, ou fugia ou morria e todos tinham até medo pronunciar o nome dos mandantes. Hoje não mais, eles continuam ameaçando e matando, mas as pessoas não se calam mais. (…) — Idiocracia, Idiotas e Idiocratas… no Brasil

Outro dezembro…

O brasileiro é um coitado: tem gente ainda preocupado (de verdade) com as urnas eletrônicas…

Que porra importa se as urnas eletrônicas são ou não confiáveis, se elas já estão nas mãos dos políticos e seus juízes de estimação? Isso é como perguntar se um cofre é seguro ou não, quando o ladrão tem ele e as chaves. Eles tem medo de quem invadir nossas “urnas”? Os russos? Invadir para quê? Os “russos” dos brasileiros são seu próprio governo, e eles já não precisam invadir nada, porque já tem as chaves não só das urnas, mas de todos nossos cofres! Porque haveriam de arrombar o que já tomaram e pilharam?

Que importa as urnas ou os candidatos se os canalhas que estão no poder controlando as eleição são a mesma canalha impune até mesmo para circular decretos que alterar o próprio regime de governo a revelia da aprovação popular!!! É sério? Eles já entraram na fase de considerar livre e impunemente alterar o regime de governo, e estamos ainda preocupados com as urnas ou quem vai concorrer? Deixa eu repetir, eles estão descaradamente articulando para acabar com o presidencialismo, e se eternizar impunemente na impunidade dos palácios e estamos debatendo as urnas, os candidatos e eleições? Que urnas? Que eleições? Que candidatos? Ah, por favor.

Mané urnas… mané eleições… Mané congresso… mané supremo tribunal. O que mais eles precisam fazer para o brasileiro acordar? Gozar na sua cara dentro do ônibus? De boa, quem é que acredita nesse 171 que é o estado de direito brasileiro?

Debater as urnas é tão absurdo quanto debater se Lula vai ou não vai participar das eleições. Como se o problema fosse quem vai ser permitido ou impedido de participar das eleições, quando a organização não só das eleições mas de todas as instituições democráticas já está nas mãos do sindicado deles, o sindicado dos ladrões!!!

Fora fieis e pastores políticos será que tem gente mesmo que acredita que há perseguido político e não um bando criminosos estatais uns com foro outros sem?

Falar de urnas ou eleições em 2018, não é só dar testemunho de fé que vai aparecer salvadores políticos, é acreditar em ressurreição dos mortos. É acreditar que a república e democracia vão ressuscitar e pelas mãos de charlatães do tipo de um Lula, Bolsonaro ou qualquer outro dom sebastião convertido no Jesus da política. (…)

Ok, você quer discutir as eleições, a democracia, as urnas, quer comprar esse debate, é um direito seu, mas não me venha com esse papo-furado de otário, que somos nós que colocamos eles lá, quando Temer e Gilmar Mendes tocam a boca e do puteiro e eu tenho tanta liberdade para me livrar deles quanto um morador de favela para desobedecer aos traficantes do morro.

Será que eles não percebem que quanto mais eles vem com esse papo-furado mais vontade o povão tem vontade de Lula ou no Bolsonaro, no Tiririca ou num meteoro que exploda de vez com tudo, mesmo que com eles junto que diferença faz? A sensação de absoluta impotência leva a vontade de autodestruição. E a impotência consumada a sabotagem e autodestruição certa mesmo que seja com a absoluta inércia e conformismo.

É claro que eles percebem. Porque nisto consiste a primeira lei da domesticação governamental dos povos: manter as massas divididas ao ponto que jamais se unam de fato como um povo contra o poder que sempre está por definição não está no centro, define o centro, mas ao mesmo tempo sem permitir que a tensão social entre os polos extremos dos apartados desintegre seus domínios.

E quando digo eles não estou me referindo aos capangas e fantoches nos cargos mais altos 3 poderes. Pois, nisto se constitui a segunda lei desta domesticação: o poder ou autoridade mais exposta ao povo, independente do seu título ou diploma, é a que de fato a menos governa, e se um dia governou não mais. Quanto mais exposto a opinião pública mesmo o mais alto cargo e representação governamental menor é ou está seu poder de fato. O verdadeiro poder é sempre patrão, ele não faz, manda fazer. Ele nunca põe a mão na massa, ou a cara para bater, de fato quanto mais invisível é a mão e quanto menos se conhece quem de fato manda, menor é vulnerabilidade desse poder. É por isso que até aos bois se dá nome quando a coisa apeta, mas nunca aos verdadeiros donos da boiadas.

De modo Temer e Gilmar, estão aí para literalmente fazer o serviço sujo. São os braços das cabeças que sempre mandaram de fato no pais, mas que hoje depois da morte institucional da legitimidade dos 3 poderes de fachada, que nem mais para gringo ou otário nativo ver para crer servem, agora governam de forma absolutista. Ou quase.

Há uma classe que ainda não desistiu, e nem vai largar do seu osso tão fácil. A do generalato. por uma acaso quem é a ultima instância do poder, depois que a legalidade e legitimidade foram para o espaço, que pela auto-desintegração ou destruição mútua da sua credibilidade elevou os militares a condição que eles se pensam como tal desde a queda da monarquia e proclamação da república, a de poder moderador, responsável por restituir a ordem, mesmo que isso na verdade significa uma ditadura de 20 anos, e manter a estabilidade, mesmo que seja desse puteiro tocado pela corrupção da classe política atual em causa própria e em favor do mercado.

Patriotismo, legalidade, legitimidade, é conversa para boi dormir o que eles estão interessados é em manter a estabilidade, não do Brasil, mas a deles. E não faço essa afirmação baseado em preconceito ou demonização das forças armadas, mas pelo simples fato de que se qualquer um desses princípios fossem verdadeiros e não propagandas eles mesmo dariam voz de prisão a um comanda-em-chefe emitindo ordens inconstitucionais (para não dizer criminosas) ao invés de ter como uma espécie de eminencia parda das intrigas palacianas um general.

Porque a legalidade e legitimidade do governo já foram pro espaço faz tempo junto com a dignidade de quem o serve. E se os últimos decretos flagrantemente inconstitucionais do estado de exceção e ditadura mal dissimulado desse governo não são provas disso, nem se Temer tirar o pau pra fora e gozar na bandeira nacional ou no pescoço do general de pelo menos 3 estrelas, o patriota se enfurece.(…)

Para que perder tempo com tanto fingimento e hipocrisia? Eles fingem (e mal) que são honestos e nós fingindo (e mal) que somos de novo enganados. Nem nós nem eles acreditam em nada, mas na falta de algo melhor, como por exemplo, dignidade fingimos. Queremos ser enganados por bandidos e eles querem nos enganar como bandidos esse é o nosso verdadeiro contrato social. É assim que queremos ser e viver: com eles cagando e andando para o povo, e nós cagando e andando uns para os outros, todos abraçados rolando na bosta jurando para gringo ver que é chocolate. “Quem rouba mas faz”, nos representa, por isso “relaxa e goza”.

Vai, vamos ser mais sinceros ainda… Quem é que se importa? Quem é que acredita que alguém se importa? Quem é que acredita que alguém está disposto a fazer qualquer coisa? Qualquer coisa além de reclamar protestar? Tudo o que sabemos fazer como classe popular é ficar puto. E ficar ou não é indiferente, porque querendo ou não já somos putas deles. Se ofender em ser chamado é só uma questão de manter aparências. E num lugar onde estamos mais preocupados com os termos e dizeres do que com os atos e fatos. Com o nome da rosa e não com as rosas, é muito fácil governar apenas jogando tudo para debaixo dos tapete. Definitivamente o Brasil é o pais do me engana que eu gosto. O brasileiro não quer mudar de condição ele apenas quer ser tratado de forma diferente, ainda que vivendo na mesma merda. É um prisioneiro do mundo simbólico onde a sátira da sua condição miserável lhe ofende mais do que sua própria miséria e o bobos da corte que fazem graça da sua desgraça são mais odiados que os tiranos que os enganam e fodem com todo o devido respeito seriedade e autoridade.

Você não conhece o futuro de um país pelos discursos de seus supostos melhores elementos, porque discursos e virtudes e principalmente em virtudes em discursos são altamente simuláveis. Você conhece o futuro de um pais pelos atos mais monstruosos e insanos de seus elementos mais marginais e ideologicamente perturbados em momentos de crise. (…)

Pessoas que se dizem virtuosas podem disfarçar a sua covardia e omissão fingindo ser pacifistas e tolerantes. Pessoas que não tem nenhum pudor de usar da brutalidade e violência. O grau da sua covardia e servilidade está explicito e manifesto no seu ato. Não sei dizer quanto de nós que nos chamamos pessoas de paz somos só covardes e omissos, afinal não sei, nem sou juiz do que as outras pessoas estão fazendo. Mas sei o quanto o quanto somos covardes não só por aquilo que os mais belicosos e violentos fazem e contra quem, mas por aquilo que os que se dizem os mais solidários e virtuosos se contentam em falam para nunca fazer. No fundo o brasileiro é uma nação de torcedores. Torce para alguém explodir o congresso torce para alguém acabar com a pobreza e corrupção, torce pela violência. O brasileiro simplesmente torce. E se não encontra um time para torcer nem assistir consegue, que dirá participar. Tomar a frente e a iniciativa então é algo tão inimaginável a sua pisque quanto ter uma base na Lua. Uma nação de torcedores que lida com suas lideranças de modo infantil e carente, querendo amar e ser amado. Literalmente um coitado que busca a figura do pai na pessoa dos seus sequestradores e estupradores.

(…) Quem vive com medo na terra em que dorme não é dono do território é a presa das pragas e predadores que a tomaram e atormentam. E se nem mais isso sente, se medo mais tem, ao ponto de comer na mão dos seus algozes, então nem mais presa é, é animal o de abate deles, devidamente domesticado.Não ter solidariedade, não ter dignidade, degenera. Mas perder a noção do perigo, a noção do lugar em que vive e do tempos que estão por vir e já batem a nossa porta é fatal.

Há um tempo, para tudo. O de acordar e levantar passou faz tempo. — O brasileiro é um coitado: tem gente ainda preocupado (de verdade) com as urnas eletrônicas…

E a propósito dando certo ou não o balão de ensaio… a questão permanece:

Que importa quem será o presidente? Se não é você que o elege nem o despede? (Parte 1)

Porque os presidentes no Brasil tem força apenas para implementar reformas contra a população, nunca a favor dela?

1. Porque não é ele que vai governar de fato o Brasil;

2. Porque não é o povo que escolhe quem faz a lista de opções;

3. Porque não é o povo que decidir se ou quando ele deve sair;

4. Porque nossa constituição torna o executivo refém do legislativo, o que não seria um problema se o legislativo estivesse a serviço da nação e não de interesses outros.

5. Porque o executivo via de regra assim como o legislativo não é propriamente refém, mas capacho e capanga desses interesses que de fato governam o Brasil.

6. Se por um milagre fosse eleito um congresso e uma presidente cuja a maioria representasse os interesses da nação e iniciasse a implementação de reformas pró-população, ainda restaria literalmente a apelação: a última corte que tendo sido nomeada por antigos capachos e capangas, tem altíssimas probabilidades de decidir em acordo com a manutenção dos velhos privilégios e não com os interesses nacionais da população.

Em outras palavras é um sistema desenhado de forma que nenhuma reforma ocorra, exceto aquelas designadas pelos criadores e ainda proprietários dos códigos (jurídicos) que regem e constituem no sentido magno esse esquema criminoso que tomou a república de assalto e se promulgou como sistema legal contra a verdadeira soberania, democracia e cidadania — que nunca existiu no Brasil.

Logo, quem será o Presidente não faz a menor diferença, ele não governa nem sequer para ele, quanto mais para o povo. Se não fizer parte da gangue, será refém de um congresso que por sua vez é capacho de todos interesses menos os republicanos. Ou mudamos o reinventamos a democracia ou as formas mais primitivas e brutas de governo sem estado de direito vão retornar para manter a “lei e ordem” e os interesses daqueles que já não conseguem usar esse sistema pobre e essas marionetes para impor sua agenda e interesses.

O X da questão não é o presidente, mas o congresso. O cara que pegar esse cadeira pode ser um santo ou um demônio, não vai assinar um cheque, sem a autorização do congresso, que dada a dinâmica da nossas democracia e não estará representando interesses republicanos quanto mais populares. Se não for mais uma marionete, será mais um espantalho.

Pouco importa quem será o próximo presidente, se não mudarmos o sistema político a crise vai se intensificar. Não é um nome que vai salvar o Brasil, ou as novas gerações toma seu lugar e reinventam a democracia, ou a nova republica já morta, vai apodrecer até decair completamente num regime ditatorial com a decomposição do estado de direito já precário de papel, onde o termo “república democrática” será ainda mais somente uma fachada para literalmente outro “negócio.”(…)

O modelo implementado pela nova republica (e que nisso não é muito diferente das anteriores) foi desenhado não para o presidente governar, mas para ser governado por essa babel de interesses e agendas de representantes de interesses escusos- isto supondo ingenuamente que ele não faça parte desse conluio; que dirá então governar para os interesses da nação enquanto povo, e do povo enquanto sociedade e não massa de manobra de cultos a lideranças populistas de viés autoritário que dominam todo o espectro tradicional da politica brasileira da esquerda a direta, dos ditos progressistas aos conversadores passando até mesmo por aqueles que se dizem liberais. (…) — Que importa quem será o presidente? Se não é você que o elege nem o despede? (Parte 1)

Mais:

A absolvição criminosa de Temer por esse sindicato de ladrões chamado Congresso Nacional está para o Brasil o que foi a promulgação da Constituinte de Maduro para a Venezuela: Apenas a confirmação institucional daquilo que quem não é um imbecil ou cúmplice já sabe: lá uma ditadura bolivariana, aqui uma ditadura oligárquica. Bandeiras? Ideologias? Discursos? Não sejamos tolos. Jogo de aparência fora, são exatamente os mesmos criminosos e tiranos dispostos a qualquer coisa para se perpetuar no poder.

Diferenças entre o Brasil e a Venezuela há muitas. Mas não se engane. Se não estamos a beira de uma guerra civil, não é por causa do fim das políticas econômicas governamentais. É simplesmente por conta que as dimensões, riquezas e recursos naturais gigantescos que compõe a economia brasileira e conseguem aguentar um nível absurdo de pilhagem e destruição. Mas não será assim eternamente, porque por mais gigante que sejam os recursos e riquezas brasileiras, como qualquer outro eles também tem um limite. Assim como a própria capacidade de sacrifício involuntário do povo brasileiro especialmente para pagar por tamanha servidão e prejuízo.

Há quem leia essa votação criminosa como o retorno do Brasil a normalidade que tanto Gilmar Mendes reclama. Impossível. Não que eu queira ou espere, ou o Brasil precise de mudanças, mas por uma lei natural simples. Entropia. O leite derramado não volta para jarra. A classe política pegou a última bala que tinha, engatilhou e atirou contra a própria cabeça, se matou como democracia. Ou melhor deu o tiro de misericórdia em si mesma. O Brasil assina para o mundo, não é um país, é um campo de concentração de mão-de-obra servil da raça brasileira, administrado por gangster, financiado por banksters, onde o povo não passa de refém destes comparsas criminosos instalados não mais dissimuladamente, mas explicita e oficialmente nos poderes de que supostamente foi um dia uma república. Não foi. Sempre foi uma farsa. A farsa da representação democrática.

Não, eles não atiraram e mataram a democracia, eles mataram a sua impostora. Eles atiraram contra seus próprios interesses. O corpo morto não é a democracia que nunca existiu. O corpo morto é a da impostara. E nu, sem máscaras ou dissimulação está o regime, a classe política, as agendas e interesses que os controlam, autoritário, criminosos, oligárquicos, corruptos, vendidos. Não é mais apenas o rei que está nu, é todo sua reino. É o rei, sua corte e seus verdadeiros senhores.

Hoje. A velha nova república oligárquica cometeu seu erro derradeiro. Deixou a prova dentro dos próprios anais das suas instituições não só do seu crime, mas da verdadeira identidade. Não é mais necessário deduzir nada, está registrado para a história do Brasil o que gerações presentes e futuras não devem esquecer, nem deixar que se apague: o Brasil é oficialmente uma ditadura de criminosos políticos. O que o avó, e avó do seu avó já sabia, hoje está lá assinado: somos um povo submetido a uma ditadura de bandidos e ladrões. (…) -A Ditadura do Crime Organizado é “soberana”

“Quão oportuno…”

Written by

X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.

Get the Medium app

A button that says 'Download on the App Store', and if clicked it will lead you to the iOS App store
A button that says 'Get it on, Google Play', and if clicked it will lead you to the Google Play store