Ah essa Mania do pobre de lutar pela vida

“Olha aí, quanta indolência, quanta falta de noção dessa gente que só sabe fazer filho… será que eles não perceberam que onde eles vivem não tem condição para criar uma criança? Quanta irresponsabilidade, depois vive doente, não quer trabalhar, só reclamando de doença na fila do hospital publico e não sabe porquê. E o pior é isso, sou eu que vou ter que sustentar toda é gente com meu imposto suado… Eles poderiam ao menos fazer como eu, e ser e-co-lo-gi-ca-men-te responsável né? Eu agora só vou saio usando a nova ciclovia. Ah por favor, e não me diga que não dá para vir de Paralheiros para o Centro pedalando, quanta preguiça? Que gente ignorante, mal agradecida. Será que ninguém vai fazer nada para acabar com isso?” —

Legítimo burguês subdesenvolvido latino-americano, descente escravagistas e escravagista convicto ainda que seja ignorante demais para se reconhecer como tal, ou para perceber que não é pertence ao clube dos brancos mais brancos do mundo.

O eugenista-higenista neomalthusiano disfarçado de ecologista e cientista responde a ansiedade criada pela noticia via publicação da veja ou globo:

O grande problema é a pressão populacional sobre o meio ambiente que causa poluição, obviamente 2 bilhões de criança é muita criança poluindo o meio ambiente. Infelizmente como depois dos excessos dos nazistas, não podemos mais efetuar esterilização em massa ou o sacrifício dos mais debilitados, pelo não sem uma justifica bastante convincente. Por hora, abertamente só podemos aplicar um “planejamento familiar” para diminuir a taxa de natalidade nestes locais onde o meio ambiente está em risco. Contudo, nada impede que eliminemos essa população da forma mais tradicional, guerras.

Pois é, meus amigos, sabe o problema ambiental do mundo, não é a poluição é a população. Quer acabar com criança sofrente com poluição, mate 2 bilhões de crianças mas não ouse tocar no crescimento do meu Produto Interno Bruto. E quando elas estiverem mortas. Vai sempre ter um idiota ou vendido, um burguês universal ou cientista transnacional para dizer: veja a maravilha do processo civilizatório, o próprio desenvolvimento acabou com a escravidão, com a fome, com a superpopulação… O que não vai ter é seus filhos para ouvir esse monte de merda.

Nunca vi rastro de cobra nem couro de lobisomem…

E depois me chamam de teórico da conspiração sonhador de utopias malucas. E mas quando o Trump e os refugiados batem na porta se cagam todos.

Bem, meus inimigos, por definição uma característica fundamental de uma teoria é a capacidade de prever com razoabilidades os fenômenos e eventos. E “minhas” teorias ecolibertárias tem sido muito úteis não só para efetuar esses avisos, mas para antecipar o movimento do inimigo e correr sem sair do lugar antes que eles me peguem. Uma hora é claro, a teoria vai falhar e eu errar e rodar bonito, mas até lá é o melhor que eu tenho para me safar.

Quanto a sonhar com utopias malucas, bem isso eu descobri faz tempo com o meu ativismo, que são as “conspirações” do inimigo o objeto de previsão de futuro, utopias são de projeção. Um futuro que não é feito para ser previsto, mas para ser alterado e construído com suas próprias mãos e força de vontade. Mesmo nos lugares onde se viva condenado a não viver, e ver seus filhos crescer ou morrer doentes.

Você vai sai da sua terra, mas a sua terra nunca sai de você

E agora não estou falando agora da realidade que aprendi nos livros. Estou falando de uma realidade de quem viveu nos casebres insalubres de Paranapiacaba; mofados caindo aos pedaços, cheios de ratos, mas que você não podia pregar um pedaço de madeira sem correr o risco de ser multado pela dona do imóvel: a prefeitura na terrinha do falecido Celso Daniel.

Uma vila que é patrimônio histórico, ambiental e cultural e arquitetônico brasileiro e que deveria ser mundial; uma vila ferroviária de operários britânica da época da revolução industrial em pleno brasil escravagista e encravada no meio da mata atlântica na serra do mar paulista.

Apesar de tudo um paraíso natural com um microclima único, que o geografo Aziz Ab-Saber definiu como uma verdadeiro museu do clima paulista antes da sua destruição. Mas um lugar tão ermo e abandonado fora dos festivais de inverno que fins de semana só serviam para playboy rasgar de motocross a milhão, e burguês-proletário abandonar seu cachorro para quem mal tem o que comer cuidar.

Pois é, pobre não só faz um monte de filho, pobre ainda cuida dos coitados que os outros abandonam. Difícil ver uma casa com menos 2 ou três cachorros, eu mesmo adotei 4. Ou melhor quatro me adotaram.

Um lugar lindo, porém do lado do polo petroquímico de Cubatão, famosa nos anos 80 pelas crianças nascidas sem cérebro por causa da poluição. O lugar de onde nos fim de domingo subia aquela nuvem preta, sem cheiro nenhum. Bem menos ao menos que o de um caminhão. Mas que enchia o posto de saúde com as crianças.

Por isso, depois da pneumonia do meu segundo filho, eu e minha esposa decidimos abandonar a vila. Afinal podemos impingir a nos mesmos determinadas privações em nome de uma causa, mas não a eles que não fizeram essa escolha. Eramos privilégiados, moradores, mas também ativistas que estavam lá por conta do nosso trabalho social e podiam fugir da poluição e perseguição indo para outro lugar do Brasil, ou até mesmo para fora, mesmo que neste segundo caso fosse para passar fome. Mas e quem não tem o privilégio de fugir e ficou?

E quem não pode fugir do lugar em que vive? Quem tem que criar seus filhos onde as empresas do mundo cagam seus dejetos para que os consumidores e acionistas comam e vivam bem? Quem tem que comer e beber lixo e ainda agradecer por ter um emprego? Que fim tem essas pessoas? E os ativistas comunitários que não podem fugir e literalmente botar a boca no mundo quando se sentem ameaçados? Que fim levam eles? Ou melhor que fim se dá a eles?

Como eles ficam?

Meu amigo, a longo prazo de um jeito ou de outro, não ficam. Como diria o eco-fascista e escravagista eles viram adubo, e dele só resta a pegada de carbono…

“Um a menos para consumir seus recursos naturais. Adubo para seus plantações transgênicas ou orgânicas. E que pena que não dá para aproveitar o resto, é tanto desperdício, será que não daria para fazer uns bonitos abajures com a pele dessa gente.”

E o escravagista alienado-subdesenvolvido responde:

A não tem problema, meu benzinho, se você quiser mesmo depois a gente decora com algo parecido. Vi umas estampas lindas outro dia…”

Imagine, na Alemanha eles estampando camisetas com motivos de campo de concentração nazista ou nem precisa tanto, com o colonialismo alemão da Africa:

A ignorância é a benção dos dominadores ignorantes

Aqui não tem nazismo não porque falte racistas e totalitários, mas porque para o bem e para o mal, não é nosso povo, nossos governos e governantes que são ignorantes e vagabundos demais para construir qualquer coisa que exige o mínimo de sistematização, de foguetes, carros a sistemas sociais ou holocaustos. É por isso que se diz que o deus (dos oprimidos) é brasileiro. E quem consegue vai embora ou é expulso.

Nosso racismo não é velado, é imbecilizado mesmo, tirando os Civitas e Marinhos da vida o resto dos idiotas que se acha branco acredita mesmos que não é racista, tipo o casal Dória Junior…

A ignorância é benção das nossas classes dominantes. Imagine o dia em que que ela começar a genuínos liberais bem Clint-Eastwoodianos que resolvam mesmo dar um fim ao melhor estilo conservador, quem decora seu comércio com “seu amigo negro”- se você não sabe o estou falando veja o outro post aqui. Ou pior, resolver praticar “direito” o que genocídio que faz porcamente.

Mas não se preocupem no Brasil não precisamos ficar atentos para os nazi e fascistas disfarçados, por aqui, não é preciso de marcas nem capuzes da KKK para saber quem é quem, Eles não precisam se identificar com marcas, ou serem marcados, no Brasil o racista se marca sozinho, e ainda reclama, mas afinal de contas o que há de errado?

Enquanto isso alemães ainda procuram os nazistas “escondidos” por aqui…

Escondidos onde? Depende de qual tipo eles estão procurando.

Se não é o tipo primitivo e arcaico, da época dos Von Bismark… se estão procurando uma coisa, menos século XIX e mais século XX, então estão procurando no lugar errado. Melhor procurar mais ao Norte, bem mais ao Norte, e bem mais ao centro do Poder, e não precisa nem esperar o resultados das eleições não:

Se correr o bicho pega se ficar o bicho come

Na verdade essa é uma questão simples de economia. Vocês não produz toneladas de comida para jogar fora. Você precisa de mercado consumidor para suas laranjas, ou então sua industria vai falir. Seja comida, armas ou bombas. E a vantajem de produzir armas é que você ainda pode ameaçar seu mercado comprador com seu produto, algo que não dá para fazer com as laranjas. Ou melhor dá, mas você precisa monopolizar a produção e os ameaçar de matar de fome seus clientes e empregados em potencial.

Não, não foi Steve Jobs e Apple que inventou a estratégia de criar necessidade para coisas que você nem sabe que precisa, ou nunca precisaria se eles não criassem as necessidades e/ou sua privação . Essa estratégia vai muito além do marketing e é tão antiga quanto as próprias corporações e o totalitarismo.

Por aqui entre o populacho chamamos de colocar o bode na sala.

Pois bem com Hillary, Trump e Putin e a crise institucional nos EUA e geopolítica no oriente médio o bode bem cifrud, cramunhão mesmo, já está na sala. Agora eles vão se vender para o mundo como a salvação da Terra.Clássico.

Resta saber quem vai comprar esse remake ruim…

Mas não se engane, isto não é uma livre mercado. Quem vende está te fazendo “propostas irrecusáveis”, sempre com bases e armas a mão. se correr o bicho pega se ficar o bicho come. Eles não inventam apenas necessidades artificiais, mas consequências e custos maiores e mais destrutivos ainda, caso você recuse seu serviço de proteção. Ou seja, esse produto tem um preço que ninguém pode pagar, e um preço ainda maior se recusar a se endividar para comprá-lo. É um nó górdio. Não foi feito para ser desatado, mas para ser cortado.

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X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.

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