A verdadeira história do Brasil… a ignorada e esquecida

Nossos heróis desconhecidos da independência e república do Brasil…

Primeira Parte

Você já parou para pensar como um pais, constantemente roubado, sabotado vendido, traído e assassinado pelos seus próprios governantes consegue apesar de tudo. Se manter vivo e gigante e ainda mesmo depois de tudo como uma promessa?

Você já parou para pensar como é que patrimônio cultural arqueológicos étnicos ambientais sobrevivem frente ao descaso, e até mesmo a perseguição de um pais dominado por um coronelismo feudal e predatório e especulador que se diz autoridade politica e desenvolvimento econômico?

Pois bem, inconformado, por não conseguir encontrar nem a exceção que confirma a regra, nenhum maldita reportagem minimante honesta. Encontrei essas, é lógico que estou exagerando devem haver mais, mas é como procurar agulha em palheiro.

Nestas reportagens, tomamos conhecimento, de quem são os verdadeiros pioneiros praticamente anônimos e desconhecidos que constroem o Brasil, e preservam nosso patrimônio, conhecemos um pouco de como foi (e é) essa luta e contra o quê e quem ela é feita. Como e por causa de quem o Brasil é um pais gigante feito não só de latifundiários, coronéis e jagunços donos da política e da justiça, mas sim de gente que teve coragem de enfrentar os barões ladrões seus coronéis e capitães do mato por um pouco mais de liberdade em sua própria terra. Uma entre muitas histórias daqueles que são verdadeiros desbravadores e fundadores e preservadores de um pais. Um pequeno capítulo da verdadeira história do Brasil, construída e contada por pessoas comuns e não desconstruído e falsificada pelos senhores do Estados e seus escribas.

“Não tem outro com uma história dessas, não. Antônio Montalvão foi um pioneiro”

“(…) Se estabeleceu na vila de Piracueba, hoje São Sebastião dos Poções, distrito de Montalvânia. a das primeiras novidades providenciadas foi a energia elétrica. Com recursos próprios, instalou postes e fiação. “Colocou um motorzinho a óleo, aí mostrou energia pro povo”, afirma o lavrador Francisco Gonçalves da Silva, de 76, ao lado da loja de material de construção que abrigou a primeira casa comercial do fundador. Segundo dizem, não foram poucos os que correram assombrados quando acesas as primeiras lâmpadas, chamadas pelos moradores de “cabacinhas de fogo”. (…)

No sertão isolado do início dos anos 50, a campanha pelo progresso começava a contrariar o poder local. “(…) Chegou um oficial de Justiça com mandado do juiz barrando o serviço, pra nós não cortá nem uma árvore pra frente mais”, conta Joaquim. “Aí foi quando começou a rixa, foi dureza, moço. Teve tiroteio aqui, teve um bocado de coisa”, testemunha o pioneiro.

Tendo censuradas suas iniciativas, Montalvão viu como saída a criação da própria cidade, o que a seu ver traria independência do mando dos coronéis. Usando como pretexto a agricultura, tomou empréstimo no Banco do Brasil e comprou 724 hectares da Fazenda Inhaúmas, na confluência dos rios Cochá e Poções. “Quando barrou lá, ele veio e comprou aqui”, explica Joaquim. Segundo ele, havia uma parte menor de pasto e o restante era mata fechada, cuja primeira tarefa era derrubar. “Baseadamente uns 10 homens que nós viemo. Vinha todo domingo à tarde e voltava todo sábado, tudo a pé.” Aberta a primeira clareira no que hoje é a Praça Cristo Rei, a cidade foi fundada em 22 de abril de 1952, com uma faixa esticada entre duas árvores. Mas ninguém acreditava. “O pessoal chamava ele de louco”, conta Zelito Montalvão.

Leia mais dessa história nas matérias abaixo:

E porque não conhecemos estás histórias, porque as narrativas que ficam são outras. Não é apenas a terra e riqueza de um povo que é roubada, é a sua identidade, a sua memória. É a sua história vida que é roubada, e substituída por mitos de dominação por seus usurpadores.

Há duas lutas constantes para quem vem de baixo contra quem está por cima. A primeira para conseguir fazer tudo, contra todas as formas de perseguição ameaça e repressão e retaliação. A segunda depois de ter vencido e conseguido, não deixar que eles viram a mesa, alterem as regras e até mesmo apaguem a história, para escrever por cima o nome deles e suas famílias donos da nossa terra.

Está não é a sina só do progresso da sociedade civil e seus pioneiros, essa é a sina da ciência em suas bases populares. Todos eles precisam lutar sem nada para realizar, e depois para não deixar levar e apagar a memória do que é foi a luta da sua vida pela sua terra.

Iguais a eles tem muito pelo Brasil afora. Sina de índio e escravo. Lutar para sobreviver, lutar para não se esquecer da sua própria identidade e história, para nunca desistir do dia em que virá a liberdade.

Segunda Parte

Pensando bem, não. A sina dos não aculturados e desculturalizados, a cisa dos nativos sulamericanos e afro-sulamericanos, é ainda pior, até mesmo da sina dos que defendem sua terra, seu povo e nossa humanidade.

De qualquer forma nos tempos que vivemos, nunca é demais lembrar quem somos. Pelo quê e por quem lutamos, e se lutamos contra o quê, e sobretudo e contra quem.

As fotos tem muito mais em comum do que só pessoas foram “suicidadas”- ninguém se enforca a essa altura. Como toda a cena de um crime ela conta muito sobre quem são os criminosos. O modus operandi primitivo de como matam, apagam, e falsificam e depois anda por cima se reapropriam da história dos seus crimes. E assim esses assassinos seriais sempre retornam, ou pior, nunca são pegos. Primeiro a anistia, depois a negação até que enfim de novo a apologia dos assassinos e a marginalização das verdadeiras vítimas.

Herzog, a sua e a nossa história não foram ainda esquecidos, mas nada que o tempo e a alienação e desonestidade e toneladas de estupidez e paranoia humana de quem vive em bolhas não dê um jeito. Que o diga os Bolsonaros e e os bolsomitos e bolsonetes:

É impossível não rir, mas não se esqueça o que a história inclusive a recente, ensina: tudo (re)começa como uma grande piada…

Zoar é uma das formas mais inteligentes de se denunciar, mas eles não acham graça, nem costumam aceitar bem quem faz graça. Ridículos eles são, todo autoritário é, mas isso não os torna menos perigoso. Isso é risível, mas não é piada. Não é uma pegadinha, eles estão falando sério, e pior acreditam mesmo nos absurdos que falam… e não estão limitados aos poucos doídos que invadiram a cada da Noca.

Por isso quem zoa ou denuncia não pode cometer o erro de trocar o rótulo desse veneno pelo de xarope, até para não correr o risco de virar cúmplice ignorante dos criminoso que estão fabricam e vendendo essa droga como se fosse remédio.

Disso também depende a terceira parte dessa história, que nós estamos escrevendo… querendo ou não, ao custo impostos a nossa própria vida, ou mais precisamente ao custo da vida que deveria se chamar corretamente, o custo da nossa sub-existência.

X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.

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