A república já morreu. Mas o que vai nascer da sua morte ainda está sendo gestado: é democracia ou ditadura?

É bom correr. A nova república respira por aparelhos mas já faz quase um ano que a morte cerebral ocorreu.

A nova república morreu grávida e agonizando. Nasceu e cresceu em carcere privado sendo violentada por uma classe política que se dizia seus pais. O que eles estão esperando para enterrá-la é ver o que nasce deste parto post mortem: Se será uma democracia ou uma ditadura? Considerando que vai nascer como a outra morreu nas mãos desses sequestradores e violentadores da mãe de todos nossos bens comuns. Infelizmente para os filhos de nação, é mais provável é que se for democracia vai ser de fachada, se for ditadura vai ser enrustida. Nas aparências e formalidades coisas bem diferentes na essência que se revela as portas fechadas o mesma tirania de sempre.

O problema é que na era da informação não existem mais portas fechadas nem onde eles deveriam continuar preservadas que é a vida privada, que se dirá da vida pública que por definição e obrigação deveria não apenas ser transparente, mas pertencer de fato a sociedade. Corre-se portanto o risco que esse novo pacto social, essa mais nova república morra senão no parto, no berço.

Aliás, considerando o descaso com que exploraram e mataram a republica; e a forma corrupta e irresponsável que continuam a confabular novos pactos para sair impunes e se perpetuar como parasitas na próxima hospedeira; a forma criminosa, bandida que continuam a lidar com a coisa pública como se não houvesse amanhã ou um povo no Brasil, mas servos e escravos não me surpreenderia se a ditadura acabar sendo parida por outros pátrios-poderes mais marciais.

Talvez seja isso mesmo que eles estejam esperando. Que a coisa toda se arrebente para escaparem desse beco sem saída com a justiça sumindo literalmente com inimigos políticos e anistiando amigos e nem tão inimigos assim em nome da pax política e estabilidade econômica… deles é claro.

A república é a mãe da democracia. Mas o Estado é o pai das ditaduras. E o povo onde fica neste casamento. O filho bastardo, que ou se revolta ou está condenado a se prostituir. E tem gente que ainda se acha o esperto por que não é puta, mas o cafetão não só do seu próprio irmão mas da sua próprio e dignidade.

Esse comodismo do brasileiro que deixa e até gosta de ser enganado se acha que está levando vantagem. Essa malandragem de corno. Essa cafetinagem que é verdadeira fábrica dos que tem os rabos mais presos e donos do mundo é o mal social, o subproduto traumático dessa cultura política e econômica corrupta. Não temos uma cultura de dignidade e respeito a liberdade, temos uma cultura de servilidade e idolatria ao poder. Temos não estamos presos politica-econômica e juridicamente a uma cultura servil e iconoclasta que mata todo o desenvolvimento humano como emancipação e responsabilidade.

Uma sociedade que sobrevive de restos e espetáculo antropofágico da sua própria desgraça como se fosse alheia. O brasileiro médio é aquele cara que nem liga se está se fudendo, desde que outro esteja se fudendo mais, não é um socialista nem capitalizador de riquezas, é um comunista de pobrezas e capitalista de desgraças. Não é de surpreender que sai governo entre governo, a aristocracia continua fazendo e vivendo como reis e senhores feudais, socializando os custos prejuízos e penas dos seus crimes e lucrando com o monopólio da desgraça e pobreza que fabricam.

Aristocracia não? Fidalguia! O português é uma linguá muito rica, e não por acaso talvez a unica no mundo capaz de dar conta de toda a arquitetura e burocracia da pobreza brasileira. No Brasil não temos aristocratas temos fidalgos. Porque na província deste dos tempos desmemoriais da colonização ou se é filho ou afilhado d´alguém ou se é ninguém, ou se tem berço ou padrinho ou se é bastardo filho duma puta. Pois como bem disse Machado de Assis. se não é bem nascido ou não é bem casado, é um coitado, o currado e fudido do século XIX, em termos e práticas.

Em suma ou se é filhinho de papai ou é um filho da puta. O primeiro mandamento da bíblia do brasileiro servil. Verdadeira vulgata da suma teológica brasileira que traduz para quem realmente sente essa realidade o que a terminologia técnica dos sacerdotes da economia esconde. Explica o que aqueles numerosinhos do índice de Gini quer dizer, explica o que de fato quer dizer (entre muitas outras coisa bem piores) viver no pais com maior desigualdade social do mundo ocidental. A terceira maior do Planeta, atrás de cus do mundos que o culto bem nascido e criado homem branco tropical devidamente escolarizado e civilizado não tem a menor ideia onde fica, mas que são com certeza pela cutis mais bárbaros, selvagens e subdesenvolvidos do que ele. É a piramide dos preconceitos e discriminações. A grande Zeneth burguesa do mundo.

O Brasil de hoje é o próprio documento histórico feito de carne e osso da nossa história colonial escravagista. O retrato do grande apartheid jamais assumido e declarado, o testamento da sua escravidão e racismo e o recebi do complexo de gringo mal enrustido. O Brasil de hoje é para quem quiser ver a prova documental de que nosso estado de direito democrático é tão de direito e democrático quanta a Venezuela é uma não é uma ditadura e a os EUA não são um império.

E não adianta fingir espanto. Esse colonizadores não chegaram de caravelas ontem. Eles estão aí há década a séculos nos cargos e castas politicas e econômicas que governam esse terra de ninguéns. Eles não são filhos de ninguém, eles são os filhos únicos de deus. Eles são os fidalgos. Os donos e eleitos por direito divino sagrado e sacramentado deles para eles mesmo contra todo direito popular e natural de tudo que é bem não é comum. Mas de ninguém. Sempre pronto a ser ocupado, grilado, queimado e tomado como se a gente que vive nesse território não fosse gente mas bicho, ou coisa que deve ser usada tomada e conduzida como servo escravo ou carne do agronegócio, como capital agregado da apropriação primitiva do território.

O povo se ofende em ser chamado de gado ou em ter uma fidelidade canina. Mas se ele é a carne que é devorada aquele que a devora é que deveria se envergonhar de seus crimes, se tivesse ethos. Pois se o povo é gado ele é seu pastor-predador, o predador da sua própria dessa carne terna e infantil. O devorador e traficante viciado no trato e consumo da carne humana. Um casta politica-econômica de canibais porém civilizada com classe o rito e etiqueta e a linguagem macaqueada da burguesia francesa e o pragmatismo do negociante anglo-saxão.

Dizem que não são racistas. Dizem que não são escravagistas. Dizem até que não são corruptos e criminosos!!! Continuam apontar todos cagados e sujos de sangue uns para os outros e dizer: “vejam como sou mais limpo que ele!!!” E sempre há macacos de auditório na sociedade do espetáculo para lhe baterem palmas, macacos comprados ou não.

Mas e quem não é audiência cativa desse criminoso show de absurdos? Pode não ser audiência mas é cativo. Cativo político e econômico desse arcabouço jurídico governamental.

Por definição a escravidão se diferencia do “mero” trabalhos forçados pela transferência de geração para geração dessa condição maldita dessa falta de direitos de propriedades que vão deste da sua terra até o seu corpo. É como a herança só que ao invés de direitos de propriedade e sobre si e usufruto dos seus bens particulares ou comuns, é herança maldita, maldição pervertida institucionalizada como obrigação não só de servir e sustentar, mas obedecer e reverenciar os ladrões do seus bens convertidos em autoridades. Autoridades? Autoridades sobre o quê? Sobre seus bens e liberdades perdidas. Porque autoridade de cada pessoa sobre o que é seu por direito absoluto ou de participação e nada além tem disso tem nome e não é poder, se chama liberdade.

A escravidão é portanto não apenas a condição de privação de liberdades não como poderes mas como direitos inalienáveis de propriedade material e imaterial sobre sua vida, suas coisas seu destino. É essa condição de privação de direitos fundamentais desde o nascimento usada por seus expropriadores e claro seus herdeiros como sistema de extração trabalho forçado seja por dividas, seja por necessidades, seja por ameça de repressão, ou como se dá na modernidade como combinação de todos esses procedimentos integrados.

A liberdade pura é o direito natural, igual e universal de todo ser humano de nascer e permanecer livre de não ser usado por outra pessoa física ou jurídica como coisa. A liberdade corrompida e pervertida é o privilégio hereditário dos herdeiros do roubo e violência sobre os expropriados. O “homem livre” enquanto aristocrata criminoso, barão, lega a seus filhos todo a liberdade que a propriedade roubada prove. O homem comum e honesto lega somente as propriedades que adquiriu trabalhando, negociando ou até mesmo se apropriando sem violência ou violação das propriedades de absolutamente ninguém, que dirá então das comuns. Mas o escravo, o “o robô” de carne-e-osso esse lega apenas os direitos de ser coisa, de ser empregado, e as dívidas e obrigações que tem para com os ladrões das suas propriedades e liberdades. Esse é a sua herança e esse o único vinculo que resta com seu patrimônio e liberdade natural, a obrigação de trabalhar para mantê-la, mesmo que seja para sustenta e enriquecer o outro.

E vejam pois que a cada refundação da república a história se repete e não é como farsa. Mas como ciclo sistema de renovação e restauração da dominação histórica das velhas e, nem tão velhas e conservadoras assim, aristocracias brasileiras. Eis que os reis e senhores da atualidade como os criminosos do passado, legalizam seus crimes, como o grande padrinho distribuindo a pilhagem entre seus comparsas e compadres como títulos de propriedade e diplomas políticos a governantes e empresários.

Não há criminoso que o tempo e a história não seja capaz de beatificar como as almas mais puras do mundo especialmente quando se “assina” um novo contrato social.

Entre os fidalgos bem nascidos estão portanto os criminosos protegidos pelo Estado. Entre os filhos das putas mal nascidos estão os expropriados da coisa pública, do bem comum e o que mais precisar de direitos para que se mantenha intactos os privilégios reais dessa monarquia hereditária disfarçada de eleita. Está a plebe que herda a sina e as dividas de seus pais com em forma de pilhagem parcela sobre tributos sobre suas posses. Considerando que a unica posse de mais valia que muita gente possua ainda para roubar é seu trabalho e consumo é sobre eles que os privilégios e exploração se mantém.

Não é de se espantar que o Brasil mantendo um sistema tão pobre e primitivo de exploração do homem pelo homem ainda tenha por locomotiva os velhos latifúndios e matadouros de gado, agora reinventados pelo marketing como agronegócio. Lembre-se que bancos não produzem nada ganham assim como políticos como o que intermedeiam. O valor agregado que vendem é a conveniência, se honestos para os donos verdadeiros do capital, o cidadão, se ladrões para si mesmos e os reis.

Supõe-se portanto que pela longevidade esse processe colonial de quase meio milênio vá durar para sempre. Mas processos históricos, até mesmo milenares, como tudo sempre encontram um fim. Talvez aquilo que estejamos a julgar como uma sucessão impossível de erros seja esse fim, ou pelo menos o começo do prelúdio.

Fato é que a tecnologia da informação e telecomunicação está revolucionando o sistema produtivo e nenhuma corporação, nem mesmo a corporação mor o Estado conseguirá se manter sem reduzir os custos e desperdícios para empregar está em revolução os custos todo burocracia gerencial esse bando de fidalgos e compadres antigos ou novos para produzir divisão de trabalho e classes monopólios de posse e poder. O mundo globalizado é altamente competitivo inclusive entre os Estados Nações. Aqueles que tentarem manter suas castas de privilégiados e subsidiados e transferindo as perdas e os custos insustentáveis para a população sacrificando-a ainda mais não corre o risco só de falir e quebrar corre o risco de implodir sem conseguir fazer qualquer transição para um novo sistema de governo.

Esta aposta e instância da aristocracia em alienar uma população que reclama por seus direitos. Essa soberba e tirania de impor ainda mais sacrifícios para pagar por pelos prejuízos da sua ineficiência, incompetência e administração criminosa da coisa pública. Essa teimosia em vender uma farsa democrática como se fosse legitima pode até dar certo. Igual deu o governo Dilma. Igual deu o governo Temer. Por algum tempo bem curto e atribulado. E com seria chances de revoltas popular e intervenção militar. Por mais que não se acredite ou se diga que não.

A retórica do não podemos deixar a pinguela para futuro cair caiu. Manter a pinguela é suicídio. É enterrar o pais com uma republica tão morta e já putrefata quanto a classe política e seu representante maior o presidente, atualmente Temer, que por sinal já nasceu-morto para o cargo e esqueceram de enterrar. Aliás nasceu não, foi parido.

Tentar vir com mais falácias do tipo não podemos vir com eleições diretas porque senão o Lula bandido entra. Foda-se o Lula. Ele não é a democracia. Se ele é bandido prende, mas a democracia não propriedade dele nem de vocês para tomar ou parar. Ela é atributo essencial da republica é a única forma de governo que a preserva. E nenhuma é de vocês nem de ninguém em particular como posse nem muito menos poder.

Aliás um recado a esquerda:mesmo que não fosse preso, se a esquerda tivesse qualquer compromisso com o povo e não com a adoração de mitos bandidos, estaria mais preocupada em livrar esse povo da miséria e não seus lideres criminosos da cadeia, ainda por cima com mais projetos de poder que se são o que a esquerda tem como emancipação. Então eu renuncio a essa merda. Isso não é definição é ofensa. Não sou de esquerda nem de direita, prefiro ser um E.T. aliás já sou.

E outro agora a direita: se a bandidagem de esquerda cresce novamente em força como malufismo é porque a direita que se instaurou como poder estatal consegue a proeza de ser ainda mais bandida impopular e antissocial. E repito: vão continuar eternamente se alternando como crime legalizado enquanto houver esse vácuo de poder e responsabilidade social. Enquanto ficarmos pasmando e assistindo a miséria e submissão ser cultivada como se fosse uma fazenda de pobreza apenas porque também comemos desta carne.

E um para todos: enquanto não arrebentarmos os currais e devolvermos ao povo o direitos natural a subsistir e trabalhar para produzir riquezas e não poder em troca de sustento. Pode até colocar a mais direta de todas as democracias que ainda sim não haverá cidadania plena. Mas uma população vulnerável a ser cooptada por populistas, ditadores e criminosos comuns ou estatais como soldados e empregados em troca de pão, quero dizer, das migalhas do seu pão que tiram da sua boca a não, para lhe dar pela manhã em troca não de trabalho livre, mas submissão.

Dane-se Temer, dane-se Lula, dane-se Aécio, dane-se Dilma. E que se danem rápido, ou ninguém vai ter nem sequer como se danar. Por que desta vez o custo da impunidade seletiva não desta falsa luta de classes entre burguesia de esquerda e direita. Mas entre a classe dos privilégiados políticos e o resto… o povo pode explodir de vez.

Democracia ou ditadura? Se continuar assim, nenhuma das duas. Revoltas populares. E depois delas instauradas quem disser que sabe o que virá está ou está mentindo ou está confiando demais nas suas forças. E pode ser traído por sua própria prepotência.

Não Diretas Já não são solução. São dever e obrigação! Dever de quem não tem o poder legitimo por direito sobre a nação, obrigação de quem já não tem o poder legitimo de fato sobre o pais e razão de quem não quer correr o perigo de perder o controle de vez sobre o Estado de paz.

Quanta a polemica do áudio tudo o que eu tinha a dizer sobre suspeitas razoáveis e dever de presunção de inocência ou suspeição. Já disse na questão sobre a morte do Ministro Teori . Mas posso resumir em poucas palavras:

“Não é o áudio, idiota, é o Temer”

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Isso aí Fora todos, inclusive o PSTU, que honesto ou não, pode ir junto. Não quero representantes quero servidores públicos eleitos. Mas não é a mesma coisa? Tão a mesma coisa quanto a mais direta das Democracias e mais indireta ou liberal das forma de ditaduras. Mas aí já outro regime, cada coisa a seu tempo, agora urgente é Fora Temer e sua corja e eleições gerais.

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X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.

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