A renda básica e o “roubar para comer”

Aos olhos de um ecolibertárismo de esquerda

Roubar para comer não é crime. Mas não garantir a obrigação do minimo vital para todos é. E um crime do Estado contra todos os cidadãos. Contra o que rouba e o que é roubado. Um crime estatal de extermínio lento contra os marginalizados forçados a rouba ou se vender para comer, e um crime de roubo contra aquele que é roubado na verdade 4 vezes:

⦁ A primeira, é junto com o coitado que não tem o que comer quando ambos são expropriados de seus bens comuns e herança natural estatizadas.

⦁ A segunda, quando ele forçado a pagar um imposto que não foi transferido diretamente para a mão do outro que precisava

⦁ A terceira quando depois de roubado sequer é ressarcido pelo que foi tomado.

⦁ E o quarta, é quando é feito de idiota e obrigado a paga ainda mais para sustentar a prisão e punição do coitado, ou mais precisamente seus punitores e vigias quando desde o principio sempre foi mais pagar o que ele precisava para viver:

a. antes de mais nada devolvendo o usufruto da parte roubada de cada um na herança natural de todos.

b. depois no que fosse ainda necessário e estivesse faltando com contribuições conforme a capacidade de cada um para que ninguém em nenhuma circunstancia precisasse se vender, esmolar ou roubar.

Claro que aqui supondo que o outro cidadão roubado é inocente e não cumplice privado das expropriações estatais, o receptador dos produtos dos roubos e subsídios do Estado. Se fosse teria ele ainda sim direito a tudo que é sua parte na propriedade natural, mas aquilo que não é seu e lhe foi dado como privilégio contra a carestia dos demais e subsidiado pela violência isto teria que ser restituído ou ressarcido.

Porém a notícia é em si um indicador excelente de que o sistema começa a se render ao novo espirito do mundo que se manifesta tanto na descriminalização dos direito a vida quando não-violenta, quanto na constituição do direito a vida como garantia de fato como estado de paz. Ou em outras palavras aos princípios constitucionais que embasam o direito a uma renda básica garantida.

É por isso que acredito prego, trabalho e invisto na mudança do paradigma do Direito e Justiça mundial caminham da lei arbitraria dos todos poderosos para a jusnaturalismo do direito universal a vida, expresso tanto na percepção de que a ação ou melhor a omissão criminosa está na fome e na carestia e não na reação dos carentes. Lógico, que como defensor da livre vontade não acredito que todos saem roubando porque tem fome, ou não roubariam se não tivesse mais. Mas é evidente a correlação entre vontade e oportunidades ou faltas delas.

O mérito de quem não rouba quando passa fome não é jamais sistema mas do individuo. E o sistema precisa deste mérito para que pessoas famintas não roubem mas que precisa da pregação disto para funcionar não é apenas um sistema falho é uma fraude. E que se deve responder pela morte de cada pessoa que morre estupida e desnecessariamente seja de fome, seja morta por alguém como fome defendendo um patrimônio que estaria muito melhor defendido se todos tivessem o necessário para subsistir que baboseiras moralistas fora que custam vidas é matematicamente igual ao necessário para viverem em paz.

Sistema primitivos de proteção social não protegem sustentam poderes, preconceitos morais e culturas de vigilancia, punição e assistencialismo. Vivem de buscar vítimas culpados e arrecadar impostos para coagir o que as vezes não se para intimidação e lidar com danos. Não duvido que a coerção seja necessária contra gente predisposta a violência. Duvido que a violência funcione contra gente faminta. E se funcionar pior ainda porque não é detenção de violentos mas extermínio de desesperados.

Sistemas humanos ou inteligentes de proteção social não julgam previnem e eliminando os danos extinguindo sem discriminação ou preconceitos as causas dos problemas. Não são veículos de ideologias, mas de garantia de direitos naturais. Não interessa o que as pessoas acham ou acreditam, mas o que os seres precisam, se os peixes precisam para viver água e comida, luz, outros peixes, vida fora do cativeiro? Então eles tem água e comida, o resto que se impõe a qualquer forma de vida inclusive a humana é domesticação ou extinção. Pessoas não são bichos mas se qualquer ser vivo humano tem o direito de viver naturalmente livre em paz, sem passar necessidades e até os bichos que tem necessidades naturais não podem ser criminalizados por que atacam uma cidade quando é seu habitat natural que foi destruído e ele está faminto. Se não podemos fazer isso com animais, como podemos fazer isso com nossos semelhantes? Não somos animais. E por isso mesmos não podemos nos portar como gafanhotos.

Temos de respeitar o instintos e direitos naturais de todos os seres vivos e não roubar o que eles precisam para viver livres a começar pelos outros homens e povos. Só há uma coisa mais criminosa do que exigir que um ser vivo renuncie ao seu direito de lutar com toda força e meios pela vida e liberdade é usar do monopólio da violência para fazê-lo.

Quem quer a paz,tanto por uma questão de justiça quanto de inteligência não deveria portanto obrigar nem deixar que se obrigasse que ninguém tirasse o que quer dos outros em troca daquilo do direito a subsistência, porque se explorado decidisse simplesmente lutar para ter de volta o que é seu sem comer da mão de ninguém quem poderia sem hipocrisia recriminá-lo?

Não estou dizendo que devemos nos entregar a violência dos privados. Se alguém tentar corrigir com violência a violência sofrida defenda-se. Estou dizendo para quebrarmos na raiz esse ciclo infindável de violência e vulnerabilidade e insegurança com a renda básica.

Quanta vida no Brasil já não se perdeu por tão pouco… Feliz, em comentar que o terreno já não é tão árido e pedregoso a semente do futuro, ainda que seja do outro lado do Atlântico.

Written by

Get the Medium app

A button that says 'Download on the App Store', and if clicked it will lead you to the iOS App store
A button that says 'Get it on, Google Play', and if clicked it will lead you to the Google Play store