A receita para um país condenado a prisão perpétua da pobreza: um povo sem renda e informação submetido a governos ladrões e ignorantes

Da diferença entre pobreza e ignorância

Uma palavras é, o que elas muitas vezes explicam sozinhas, o que querem dizer. E muitas vezes sem sequer precisarmos vasculhar suas origens. Ignorante por exemplo é obviamente aquele que ignora. Porém, usamos muitas vezes essa palavra indevidamente como sinônimo para aquele que não sabe. Mas nem toda pessoa que não sabe é um ignorante. Por exemplo, uma criança não é ignorante, porque ela não nasce sabendo. Você não é um ignorante se desconhece a capital do Nepal. Nossos pais não eram ignorantes por desconhecer o gigantesco grau de corrupção que envolvem os governos. Nem os investidores da bolsa são ignorantes por não saberem com certeza absoluta qual empresa devem comprar ações. Pelo contrário este dois últimos exemplos são reveladores do que é a ignorância. Pois dependendo de como a pessoa obtém a informação onde investir, tal “saber” se constitui crime de informação privilegiada; da mesma forma que esconder ou negar acesso a informação ao povo também é um crime que enseja e acoberta muitos mais.

O ignorante portanto não é aquele que não sabe quando poderia saber, mas aquele que tendo acesso e informação a ignora de boa-fé. Pois se ignora propositalmente informações que poderiam evitar desastres ou prejuízos aos outros mesmo que não tenha o intuito de levar vantagens ou manter privilégios indevidos, novamente ele não é um pobre coitado que não sabe de nada, ou ignorante estupido, ele é um criminoso bancando o esperto. Alguém que não só finge não saber para mantém na sua condição omissa e fugir das responsabilidades inerentes ao saber e poder que o acesso a informação proporciona. Como de quebra continuar vendendo impunemente sua propaganda mentirosa sem ser acusado de má-fé.

Há portanto dois tipos de ignorantes:

o idiota ideológico que não sabe, não quer saber e tem raiva de quem sabe para continuar só sabendo o que sabe. Ou seja um ignorante preconceituoso que por vezes nem tem noção de que seu preconceito pode ser um crime.

o idiota pragmático que não sabe, não quer saber e tem raiva de quem sabe para continuar fingindo que não sabe o que está acontecendo e que ele está fazendo. E o ignorante que se faz acha esperto e se faz idiota quando convém para enganar. O que faz deste pragmatismo ignorante nada mais do que um crime deliberado de falsidade ideológica.

O pobre por sua vez não é aquele que ignora. Mas essencialmente aquele que não dispõe dos meios mais básicos sequer para saber quanto mais para ignorar com boa ou má fé. Não é o coitado que ignora, mas o coitado as vezes nem sabe e nem tem como saber que é mantido pelo esperto e o ignorante em sua condição de pobreza. O pobre portanto não é um ignorante é um alienado. O sujeito que não pertence a si mesmo. Um prisioneiro das sua condição de vida ou mais precisamente um escravo do meio ambiente ou daqueles que por ventura controlam seus meios vitais. Viciados também o são. Mas o pobre não é um escravo dos seus vícios taras e manias. Ele é o escravo por privação das necessidades mais básicas a todos. O que o impelem a agir contra aquilo que não gostaria de fazer não são compulsões ou desejos que não controla e que não morreria nem perderia a sua liberdade se não os atendesse, mas a falta dos meios e condições absolutamente necessários para sua liberdade. Para que ele possa exercer seu poder de decisão sobre sua vida de acordo com as possibilidades e oportunidades e não pela falta ou cerceamento delas.

A pobreza seja ela econômica, politica e cultural, não produz ignorantes, produz alienados. Pessoas vulneráveis servidão política e escravidão econômica. Pessoas prontas para serem empregadas e usadas não naquilo que seria sua vocação, mas naquilo que se dispõe ou impõe a elas para elas fazerem em troca da sua subsistência. A ignorância se define pelo mal uso (ou uso nenhum) do saber disponível. A pobreza, como cultura, pela falta de acesso a esses saberes. A falta de cultura seria algo fácil de solucionar se a pobreza fosse um fenômeno unidimensional, se a pobreza cultural fosse só uma questão de falta de educação, formação e informação. Mas se fosse, se a pobreza tivesse só um pilar e não três quem se assenta sobre ela já teria caído faz tempo. Pois bastaria ao carente de cultura usar de seu tempo livre e renda e vontade e capacidade inata para aprender para se ilustrar como autodidata.

Mas bem sabemos que a pobreza é tridimensional. É politica. É econômica. É cultural. É falta de informação. É Falta de renda. É falta de tempo ocioso para parlamentar sobre a bem público nos espaços públicos. É todas essas (faltas de) condições juntas e somadas para constituir um esse estado de alienação a qual chamamos jocosamente de cidadania. Uma pessoa empobrecida, destituída de liberdades tão fundamentais ao ponto de que não estar ocupado ou preocupado com outra coisa além de se sustentar pode não estar submetida a servidão ou escravidão, mas sempre completamente vulnerável a ela. Ou mais precisamente, quanto maior for o grau de empobrecimento menor será a sua liberdade de escolha do que quer ou não fazer da vida. E se a pobreza for absoluta não terá liberdade nenhuma, será obrigado por necessidade a fazer o que há a sua disposição para viver ou se impõe como condição para seu sustento.

A pobreza é portanto um poderoso instrumento de domínio e controle social, econômico e político de quem evidentemente controla os meios necessários a subsistência dos outros. Quem detém o poder sobre o meio ambiente e os recursos vitais pode com a sua regulação promover a escravidão por pobreza ou privação dos meios vitais. Pode promover o extermínio da população considerada por ele nociva ou simplesmente excedente. E pode ainda promover estupida ou propositadamente promover a guerra e o caos e criminalidade removendo a oferta até mesmo dos empregos sem é claro remover a proibição daqueles que serem que não fazem fotossíntese de voltar a ocupar e colher o fruto que nasce da terra.

O pobre é portanto é um alienado. Ora voluntário porque mesmo conhecendo sua sina perdeu a vontade de se emancipar. Ora involuntário seja porque nem mais a reconhece ou pior mesmo a reconhecendo e tendo toda a vontade do mundo de sair dela não tem as condições políticas econômicas e culturais mais básicas para fazê-lo.

Felizmente não há a pobreza tão extrema que seja capaz de tornar ninguém um alienado perfeito.

Na verdade não existe condição no mundo capaz de alienar completamente um ser dotado de livre vontade, porque a livre vontade do outro é uma propriedade que se pode manipular mas não roubar. De fato não é possível nem sequer detê-la sem matar o outra pessoa, isto é claro, supondo que essas animas sejam detidas com a morte.

Não existe um sujeito no mundo que seja um idiota perfeito porque o sujeito completamente alienado não seria mais um sujeito, mas um não-sujeito, definitivamente um morto vivo. As pessoas podem até se comportar como zumbis, mas o que as move como autômatos completamente escravizados, é a mesma força elementar latente que permite a qualquer instante que se enquanto estiverem vivas contra a sua morte em vida.

E não existem pobreza tão absoluta ,carestia ou privação de liberdades fundamentais capaz de negar completamente a condição humana, de alienar completamente uma pessoa humana de todas as propriedades que a definem com tal. Porque há propriedades intrínsecas ao ser que mesmo estando dentro da visão e vontade de posse e poder, ainda sim estão fora do alcance de expropriação e apropriação alheias.

Há propriedades particulares e comum que nos definem o que somos como individuo e comunidade que podem até ser manipuladas mas não expropriadas. Há propriedades que compõe nossa liberdade fundamental que não podem ser roubadas de nós e que constituem o ponto de apoio com o qual mudamos o mundo mesmo no carceres da privação e repressão politica econômica e cultural.

Você pode tirar do sujeito sua terra, suas posses, sua identidade, sua memória, seu trabalho, pode destruir tudo isso, ou tomá-las para si, mas sua vontade. Sua anima isso é algo que uma vez separada do corpo tem nome: chama-se morte. E quem mata nem com pacto com o capeta consegue incorporar essa anima entre suas propriedades.

Costuma-se dizer que a pobreza reduz as pessoas a condição animal. Que o pobre é um sujeito bestializado, reduzido a condição de bicho, condenado a lutar pela sua sobrevivência como pode e não pode. Um sujeito constantemente preocupado e ocupado basicamente em como sustentar a ele e aos seus. As vezes tão marginalizado que ao ponto de estar pronto para matar e morrer. Mas isso não é um bicho um escravo do meio ou daqueles que por ventura dos ignorantes (ou espertos que se fingem de) que controlam seus meios vitais. Um ser condenado sim a condição de animal de carga, marcado e domesticado, pronto para emprego ou abate, e as vezes até marginalizado ao ponto de matar e morrer. Animais em estado natural vivem em constante perigo de morte, tem que lutar por sua vida, mas se não destruídos pelo homem dispõe dos meios naturais e até do direito a violência para valer da vida. O ser humano que vive em sociedade, mas não dispõe de nada disso e nem dos recursos mais básicos para subsistir não. E mesmo privado de tudo isso ele ainda é um homem, dotado naturalmente de inteligencia, consciência e sensibilidade para conhecer o que lhe falta. O pobre não ignora. Ele sabe mais do que qualquer outra pessoa do que falta a humanidade. Esteja ele num campo de concentração de trabalhos forçados, esteja ela condenado a morte, ou a morte em vida. Tratem o homem como animal, tratem-no como maquina, tratemo como escravo para servir a outros homens ou praga a ser exterminada e ele ainda será um homem. Pelo contrário a sua vontade de liberdade, que ele nunca experimentou que ele não sabe o que é, vai gritar ainda mais nele como o vazio, o profundo vazio existencial daquele que pode não saber o que não tem. Mas sabe que o essencial lhe falta. E a esse sentimento quando consegue formular uma ideia a chama de liberdade.

Mesmo que não saiba expressar isso em palavras ele sabe porque sente que é um homem igual em liberdade. Um homem naturalmente livre como todo ser vivo em essência por que dotado de livre vontade e vontade de viver e vocação para a vida. Uma força que como todas forças e energias do universo, nem quando morta se cria nem perde, mas se transforma e transcende, e se transformando e transcendendo muda o mundo muita além da pobreza e ignorância e do holocausto da vida.

É essa a força alimenta a humanidade de vontade de ser humana. De evoluir e transcender desse estado animal de luta pela sobrevivência e acumulação estupida dos excedentes para morrer como se nasce sem nada.

A pobreza é portanto um estado de privação do indivíduos de suas propriedades tanto comuns quanto particulares. É o roubo ou a destruição da sua terra, do seu corpo, do seu direito de ir vir, do seu eu, ou vontade de vir a ser, do seu tempo de vida na terra e até mesmo da sua vontade de viver. È a privação das liberdades materiais e imateriais mais essenciais a vida. É vida a espera da morte, a morte em vida, uma morte lenta pelo sufocamento da alma, pela privação da potencia e vocação humana.

A pobreza é o holocausto lento da humanidade e seu desenvolvimento. Não é só um crime contra a humanidade do outro, é um crime contra toda humanidade. A pobreza antes de ser uma condição do outro, é um estado de espirito que envolve a todos nós, com todas suas causas e consequências.

Ela não é uma condenação a ignorância, criminalidade ou imoralidade, mas o estado de negação do binômio do saber e não saber, do bem e do mal, é a privação ou negação da liberdades fundamentais que constituem a humanidade tanto como particularidade do como propriedade da que caracteriza arrogantemente nossa espécie.

Isso não faz das pessoas pobres inimputáveis. Isso faz da pobreza extrema uma condição muito próxima disso, isto é muito próximo a pobreza absoluta que não é estado de guerra que os filósofos contratualista atribuíam ao estado de natureza, mas é tanto uma condição artificial ou natural derradeira porque insustentáveis. Um dito estado de guerra de todos contra todos onde o ciclo de violência da predação-privação e agressão e reação não se findam mais sozinhos, mas se retroalimentam até a explosão do ecossistema ou sociedade.

Ser humano é uma condição dada como a própria vida. Se o céu a liberdade como bem comum para o pássaro e suas asas sua liberdade como bem particular do seu corpo, a sua vontade de voar é a sua liberdade essencial a manifestação da sua potencia e vocação existencial que o define o ser dotado da capacidade de voar como um pássaro. A humanidade é a nossa anima. Das nossas propriedades como liberdade, das nossos potenciais distintivos e vocacionais ela é nosso bem mais fundamental. A terra e o capital é nosso bem comum, nosso corpo e trabalho nossa propriedade absolutamente particular e a humanidade a propriedade-liberdade fundamental.

Não há comportamento desumano não há desumanidade que uma pessoa sofra ou cometa capaz de matar o que não é fruto da sua vontade, mas a manifestação da sua vontade de ser em si. A humanidade é a propriedade da nossa alma que confere toda a potencia de liberdade para o bem e para o mal. Ela é nossa liberdade, força elementar libertária constituinte do nosso ser. Quando bestializamos ou desumanizamos o outro e nós mesmos, não estamos subtraindo a humanidade nem reduzindo a animais eles e nós, que não nos pertence, estamos assassinado a nossa humanidade.

A pobreza é o limite da condição humana. E a sua marginalidade é o precipício da nossa humanidade. O espelho da nossa desumanidade e nosso fracasso como seres humanos. Não conhecemos a nós mesmos pela ideia que fazemos nós mas pela ideia e forma com que tratamos o outro. O outro é a projeção da parte da nossa alma que tentamos esconder quando não eliminar. E isso que tornam aos ignorantes de sua pobreza espiritual tão insuportável a pobreza e os pobres dos pobres. O tratamento e condição de vida que eles impõe a outro, é o retrato de Dorian Gray da podridão da sua alma encoberta por corpos plastificados bem vestidos e perfumados. A repulsa e ódio dos ignorantes sentem da pobreza e até da criança no ventre do outro não vem dela, mas do fedor de podridão da sua alma em decomposição. O ódio é a forma de medo e desespero mais profunda da morte, da vazio e da inexistência em seu estado mais completo. E estado derradeiro não da bestialidade, mas da putrefação daquele se agarra a sua condição animal e instinto mais primitivos de preservação, entrega-se desesperadamente ao culto da sua imagem e das representações ideológicas do seu para fugir de uma verdade que não é uma ideologia, uma representação mas um fato: a sua morte e a putrefação de tudo que é material.

A liberdade é como livre-arbítrio a condição para a manifestação da moralidade: seja como bem ou como mal. Há nivéis de pobreza extrmea e absoluta que podem destituir a pessoa completamente de liberdade de escolha, mas isso não lhes tira nem desobriga da sua moralidade, nem que tamanha condição extrema seja uma batalha de vida e morte. Nem privação completa que não conduza imediatamente a morte. O que existe são pobreza e privações extremas que ou matam lentamente e que mais hora menos hora circunstancialmente se constituem em ameaça imediata de privação absoluta ou morte.

Ela pode durar uma fracção de segundo, dias ou perdurar a vida inteira. Existe momento em que o homem rico ou pobre pode ser privado instantemente de tudo. Que ele pode estar diante do medo de perder tudo até mesmo vida. Não sair daquela condição sem sobreviver. Ou sem fazer algo que ele não quer fazer. Pobreza é esse medo. Pobreza é essa condição onde somos obrigados a nos render e fazer coisas contra nossa vontade contra nós mesmos ou contra os outros que não faríamos se não estivemos nessa condição.

É por isso que se diz que sabiamente que aquele que rouba para comer ou dar de comer aos seus filhos não é um criminoso mas um desesperado, em estado de pobreza extrema. Da mesma forma que o mais rico dos homens que com uma arma em sua cabeça não é senão o mais pobre dos homens. Todas essa condições ou medos dela constituem por si só o estado de pobreza.

Se a pobreza não fosse um estado gradual de privação, se a pobreza fosse um estado constante ou polar ainda sim o homem jamais estaria reduzido a condição inimputável do animal. O homem que se defronta com a pobreza praticamente absoluta, é como um homem que tem uma arma apontada para sua cabeça. Todas as ações dessa violência e ameaça de privação da vida são regidas pelo mesmo principio da legitima defesa, da reação necessária e força proporcional para preservar sua vida e sair desta condição de permanente privação e ameaça e nenhuma além.

A ausência dos meios para ser, saber e fazer a privação dos direitos políticos, culturais e econômicos, caracteriza a legitima defesa exatamente no grau dessa privação. Sem extinguir jamais o caráter moral permanente do ser que é sua propriedade.Por isso não existem pessoas que são permanente vitimas ou algozes. Opressores e oprimidos. Mas o são em diversos graus e em momentos diferentes conforme se aproveitam ou não das suas vantagens para violar e violentar o outro. O mais desumano dos seres humanos, o pior assassino em sério ou em massa completamente consciente do seus crimes, enquanto estiver rendido ou ameaçado por uma arma não é senão um ser humano indefeso e nada mais, porém enquanto ele ataca e preda e priva os outros de suas vida liberdade e propriedades seja como bandido seja como governante ele um ser humano agressor que deve ser detido da forma menos violenta que pudermos, mas sobretudo detido como pudermos.

Ninguém está acima nem abaixo do bem e do mal. Mas rigorosamente mas fora ou dentro das possibilidade da sua manifestação e concretização. Ser rico ou pobre é estar mais ou menos privado dos meios absolutamente necessários para manifestar toda sua potencialidade e vocação. Ser ignorante ou sábio é ser capaz de manifestar todos o seu potencial e vocação ou alienar-se dele independente do quão pouco ou gigantes sejam os meios que faltam ou que se possui.

Talvez você essa altura da minha reflexão esteja já se perguntando o que isso tem a ver com a bolsa família e a renda básica. Considerando o que existe de literatura a respeito de combate a pobreza, liberdade, sobretudo nos 20 anos. Considerando que até o Banco Mundial que não é nenhuma entidade filantropica, mas essencialmente um ministério da fazenda mundial onde eles cuidam para os capatazes violentos e cretinos não matem a porra dos seus animais de cargas que produzem a riqueza que eles também sugam. Eis aqui aqui a forma mais direta que consigo encerrar e responder essa questão:

A nossa responsabilidade depende de fato não daquilo que conhecemos ou ignoramos, mas do poder que detemos para conhecer ou promover o desconhecimento. Respondemos proporcionalmente pelo poder que detemos para ser saber e fazer o que queremos. É o grau de liberdade que determina o grau de responsabilidade das nossas ações. Da nossa omissão e ação criminosa. A liberdade como privilegio não se constitui necessariamente como responsabilidade sobre os demais, não mesmo. Mas a liberdade como privilegio constituída a partir da privação do outro, não é liberdade é poder. E se for poder constituído a partir da imposição dessas privações como pobreza e servidão e escravidão. não é só um poder ilegitimo é um poder criminoso estabelecido por caos, pobreza e monopólio da violência, no caso agora sem falsidade ideológica, da forma mais tosca, arcaica e primitiva que o poder pode assumir: pão, circo e porrada. seja como qual for o governos destes idiocratas ignorantes:

seja a dos velhos preconceitos e parasitas que não querem saber de nada além deles.

seja a demagogos igualmente sangue-sugas que sabem tudo menos o que fazem de errado.

Das causas da pobreza e da guerra definitivamente a ignorância é a primeira: porque quanto mais ignorante e predatório for um individuo mais poder e violência ele precisará acumular e impor a ditadura necessariamente autoritária da sua imbecilidade ou senilidade a todos vida que quer nascer. Afinal de contas somente quem mais precisa do subsidio da violência para impor suas ideologias ou supostas não-ideologias senão aquele que é um imbecil ou se faz de para ceifar inocentes impunemente.

Agora entendo porque governantes exigem fórum privilegiado. Eles não são lunáticos, são psicopatas e criminosos dementes e essa gente é inimputável enquanto permanece como tal. A grande pergunta é o que nós que não somos tão pobres para não saber o que está acontecendo, nem tão dementes a ponto se ser ou fingir ou amar a ignorância, estamos esperando?

Pobre é o povo governado por ignorantes. Pobre do homem que não de autoafirma porque ele será sempre renegado. Pois ignorantes são os donos do poder e da pobreza. Pobres são seus empregados e desempregados alienados. Mas idiotas mor somos nós mesmos, que não somos nem tão pobres para sermos completamente alienados, nem tão ricos para comprar o poder e servidão alheia. Os idiotas que sustentam a idiocracia são a classe média expandida que conseguem ser ao mesmo tempo pobres, ignorantes e alienados em todos os planos, ignorando sua condição comum com a pobreza e o abismo que os separa da igualdade de poder. Pobres de espirito somos nós que mesmo sabendo quem eles são, o que fazem e sabem, ainda sim, nos entregamos a seu governo da sua ignorância como privilégio cuidadosamente assentado sobre a a nossa pobreza politica econômica e cultural.

Saber porque nos entregamos e se isso realmente importa mais do que sua dignidade é a essência do saber ou revelação ao qual se chama comumente: libertação.

Governe-se.

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X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.

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