A pobreza ideológica e existencial do capital

E os caçadores de “androides”

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O problema do capital, é que ele é um conceito pobre e ultrapassado. Assim como a própria democracia liberal. Em seu tempo os pensadores hoje tidos como “clássicos” não eram conservadores mas revolucionários. Os ideais nunca envelhecem, mas suas formas assim como o corpo sim. O pensamento conservador é em essência, um pensamento na melhor das hipóteses medíocre mesmo quando imbuído dos ideais mais nobres, porque carece da originalidade e padece de superficialidade. É medíocre e superficial quando é honesto. Porque em geral nem isto é.

Não há nada mais estúpido que a negação da ideologia pela ideologia. Sobretudo quando a ideologia não passa de falsidade ideológica para maquiar as formas mais hipócritas de pragmatismo político. O capital é uma ideia pobre e desintegradora. Sob a qual se fundam ideologias mais pobres e desagregadoras da humanidade.

As ideias e o conhecimento sempre foram um capital. E na 4 revolução industrial, a era da informação, serão o capital de maior valor, mas não o mais fundamental. Na verdade, o essencial continuará incompreendido e desintegrado da nossa ideia do que é capital e nosso desenvolvimento e progresso completamente desprovido do caráter evolucionário e revolucionário.

A preconceituação do capital é incapaz de valorar qualitativamente e preservar quantitativamente o próprio capital naquilo que ele transcende a própria lógica da produção de riquezas. O capital é incapaz de compreender de fato o que ele supõe inteligir em sua definição: a essência da produção-criação como meios absolutamente necessários.

O problema do capital e suas ideologias tanto capitalistas quanto socialistas não está apenas no seu reducionismo economicista. O problema é muito mais sério e profundo. A pobreza do capital é (pré)conceptiva. O capital é incapaz de compreender as propriedades mais importantes da vida e consequentemente fornecer um sistema de valores capaz de valorar seus bens como os verdadeiros meios necessários não apenas para a sobrevivência mas para a significação da vida além da mera preservação do mesmo e sua reprodução. A ideia do capital é simplesmente desprovida de potencial de significação. Sua lógica não produz apenas pobreza de sentido para a vida, mas vazio existencial. Vidas sem almas, arte sem soul, trabalho sem vocação e existência sem autodeterminação e proprioconcepção.

Habitar num mundo regido pela lógica do capital, é como viver num museu de taxidermistas, onde você pergunta o que é um elefante e o colecionador lhe mostra um animal empalhado e oferecendo um lugar em sua coleção como se fosse um prêmio estar nela ou, o que é a mesma coisa, pertencer a ele.

Podemos entender a pobreza de sentido e capacidade de significação do capital quando consideramos o capital dos capitais por excelência : que não é o dinheiro, mas o tempo.

O tempo não é meramente uma concepção usada para marcar a sucessão de instantes ou eventos. Não é uma ideia que surgiu meramente da observação da passagens do dia e da noite ou das estações. Se vivêssemos num mundo absolutamente desprovido de evoluções e revoluções num completo limbo estático, ainda sim, seriamos capazes de perceber o tempo… sentir ele passando. Porque o tempo, antes de ser qualquer outra abstração é uma medida da vida, mais precisamente da nossa vida passando. Ou mais precisamente nossa matéria envelhecendo e se decompondo.

Não há ideia que reduzida completamente a uma abstração não se torne uma ficção. O tempo completamente destituído de suas referencia materiais e imateriais, como mera medida de si mesmo é uma completa fantasia. Tal e qual o capital. E a inversão do mundo dos fenômenos como a sucessão de eventos ao longo do tempo, não é senão a projeção dessa fantasia destituída de sentido e significados como realidade.

O tempo não é uma força, não é uma entidade, não é fenômeno; é um conceito, uma ideia que faz referência a propriedades do universo que não existem sem o universo e a mente que os concebe. Tal e qual outros operadores lógico-simbólicos podemos crer em sua existência física ou metafísica independente, mas ele não é a representação da coisa em si, mas de uma de propriedade da realidade que não existe nem faz sentido sem ela.

O tempo é uma ideia que desintegrada ou mais precisamente completamente abstraída da materialidade, é nada mais do que um entidade metafísica, um mero operador matemático ou gramatical como o número ou a igualdade. O tempo junto com as ideias metafísicas como o espaço e movimento compõe a intelecção da nossa existência física, mas não é fenômeno ou entidade material, nem um elemento fundamental da sua constituição, mas literalmente uma representação da mesma que não significa nada sem sua correspondência integral a realidade que referencia.

Quando você desmonta o relógio da vida para observar cada uma das suas engrenagens, há aquelas que se simplesmente se desintegram porque não existem senão juntas e em movimento. Mas outras literalmente desaparecem porque não são engrenagens da matéria mas sim da nossa percepção material. Não são propriedades que fazem o relógio funcionar, mas apenas ajudam-nos a entender seu funcionamento. São na verdade engrenagens do nosso pensamento e não do mundo. O tempo é um desses construtos mentais, um desses conceptos que usamos para entender o mundo e que não é uma propriedade constituinte das coisas, mas da nossa intelecção.

Na verdade, uma concepção, por mais que corresponda a uma entidade a qual consideramos concreta, ou uma propriedade dessa concretude, quando referenciada apenas em sua conceituação se reduz uma completa abstração sem o nexo com real.

Claro que há fenômenos metafísicos geradores do nosso universo físico, ou se preferir fenômenos que transcendem nosso limitado campo de percepção material. Muito da ciência se faz através de métodos capazes de “descobrir” e “observar” essas entidades e fenômenos elementares que estão fora da nossa percepção ordinária, dita senso comum. Força, energia, campos, ondas, são os espíritos do mundo transcendental científico. Conceptos que apontam para entes e fenômenos do mundo invisível que o compõe e que são compreendidos pelos olhos da razão e não da percepção. Ou como diria o taoista deles conhecemos a existência só pelas pegadas.

Vemos e compreendemos o oculto graças a nossa capacidade de representação lógico-simbólica. Essa capacidade nos permite inferir e projetar a existência de objetos não apenas transcendentais mas incognoscíveis e até mesmo constituir novas formas de existência completamente inédita não apenas como ficção, mas como realidade quando usamos nossas concepções das forças produtivas-criativas da matéria para transformar o mundo.

Podemos desintegrar a matéria até que seus partículas elementares desapareçam completamente do nosso campo de percepção, que ainda não encontraríamos nem as forças integrantes fundamentais que não existem separadas das singularidades. Nem muito menos encontraríamos nenhuma dessas abstrações como tempo e espaço movimento que são propriedades literalmente não-elementares, mas sistêmicas desse complexo. Propriedades que desintegradas conceitual ou fisicamente redundam em completo vazio conceptivo.

Ideias e ideais desprovidos desse nexo são ideias mortas. Carcaça ideológica desprovidas de sua alma, o mundo. A alma das ideias é o mundo, e não as ideias a anima do mundo. Tanto o mundo visível quanto o invisível. O espírito e inspiração para as idéias são as coisas, mas o espírito das coisas embora invisível ao senso comum, não é uma quimera. Confundimos o mundo transcendental do imperceptível com nosso próprio mundo das ideias. Confundidos as entidades metafísicas e as mentais pelo fato de ambas estarem estarem fora do alcance da nossa percepção.

A ideia de tempo não tem em si nada de capital, nem a ideia de capital tem qualquer sentido se desprovida desse nexo absolutamente necessário com os entes e fenômenos aos quais ele tenta significar. Pois é a existência factual desses seres, material e imaterial, a propriedade constitutiva dessas concepções e não o contrário. A concepção abstrata e desintegrada da materialidade e imaterialidade não é uma propriedade mas uma concepção.

Tomar as ideias como se fosse realidade ou fundamento delas é um erro clássico do mundo teorético. Mas tentar corrigi-lo tornando tudo que não é concreto e material como mera abstração um erro ainda maior. Porque o metafísico não é o mundo do meramente abstrato e conceitual, mas exatamente o mesmo mundo, apenas fora do nosso campo perceptivo ou até mesmo além da nossa cognição.

Logo a abstração está rigorosamente na ideia de física e metafisica. E o erro na redução do transcendental a mera fantasia. Quando a fantasia ideológica é a pressuposição que a realidade está reduzida ao espectro da nossa cognição. Fantasia que literalmente desintegra a espiritualidade, em favor do absolutismo epistemológico de uma cosmovisão materialista. Não é a toa que dentro dessa cosmovisão ideológica, o conceito materialista de capital se sobrepõe a essência das coisas inclusive as mais sensíveis e comuns.

Buscar o capital ou tentar preservá-lo como se fosse uma propriedade real é como tentar encontrar a anima dos seres vivos vivissencando-os. O que você “procura” é o que esta literalmente matando com sua “busca”. Nisto consiste o processo de desconstruções da originalidade e sentido vivo das concepções e sua reprodução como preconcepções cristalizadas e mortas. O processo de esvaziamento das ideias e ideais do seu nexo com as coisas até a completa redução a signos alienantes, sinais que não só estão desligados da rede da vida, mas são meras projeções desconexas das mesmas é a base da produção da ideologia. A reconstrução da cosmovisão do mundo a partir dessas carcaças vazias e desconexas que podem e servem exatamente para serem preenchidas com quaisquer valores e ideias (mesmo completamente contraditórios ao original), corresponde o processo da reprodução ideológica. Ou seja a produção e reprodução de ideias vazias, contraditórias e preconcebidas desprovidas de conexão com o real, sem nexo com o livre pensamento vivo.

Não há problema algum em se aprofundar nas reflexões e abstrações nem em usar conceptos prontos, o problema é fazê-lo sem reconectá-lo diretamente com o mundo que ele supostamente é significa e o qual não passa de uma representação. Não importa se de coisas físicas e materiais ou de coisas imateriais e metafísicas, se simples ou complexas, o nexo que confere sentido é exatamente o mesmo: a correspondência das abstrações em última instância a uma realidade sensível comum.

O tempo como capital carece de significação. Tempo de quê? Para quê?

Quando falamos do tempo não como mero operador lógico-simbólico mas como capital estamos falando dele como propriedade universal das coisas que conhecemos. E conhecemos o tempo, pela passagem da vida de cada um de nós em particular. Essa é a noção primordial que dá significado a ideia de tempo e ao mesmo tempo o define capital dos capitais: o tempo não como a abstração, mas como o fato inexorável do perecer dos nossos corpos, o próprio fenômeno da sua gradual extinção da nossa materialidade.

Das ideologias a mais ignorante e estúpida, a que mais atenta contra a nossa própria humanidade e sentido de vida é aquela que ignora o fato que nos torna seres conscientes: a mortalidade. A efemeridade da nossa vida como corpos dotados de materialidade energia e força sobretudo força de vontade para mudar o universo com a singularidade desse fenômeno chamado vida, é disso que a sensação do passar tempo nos conta com cada vez mais detalhes quanto mais raro vai se tornando esse capital: o nosso tempo nesta Terra.

Rigorosamente falando portanto, o tempo não é a nossa propriedade capital, mas sim a vida. O tempo é uma propriedade fenomenológica da vida e meramente epistemológica do intelecto quando medida da passagem da vida até sua inevitável extinção. E não há conhecimento mais capital do que este: o do tempo como expiração da vida. Porque é deste primeiro estado de consciência que nasce o conhecimento e a ciência. A consciência do tempo como avanço fatal é a maçã da árvore do conhecimento, aquele fruto que separou os homens dos outros animais: a noção da inevitabilidade da morte.

Animais lutam pela vida, matam e morrem por ela. Não apenas pela sua vida em particular mas da prole e até espécie. Na verdade por instinto animais são capazes como nós de até mesmo de se sacrificar por membros completamente estranhos ou devorar até os mais próximos. São movidos por sentimentos inatos, instintos de preservação, reprodução e proteção tanto egocentrados quanto solidários que dependendo das circunstâncias são quase sempre contraditórios, mas não necessariamente sempre. O animal, adestrado ou não, é capaz de apresentar os mesmos comportamentos dos homens dos mais nobres ao mais selvagens. Da ajuda e proteção mútua espontânea não só aos próximos e semelhantes mas a predação e violência até mesmo contra seus “iguais”.

Diante do perigo um animal pode paralisar, fugir ou atacar. Pode diante de uma situação de ameça seja de violência ou privação graves pode optar por lutar por sua sobrevivência particular renegando todos seus instintos de proteção mutua ou reprodução a todo custo. Pode se reproduzir ainda mais, aumentando a demanda sobre a proteção mutua até mesmo ao custo de sua sobrevivência particular. Ou pode ainda arriscar tudo para proteger o outro ou o grupo. Pode até mesmo apresentar portanto comportamentos instintivos que contrariam a perpetuação de seu gene, sua raça ou sua espécie e por seleção natural se extinguir mutuamente ou ao contrário desenvolver uma concepção mais ampla capaz de preservação não apenas sua espécie mas todo o ecossistema do qual faz parte. Pode decair em classificações segregatórias ou compô-las como de modo a encontrar os denominadores comuns naquilo que reconhece como diverso. E tudo isso usando apenas a sensibilidade reagindo as circunstancias.

Os animais como nós nascem com um profundo sentido inconsciente, um sentimento natural de vida que pode se reduzir a mera luta por sobrevivência ou evoluir como fenômeno da vontade da vida pela vida.

Não duvido que eles possuam níveis de consciência da sua vida e morte para além do instante material presente. Assim como não duvido que um dia as máquinas poderão possuir consciência da sua própria existência como seres que existem enquanto pensam. Porém não sem esse sentido inato existencial que conecta o ser inerentemente à rede da vida, sem a necessidade de que ele esteja consciente da sua condição existencial ou nexo para existir ou estar ligado ao universo da existência para além dos limites inerentes e necessários para materialidade e cognição.

Sem esse sentido profundo de vida como sentimento inato não há vida, não há inteligencia não há consciência mas simulações delas. Sem a vontade da vida para além da vida como mera projeção material ou intelectual não há o fenômeno da vida como multiplicação e diversificação das singularidades (entes e fenômenos dotados de força própria e autodeterminada) não há seres vivos, mas meras projeções da mente do criador, e não formas materiais e mentes com vontade próprias.

O estado de consciência da vida e morte é um fator determinante da nossa humanidade e desumanidade. Da nossa capacidade de dar valores imateriais a vida. Valores que podem representar a continuidade desse processo de conscientização e humanização, ou ao contrário, a perda da nossa capacidade não só de conhecer nossa condição existencial como seres conscientes, mas de conhecer nossa condição como seres minimamente sensíveis.

As capacidades criativas, comportamentais e representativas que reconhecemos em nós mesmos, e que fundam a moralidade, a noção de bem e mal e consequentemente a nossa humanidade e desumanidade não são fruto de um grau mais alto de complexo de racionalidade, mas desse noção profunda do que é simples e sensível.

A criação e preservação da vida carece de seres conscientes do sentido inato da vida, livre portanto dos preconceitos e ideologias que tomam o superficial por real e a abstração vazia destes conceitos desprovidos de vida e sensibilidade como o retrato dos seres vivos como coisas mortas, desprovidas de sentido autenticidade e movimentos próprios. Os seres coisificados como o retrato a projeção imóvel do que está sempre em movimento.

A ideologia é como o cinema. Ele é uma ilusão de movimento causado pela rápida sucessão de imagens estáticas. Porém as imagens fotográficas são por sua vez também uma ilusão, a ilusão de um mundo estático pela exposição muito rápida de um objeto sensível as transformação do mundo. Se houvesse uma fotografia do mundo capaz de registrar numa único quadro uma grande passagem de tempo como se fosse um único instante veríamos o paradoxo do tempo: o homem morto e vivo num mesmo espaço-tempo, os ancestrais com seus filhos. Veríamos toda a materialidade em sua composição e decomposição e reprodução como um fenômeno único e incompreensível. Ou mais precisamente não veríamos, porque não entenderíamos. Eis porque é nossa mente que opera por abstrações, por separação de quantuns de tempo e espaço, porque o espaço-tempo contínuo está rigorosamente além da nossa compreensão.

Os paradoxos existenciais são portanto produto de reduções necessárias, e tantas outras completamente desnecessárias e perniciosas a intelecção. Reduções que podem geram vícios inocentes ou as demências mais insanas e desumanas por falta de conexão senciente a realidade e consciência das limitações inerentes do intelecto necessárias a produção do conhecimento do real como abstração e delimitação do mundo.

Como simples animais dotados de cognição e empatia somos capazes de fazer (e não fazer) coisas que só a perversão de nossas ideologias e fantasias mais insanas e desumanas são capazes de nos levar a cometer. O pensamento lógico simbólico desprovido de sensibilidade torna seres humanos monstros que fabricam monstros e monstruosidades em série.

Porém o pensamento simbólico dotado de sensibilidade é capaz de se aprofundar nas mais complexas reflexões sem que nos percamos das origens no real dessas concepções. A concepção não destituída de sensibilidade permite ao ente pensante não só adquirir controle sobre seu pensamento, mas transformar o mundo através destes signos com sentido sensível. O pensamento abstrato é capaz transcender os limites preconceituais, mas também os elementares da própria existência sensível (a matéria) de modo a compor novas formas de existência, até mesmo além da materialidade, desde que mantenha seu sentido, mantenha-se ligado ao mundo real pela sensibilidade.

O mundo não é feito de ideias. As ideias que mudam o mundo é que são feitas das mais profundas noções do mundo. As ideias e ideais não são as forças que constroem o mundo, são a representação dessas forças, se e somente se ligadas e religadas a rede da vida em cada singularidade que compõe o universo e manifesta o que é universal.

O pensamento simbólico é a porta para percepção da concepção e a razão o caminho do sentido da existência. Um caminho onde a bússola é a sensibilidade e a sua ausência a perdição.

O pensamento pode ser o caminho da libertação que nos leva a fé naquilo que é sensível e sagrado, e a transcendência da materialidade. Ou a perda completa da sensibilidade e sanidade na prisão da credulidade e fanatismo das nossas ideias e crenças. Podemos perecer no arcabouço do medo da morte, sonhando com a eternidade até desaparecer junto com nossos momentos. Ou transcender esse medo encarnado como Cronos, por amor a vida como universalidade encarnada em cada singularidade, em cada forma de vida ao alcance de nossas mãos; ao alcance dos nossos atos, enquanto ainda temos tempo neste espaço.

Porque o tempo é uma abstração, a vida em ato não.

Quem não viu o filme abaixo não assista o video veja o filme. É uma das maiores metáforas contemporâneas sobre a escravidão, libertação, humanidade e vida.

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X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.

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