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A pobreza da Economia e a desumanidade da politica

A Economia não é nenhuma ciência que lida com a provisão dos recursos escassos, mas com a transformação dos seres e ambientes naturais em recursos. Mais precisamente é o processo intelectual e produtivo que reduz os entes a objetos de posses e serviços pela privação de sua própria natureza. Um domínio que se aplica não sobre coisas nem recursos, mas sobre seres que outrora livre e iguais por natureza não deixam de sê-lo porque foram apartados de suas propriedades e qualidades por essa relação de poder e saber forçada, preconceitual e segregatória.

A economia e suas leis são o subproduto intelectual da divisão geopolítica do mundo pelo estadismo. É a projeção da mania dos sujeitos que se julgam os únicos dotados de direitos de apropriação, expropriação e propriedade sobre todo o resto dos seres vivos, naturais ou humanos tomados como seus objeto, posse e servidão através da permanente destruição da conexão destes com propriedades, capacidades e fenômenos naturais que permitem a materialização do seu potencial libertário, constituinte da sua forma e encarnação autônoma da sua força de vontade criativa, geradora e libertária.

Logo, aos mesmos sujeitos e senhores de posse ao qual pertence a própria Economia tanto como campo de estudo, se reserva o mercado como privilégio, e os governos como administração tecnocrática deste monopólios violentos do que fora bem comum e por consequência o controle dos que não existe no mundo virtual, mas depende da terra, da água e do ar e da luz para materializar sua liberdade simplesmente como vida. Agora privada, desnaturada, coisificada como objeto de estudo, posse, exploração e experimentação da economia politica e suas politicas econômicas. Um grilhão mais sutil que a chibata e arcabouço mais intangível do que a fidelidade e submissão religiosa. Mas não menos imbecilizante, nem menos mortal.

Por obvio que o logos da Economia não é jus natural nem ecológico. Não é necessário dizer que ela não guarda nenhuma relação nem respeito a natureza ou a vida nem sequer como estudo, mas tão somente como recurso contábil. E é justamente por isto que a Economia não é uma disciplina nem Humana nem Social. Mas nem por isso a Economia é uma disciplina exata já que seus objetos não são simples como círculos nem abstratos como números, mas complexos como as gentes, suas relações e sociedades.

Por mais que ela tente se dissimular. Não consegue. A artificialidade e subjetividade dos valores e abstrações que estabelecem suas fundações conceituais e preconceituais a remetem a suas origens. E portanto deveria ser chamada e reconhecida novamente por nome e sobrenome: Economia Política.

A disciplina econômica é eminentemente politica, e não apenas por exclusão e limitação mas literalmente por princípios. E se no plano acadêmico ela tem o manicômio onde os loucos podem interpretar a sua loucura, livres da visão do seu espetáculo e representação, no mundo real ela se reconhece de fato como é, ainda que os espectadores sejam incapazes de vê-la como tal: um teatro de operações da política e geopolítica. Quando constituído como corpo e corporação seja tecnocrática privada ou estatal, sabe que está a serviço da Politica que deve submissão e obediência hierárquica aos Estado e a cultura estadista.

A economia como práxis é uma mera subdivisão da politica, da mesma forma que a politica é uma derivação da guerra em tempos de paz, ou rigorosamente nos ciclos de trégua que entre as eternas vias fatos dos estados-nações por definição beligerantes.

Seus objetivos são a conservação dos territórios dominados e maximização da exploração dos seus recursos dentro do paradigma de guerra. Somente a mesma propaganda (de guerra) é capaz de levar os dominados a confundirem sua predação e exploração com a preservação e equilíbrio dos sistemas naturais ou sociais. São as formas mais sofisticadas e civilizadas de efetuar o mesmo que se fazia de forma mais brutal e primitiva desde os princípios das invasões e colonizações. Pilhar, explorar e escravizar os povos e territórios dominados. É ainda o homem primitivo lobo do próprio homem, se canibalizando, mas com etiqueta a mesa, especiarias e talheres de prata.

Considerando portanto a complexidade das camadas e mais camadas de superficialidade das sociedades urbanas e civilizadas contemporâneas, que sustentam toda a dominação cultural dos processos de produção alienada, a Economia é a divisão mais importante dessa arte da guerra feita com as outras armas: a saber, as da política.

Não é a toa nestes intervalos de “trégua” entre os países nãos são os diplomatas mas os economistas e presidentes de bancos centrais, as figuras mais reconhecidas e proeminentes até mesmo entre os membros da nossa classe política: a plebe. Em tempos de Entre-guerras eles são tão populares quantos os generais durante as mundiais. E é destes outros generais que depende o sucesso dos Estados nos dois frontes que os países precisam manter em todos os tempos estejam suas forças armadas e policiais presentes nos teatro de operações:

O primeiro fronte eterno de uma Estados-Nações por obvio é contra os outros Estados-Nações. O segundo contra os próprios povos e Sociedades. A começar pelos seus- pelos povos que estão em seus territórios ao alcance de suas industrias e armadas (de preferência conjugadas). E quanto mais ao alcance dessas armas e arcabouços jurídicos, midiáticos, armados, culturais e econômicos, mais o alienado se julga desenvolvido, e de fato mais urbanizado e confortável está em seu domínio e estado de inconsciência coletiva e servidão voluntária. Mais distante está de qualquer zomia.

A pobreza da pobreza não é miséria, mas a economia politica que acredita que a servidão é riqueza, que o conhecimento é poder, e que a liberdade é posse. E mesmo que os alienados tentem racionalizar desesperadamente a condição humana miserável de espirito, sua psique os trai neste mal-estar da civilização, neste desejo inconsciente de desaparecer e se autodestruir não apenas como sociedade, mas especie. Se sem coragem para matar-se sozinho, se jogando contra os outros, ou simplesmente aos poucos ou renunciando a legar dogma amaldiçoado da sua gene e culto para uma próxima geração.

Mesmo que não seja por desgosto, mesmo que seja as vezes por egoísta, ou alienação a sociedade do trabalho e carreira… seja lá por que razão for. Nenhum terrorista ou barbárie jamais conseguirá eliminar mais civilizados do que a própria perda da vontade natural de reproduzir e coexistir no encerrado no domus da civilização.

Não a toa portanto que os líderes-carcereiros das burguesias nacionais e internacionais do mundo estão desesperadas. Sua economia genocida não dá conta mais do serviço de controle e extermínio do resto da humanidade.

A equação é simples e dentro do calculo malthusiano do seu próprio paradigma economicistas: Com taxas de natalidade comparativamente tão baixas dos ricos frente aos pobres, eles sabem que mais hora menos hora não serão apenas minoria, e que a desigualdade social e hereditária será impossível de conter. Mais: eles sabem que não fizerem algo o apartheid do mundo não será mais como é contido por fronteiras, muros preconceitos e forças armadas. Mas será como uma grande Africa do Sul onde umas poucas famílias brancas e ricas do mundo estarão sentadas sobre um grande barril de pólvora de negros expropriados e excluídos. E considerando que para eles não o fim da segregação e privação do bem comum não é solução. A solução final é outra: guerra.

Eles sabem.

Seu sistema de exploração não consegue mais aculturar e submeter e matar trabalhando tão rápido os pobres e marginalizados quanto a vontade dos pobres de sobreviver e se reproduzir ou se libertar e serem iguais consegue os manter vivos mesmo perante as mais severas e indignificantes. Condições tão impossíveis de sobrevivência que eles ou não conseguem nem imaginar como eles conseguem sobreviver com tão pouco, ou sabem que jamais conseguiriam sobreviver se tivessem que viver na igualdade destas condições.

E sabendo. Sabendo que a economia não cumpre mais sua função eugenista, não há mais espaço para dissimulação de preconceitos, divisões e desigualdades de humanidades. Eis que a outra arma de extermínio e dominação geopolítico a primeira e derradeira, sempre guardada para as emrergencias para salvar o sistema, volta aos noticiários, volta as mesas de negociação dos lideres, volta a ser pregada como inevitável.

Não se iluda. Se a economia está em crise porque não cumpre mais sua função. Eles não vão cumprimentam a humanidade. Nunca houve primavera dos povos, que eles não interrompessem com seu invernos. Nunca vão entregar nada de bom grado. Não vão permitir a emancipação cultural econômica nem jamais politica de nenhum povo, de nenhuma pessoa, de nenhum território sob o domínio de qualquer uma das esferas preconceituais.

A Siria não é a Espanha. Mas é o novo ensaio dos Estados Nações para eles virarem a mesa antes que percam o jogo. Eles não sabem perder. Nenhum dos lados. Principalmente quando quem vai vencer não são eles, mas os povos do mundo. Eles podem jamais se unir cooperativamente, mas estarão sempre competindo para exterminá-los. essa é a vocação do estadismo e estadistas.

Quando seu dogma econômico se revela uma mentira quando se prova insustentável,ou mais precisamente o sistema contra toda a sustentabilidade do equilíbrio natural e pacifico, quando não tem mais pernas, braços e cegos para espalhar seus mitos, quando não conseguem mais crescer e multiplicar como manda seu deus e estado, eles simplesmente matam e salgam a terra do alheio que ousa povoar e se espalhar sobre o seu planeta.

Porém, não há nada de certo e predestinado nesta historia. O planeta não é um nave, não é um Titanic. Onde só há botes para os cidadão de primeira e aos resto está condenado a morrer congelado nas águas. O planeta é um organismo natural que não vai ser destruído pelas bocas dos que mal tem como comer, mas pela ganância e prepotência daqueles que acham que suas leis econômicas são mais naturais que a própria natureza, mais vitais que a própria vida. Que se acham inimputáveis em seus crime contra a humanidade em sua loucura genocida e eugenista; predando tudo que é necessário e os outros carecem para sobreviver e depois destruindo tudo para manter “os preços”.

Isso não é economia politica isso é um mito acobertador do genocídio lento e disfarçado. Esse capitalismo não é feito apenas da privação do bem comum para extrair dos expropriados trabalho forçado, esse monopólio não é feito para regular a apropriação de recursos ou permitir a reprodução das massas apenas para reproduzir seu trabalho alienado. Essa regulação não é feitas para que os escravos produzam e se reproduzam como escravos. Nasçam e sobrevivam trabalhando para eles, mas sim para que morram e desaparecem enquanto trabalham para eles.

Para muitos a paga por sua submissão num trabalho de merda pode ser o suficiente apenas para você pagar suas eternas contas e reproduzir todo o legado das suas frustrações e ansiedades servis para seus filhos. Mas para muitos, nem tão próximos ou aparentados dos donos do mundo, para os muito, muito distantes das famílias mais ricas do mundo, essa paga não é suficiente nem para isso. Mas tão somente para que ele morrer lenta e silenciosamente mas ainda sim, ainda sim produzindo. É a paga para que povos e pessoas do mundo desaparecer longe dos olhos, sem criar alarme nem escândalo entre aqueles que não se querem se considerar monstros, mas gente.

E não, Eles não precisam dos povos e pessoas marginalizados do mundo que estão desaparecendo do mundo desde que o homem aprendeu a viver da colonização do outro homem. Num sistema de posses hereditárias, onde quem chega primeiro ao mundo, os apropriadores violentos levam tudo. Os filhos e irmãos novos primogênitos hão de herdam não o capital, mas o dever do trabalho. O grilhão de quem tombou o espera. E o irmão e irmã menos privilegiado de hoje, é o genitor da prole dos escravos de amanhã. O capitalismo de estados-nações é um processo lento de eugenia artificial. Não estamos assentados no sangue de estranhos, nem alienígenas, mas em algum ponto da nossa arvore genealógica no sangue dos outros filhos dos pais de nossos pais. É dentro do culto próprio culto a gene que o sustenta o holocausto dos irmãos de nosso mesmo pai.

E quem não tiver uma gota do sangue deste homem correndo no seu sangue, que atire a primeira pedra. Quem não conhece o outro lado da sua natureza humana, que se proclame o novo filho ou povo de deus entre os homens, ou seu profeta.

A pobreza é um crime contra a humanidade porque desumaniza nas duas pontas. Naqueles lugares que em toma-se tudo dos que não tem nada para fabricar escravos ou inimigos que justifiquem suas guerras e invasões e estados policiais. Ou naqueles que desconhecendo que abajures e confortáveis poltronas são feito de pele humana. Se os pobres nascem com suas pernas cortadas pela privação primitiva. Os ricos são condenados a ignorância da insolidariedade pela privação dos seus olhos furados.

Claro que nem todos os servos e escravos sofrem as mesmas privações. De fato nunca tivemos serviçais e trabalhadores tão ricos, bem alimentados e instruídos com temos hoje no mundo rico e nas bolhas do mundo pobre, mas também jamais tivemos tantos pretos da casa, tanta gente ignorante da sua condição servil. Nunca fomos tão materialmente ricos, mas nunca os sistemas de dominação estiveram tão bem estruturados ideologicamente, de tal modo que os desiguais e privados de suas liberdades mais fundamentais creem-se fielmente livres enquanto esperam pelo momento do abate devidamente dentro dos padrões de humanidade.

Pobres nunca hão de se reproduzir, nunca hão de fazer filhos em numero suficiente para sobreviver em ultima instancia para nos salvar do holocausto estato-capitalista. Mas o culto a riqueza como poder econômico menos ainda. Esses outros pobres, cheios das moedas dos cesares nunca terão terão a alma nem sensibilidade, para compreender o sentido perdido da vida, nunca verão nada além do seus reflexos e só nos seus próximos e semelhantes. É assim fechados em si e para si o fenômeno da vida e humanidade vai literalmente se encerrando em nós mesmos.

A divisão do mundo globalizado em pais desenvolvidos e em desenvolvimento não faz mais o menor sentido sentido, o que temos hoje são pais centrais e periféricos, países e povos inteiros a imagem e semelhança de comunidades pobres, caminhando para a marginalização e marginalidade.

O mundo torna-se cada vez se torna mais desigual, cada vez mais parecido com meu pais, um pais de gente rica ou as vezes só mal remediada escondida atrás de muros em seus burgos, literalmente morrendo de medo de estranhos, desconhecidos ou simplesmente dos vizinhos mais pobres. Gente honesta que implora e paga para criminosos armadas donos da lei ou não para que acabem com eles, ou pelo menos os que os mande de volta para seus lugares. Mas que lugares são esses?

A vida livre e natural está desaparecendo em todos os lugares do mundo, assim como as pessoas livres e naturais. Nenhum tributo nem servidão é mais suficiente para sustentar a fome dos monstros artificiais que criamos. Nenhum sacrifício ou holocausto aplaca mais a irá do deus estado e mercado. Nem os mesmo o futuro dos nossos filhos. Nem se os civilizados se reproduzissem em chocadeiras. Mundo natural há para todos. O que não há nem haverá jamais é recursos suficientes para sustentar nossos monstros estatais e corporativos. Nada pode aplacar a fome do que nem tem necessidade nem carestia, mas a ânsia insaciável por posse e poder. Não há mundo suficiente no universo capaz de sustentar suas maquinas. Nada jamais será suficiente para aplacar a fome por devorar a vida alheia dos frustados que não conseguem viver sua própria vida.

Estes cultuadores de poderes supremos e seus deuses não devem mais ser servidos e saciados com sacrifícios humanos. Mas detidos e os povos e pessoas encerrados em suas cavernas libertos antes que sejamos todos canibalizados por esses fanáticos psicóticos.

O processo de globalização, ou melhor a fase final desse processo maior de colonização dos povos pelos supremacistas não vai parar… e nem as disputas entre eles. E Não há nenhuma alternativa séria em curso atualmente para fazer frente a esse processo de predação, extermínio dos povos e classes mais vulneráveis e em ultima instancia extinção de especies e ambientes naturais e culturas e etnias humanas. Esse extermínio da diversidade natural e humana, eugenista e supremacista disfarçado de progresso civilizatório; esse processo destrutivo da humanidade natureza e liberdade; esse verdadeiro holocausto lento, branco e dissimulado irá continuar e guerras e crises econômicas mundiais só irão acelerá-lo.

Não.

Ou abandonamos esse delírio maligno e desumano, nos livramos desses cultos e culturas alienadas aos absolutos e derrubamos suas torres de Babel, ou vamos ser esmagados na construção delas. Ou nós que estamos acordados nos levantamos e gritamos contra essas fantasias de supremacia purificação e branquitude e reconhecemos nossa origem comum, nossa negritude, nossa igualdade. A igualdade por solidariedade, por sensibilidade à vulnerabilidade e sofrimento que não são abstratos mas estão na carne dos que sofrem e carecem, ou vamos perder de vez os últimos laços que nos ligam por natureza como humanidade. Perderemos definitivamente nossos nexo original e sentido existencial humano. Como máquinas nos deixaremos desligar definitivamente uns dos outros apenas apertando botões. E por autômatos seremos dominados e como autômatos desaparecemos.

Não é porque os velhos traem seus ideais que os sonhos devem ser enterrados com suas múmias. Eles nunca foram donos desses sonhos nem das suas práticas. Nem se tivessem sido sinceros. O sonho, o novo mundo sempre pertence ao novo, as novas gerações. É o legado de quem cria e sua herança inalienável de quem ainda nem nasceu, mas tem por direito inalienável fazer-como a nova realidade do seu tempo e espaço que há de vir.

Dizem que do Tao só se vê as pegadas, mas não é com os olhos.

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X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.

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