A origem das Concepções

Conforme a Epistemologia teológica libertária… ou algo assim

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Leandro, por origem da concepção me refiro tanto ao processo mental que gera as ideais próprias e criativas, por oposição as preconcepções e doutrinas, quanto ao próprio principio original gerador deste processo criativo quando de tudo aquilo esta ligado ideal e materialmente a esse principio gerador atemporal. No primeiro caso o fenômeno se materializa como criatividade, no segundo como o mistério da criação, ou da existência que se origina mantem e renova sem se remeter a nenhuma um ente ou fenômeno espaço-temporal, mas que simplesmente existe como milagre ou contrariedade permanente da lógica: o ser que permanente surge e concebe a si mesmo do “nada”.

A questão é que o nada, é uma ilusão cognitiva o subproduto da abstração de um todo por entidade encerrada dentro do próprio universo. Então por trás do nada que como informação é uma mistura infinita de fenômenos desconhecidos e incognoscíveis, há origem tanto das ideias quanto das coisas, aliás podemos afirmar que muitas coisas se ligam ao “além”, por essas ideias não apenas como meros abstrações mentais, mas como pensamentos que estão ligados a nuvem. Pode-se se dizer numa analogia ao atual estado da computação que não só nossos pensamentos estejam ligados a rede, mas que muitos dos nossos raciocínios ocorram dentro da rede. As chamadas concepções originais são os pensamentos dos quais só temos acesso ao resultado e não ao processo pelo qual ele se produz, ou ao campo onde ele é concebido.

Me refiro portanto àqueles insights que emergem em estados mais profundos de consciência tanto através de diversos tipos de meditação desde a reflexão racional-filosófica até a esotérica, ou que podem emergir simplesmente depois do mais profundo sono- eu por exemplo sou obrigado a confessar que já acordei com textos inteiros prontos- mas você sabe que as vezes durmo e acordo só falando da mesma coisa… por anos.

Pode se dizer portanto que a origem das concepções é então tanto a reconexão com a rede da vida como processo, quanto a rede da vida como origem em si. Rede não composta tanto dos fenômenos integrados dentro e fora do nosso espectro sensível-perceptível, mas também por todos os fenômenos que vão além da capacidade da compreensão do nosso sistema simbólico-cognitivo, e não só não pertencem ao mesmo plano espaço-temporal quanto não podem ser reduzidos a nossa codificação ideológica, não sem perda da informação.

Acredito portanto que nossa mente possa ser criativamente conectada a esse principio original em outros planos além da nossa sensibilidade e lógica ordinárias mas não podem trazer deles senão as próprias resultados senão como ideais novas. Podemos interagir com essas forças transcendentais incognoscível, mas o que materializaremos disto como novas ideias ou praticas depende mais da nossa vontade e capacidade significação do que da fonte de inspiração (conhecimento) é a mesma. E a a esta força geradora original criativa estamos ligados simplesmente porque existimos nela.

Numa alegoria é como se houvesse um deus do outro lado como poderes alterar o nosso espaço-tempo mas só o fizesse através da nossa livre iniciativa criativa, até porque a livre iniciativa criativa dele é esta a criação onde temos constante liberdade criativa por ligação em alma a ele. Mas mesmo traduzindo esse principio dentro de uma linguagem teológica ele não seria propriamente um ente e a sua vontade de significação não uma mas todas em toda a diversidade necessária a concepção.

A origem da concepção representada como entidade mitológica transcendental seria a deusa libertária e revolucionária da criatividade, a Liberdade como fonte inspiradora das ideias originais, diversas e até mesmo contraditórias que surgem até mesmo do nada ou contra toda possibilidades ou delimitações do restabelecido. Mas isso como representação mitológica que em si é um concepção, como ordem natural a origem concepcional é se tivesse um nome daria a ela de Liber por analogia a substancia necessária a materialização do conhecimento como Livro da Vida.

Evidentemente que estas portanto não são ideias completamente originais, porque não existe ideias completamente originais, não como símbolos ou palavras. O signo é em si a redução necessária da ideia pura a realidade não só da comunicação mas da materialidade cognitiva porque a ideia não se apresenta nem própria sem rodar na plataforma mental, assim como a mente não a codifica sem usas da programação cultural que dispõe para fazê-la inteligível ao seu consciente. Para poder portanto de deixar se ser um principio metafisico e tornar de fato uma nova ideia até para o individuo a ideia original precisa ser abstraída da realidade seja ela perceptível ou transcendental.

A ideia original uma vez concebida, encarna portanto mesmo como codex se tiver uma identidade própria ou autônoma só pode ser subversiva, porque é na prática a negação não apenas do todo, mas do velho. Utilizando-se assim da linguagem cultural e da plataforma a mente ligada a rede da vida é capaz de reprogramar a si e o novo mundo como identidade independente e revolucionar disruptivamente ao mundo como revelação através de si. Libertando não apenas os que estão conectados aos presentes, mas o que já se foram e virão, libertando o próprio tempo-espaço como arte e novo plano coexistencial neste ou outro mundo.

Esta que a metáfora do iluminado do ente que sai da caverna ou da matrix, do filósofo vagabundo-cínico que vai contra as multidões que saem do teatro na verdade não é metáfora é um fenômeno libertário para quem experimenta a ruptura com suas egregoras culto-ideológicas e se reencontra e perde-se todo o dia da sua conexão com a rede original-ideal.

Minha concepção da origem da concepção é portanto transcendental, idealista e libertaria, é a fé revolucionária na vida como fenômeno de integração entre a rede autogeradora da vida e o milagre criativo da Liberdade como fenômeno original e imprescindível em todos os planos e sentidos.

De fato o ser humano é um animal conetivo, tanto no sentido de da busca por co-significação quanto de relação abstrata e real entre si e os seres como seres ou como coisas. E se neste processo não está ligado a rede da vida, está conectado a um culto que como rede fechada forma a egregora que fornece as concepções necessárias ao funcionamento de toda a pisque tanto como racionalizações aparentemente consciente quanto das relações com os demais membros do mesmo inconsciente coletivo. Esses conceptos originais servem de substitutos artificiais aos naturais e originais, as sombras na parede da alegoria platônica, mas são absolutamente necessários para manter a mente do privado de estimulo sensoriais verídicos viva ou pelo menos funcional.

Não existe mente completamente desconexa ou pensamento completamente fechado, mesmo os mais preconceituosos supremacistas se retroalimentam não só dos preconceitos dos sues círculos, mas respondem inconscientemente a sinergia do grupo.

O processo de libertação da criatividade, de religação artístico-teológico com a concepto original, é um processo de não só de desprogramação mental mas de desculturação deste estado de alienação porque simplesmente o preconceito se hospeda e coloniza de forma muito mais profunda que o simbólico do possesso processa.

Porém diria que o maior insight libertário não está na visão da liberdade como fenômeno real e transcendente, mas na visão do transcendental não como mero metafísico, mas como o complexo epistemológico reintegrado não não só de todo conhecimento descompartimentalizado, mas da humanidade não só não mais apartada em fé e razão mas reintegrada como entidade vocacionada e cosmológica.

Bem, acho que é isso.

Abraços

Marcus

PS: Caralho, cê viu essa enterradas?É claro que viu. Isto sim é que coisa do outro mundo.

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X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.

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