A Lava-Jato vai chegar ao judiciário? Chegar não é questão. A questão é vai pegar?

O enigma de Kaspar Hausen

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Cada um por si e Deus contra todos

Eliana Calmon é uma voz solitária, no poder judiciário. Se notabilizou (e queimou entre os comensais das cortes) por dizer sem papas na língua em 2011 quando era corregedora o que muita gente sabe e não liberdade para falar, não sem ter que pagar preço muito alto:

“Tem muito bandido escondido trás de toga”

Ela deu uma entrevista , muito boa que coloca perfeitamente a questão para o leitor atento. Vou colocar os argumentos dentro de uma ordem cronológica de modo a que se possam ser lidos como uma previsão de futuro:

“A Lava Jato pegará o Poder Judiciário num segundo momento. O Judiciário está sendo preservado, como estratégia para não enfraquecer a investigação.” -

“O Congresso Nacional já está tomando as providências para que não haja a punição deles próprios. Eles estão com a faca e o queijo na mão. É óbvio que haverá uma solução política para livrá-los, pelo menos, do pior.”

Nós temos a legislação mais moderna para punir a corrupção. O Brasil foi obrigado a aprovar algumas leis por exigência internacional em razão do combate ao terrorismo. Essas leis foram aprovadas pelo Congresso Nacional, tão apodrecido, porque eles entendiam que elas não iam “pegar” aqueles que têm bons advogados, que têm foro especial. Foram aprovadas também porque precisavam dar uma satisfação à sociedade depois das manifestações populares em junho de 2013"

“Os políticos corruptos nunca temeram a Justiça. O que eles temem é a opinião pública e a mídia. Eles temem vir à tona tudo aquilo que praticavam. O MP e a Justiça são tão burocratizados que se consegue mais rápido uma punição denunciando, tornando público aquilo que eles pretendem manter na penumbra.”

O grande medo destes senhores não é ver seu jogo denunciado. È ver o grande público e os faz descobrirem que toda a Copa e esse futebol político é uma grande farsa, uma grande fraude. Descobrir que não só todos times estão no esquema, ou esse ou aquele arbitro, mas todos os árbitros e até mesmo a própria Federação do Esporte Político. É descobrir que não tem um câncer no corpo. Mas câncer tem um corpo. É o corpo, onde a correção não é regra é a exceção.

O maior medo de um sistema que se sustenta pela alienação e servilidade popular é que a servo aliado liberte e cresça.

O Estado é como um pai ou marido que vive a aterrorizar aqueles que estão sob sua tutela política e financeira, com o discurso do medo: que será de você incapaz sem mim? A propaganda de terror do ladrão que se vende como provedor. Do sequestrador que se vende como guardião, e de quem não tem a menor ideia para onde ir como guia. O Estado vive e sobrevive de convencer a sociedade e cada cidadão de que por pior que ele seja, ela a sociedade não podem viver sem ele, o Estado. Não é capaz de se sustentar, nem capaz de andar com as próprias pernas sem segurar sua mão. Seja no estado paternalista seja no estado tirano, o estado vive de amputar a autoconfiança da sociedade, que feita não de uma pessoa mais muitas, não é outra senão a confiança mútua sem intermediários.

O Estado é como o tutor de criança herdeira preso em sua torre e tratado como desde o nascimento como incapaz, mendigo, idiota e escravo. O seu trabalho é por toda a vida é manter o herdeiro retardado, imbecilizado e infantilizado, que nascer e morre como um velho babão completamente dependente e crente de que precisa que seja cuidado, vigiado, alimentado que o ponha para dormir e limpe sua bunda, trancado em seu quarto e aterrorizado com o mundo real lá fora como uma animal num zoológico. Convencido que a comida, a água, a luz, das terras que foram dadas por sua mãe natureza não são suas e nem nascem ou crescem sozinhas, mas somente dos donos do zoo, completamente crente de que só pode sobreviver comendo e beijando a mãos deles.

Essa é a maior farsa já construída do homem contra o homem. O maior golpe, o maior mito da humanidade. Isto é a sua caverna, a sua matrix. De que adianta desestatizar as coisas se a vida é estatizada? Se o homem é uma animal, um idiota estatizado?

O maior medo dos que se sustentam idiocratas é que nós os idiotizados, descubram que o sol não nasce ou se põe por decreto, o rio não corre por medo ou a admiração das togas e , e que eles não são os senhores das arvore e frutos do homem, mas o senhores da sua privação. Eles não criam nada. Eles apenas tomam e regulam quando não simplesmente destroem.

O medo do Estado, o medo do homem estatizado e o medo do homem de Estado é um só: que o homem descubra que não tem um bode na sala, mas que eles são o bode na sala.

O maior medo que o homem estatizado tem da liberdade do povo não é a anarquia e o caos. Ele reza para que o homem livre decai no que ele entende por anarquia: que decaia em violência e caos. O maior medo do homem que vive as custas do outro, é que o outro descubra que pode viver sem ele, e ainda melhor. O maior medo do Estado é a sociedade. Que ela cresça se emancipe e descubra sua força e literalmente se livre. O medo deles não é a destruição e desordem, é a ordem criativa da liberdade.

O maior medo deles é que as pessoas descubram que não precisam destruir nada nem ninguém: só precisam colocar as coisas em ordem: os usurpadores e tiranos fora, o povo de fato como dono e soberano do seu território e os governantes não mais que seus empregados e não mais seus tutores.

O maior medo deles não é o fim do capital, mas que o trabalhador expropriado, também descubra que ele também tem direitos de propriedade, que também é por direito um capitalista e rentista. O maior medo dos tutores é que o povo, o verdadeiro dono da terra reclame o que é seu: sua emancipação, soberania e território e coloque esses usurpadores nos seus devidos lugares: Os ladrões para fora. Os honestos como funcionários que obedecem as ordem soberana e não as ditam.

O maior medo é que do tirano é que os herdeiros, os irmãos, descubram de quem são realmente filhos e reclamem o que é seu por direito natural. E colocam o mundo corrompido e pervertido, posto de ponta cabeça em sua devida ordem, como os violentos sem o monopólio da violência e do poder e as pessoas e sociedades de paz, livres não porque são os novos ditadores sobre eles, mas porque extintas estão as prerrogativas de posse e poder sobre o que é pertence ao outro, ou a todos igualmente.

O maior medo deles é que o servo descubra que a historia que todos somos iguais enquanto uns nascem para governar e outros condenados a ser governados é historinha de escravagista para o povo dormir. Ninguém nasceu para ser escravo do outro, nem econômico nem político, nem por 1 ou 360 dias do ano.

Uma mentira tantas vezes repetida que virou verdade. E até o coitado acredita que não tem capacidade nem direito de se governar.

O reino dos céus

Dizem que o povo não tem a educação formação para se governar. E? E daí? Onde isso implica a remoção forçada de suas liberdades e direitos de posse e soberania? Isso não muda absolutamente nada porque se a idiotia, ignorância e falta de capacidade fosse justificativa para remover direitos de posse e controle sobre as coisas muita gente rica já deveria ter tido seu patrimônio confiscado por quem sustenta e o administra para ele. Não interessa se você é um imbecil pobre ou rico se o que você possui é seu, ninguém pode remover o que é seu, porque é mais capaz ou cuida disto para você. Não existe usocapião do sobre pessoas, bem comuns, e nem mesmo de propriedades privadas baseado na idiota ou incompetência do dono, mas tão somente pelo abandono do antigo dono e apropriação do novo.

Não existe usocapião do patrimônio nacional, do bem comum, da propriedade pública por absolutamente ninguém, nem na qualidade de cidadão nem muito menos governante. O cidadão por que não é o único proprietário, o governante porque não passa na qualidade de governante de uma administrador, isso se não for um tirano e ladrão.

Como qualquer imbecil endinheirado demonstra claramente, mesmo que um povo fosse como ele completamente mimado, retardado e depende do outro até para peidar isso não retiraria dele o direito de posse e mando sobre sua vida, destino e propriedades muitas poucas exclusivas ou compartilhadas que são suas por direito natural, por necessidade de sobrevivência e portanto direito de legitima defesa. E se esse imbecil não fosse mais rico, ainda sim essas propriedades seriam tão invioláveis quanto qualquer propriedade particular que não seja fruto do roubo, violação, privação e violência dos outros.

Aqueles que são ou se julgam como mais capazes ainda sim teriam que respeitar suas posses e vontades trabalhando para ele, como qualquer trabalhador capacitado serve o dono do capital. Fora disso são ladrões e sequestradores, senhores daquilo e daqueles que não lhe pertence, tiranos.

Esse é o grande medo do ladrão sequestrador que toma posse da lei para legalizar seu crime. Que a sociedade vitima descubra sua fraude, a falsidade ideológica do sua autoridade como estelionato. Descubra que aquele que se passa por dono e pai e representante de seus interesses políticos e públicos é um farsante. Descubra que o fim do estadismo e autoritarismo é só o fim do mundo deles. Para ele o servo alienado é o começo. A fundação de um novo mundo livre, de um novo pais, de um território. A posse de fato do que é sue por direito.

O maior medo deles é que o alienado descubra que fora do estadismo não existe apenas a anarquia, mas que a anarquia só existe como antagonista desse mundo estatizado. Num mundo livre não existe anarquia estatal, existe igualdade de autoridade, de posse e controle do bem comum e liberdades fundamentais, existe democracia popular. A anarquia deles é sua liberdade e democracia. E a ordem e os os privilégios deles a sua sina e escravidão.

Num mundo livre há absolutamente tudo o que existe no mundo invertido e corrompido que vivemos, apenas na ordem correta. Há governo e nações. A diferença é que esses governos não mandam, obedecem a nação. Não fazem o que querem, fazem o quem lhe o dono e soberano paga e tem autoridade manda. Ou seja viverão como você. Ou melhor não. Porque na qualidade de cidadãos eles ainda terão os mesmo direito de exercício da soberania que todos os demais, você não.

Essa igualdade de direitos soberanos, de liberdades e poderes públicos entre todos os cidadãos é a ordem que garante que não exista nem a ditadura da uma minoria sobre a maioria, nem da minoria sobre a maioria, nem de um sobre de todos, nem de todos sobre um. Numa democracia todo cidadão soberano é a unidade básica da união. Não é o estado, não é a cidade, não é nenhum coletivo. É o individuo a pessoa humana uma entidade soberana autodeterminada e inviolável tal e qual o próprio Estado. Não é o Estado que confere direitos a pessoa humana, mas o direito inviolável da pessoa humana que confere a soberania do território como propriedade dos seus habitantes quanto como a própria sociedade entre eles enquanto seu bem comum provedor dos meios ambientais e vitais a sua sobrevivência como povo livre e independente.

A pessoa humana e seus direitos são a unidade fundamental, o átomo de toda federação. E como cada elemento federativo não pode ser submetido a vontade de nenhum outra membro pela força contra sua vontade, muito menos pela própria União. Pelo contrário cada unidade e instancia federativa só pode sofrer a intervenção forçada das demais justamente quando foge a esse principio de paz e liberdade. E tenta impor a força da agressão ou privação sua vontade contra a pessoa de paz. Nas relações entre seres e entidades soberanas isoladas ou unidas, o principio é o mesmo: ninguém tem prerrogativas nem muito menos o monopólio da violência, ou o que é a mesma coisa todos tem o mesmo dever de renunciar a agressão-privação e o mesmo direito de se defender legitimamente delas.

O Estado, o município, a cidade a cidadania, o governo, o juiz o policial, o o representante politico o governante a federação tudo continua existindo. A diferença é que em regime de absoluta igualdade de poderes políticos entre todos os cidadãos (democracia), absoluto respeito a pessoa e propriedades dos indivíduos exclusivas ou compartilhadas. (estado de direito).

A democracia não é a ditadura da maioria nem permanente nem alternada. Democracia e a soberania cidadã, é a soberania de fato do povo, não como abstração coletiva totalitária, mas como a assembleia das pessoas-estado soberanas que compões suas cidades, estados, nações e organizações de nações unidas.

Uma nação é uma união. Se for a união de plebe de escravos será uma nação escrava. Se for a união de um povo livre onde cada pessoa é o rei da sua pessoa que respeita a dignidade e nobreza e terras dos seus iguais. É uma nação não de despostas a espera de um déspota maior que os subjugue e submeta, mas de pessoas iguais em liberdade, uma nação de pessoas soberanas e livres.

Onde os representantes não são mais do que porta-vozes da suas decisões. Os bureaus, os técnicos, os juízes, os soldados e generais os administradores e governantes não são uma Cracia. São os funcionários da arque, porta-vozes que não tem autonomia para tomar decisões e posições sem antes consultar quem representa, você e todos que como você ele representante seja no parlamento, seja no executivo. E o coletivo deixa de ser uma fantasia e passa a ser de fato o que é: o interesse comum de n particulares representados por um individuo que não é senão o portador dessa representatividade politica e nenhuma além.

A classe política tem que ser extinta como classe como aristocracia. E o Estado restituído a sua condição de instrumento administrativo e social não sobre a sociedade ou para a sociedade, mas de propriedade de fato da sociedade.

O político como congressista, não pode ser mais do que um advogado indivíduos que representa e somente deles. Com procuração limitada para representá-lo não perante um tribunal, mas apenas para negociar as demandas e conflitos com os outros representantes no parlamento. Um procurador que não pode celebrar nenhum contrato sem a concordância de seus representados.

O politico como governante idem. não pode ser mais do que o administrador responsável para celebrar contratos ou tomar qualquer decisão sobre direitos dos titulares ou seu patrimônio sem consultar a assembleia dos mesmos regida por consenso, maioria simples, ou absoluta conforme o estabelecido no congresso para conduzir a tomada de decisão.

Não precisamos nos desfazer dos instrumentos e dispositivos constitucionais a nossa disposição, nem muito menos nos desfazer de nosso patrimônio nacional. Precisamos pelo contrário nos livrar dos usurpadores e colocar os servidores públicos e privados que usam patrimônio pública no seu lugar, simplesmente restituí-los a posse e controle a quem é de direito: a nós como sociedade de cidadãos livres e soberanos. E muito disso se faz sem precisar reinventar a roda, mas apenas retirando privilégios de poder e posse indevida a quem não pertence e devolvendo aos titulares.

O cidadão não precisa fazer nada por conta própria, só precisa ser o dono do do pais em sociedade, tendo a primeira e ultima não em uma grande assembleia, mas sobre a decisão de cada um dos elementos constituintes da sua representação e da federação, agora não mais como uma organização ou corpo a parte e acima de si, como farsa, mas de fato como órgão da sociedade portador da sua vontade comum e difusa de N soberanos em permanente negociação politica e econômica sobre o destino do sua terras como nação.

Um mundo ainda cheio de problemas e conflitos com filósofos e governantes e cientistas ainda prontos para vender suas soluções prontas para tudo. Mas com uma diferença fundamental: o rei é você. Quem decide é você. Porque no final das contas os problemas são seus, ou melhor nossos, e quem paga a conta somos todos nós, renuncie ou não você a sua soberania e autodeterminação.

Seja o seu próprio rei. Tome o lugar que é seu por direito. Porque o rei mesmo desterrado, mantido em correntes não é um escravo, mas um prisioneiro. E a dignidade humana é e sempre será mais real que o rei.

Declare sua independência. governe-se.

Governe-se para não ser governado.

E, interrogado pelos fariseus sobre quando havia de vir o reino de Deus, respondeu-lhes, e disse: O reino de Deus não vem com aparência exterior.
Nem dirão: Ei-lo aqui, ou: Ei-lo ali; porque eis que o reino de Deus está em/entre em vós. — Lucas 17:20,21

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“Se eu não pudesse ser Alexandre gostaria de ser Diógenes”. “E se eu não pudesse ser Diógenes o ultimo homem que gostaria de ser é Alexandre”.

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X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.

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