A já envelhecida “nova” democracia representativa brasileira (Parte 7)

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“Demócrata sí pero revolucionario también”

Jamais teríamos chegado a compreensão da necessidade de sociedades voluntárias não apenas não-violentas, mas contra-violentas no sentido de provedoras sociais das necessidades naturais sem antes ter aprendido que sem estado de paz como proteção social jamais poderemos nos defender contra o culto aos absolutos e o poder total.

Sem uma democracia libertária e jusnaturalista nunca nos livraremos dos monopólios agressores e privadores. Não só não vamos jamais conseguir conviver em paz e liberdade como a longo prazo vamos simplesmente nos extinguir seja como espécie seja como seres humanos.

Trocando em miúdos.

· Não adiada bancar o Chê e fazer justiça com as próprias mãos, porque o método e não os princípios é o fator determinante dos resultado. Os meios são na realidade o único e constante fim.

· Não adianta esperar que os governos se reformem sozinhos porque eles são organizações com objetivos próprios e inversos a seus princípios propagandeados: Eles dizem que servem a sociedade, mas na hora H, na crises quem paga com trabalho ou mesmo com a vida para sustentar o leviatã é sempre você.

· Só podemos assumir responsabilidades voluntárias e professá-las em palavras e atos consensuais, ou de defesa contra a violência, fora disso podemos nem não perceber mas já não somos mais parte da solução mas do problema.

A questão da vida não convencer os outros de que se está certo, mas não não renunciar jamais a sua liberdade de conceber sues próprios valores e certezas com sentido para a vida. Quem vive para convencer os outros pode não perceber , mas é o primeiro dos convertidos e egregados a inconsciência coletiva.

Só os prepotentes acreditam que podem mudar o mundo, o mundo como rede da vida se dependo da força de vontade de cada pessoa e muito faz quem não renuncia a sua livre vontade, não toma o espaço e tempo da dos outros, e defende como pode quem a exerce com ele em paz, porque simplesmente não se poe contra a correnteza trasformadora vida.

Sei que isso pode não ser o suficiente, e nunca é não para todo mundo. Não é essa a questão. Não estou pregando que não devemos interferir solidariamente naquilo que é direito fundamental do outro pelo contrario, estou chamando para que assumamos voluntariamente essa responsabilidade em conformidade com nossas capacidades, mas nossas capacidades produtivas e pacificas e não as belicosas.

Nossa armas e força de fato só podem servir com justiça a um proposito a reação contra a ameaça deflagrada de agressão e privação e só. Nitidamente uma ferramenta incapaz de promover a paz, e que se reforçada com ataques preventivos e vigilantes faz dos supostos defensores do bem a encarnação de todo o mal que dizem perseguir.

A promoção da democracia e da liberdade e da paz não se faz com estados policiais nem imperiais, com drones, escutas ilegais, com bombas nem exércitos, com isso se defendem territórios. Mas sim com a garantias positivas de liberdades fundamentais como meios vitais (propriedades e rendas naturais) cada vez mais seguras amplas e extensas a mais povos e pessoas. O resto são projetos de dominação mal disfarçados.

Portanto sejam os Financiamentos e subsídios as campanhas militares polícias ou corporativas, nenhum deles deveria existir. E não existiriam se não houvesse reservas de mercado politicas e econômicas para exploração da produção dos bens públicos e serviços sociais.

Deixemos, que as pessoas financiem a produção dos seus próprios interesses comuns e esse tipo de mentira cairá junto com todos os monopólios benesses estatais. Ou melhor, não deixamos, nós protegemos, garantamos que todas as pessoas possam financiar seus interesses comuns não apenas proibindo que qualquer poder econômica ou político (nacional ou internacional) venha tomar posse do bem comum e da coisa pública.

Garantamos que as pessoas tenham seus direitos de propriedade de paz tanto particular quanto compartilhada protegidos contra toda forma de roubo ou expropriação forçada. E teremos então um esboço de um estado de justiça.

Mas como assim? As pessoas nem dinheiro para financiar sua livre inciativa e empreendimentos? Para financiar seu trabalho vocacionado? Como vão bancar suas sociedades politicas e econômicas? Sim elas podem não ter dinheiro, mas isso não quer dizer que não tenham posses. E que se verdadeiramente livres não possam emitir suas próprias notas promissórias e títulos lastrados nestas propriedades e capacidade de trabalho nas mesmas.

Quem nasce absolutamente sem nada, não sabe, mas já nasceu roubado. Não tem propriedades particulares, porque não tem acesso nem usufruto as posses comuns e públicas estatizadas permanentemente expropriadas junto com seu trabalho parcialmente alienado reiteradamente via tributos. As pessoas pobres não podem se bancar não porque não trabalham, mas porque são dependentes, ou pior, reféns tanto do estado quando dos mercados subsidiados por ele.

Pegue então o último dilema esquematizado, o pivô de todas as desgraças que estão hoje acontecendo no Brasil ,a Petrobras:

As falsas escolhas:

· Estatização(mais controle e aparelhamento estatal)?

· Privatização(mais concessões ao capital privado-corporativo)?

A solução verdadeira e impossível: desestatização, desprivatização e restituição do controle e dos rendimentos como dividendos sociais para seus verdadeiros donos: cada cidadão como acionistas juntos como todos os demais investidores não-corporativos.

— “Não, mas essa solução é utópica demais.”

— -Utópica demais? Ora vá pro inferno. Estes governos é que são distópicos.

Ninguém tem vergonha de sustentar o insustentável ou deixar que autoridades acéfalas se aventurem e desmontem tudo desde que ficam dentro da mediocridade. Porém tudo que é necessário se não for absolutamente banal e defendido pelas ditas autoridades não é uma solução exequível. Isto é a propaganda estatizadora da realidade absurda: as autoridades vão sempre defender os maiores absurdos com a maior naturalidade, porque todo poder delas vem justamente da banalização forçada do absurdo como se fosse a única realidade possível.

Quando eu escrevo estas coisas muita gente fala que é utopia, como se dissesse que não é possível ou não se deveria realizar. Mas não tem vergonha de defender que esses velhos podres no poder façam o impossível e tudo que não se deveria jamais fazer para ficar com o poder. E agora que saltam do barco como os ratos que são.

O poder se sustenta pela negação dos bens comum e naturais e a imposição dos mal artificial como se fosse ele a necessidade e não o que é naturalmente capital!!! Quando demando a restituição de bens públicos e naturais a cada habitante do território (seus donos), não estou demandando uma utopia, não estou pedindo nenhum benéfico ou favor, estou demando com justiça o fim de um crime; estou demandando o respeito ao cumprimento de direitos fundamentais inclusive de propriedade.

Não é portanto uma questão de se é possível ou impossível é uma questão de paz e justiça: o ladrão que sequestra tem que soltar o refém. Ele o governo pode até negociar com a faca no nosso pescoço, afinal nos tem como refém, mas os termos da negociação não pode compreender menos do que o objetivo da negociação de paz: a libertação do refém, e o fim da extorsão e violência contra a sociedade.

As novas gerações não são mais malandros nem mulheres de, não querem mais casamentos e comunhões forçadas ou mantidas sob a base de ameaça. Não será possível acabar com a consciência emergentes dos povos, classes gêneros e raças não sem matar toda uma nova geração — o que não seria a primeira vez.

Acordemos, antes que seja tarde, acordemos: o que a propaganda dos políticos diz que é o impossível é o absolutamente necessário, e o que eles dizem que é o mal necessário é o perversão do bem e da nossa natureza que devemos nos livrar.

Necessário é nos livrarmos da falsa obrigações restituir nossos direitos naturais e fundamentais e assumirmos voluntariamente como pessoas livres nossas responsabilidades sociais. É isto ou pagar para ver até onde o Brasil e o mundo aguenta antes que eles jogando os povos do mundo uns contra os outros para manter suas conquistas vão nos levar. Não se iluda, não só a muita gente disposta a convencer como disposta a ser facilmente convencida que matar gente, que a guerra não é um crime, mas é um mal absolutamente tão necessário para preservar a paz.

E de certa forma eles já venceram o jogo o Estado Islâmico é o tipo inimigo que nos faz esquecer quem são os responsáveis lá atrás por tudo o que vivemos, é o tipo de inimigo que faz até Churchills, Roosevelt e até Stalins poderem pagar de bonitos na foto. Tudo que gente ruim e até genocida reza toda a noite para que aparece e os estados de poder durem por mais 100 anos.

Não você pensa eles não fariam uma coisa dessas. Você não está entendendo? Talvez eles já tenham feito. Quantas vezes nestes últimos tempos você já disse para você mesmo isso, mesmo sabendo que seria enganado? Não precisa contar. Apenas responda para si mesmo: vai mesmo continuar pagando para ver?

Não? Continua duvidando de tudo o que eu estou dizendo. Ótimo, a dúvida é sinal de inteligência e o inicio do conhecimento, agora pegue esse principio de inteligência e aplique com mais mais amplitude ainda e dúvida também deles.

Governe-se.

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