A já envelhecida “nova” democracia representativa brasileira (Parte 4)

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Ordens Livres ou autoritárias?

Sim a classe política, as instituições politicas não evoluíram não acompanharam a nova era da sociedade da informação. Eles não mudaram mas a tecnologia e consciência das pessoas mudou. O nível de descentralização da informação e consequentemente de manipulação das massas é completamente outro.

E quando se chega neste ponto de entropia do sistema não é mais possível fingir que nada aconteceu e voltar a ser tudo o que era. Há somente dois caminhos:

· ou se toma coragem e vai em frente evoluindo constitucionalmente para um estado mais pleno de direitos democracia

· ou se para e espera e acomoda com o retrocesso dos direitos e instituições democráticas fragilizadas enquanto o autoritarismo tome de vez o poder.

Neste nível de incredulidade e infidedignidade das instituições, novos políticos, governos ou partidos não salvarão nada, nem sequer privilégios de classe. Somente novas formas mais justas e legítimas de se fazer política prescritas e adotadas por força constitucional podem restabelecer a ordem que se liquefaz. E quanto maior for a inação dos verdadeiros democratas frente a necessidade de uma nova constituição verdadeiramente fundamentada em na plenitude do exercício da cidadania maior será o a demandas irracional por lideranças e regimes que encarnem qualquer ordem — ainda que a mais “fácil” e primitiva delas: a autoritária.

Ou seja, ou ampliamos a democracia e os direitos fundamentais, ou então veremos as conquistas sociais se perderem de vez, e os reacionários tomarem de vez o poder não apenas no Brasil, mas no mundo. E não se surpreenda portanto se portanto a agenda da extrema direta não for mais só dela mas de toda uma população cada vez mais xenófoba aqui e fora.

Ou evoluímos nosso estado de direito democrático para atender as necessidades do nosso tempo e da nossa geração; ou caminharemos para uma ruptura entre os representantes dos velhos regimes de poder e as aspirações populares de liberdade. Ruptura institucional que poderia gerar também a nova constituição mais livre e democrática mas que corre muito mais o risco de decair em regimes de reacionários e violentos muito mais afeitos a estados de divisão e guerra. Sem uma transição pacífica podemos não só degenerar a liberdade que venha a ser conquista em poder, mas como o custo dela não valerá o preço de nenhuma vida sacrificada. A luta pela autodeterminação assim como a luta pela autopreservação só é justa democrática e libertária se e somente se for em defesa da vida e liberdades da livre vontade ameaçada pela vontade de poder e não como expansão perversidade da vontade de liberdade como poder.

Um coisa é certa, assim as coisas não vão ficar, a ordem será restabelecida. A questão é se teremos uma ordem:

ainda mais hipócrita e autoritária;

ou uma ordem mais livre e democrática.

Resposta que depende única e tão somente se vamos ou não do nosso compromisso voluntários como nossas sociedades civis.

Estados e revoluções se legitimam pelo mesmo principio que constitui as declarações de direitos universais os direitos naturais que pertencem a igualmente a todos e não podem ser violados nem jamais deixar de ser garantidos como meio vital enquanto o ser tácita e naturalmente respeitar este direito convivendo em paz com toda a diversidade de formas de vida e consciência.

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