A já envelhecida “nova” democracia representativa brasileira (Parte 2)

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Teatro Político

A democracia representativa não é portanto imperfeita, ela é uma fraude. Se fosse uma verdadeira não seria um estado de poder autoritário, mas um estado de direito libertário. Porque a igualdade de poder entre todo um povo se não for um discurso mas um fato, é a mesma coisa que a garantia liberdades fundamentais para todos.

A democracia direita de farto, o igual poder sobre coisas comuns não é poder, é garantia de direitos fundamentais. Mas a democracia como representação é a falsificação da desigualdade de fato de poderes entre os cidadãos como se fossem a garantia dos seus direitos e não sua violação. É a cidadania reduzida a obediência política entre os supostamente iguais em liberdade básicas mas evidentemente desiguais em autoridade política sobre a coisas pública e o bem comum.

A falsa democracia representativa eleitoral , a obrigação de escolher a quem se vai se submeter vendida como se fosse o direito de se governar, está fundada na discriminação de fato de liberdades e direitos fundamentais pela segregação do acesso e controle aos meios vitais. É um regime coercitivo formado pela pseudo-isonomia entre um povo que continua na prática a ser a plebe. Um estado de poder, de desigualdade de direitos políticos e logo civis que inevitavelmente em crise antes de quebrar decai em regimes de exceção, autoritários ou mesmo totalitários — ainda disfarçados ou não .

A democracia representativa se fundamenta na propaganda subliminar da desqualificação da igualdade de poderes e liberdades básica entre todos os cidadãos. A retorica é a da igualdade liberdade e fraternidade, a prática é o mesmo culto modernizado ao poder supremo e a idolatria a violência e seus monopólios.

Todo estados de poder, exige a a anuência hipócrita a cultura da discriminação, a assunção tácita do preconceito supremacista primordial. Não importa se o enfoque é de classe, gênero, etnia, cultura ou gene, o supremacismo dita e se sustenta na preconcepção de que há dois tipos de seres humanos que precisam sempre estar segregados:

os ignorantes que não podem tomar participar decisões públicas, e as vezes nem particulares;

e as esclarecidas que devem fazer o que jugarem melhor para todos — e isto vai da tutela patrimonialista até a holocausto.

A democracia burguesa se fundamenta portanto na desqualificação da verdadeira democracia direta como realidade para imposição da velha submissão do povo a um poder supremo, outrora disfarçado de vontade divina, agora se racionalizado como outra ficção: a da vontade coletiva.

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