A influência revolucionária do feminismo radical no pensamento libertário

O Estado como monópolio sumpremacista da violação

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Do feminismo: Todo estupro é um ato de poder.

Ao Libertarismo: Todo ato de poder é um estupro.

A teoria feminista do estupro desenvolveu-se a partir da posição feminista radical que o considera um ato motivado pela necessidade de dominar os outros e tem pouco ou nada a ver com o desejo sexual. A teoria de que “todo estupro é um exercício de poder” ainda é aceita hoje por muitas estudiosas feministas radicais (BROWNMILLER, 1975, p. 256). Em seu livro Against our will: men, women and rape, Brownmiller sustenta que o estupro é um mecanismo de controle historicamente difundido, mas amplamente ignorado, mantido por instituições patriarcais e relações sociais que reforçam a dominação masculina e a subjugação feminina. Brownmiller examina também a história e as várias funções do estupro na guerra e argumenta que os atos de dominação e subjugação refletem e reproduzem arranjos patriarcais, sociais e de gênero mais amplos. Sua obra seminal forneceu um marco para os estudos socioculturais, sociopsicológicos e psicanalíticos do estupro. Por exemplo, as feministas socioculturais analisaram as conexões entre processos de socialização e formas de violência contra a mulher e concluíram que o estupro é um subproduto da cultura patriarcal e da socialização que predispõem os homens à violência, ao mesmo tempo que os estimulam a ver as mulheres como objetos sexuais (SORENSON e WHITE, 1992).

Pode parecer um exagero equiparar a relação de poder com a violência do estupro. Seja o estupro a um ato de poder, seja o poder a um ato de estupro. Para muitos pode parecer que estas afirmações servem apenas para relativizam e reduzir a carga de violência do estupro ou então para demonizar as relações de poder. Porém essa percepção só existe para quem não usa a palavra poder no mesmo sentido destes libertários e destas feministas. Ou seja não compreende o poder como a própria relação de violência por definição que se manifestas como violação em diferentes formas e graus. Da ameaça e intimidação e perseguição, da privação a agressão, até enfim a violação e violência máxima contra a vida e liberdade como estupro e assassinato.

A quem enxerga e confunde o poder como se fosse liberdade. Como se fosse meramente a possibilidade de fazer algo, seja como direito ou capacidade, o poder não parece ser tão violento e violador, assim como igualmente banalizado a próprio violência sexual, das mais explicitamente agressivas até as mais enrustidas e toleradas como simples “relações de poder”.

O poder a que nos referimos diferente da liberdade que existe sem necessariamente haja uma relação como capacidade e propriedade inerente de uma pessoa, não existe sem justamente a sua violação. O entendimento do poder e uso palavra poder nesse sentido, é uma apropriação pervertida do conceitual desse fenômeno da liberdade pois na prática do poder é consiste justamente na perversão da liberdade tanto na medida que se destrói e expande esse conceito para a vontade, corpo e propriedade alheia.

A liberdade existe em si e para si como fenômeno inerente da livre vontade que confere ao ser sua anima e autonomia. O poder só existe como relação na exata medida em que se define como a livre vontade de um ser imposto sobre a de outro. Poder sobre coisas sem vontade própria pode é uma extensão da liberdade como propriedade. Liberdade tomada a revelia sobre seres dotados de igual vontade é poder e igualmente violação.

O que torna o ato do estupro tão perverso é justamente o fato que o que ele viola e não é só o corpo do ser como se esse fosse sua mera propriedade, mas a sua alma sua vontade. Ele é um ato mais muito mais próximo de assassinato do que do roubo porque ele não tenta destituir a outra pessoa de uma propriedade que pode ser separada dela, mas uma a propriedade do seu corpo enquanto dignidade, enquanto manifestação da material da sua existência espiritual. Uma forma lenta e dolorosa de matar uma pessoa aos poucos roubando literalmente sua vontade viver, sua liberdade enquanto livre vontade.

Ou de forma mais simples uma relação de poder, não é definida pela simples presença de hierarquia ou desigualdade de forças ou poderes, mas necessariamente pela sua imposição. A relação de poder é essencialmente uma relação de violação porque necessariamente se impõe contra o princípio da consensualidade das partes. Essa relação não-consensual essa violação nem sempre é feita só com agressão, mas por vezes, com ameaça, coação, repressão e até mesmo privação dos meios dos meios que o outro poderia oferecer como resistência contra a imposição a vontade do outro contra a sua.

O que caracteriza o estupro é o ato sexual sem o consentimento da outra parte. A violência não está na força bruta, a força bruta é apenas o método mais antigo e primitivo de impor sua vontade e desejos a força. A violência está na violação em si, na imposição da sua vontade sobre o outro sem o seu consentimento por qualquer que seja o poder, ou mais precisamente a relação de poder para cometer o abuso.

Por isso não é de se surpreender que soe ridícula e implausível a acusação de abuso sexual ou estupro por parte de uma mulher contra um homem, pois para que isso seja possível a mulher precisa necessária deter o poder da relação e como regra é contrário que se verifica. É como acusar um negro de supremacismo racial, ou um cidadão de abuso de autoridade contra um governante. Ele não tem como exercer o abuso ou impor a supremacia de um poder que não possui, mas ao qual via de regra está submetido.

Não vou contudo repetir aqui os argumentos feminista do caráter masculino e patriarcal do poder, ou da relação de poder que carateriza as relações sexuais de abuso aceito ou recriminado do homem contra todos os outros gêneros e até mesmo contra o próprio forma de imposição do seu poder. Esses argumento foram muito bem postos pela critica feminista ao machismo e patriarcalismo.

Minha contribuição não ao feminismo, mas contra a dominação patriarcal. Vem justamente da denuncia do quão psicopatologia é essa cultura de e mentalidade violência predominante masculina da qual eu como homem posso falar com propriedade. Não só como adulto mesmo lutando ainda faço parte desse inconsciente coletivo doentio como vou continuar fazendo enquanto ele existir e for homem. Mas também como criança que um dia fui, que antes de ser homem e portanto submetido a força desse pátrio-poder tanto no sentido de me converter na sua imagem e semelhança quanto de anular qualquer sentido feminino integral do meu ser, sobretudo naquilo que a liberdade é natureza mãe e geradora da criação e criatividade.

O poder é um estupro, não apenas por analogia a violência da violação da dignidade e liberdade. O poder é um estupro porque é um fetiche. Assim como todas as relações sexuais não só a de intercurso sexual propriamente dito mas entre pessoas de diferente gêneros está completamente pervertida enquanto relações poder. As relações de poder igualmente estão completamente pervertidas por sexualidades frustradas como manias e taras de posse do outro. Manias e fantasias de poder que se realizam literalmente pelo gozo da violação e violência que vão assim como as relações de poder e abuso sexual nas relações pessoais dos menores abusos aos crimes mais monstruosos e hediondos. Cometidos por maniacos em série que como piscopatas que não encontram mais satisfação da sua libido senão cometendo as piores atrocidades que traem todas os fetiches de poder e perversões sexuais.

Adentrar o museu de tortura medieval, um presidio, um campo de concentração, os porões de ditaduras ou mesmo regimes que se dizem democrátricos e a casa de um psicopata como o que inspirou o filme piscose é revelador e assusta pelo de semelhança entre esses pequenos e grandes maniacos. E entendemos que o gosto de ambos por moveis feitos com pele de gente não é mero acaso, nem o gozo e prazer mal disfarçado com a agonia e sofrimento e posse das vidas alheias tanto em rituais de antropofagia de almas e corpos.

Supomos que a ligação entre poder tesão sexualidade e dominação são fantasias inofensivos. Ou hipócrita e puritanamente tentamos fingir que não vemos o quanto governantes e outros poderosos tem de velhos tarados e maniacos. Tentamos assexuar o fetiche do poder. Separamos em caixas em compartimentos da nossa mente, e praticamos essas constante cegueira coletivo não só como forma de nos proteger do nossa traumas sociais, mas de renegar dos nossos próprios instintos sexuais e possessivos mais primitivos. Mas lá estão eles, espelhados e institucionalizados nesses cultos e culturas de poder como possessividade e possessão e adoração da posse martírio da beleza e inocência, vulnerabilidade e liberdade das mulheres e crianças estupradas e mortas por nossos corpo artificial. E lá está esse homem frustrado e reprimindo comemorando a violência dos lideres maniacos da representação das sua vontade coletiva como quem comemora o gol do seu time, a se gozar todo como o pinto dos outros.

Mutias outras explicações são dadas para isso. Mas muitas explicações são foram inclusive cientificas foram dadas para os piores crimes da humanidade, da escravidão as guerras, das torturas aos holocaustos, para tudo eles tem uma explicação e justificativa bem elaborada, exatamente como os piscopatas comuns. Capacidade de racionalizar suas taras e os crimes cometidos por elas faz inclusive parte da definição dessa sociopatia.

As teorias econômicas e materialistas tentam vender o homem civilizado como um homem racional governado por sua consciência, mas o que ele este homem desintegrado embrutecido pelo cativeiro é um animal econômico e politico que quando na politica e nos negócios fode, e nas sexo come. E vice-versa. E não fode e come feito bicho, mas como bicho que pegou gosto por carne e sangue. E quanto mais nova e tenra for a carne maior é a libido do hierarca tarado por possuí-la como sua, como poder. Não é toa que sua libido gire em torno dessas satisfação fisiológicas primitiva comer e foder. E que o que ele chame de cultura e civilização não seja senão a ritualização desses vícios como costumes predatórios até para o plano do simbólico e espiritual.

O estupro o assassinato o aprisionamento, tudo isso quando devidamente ordenado e institucionalizado dentro dessa cultura de violação como estadismo como prerrogativas ou licenças a quem detém a autoridade deixa de ser crime e mania para ser a normalidade e a lei. Os mesmos fetiches, manias perversões em atos e comportamentos quando praticados dentro dos ritos dessa lei, dentro das prescrições desse culto se tornam aceitáveis. E o soldado nazista quanto o psicopata volta para casa e seu papel de pai amável e cidadão respeitável. E a normalidade é definida por consenso, pelo consenso entre eles os maniacos que estipulam suas manias como regra e seus mitos que a racionalizam como doutrina.

A satisfação da tara de posse do outro, a gozo pela violação, seja ela efetivado pela violência políticas, econômicas, religiosas, social, pessoal em todos os planos carrega esse desejo de satisfação da libido que primitivamente é dispersado no sexo. O sexo é primitiva e instintivamente o veiculo de perpetuação do ser e sua forma. Ele enquanto liberdade enquanto está relacionado ao amor e criação. Na medida que ambos estão intrinsecamente ligados como principio constituinte do novo a partir da harmonia e conjunção do diverso. Onde uma das partes anula ou devora a outra não é propriamente criação do novo, mas manutenção e reprodução de um mesmo. E neste sentido a parte que viola literalmente devora o outro, se alimenta de sua força vital para reproduzir aparentemente como mesmo. Porque de fato, desse relação predatória a cada vítima já é outro completamente alterado por seu hábito. Não é por acaso portanto que mesmo nas formas mais brandas de abuso e dominação o frustrado e maniaco por controle da vida alheia mantenha seu fetiche na repressão sexual, procriação, concepção tanto em seu sentido literal quanto simbólicas como ódio, inveja e censura da arte, o livre pensamento, conhecimento e comportamento. De tal forma que aquilo que ele não consegue possuir, controlar, empalhar e inseminar para ser como coisa a extensão do seu ser ou sua imagem ele precisa desesperadamente destruir. E o destruir, o matar é fazer de novo o ser sua posse, sob seu controle.

O psicopata social ou estatal é em suma um individuo que não consegue lidar com a mera existência do outro. Emocionalmente o mundo e ele são a mesma coisa, e torná-lo assim o reflexo do seu eu totalitário aplaca sua fome existencial como ansiedade e lhe dá o prazer que uma pessoa livre (desta perversão patológica) só obtêm com a emoção oposta. O de saber-se querido e desejado, amado, correspondido por aqueles que ama e deseja não possuir mas compartilhar a relação. Naquele desejo curioso de quando conhecemos ou expiremos algo precisamos mostrar e contar, dar para alguém experimentar também. A relação em si é o bem, uma coisa tão real quanto cada um dos seres, a pessoa livre sente isso. O psicopata não mais. É um amputado emocional, uma mente dentro de uma corpo sem sensibilidade nenhuma, um buraco negro tragando desesperadamente os outros para preencher um vazio que não diminui, só aumenta, porque a cada ser e pessoa transformada em coisa, a cada relação perdido, o nexo dessa existência se desfaz até restar apenas o vazio insaciável e monstruoso do desejo e poder como perpetuação da único sentido e sensibilidade que forma de vida conheceu: a do seu eu.

Ignorar o componente de perversão e frustração sexual e existencial que constituí a pessoa violadora e violadora na relação de poder, é ignorar a própria natureza e motivações reais do poder e todo poderosos. É ignorar a sua ânsia por satisfação e perpetuação de si mesmo em mesmo pela predação do outro. Ignorar que o prazer em si do violento é o violência, do poderoso é o poder do estuprador o estupro do assassino o assassinato e em cada um deles em essência o mesma tara e perversão a realização do eu, do seu vazio existência na posse e destruição da vida e liberdade do outro. Perversidade, mas pode chamar de tesão pelo poder.

Não se engane o culto ao poder, a idolatria aos poderes, não é a adoração da vitima ao algoz. Mas do fiel do culto a sua seita e seus ídolos como líderes e símbolos ou corpo artificial e coletivo do seu inconsciente. Uma culto que se superestrutura como cultura de adoração ao poder, a violência e a sua supremacia como a nova ordem da natureza e do sagrado.

Mas o que eu estou dizendo??? esses bons homens que defendem o interesse público não capazes de machucar nem uma mosca, eles só colecionadores de borboletas…empalhadores de pássaros… onde está o mal nisso?

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X-Textos: Não recomendado para menores de idade e adultos com baixa tolerância a contrariedade, críticas e decepções de expectativas. Contém spoilers da vida.

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